Da Redação do Gazeta de Taguatinga 

A proposta, do deputado João Campos (PSDB-GO), estabelece que o voluntário seja responsável por atividades típicas de policiamento ostensivo, de defesa civil e de segurança pública, sob o comando da respectiva Força Militar.

Pelo texto, o SIMV terá duração de 12 meses, podendo ser prorrogado por até seis anos e os voluntários ocuparão cargos de soldados, cabos ou sargentos.
O projeto estabelece que as atribuições e as competências dos militares integrantes do Serviço de Interesse Militar Voluntário sejam compatíveis com os cargos militares que ocuparem. Define ainda que os estados e o Distrito Federal poderão, por lei própria, criar o SIMV no âmbito das corporações militares desde que não ultrapasse 10% do efetivo da respectiva força.

Legislação

Atualmente, existem dois tipos de serviço militar temporário: o Serviço Militar Obrigatório e o Serviço Auxiliar Voluntário (SAV). Ambos são de contratação temporária nas forças militares federais, mas de natureza jurídica distinta. O serviço militar obrigatório atende a atividade-fim enquanto o SAV atende a atividade meio (serviço auxiliar, serviço de apoio).

A Lei 4.375/64 permite o ingresso nas fileiras das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares por convocação, aceitação voluntária e pela contratação por tempo determinado.

As forças armadas são compostas por dois tipos de efetivos: um núcleo composto por militares de carreira e um composto por militares temporários (soldados de primeira classe, cabos, sargentos, oficiais R/2, fuzileiros e marinheiros).
Ingresso

Pelo texto, o interessado deve participar de seleção, conforme edital de convocação, e ter entre 19 e 29 anos, ter concluído o ensino médio, morar no local onde deseja servir, possuir certificado de reservista de primeira ou segunda categoria e apresentar autorização da Força Armada que prestou serviço militar obrigatório ou carta de apresentação da instituição na qual serviu.

Se aprovado, os candidatos serão matriculados em curso de formação também de caráter eliminatório. Se passarem nesta outra etapa, serão convocados para a prestação do serviço na corporação na condição de militares.
Subsídios

A proposta permite que os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública sejam utilizados para complementação de remuneração dos militares do SIMV.

O projeto prevê que os estados que se beneficiarem do fundo devam disponibilizar 5% de seu efetivo para a Força Nacional de Segurança Pública. Pelo texto, aqueles que estiverem à disposição da Força Nacional receberão pagamento em dobro e, quando mobilizados em outra unidade federativa, receberão diárias.

Tramitação

O texto será analisado em caráter conclusivo pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Sebrae no DF supera em quase 10% meta estabelecida no início do evento

Tríplice Comunicação

 


A VIII Semana do Microempreendedor Individual, realizada pelo Sebrae no DF, terminou neste sábado (7/5), com um saldo extremamente positivo. O número de pessoas atendidas nos 23 pontos espalhados pelas Regiões Administrativas chegou a 10.754, superando a meta estabelecida, inicialmente, de 9.960 – ou seja, quase 10% acima do previsto. “Quem busca otimizar o empreendedorismo deve estar onde o empreendedor está. Não adianta tentar, dos nossos gabinetes, fomentar o empreendedorismo longe da nossa realidade. Quando o Sebrae se aproxima, consegue viver a realidade e atender muito melhor. E as pessoas sempre nos recebem de braços abertos, porque enxergam no Sebrae a possibilidade de realizar o sonho de suas vidas: serem donas de um negócio próprio, não dependerem de ninguém e não terem limites para crescer”, assegurou o diretor-superintendente do Sebrae no DF, Antônio Valdir Oliveira Filho, na companhia da diretora-técnica do Sebrae Nacional, Heloísa Guimarães de Menezes, e do diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, Vinícius Lages, durante visita ao Recanto das Emas, ao Sol Nascente e a Brazlândia.

No DF, o evento ofereceu 134 oficinas, 26 palestras e quatro clínicas, resultando em 8.263 orientações, 520 empresas formalizadas e 2.491 pessoas capacitadas. Entre os temas abordados, assuntos voltados para os interesses do MEI, como formalização, educação financeira, linhas de crédito, formação de preço e boas práticas na manipulação de alimentos. "Nas Regiões Administrativas do DF, existem empreendedores e empresários de todo o Brasil, com perfil educacional e demográfico que representa grande parte do nosso País. Muita gente empreendedora, que vem sentindo os efeitos do desaquecimento da economia, demonstrou estar animada, querendo participar de treinamentos. Portanto, além de reforçar a importância da formalização, estamos lutando para que a vontade de empreender permaneça viva”, afirmou Vinícius Lages.

O Setor Habitacional Sol Nascente, em Ceilândia, além da unidade móvel para o microempreendedor tirar dúvidas sobre a formalização da empresa, emitir documentos e declarações, recebeu os Agentes de Orientação Empresarial (AOE), que visitaram empresas de diversos segmentos, oferecendo todas as ferramentas de capacitação do Sebrae e propondo soluções criativas para driblar a crise. “Para nós, é fundamental não só apoiar a formalização das empresas, mas também levar informações com cursos, oficinas e palestras, orientar sobre as necessidades desses microempreendedores estarem em dia com suas obrigações e garantir seus direitos e benefícios. Estar aqui e ver que isso está acontecendo da melhor forma é muito gratificante", Heloísa Guimarães de Menezes.


Equipe do Gama, recebeu a visita do diretor superintendente do Sebrae no DF o administrador Antônio Valdir Oliveira Filho

 

 

 

O investimento em caminhões-pipa, retroescavadeiras, pás-carregadoras e motoniveladoras será de R$ 66,2 milhões anuais 

Guilherme Pera, da Agência Brasília
 
 

Ao contrário do informado na versão anterior, o contrato representará um reforço de 593, e não 590


O governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, participou do evento que autorizou cinco ordens de serviço para a execução de contratos de locação de equipamentos para todas as regiões administrativas. É um reforço de 593 máquinas — entre pás-carregadoras, motoniveladoras, retroescavadeiras e caminhões-pipa — para trabalhos em todo o Distrito Federal, com custo de R$ 66,2 milhões anuais. O evento ocorreu nesta segunda-feira (9), no estacionamento do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha.

Os contratos foram firmados com a Cooperativa dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas e Passageiros em Geral (Coopercam). A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) ficará responsável pela gestão dos equipamentos que serão utilizados pelas administrações regionais.

Assim como ocorre com caminhões e máquinas da Novacap, os equipamentos terão sistema de monitoramento por GPS. Ao todo, 160 já receberam o GPS e estão prontos para começar a operar hoje. Atualmente, 317 máquinas estão em funcionamento em todas as regiões administrativas.

Trabalho em equipe
Rodrigo Rollemberg falou sobre o cumprimento dos pagamentos em dia com os caminhoneiros, elogiou o trabalho da Novacap e ressaltou a importância de atuar em equipe. "Com essas máquinas teremos quase mil equipamentos nas ruas de Brasília", afirmou. "Isso será importante para a manutenção nas nossas vias, nossas estradas, nossos gramados, o embelezamento de nossos jardins, as operações tapa-buraco e várias outras intervenções que a Novacap vai poder realizar com a parceria das administrações regionais", continuou.

O diretor-presidente interino da companhia, Júlio Menegotto, reforçou o trabalho em equipe. "Compete à Novacap executar os serviços e, às administrações regionais, demandar os serviços e ajudar a fiscalização", disse.

Homenagem ao "jardineiro do Cerrado"
A entrega ocorreu um dia após a morte do engenheiro agrônomo e funcionário aposentado da Novacap Francisco Ozanan Coelho, de 72 anos, chefe do Departamento de Parques e Jardins por mais de 30 anos. Ontem, o governador decretou luto de três dias pelo falecimento do homem conhecido como "jardineiro do Cerrado".

Durante a cerimônia, foi decretado um minuto de silêncio antes dos pronunciamentos. "Quando olho os ipês e flamboyants dessa cidade, lembro meu querido amigo Ozanan, o jardineiro do Cerrado. Não há homenagem maior para ser feita a ele que manter essa cidade bonita e florida", discursou o governador Rollemberg.

Também estiveram presentes o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio; o secretário de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade; o presidente da Terracap, Júlio César Reis; a diretora-presidente da Agência de Fiscalização (Agefis), Bruna Pinheiro; o diretor-geral do Departamento de Trânsito (Detran), Jayme Amorim; os secretários-adjuntos de Relações Institucionais e Sociais, Igor Tokarski, e de Assuntos Legislativos, José Flávio, ambos da Casa Civil; a diretora de Limpeza Urbana do Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Alessandra Goulart; os deputados distritais Agaciel Maia (PR), Juarezão (PSB), Luzia de Paula (PSB) e Roosevelt Vilela (PSB); os administradores regionais de Brazlândia, Devanir Gonçalves, do Itapoã, Alexander Capalbo, do Plano Piloto, Marcos Pacco, de Samambaia, Paulo Silva, de Santa Maria, Nery Silva, de São Sebastião, Jean Duarte, e de Taguatinga, Ricardo Lustosa.

Veja a galeria de fotos:

 

Da Redação da Agência Brasília 10/05/2016

A secretaria do estado de segurança pública do DF, Márcia de Alencar em entrevista a uma rádio local no dia de hoje (07), demonstrou total sobriedade em seus argumentos, surpreendendo aos ouvintes com a solidez de seu discurso.

Márcia, rebateu as últimas acusações veiculadas largamente na mídia, quanto ao uso de recursos do estado em benefício próprio, um deles sobre a nomeação de uma ex. empregada doméstica. Para exercer cargo de confiança na secretaria disse sentir- constrangida em ter que falar do fato, pois o fato da mesma ter exercido tal função, não a incapacita de exercer com excelência quaisquer outra. E que é direito de todos melhorar, diz ter plena convicção e confiança na capacidade de exercer o cargo para o qual a referida foi nomeada.

Com muita propriedade falou sobre as ações realizadas pela pasta durante a sua gestão, demonstrando não só uma capacidade inigualável como também o conhecimento amplo das necessidades atuais.

Disse estar estreitando as distancias entre os órgão e diretores das forças de segurança o que tem sortido efeitos surpreendentes na colaboração de todos em busca de um futuro melhor e mais seguro para todos.

Parabéns secretaria!

Da redação DF em FOCO

OUÇA A ENTREVISTA

Da Redação do DF EM FOCO

Da Redação do Rede Certo, Por Sophia Winkel

As competições esportivas escolares historicamente revelam grandes talentos. E as alunas da equipe de Futebol/futsal feminino da Rede Certo já são um sucesso! Durante os últimos anos, o time treinado pelo professor Marcos Carvalho venceu várias competições locais  organizadas pela Confederação Brasileira do Desporto Escolar (CBDE) e pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) –  que também organiza os Jogos Escolares da Juventude. Com frequência, o time participa de competições nacionais, representando o Distrito Federal.

Patrocinadas há  anos pela Rede, as meninas arrasam e já estão colhendo os frutos deste maravilhoso trabalho! Recentemente, as alunas se destacaram no futebol de campo, em competições promovidas pela Federação Regional do Desporto Escolar do Distrito Federal (FRDEDF). Em 2015, o time foi vice-campeão na final nacional promovida na cidade de Camboriú (SC). Por essa colocação, a equipe foi credenciada para a Eurocopa que será disputada na França, no final do mês de Maio (29/05 a 06/06). A equipe será a única representante não europeia na competição. Estamos todos na torcida!

Elas jogam muito... E não é de hoje! Confira:

2013 – Final nacional em Belém (PA) – Brasil -  2º lugar

2014 – Final nacional em João Pessoa (PB) – Brasil -  1º lugar

2015 – Final nacional em Londrina (PR)  – Brasil - 3º lugar

2016 – Final mundial em Lille/Lens, – França

 

Os cotistas e presidentes de entidades habitacionais se reuniram no último dia 30 de abril no auditório da Administração Regional do Guará para tomar conhecimento das etapas do projeto Ribeirão. Entre os vários esclarecimentos dados pelo presidente da OASSEH-DF, José Paulino Neto, foi com relação à compra do terreno. “Estamos com 60% da compra do Quinhão 23 efetivada e com as escrituras em mãos. O terreno tem área total de 724 hectares. Para construir o Ribeirão só precisamos de 224 h. Então estamos dentro da legalidade, através de um Termo de Ajustamento de Conduta do Ministério Público do DF e de um convênio firmado com a Codhab. Hoje é um dia muito importante porque foram publicadas no Diário Oficial do DF do dia 29 de abril todas as diretrizes urbanísticas do nosso projeto. Estamos trabalhando diuturnamente para que vocês não tenham problema com a estrutura dos imóveis como paredes rachadas, torneiras vazando e lâmpadas queimadas, como já vimos em outros residenciais”, esclareceu José Neto.

“O grande desafio quem fez foi Juscelino Kubitschek quando construiu Brasília. Um projeto não é inovador se não tiver desafios por trás. Vocês, juntos, é que nos move para que tenhamos moradia digna e decente para todos os cotistas”, afirmou Silvio Sakata, diretor-financeiro da OASSEH-DF.

Os arquitetos usaram da palavra para dar as explicações técnicas das etapas do projeto “Nosso objetivo é construir uma cidade melhor. Que os moradores saiam de casa em vejam e sintam que está residindo em um local com qualidade de vida. Nossa equipe está trabalhando com afinco visando um residencial inovador com sustentabilidade e bem-estar das pessoas, com arborização, acessibilidade, áreas de lazer e se torne referência em todo Centro-Oeste”, afirmaram.

Já o engenheiro disse que a infraestrutura não existe sem o urbanismo e o urbanismo não existe sem a infraestrutura. Segundo ele, o residencial com 12 mil moradias está projetado para receber 50 mil novos moradores. Ou seja, uma nova cidade será acoplada a Santa Maria. Para isso é necessária à construção de drenagem das chuvas, esgoto, boca de lobo e uma lagoa de detenção e outra para o reuso da água que será utilizada de forma sustentável, bem como uma estação de tratamento de esgoto. Um vídeo sobre urbanismo foi veiculado aos presentes ao evento.

Para a Lophez Engenharia, parceria do Ribeirão, a economia de energia será de 45 a 50% com a implantação da energia solar. Entre as empresas contratadas pela OASSEH-DF estão a Projeplan Engenharia e Meio Ambiente e a Ecotehc Consultoria Ambiental.

 

Informou assessoria de comunicação social - OASSEH-DF

Na próxima segunda-feira, 02/05, a partir das 11h, o Governador do DF, Rodrigo Rollemberg; o Presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no DF, Luís Afonso Bermudez; e o Diretor Superintendente do Sebrae no DF, Antônio Valdir Oliveira Filho, abrem oficialmente a VIII Semana do Microempreendedor Individual, na Tenda Principal, em Ceilândia, localizada na CNM1, Ceilândia Centro, ao lado do restaurante Comunitário.

Este ano, o evento acontece entre os dias 2 e 7 de maio em 23 pontos espalhados pelas Regiões Administrativas do DF e atendimento gratuito para os empreendedores interessados - das 8h às 18h, de segunda a sexta, e das 8h às 12h no sábado. Com o slogan “Semana do MEI, a semana para sua empresa ficar em dia”, o foco do Sebrae no DF será a capacitação e a divulgação da figura do Microempreendedor Individual, assim como orientações para as obrigações legais do MEI, serviços de baixa, formalização, alteração da empresa, orientações com relação ao preenchimento da Declaração Anual, e a impressão dos boletos das obrigações.

Na Biologia, a borboleta é classificada como um inseto. Na saúde, o símbolo de uma causa e remete às pessoas que convivem com a Epidermólise Bolhosa. Uma conexão de lições e significados pertinentes para aqueles que têm o diagnóstico. Símbolo de transformação, de metamorfose, de fragilidade, de leveza, de celebração e de vulnerabilidade. A borboleta traz a renovação e o renascimento de uma jornada com enfrentamentos diários de uma patologia que compreende um grupo heterogêneo de desordens hereditárias que têm em comum a fragilidade epitelial, que atingem a pele ou a mucosa.

A Epidermólise Bolhosa é uma doença congênita, e traz um histórico clínico de bolhas e erosões recorrentes na pele, que podem ser apresentadas no nascimento ou nos primeiros anos de vida, e afetam mãos, pés, joelhos e cotovelos. Em casos mais graves atingem as áreas da boca e dos olhos, e de órgãos internos, como: esôfago, estômago e intestinos.

A doença é rara, e causa impacto na vida do paciente e de sua família, seja devido as lesões externas na pele, a dor física, ao sofrimento emocional e impacto econômico. Não há dados epidemiológicos sobre a incidência da doença no Brasil, mas estima-se que cerca de 1.600 pessoas têm o diagnóstico, sendo que no Distrito Federal há apenas oito casos detectados. No mundo, a incidência é de nove casos clínicos por milhão de pessoas. Nos Estados Unidos, estima-se a ocorrência de 20 casos por milhão de nascidos vivos.

Dra. Samara Kouzak, médica dermatologista da Derma Advance, explica que há três grupos principais da doença: simples, juncionais e distróficas. Segundo ela, as formas distróficas podem levar a manifestações mais graves, pois durante o processo de cicatrização das feridas há um estreitamento nas mucosas. “A boca pode ficar estreitada, que é a famosa microstomia. A língua pode ficar presa. Pode ter um estreitamento do esôfago, o que leva a dificuldade de alimentação e de ganho de peso”.

A especialista esclarece que o diagnóstico da Epidermólise Bolhosa é feito por meio das manifestações clínicas, que são a formação de bolhas tensas, hemorrágicas e evolui com a formação de feridas extensas. “Diante desse quadro clínico, o dermatologista que é o médico mais capacitado para diagnosticar, pode fazer uma biopsia de pele e mandar o fragmento para análise, feita com imunofluorescência ou microscopia eletrônica, e então a gente consegue diferenciar esses três grandes grupos. Existem algumas pesquisas intra-útero, com mapeamento genético, mas não tem tanta aplicabilidade, é utilizada mais nos centros de pesquisas”.

Cuidado e acompanhamento

Assim como outras doenças raras, a Epidermólise Bolhosa também não tem cura, e o tratamento feito com os pacientes é durante toda a vida. Diferente de outras regiões do Brasil, o atendimento ambulatorial especializado na rede pública é realizado no Hospital Universitário de Brasília, que conta com uma equipe multidisciplinar, que inclui: dermatologista, nutricionista, fisioterapeuta, gastroenterologista, endocrinologista, anestesista, odontologista e assistente social.

Os pacientes precisam de cuidados específicos e a opção terapêutica varia conforme o tipo de Epidermólise. “Nos casos mais leves, o cuidado fica baseado na prevenção de bolhas, evitar traumas, utilizar calçados adequados e macios, escovas de dente macias e uma dieta mais pastosa. Já nos casos com mais lesões de pele ou com acometimento de órgãos internos, existe a necessidade de uma equipe multidisciplinar, cujo atendimento é feito no HUB e quando se formam bolhas na pele existem curativos especiais para isso, fornecidos pela Secretaria de Saúde”.

Além do atendimento multidisciplinar o paciente necessita de acolhimento, cujo trabalho é desenvolvido por associações de pacientes. “Os pacientes precisam de apoio psicológico, pois são feridas generalizadas e dolorosas, que levam a um prejuízo da qualidade de vida. A nossa recomendação é procurar um auxílio especializado e procurar entender um pouco mais sobre a doença”, completa a médica.

Desafios para melhor qualidade de vida

As pessoas que convivem com Epidermólise Bolhosa não tem demanda apenas no acesso aos serviços de saúde. Precisam de acesso universal às escolas, aos direitos humanos, aos direitos sociais, ao mercado de trabalho. De acordo com a relações públicas da Associação de Parentes, Amigos e Portadores de Epidermólise Bolhosa Congênita, Anna Carolina Rocha, eventualmente algumas matrículas de crianças são recusadas pelas escolas. “Muitas vezes, a alegação é de que há falta de infraestrutura nas escolas para receber os pacientes, o que sabemos não ser sempre verdadeiro. O que entendemos como importante é que se elaborem campanhas de conscientização e de informação sobre a doença”.

A inserção no mercado de trabalho também se torna um desafio, isso porque, a Epidermólise Bolhosa se manifesta em toda a extensão da pele, implicando em alterações físicas e até mesmo alguma deficiência, devido à atrofia de mãos e pés. Para Anna Carolina, o problema maior de acesso ao mercado de trabalho está “naqueles que possuem formas mais simples, que não causam atrofias, mas que deixam cicatrizes pelo corpo. Essas pessoas têm dificuldades em se inserir no mercado de trabalho por vias regulares de contratação por causa de sua aparência”.

Preconceito que machuca

O Alta Complexidade ouviu pacientes diagnosticados com Epidermólise Bolhosa. De criança a adulto o consenso entre eles é um só: o preconceito da sociedade vitima e machuca. Os gargalos são muitos, como a falta conhecimento e o receio de contaminação, mas são pessoas que têm sonhos de conseguir estudar, de ter um acesso digno aos serviços de saúde, precarizados em diversas regiões do País e de viver a vida.

A pequena Camila Gomes, de 11 anos, mora em Barro Alto, município de Goiás e faz o acompanhamento médico em Brasília, comenta que o pior é a convivência com as outras crianças na escola, mas mantém firme os sábios conselhos da mãe Lucimeire “saber valorizar a vida nas mínimas coisas”. O futuro, ela ainda não planeja, pois o presente quer batalhar cada vez mais nos estudos e adquirindo mais conhecimento. “Eu sou inteligente e a doença não me limita”.

Para João Pereira, de 22 anos, morador de Planaltina de Goiás (GO), o preconceito enfrentado na escola fez com que desistisse de estudar, ainda na sexta série. O receio de sair de casa e enfrentar o olhar alheio ainda é um obstáculo, tanto que os deslocamentos são feitos apenas quando tem consulta médica, e acorda bem cedinho, às 4h da manhã. “Queria continuar a minha vida, mas gostaria que tivesse mais respeito e dignidade por parte das pessoas, e ser tratado como igual a todo mundo. Em casa, tenho apoio da minha família”, disse.

Mayara Luciana de Oliveira, de 23 anos, é mãe do pequeno Theo Lorenzo Oliveira Elias, de 1 ano e 5 meses, mora em  Bom Despacho, Minas Gerais. Para eles, o maior obstáculo além do enfrentamento da doença é o acesso à saúde, pois a cada seis meses têm de deslocar ao Hospital das Clínicas, em São Paulo.

A mãe conta que o diagnóstico do filho veio desde o nascimento. Theo nasceu sem pele nos braços, nas pernas, nos joelhos, nos pés, na barriga e no bumbum. Os médicos, assim como a grande maioria dos profissionais de saúde, não sabiam do que se tratava e o transferiram para o Hospital das Clínicas em Belo Horizonte, e veio a confirmação de Epidermólise Bolhosa simples. No primeiro momento, veio o choque, a incerteza o choro inconsolável, de imagina como seria a vida do filho, com uma doença sem cura. “Quando a médica disse que não havia cura perdi o meu chão. Depois caiu a ficha e resolvi viver um dia de cada vez sem pensar no futuro”.

Devido à falta de acesso às informações no município em que mora, Mayara comenta que as ajudas chegam pelas redes sociais, os grupos de pacientes e de famílias que compartilham suas experiências. “Aprendemos entre nós”, destaca.

Para ela, o preconceito também é um desafio, mesmo ainda sendo uma criança. “Como ele ainda tem apenas 1 ano e 3 meses não sofre tanto preconceito, mais tem sempre alguém na rua que olha com cara de nojo, cara de dó, algumas pessoas perguntam o que é.  O jeito é levantar a cabeça e bola pra frente. Em relação à doença, estou me acostumando, às vezes sou frágil, me sinto impotente de ver meu filho sofrer e não poder fazer nada por ele, às vezes a tristeza bate, quando está com muitas feridas me sinto mal, choro e peço a Deus pra me dar forças pra cuidar dele”.


Impotência, essa é a palavra que define o sentimento de Juliene Matos, 25 anos, mãe e paciente com Epidermólise Bolhosa, de Capão Redondo, em São Paulo. A revolta por negligência, descaso e despreparo dos profissionais de saúde na maternidade. No mês de setembro de 2015, ela teve o segundo filho, Miguel, também diagnosticado com a doença rara, mas com 10 dias de nascido ele faleceu. A mãe relata que os problemas foram muitos, a médica pediatra responsável pelo parto não conhecia sobre a patologia e não seguiu as orientações que Juliene informou, que são baseadas na expertise leiga – trata-se de um grupo de um pacientes que adquirem conhecimento igual ou superior aos profissionais de saúde.

“Miguel nasceu de parto normal e com pequenas lesões nos pés e nas mãos, com 45 centímetros, 3 quilos e 800 gramas, um bebê saudável, em ótimas condições, pronto para receber alta e ir pra casa, mas a médica optou por ignorar e o colocou em uma incubadora, a 37°C graus. Depois de discussão, abaixaram a temperatura para 31 °C. No dia seguinte, quando retornou a maternidade, o bebê estava com um cateter periférico central, sendo administrado por antibiótico e outros medicamentos. Segundo os profissionais, era uma medida para evitar infecção. Foram três dias de luta e desespero na maternidade, pois a médica se recusava a receber informações de especialistas que atendiam pacientes com Epidermólise Bolhosa”.

Após dez dias, Juliene conta que a criança apresentou uns sintomas frieza e palidez e foi transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Municipal M’Boi Mirim, pois apresentava um quadro clínico de choque séptico. Após uma quinta parada cardíaca, a criança faleceu. “O descaso, o despreparo e a arrogância dos profissionais de saúde Hospital e Maternidade Regional Sul em São Paulo mataram meu filho, acabaram comigo e meu marido, destruíram os sonhos e projetos da vida de uma família”.

Juliene avalia que São Paulo é a maior cidade do Brasil, mas há uma lacuna de desconhecimento em relação a doença.

“A morte do meu filho não é um caso isolado. Muitos bebês que nascem com EB morrem exatamente da mesma forma, simplesmente, porque os estabelecimentos de saúde e profissionais desconhecem a doença. O Estado não se responsabiliza por essa situação. Não há notificação compulsória, não há protocolo de atendimento, não há profissionais especializados, não há infraestrutura para receber neonatais com EB. Quantos sonhos, quantas famílias despedaçadas, quantos bebês ainda precisam morrer para que o Estado reconheça essa situação calamitosa e tome providências?”, questionou.

Políticas públicas

Em 2014, o Ministério da Saúde publicou a Portaria N°199, que institui a Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras no Sistema Único de Saúde, e um dos avanços nessa portaria será a habilitação dos centros de referência e elaboração de protocolos clínicos – que têm o objetivo de estabelecer claramente os critérios de diagnóstico de cada doença, opções terapêuticas com as respectivas doses adequadas e os mecanismos para o monitoramento clínico em relação à efetividade do tratamento e a supervisão de possíveis efeitos adversos. Segundo informações da Coordenação de Média e Alta Complexidade da pasta, a previsão é de que em 2016 seja criado o protocolo clínico para Genodermatoses, que são doenças genéticas muito raras e afetam a pele, sendo a Epidermólise Bolhosa incluída entre elas.

Atualmente o Ministério da Saúde já elaborou um protocolo clínico Ictiose Hereditária – grupo heterogêneo de doenças hereditárias ou adquiridas de doenças de pele, a Portaria SAS/MS N°13, de 15 de janeiro de 2010, porém, pouco se aborda sobre as condutas e as opções terapêuticas – os curativos e insumos necessários, que são vitais para os pacientes.

Além da pele


Enfrentar olhares alheios, o preconceito, a falta de informação, o acesso ao tratamento e até mesmo de mostrar à sociedade que existe uma vida além da doença, são alguns dos desafios para quem é diagnosticado com alguma doença de pele. Por detrás de um prognóstico difícil, querem fazer boas amizades, desfrutar de momentos de diversão, trabalhar, enfim, ter uma boa qualidade de vida.

Para quem estiver em Brasília, até o dia 17 de janeiro a mostra fotográfica “Além da Pele: a Beleza da Alma e da Família” está disponível no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek.

A exposição reúne 15 imagens de crianças com diagnóstico de genodermatoses e suas mães, registradas pela dermatologista e fotógrafa Dra. Régia Patriota.

“Além da Pele” visa à conscientização para as questões do preconceito e do estranhamento com as diferenças, tendo como objetivo promover a inclusão por meio das diversas formas de linguagens e, nesse caso específico, a fotografia artística. Segundo a médica, a exposição apresenta 15 fotografias de crianças com doenças de pele, retratadas individualmente ou acompanhadas de suas mães.

“Dentre as doenças de pele estão o Albinismo, a Psoríase, a Dermatite Atópica, a Epidermólise Bolhosa, a Ictiose, entre outras. Régia Patriota busca suscitar reflexões em relação ao desconforto e à rejeição que a população ainda tem frente às doenças de pele, mesmo não sendo contagiosas, bem como, contribuir para o combate à discriminação”, avalia.

Antes de chegar à capital, a mostra passou por outros quatro aeroportos do país. Depois de Brasília, os quadros retornam para São Paulo. A mostra é uma realização da Associação Paulista de Medicina, e conta com incentivos do ProacSP e apoio do Instituto Brasileiro de Apoio aos Portadores de Genodermatoses. A mostra está sendo exposta no Conector do Píer Norte, no Terminal 1 do Aeroporto de Brasília.




Grunge e ativismo social

Em 2015, a banda Pearl Jam esteve em turnê no Brasil e doou U$$ 100 mil dólares para pessoas dos distritos afetadas pela tragédia em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, mas a banda tem uma história de ativismo social.

No ano de 2006, os membros do Pearl Jam criaram a Fundação Vitalogy é uma organização sem fins lucrativos que desenvolve trabalhos nas áreas de saúde, justiça social, artes, educação e meio ambiente.

Por meio da Fundação, o vocalista Eddie Vedder é parceiro do EB Research Partnership, uma organização americana não-governamental que financia pesquisas clínicas para novas opções terapêuticas direcionadas ao tratamento de pacientes com diagnóstico de Epidermólise Bolhosa. A contribuição de Vedder consiste na doação de parte da arrecadação dos ingressos dos shows e leilões beneficentes.

Por Hulda Rode, jornalista do Alta Complexidade. ©Alta Complexidade Política & Saúde 2016

 

Na tarde deste sábado (30), a Associação dos Moradores e Produtores da Ponte Alta (AMPPA), promoveram a Cavalgada da Solidariedade, com o objetivo de arrecadar fundos para a construção do Posto de Saúde na comunidade. A ação contou com a presença do governador Rodrigo Rollemberg que também participou da cavalgada, juntamente com a administradora do Gama, Maria Antônia e amigos da área rural. A cavalgada teve inicio no Point Verde, e percorreram oito quilômetros entre a DF-180 e a DF-379, até o Bar do Adão.

Segundo os organizadores a Cavalgada Solidária, organizada pela AMPPA, contou com recursos próprios, arrecadação, venda de rifas para sorteio de bingo, doações e não teve nenhum patrocínio ou apoio financeiro do governo de Brasília. O Evento foi bancado e curtido por toda comunidade rural e comerciantes da cidade.

A chegada no Bar do Adão, contou com almoço, churrasco e shows das duplas: Ronald Silva e Renato, Leo e Christian, Cantor Jp, Luis e Leonardo entre outros artistas locais.

Mais de 250 pessoas participaram da Cavalgada Solidária.

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O Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite, foi lançado no dia 17 de novembro de 2011 (Decreto Nº 7.612) pela presidenta Dilma Rousseff, com o objetivo de implementar novas iniciativas e intensificar ações que, atualmente, já são desenvolvidas pelo governo em benefício das pessoas com deficiência.

O plano tem ações desenvolvidas por 15 ministérios e a participação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), que trouxe as contribuições da sociedade civil. O Viver sem Limite envolve todos os entes federados e prevê um investimento total de R$ 7,6 bilhões até 2014. (arquivo acessível)

Fonte: www.pessoacomdeficiencia.gov.br

 Da Redação da Agência Brasil - 28/04/2016 às 17:47:02     Atualização: 28/04/2016 às 17:59:09

A um dia do fim do prazo, cerca de 6 milhões de contribuintes ainda não entregaram a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2016. Até as 17h de hoje (27), a Receita Federal havia recebido 22.661.197 declarações. O número equivale a 79,5% das declarações previstas para este ano. A entrega começou em 1º de março e vai até amanhã (29).

O programa gerador da declaração para ser usado no computador pode ser baixado no site da Receita Federal. O órgão liberou um Perguntão, elaborado para esclarecer dúvidas quanto à declaração referente ao exercício de 2016, ano-calendário de 2015.

O aplicativo do Imposto de Renda para dispositivos móveis (tablets e smartphones) está disponível nos sistemas Android e iOS, da Apple. Os aplicativos podem ser baixados nas lojas virtuais de cada sistema.

Quem perder o prazo de entrega estará sujeito a multa de R$ 165,74 ou de 1% do imposto devido por mês de atraso, prevalecendo o maior valor. A multa máxima pode chegar a 20% do imposto devido.

Cerca de 28,5 milhões de contribuintes deverão enviar à Receita Federal a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2016.

A estimativa é do supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir. O número representa crescimento de 2,1% em relação aos 27,9 milhões de documentos entregues no ano passado.

Pista foi entregue no fim do ano passado e ajuda a desafogar o trânsito na região do Gama. Governador visitou o local nesta manhã (26)

Mariana Damaceno, da Agência Brasília - 26/04/2016

Atualizado em 26 de abril de 2016, às 15h33

A marginal da DF-480, entregue em novembro de 2015, ajuda a desafogar um trânsito diário de cerca de 25 mil carros que saem do Plano Piloto em direção ao Gama. Na manhã desta terça-feira (26), o governador Rodrigo Rollemberg esteve na via, que tem 6 quilômetros de extensão e mão dupla, para apresentar à população as intervenções feitas — terraplanagem, pavimentação, drenagem e sinalização.

A obra da marginal teve início em agosto de 2014, com recurso do Tesouro local. Em janeiro de 2015, por falta de verba deixada pelo governo anterior, ela precisou ser interrompida, mas foi retomada em julho, graças ao financiamento fechado com o Banco do Brasil no início do ano passado. Foram investidos R$ 4.459.511,78.

"Recebemos um governo na pior situação entre todos os estados do País, mas hoje estamos num momento melhor. Estamos, aos poucos, conseguindo investimentos importantes para a cidade, como este do Banco do Brasil", disse o governador.

O trecho fica entre a DF-001 e o campus da Universidade de Brasília na região administrativa e soma-se a um pedaço que já estava pronto, de aproximadamente 2 quilômetros. A infraestrutura atende também moradores da Ponte Alta e trabalhadores do setor de indústria local.

Segundo o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem, Henrique Luduvice, a obra ainda melhora o acesso e a mobilidade de cerca de 23 mil famílias que moram perto da nova pista. O DER foi o responsável pela intervenção.

Antes do asfalto, a administradora do Gama, Maria Antônia Rodrigues Magalhães, conta que o espaço trazia transtornos aos moradores. "Quando chovia, era só lama. Na seca, poeira. Essa é uma obra muito importante para essas pessoas."

Estavam presentes os secretários da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, José Guilherme Leal, de Educação, Júlio Gregório Filho, de Fazenda, João Antônio Fleury, de Gestão do Território e Habitação, Thiago de Andrade, e do Meio Ambiente, André Lima; os secretários-adjuntos de Infraestrutura e Serviços Públicos, Maurício Canovas, da Segurança Pública e da Paz Social, coronel José Cláudio de Siqueira Carvalho, e de Desenvolvimento Econômico, Francisco de Assis; os administradores regionais de Santa Maria, Nery Moreira da Silva, e do Riacho Fundo II, Francisco Vicemá Medeiros; o deputado distrital e líder do governo na Câmara Legislativa, Julio Cesar (PRB); e o deputado federal Augusto Carvalho (SD).

Reivindicações
Depois da visita à marginal, o governador seguiu para a unidade do Instituto Federal de Brasília no Gama, onde alguns moradores citaram as principais demandas locais. Entre as reivindicações estão a recuperação de vias, o aumento de segurança e de opções de entretenimento na região e a regularização de alguns setores, como o Núcleo Rural Engenho das Lajes. Segundo Rollemberg, todos os pedidos serão encaminhados para as áreas responsáveis dentro do governo. "Nosso objetivo aqui era realmente ouvir a população e construir com vocês a solução para os problemas."

Rollemberg informou que já foi contratado o projeto para as obras do Cine Itapoã e que estão sendo feitos ajustes para aumentar o número de policiais nas ruas. De acordo com ele, uma equipe de engenharia do Departamento de Trânsito (Detran) está estudando as possibilidades de melhorias no local.

Além das autoridades que estavam na visita à DF-480, participaram do encontro no IFB o reitor da instituição, Wilson Conciani, e a diretora-presidente da Agência de Fiscalização do DF, Bruna Pinheiro.

 

Na última quarta-feira, 20 de abril, o Comitê Distrital de Saúde reuniu-se para tratar do problema da Pediatria no Distrito Federal. Na ocasião, foi feita uma breve exposição pelo secretário de Saúde, Humberto Fonseca, sobre a distribuição dos pediatras na rede e sobre o fechamento de pronto-socorros de Pediatria na rede privada, o que, segundo ele, aumenta a demanda na rede pública de saúde. A Secretaria de Saúde (SES) alegou que a falta de pediatras no mercado de trabalho e a dificuldade em manter esses profissionais em áreas como Brazlândia e Planaltina impede o atendimento pleno da população infantojuvenil. Fonseca informou, ainda, que todos os candidatos do último concurso foram chamados e que a SES prepara um novo certame para essa especialidade.

Segundo exposto na reunião, a SES quer incluir um aditivo no contrato de gestão do Hospital José de Alencar (Hospital da Criança) para permitir a contratação de pediatras e ceder a carga horária desses profissionais à SES. Outra opção é credenciar instituições ou profissionais para que se contorne o problema com o reforço da força de trabalho. O encontro contou ainda com a presença do presidente do Comitê Distrital de Saúde, Hilmar Castelo Branco; dos promotores da Saúde Jairo Bisol e Marisa Isar; do coordenador da Pediatria da Secretaria de Saúde, Henrique Gomes; da presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Martha Borges; e de membros da Defensoria Pública do DF e da Procuradoria do DF.

Para a promotora de Justiça Marisa Isar, a sugestão parece reproduzir o modelo adotado no passado na UTI do Hospital de Santa Maria e que não foi exitoso, sendo inclusive declarado ilegal pelo Tribunal de Justiça. Atualmente, a UTI daquele Hospital é gerido por empresa que oferece mão de obra à SES e com frequência ameaça interromper os serviços prestados. “Esse é o problema das terceirizações: provocam o sucateamento da rede, ficando o Estado à mercê da falta de continuidade do serviço. Com a forma proposta, haverá quarteirização do serviço, por isso pretendo me reunir com os Ministérios Público do Trabalho (MPT) e Contas (MPC) para discutir a questão”. Por outro lado, se há crise de pediatras no mercado, haveria escassez também para que o Instituto do Câncer Infantil e Pediatria Especializada (ICIPE) e empresas credenciadas os contrate.

Sugestões à Secretaria de Saúde 

O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) apresentou informalmente 11 sugestões para que a SES/DF amenize o problema, dentre eles o retorno dos pediatras da Secretaria que se encontram fora da área da assistência, cedidos a outros órgãos, na área administrativa, na Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciências da Saúde (Fepecs) e no Hospital da Criança. Esse, deveria contratá-los por sua conta e risco já que pelo contrato de gestão assinado com a SES/DF teria de fazer a gestão de pessoal. Outra orientação é o restabelecimento das horas extras para a Pediatria e o fim das 18 horas de jornada ininterrupta dos profissionais da Saúde, apontado pelo Tribunal de Contas do DF (TCDF) como forma de burlar a jornada de trabalho por estimular o exercício de apenas parte do plantão, com rodízio entre profissionais. A instituição pretende encaminhar o áudio da reunião ao Conselho de Saúde, que a despeito do pedido feito pelo Ministério Público ao Comitê, não participou do encontro.

Orientações do MPDFT:

1) Transferência da carga horária de todos os pediatras lotados na Fepecs para a área de assistência, sem restrições;
2) Transferência de todos os pediatras lotados na Administração Central para a área de assistência da SES;
3) Restabelecimento das horas extras exclusivamente para os pediatras lotados na área assistencial com controle sobre a produtividade e a adoção de mecanismos de fiscalização rígidos, conforme indicado pelo Ministério Público, TCDF e Secretaria de Transparência e Controle;
4) Revogação das cessões de todos os pediatras, sem exceção, que se encontram em outros órgãos;
5) Revogação das autorizações de mudança de especialidade;
6) Investimento na atenção básica com o levantamento e controle da jornada de trabalho de todas as equipes de saúde da família, como forma de desafogar a demanda dos hospitais investindo-se na prevenção e em cumprimento às recomendações do TCDF, para que se obtenha os melhores resultados na atenção básica;
7) Realização imediata de concurso público para a especialidade médica Saúde da Família e Pediatria, além das demais especialidades da área de saúde que compõe as equipes, concordando com o pedido da ação civil pública ajuizada pelo MPDFT para compelir o DF a realizar o concurso e nomear os aprovados em certame para agente comunitário de saúde;
8) Atuação do CRM visando a dar cumprimento à Resolução do CFM nº 1451/95 que determina que pronto-socorros mantenham a especialidade pediatria em seus atendimentos;
9) Revogação da portaria que autoriza a realização de 18 horas ininterruptas pelos servidores da SES/DF;
10) Adoção de controles rígidos de frequência nos moldes já recomendados pelo TCDF e pelo MPDFT;
11) Distribuição dos pediatras e dos demais profissionais na rede pública de saúde, de acordo com interesses da assistência e não dos profissionais.