O Clube Vizinhança da Vila Planalto recebeu, nesta sexta e sábado (16 e 17), a "Vila, Virada Cultural", ações de mobilização e transformação comunitária foram realizadas na praça Nelson Corso. O evento ao ar livre contou com apresentações musicais, ações ecológicas e sociais, voltadas para o público adulto e infantil. A programação inclui teatro, exposições de artesanato, moda, feiras de alimento, gincanas, troca de livro na Banca de Poetas, oficinas e apresentações musicais.

“Para nós, responsáveis pela Banca de Poetas, foi uma alegria enorme sermos convidados a participar da programação da virada cultura da Vila Planalto. Reduto de pioneiros, esse bairro bucólico guarda segredos que gostaria de divulgar. Por ali passaram muitas pessoas que hoje vivem em outros endereços da capital, mas que nunca esquecem a terra vermelha de onde Brasília deu seus primeiros passos”, disse José Garcia, o Dedé

Joãozinho da Vila, como é conhecido o nosso querido amigo organizador dessa festa, não se intimidou com as dificuldades de sempre e mandou ver! Convidou amigos, fez parcerias e cumpriu à risca tudo aquilo que ouvimos durante o lançamento do Edital do FAC que diz respeito à ocupação de praças, vias públicas e espaços em desuso. Foi da boca da Senhora Marcia Rollemberg que os participantes do evento de lançamento do edital ouviram essa sugestão: atuar em parceria com as embaixadas, desenvolver programas de Rádios comunitárias e, principalmente, ocupar as praças.

Quiséramos que cada um fizesse como o poeta Joãozinho da Vila. Ao convidar a Banca de Poetas Joãozinho foi enfático: durante o dia no chão com as crianças e à noite no palco com os poetas botando Banca! Assim seguimos à risca as ordens do patrão. Montamos o cenário e aos poucos fomos recebendo os convivas para a troca de saberes por via do livro. A velha e boa troca de livros não demorou a concretizar-se. Foi o poeta e jornalista Pedro Batista que inaugurou o certame com uma troca mais do que justa. Trocou uma obra de sua autoria pela obra de um autor chileno e saiu todo feliz para o deleite de um leitor exigente, sem gastar um tostão. O varal poético também não faltou com a presença. É o momento Bashô! Crianças e adultos todos juntos por uma tarde de leitura e comunhão, atores da companhia Mapati visitaram o picadeiro para uma foto de recordação. Mal sabiam, que assim, entrariam para a história do Teatro Literário.

A Cia. Teatral Mapati tirou muitas gargalhadas da plateia no final de tarde com um dos seus espetáculos de maior sucesso, O Mágico de Oz. Com narrativa em cordel, a versão da Companhia exibe figurino com tonalidade da cultura popular, com trilha original e concebida especialmente para a montagem. E assim foi até a boca da noite quando subimos ao palco. Banca de Poetas e o pessoal do Celeiro Literário para mais uma etapa da virada cultural da Vila Planalto. Na arena principal, José Garcia Caianno, Cumpade Ancelmo, Paulinho de Olinda, a Poetisa Seira Beira e o poeta Rego Junior que aproveitou a ocasião para divulgar seu livro Rigoto das Palavras. O Celeiro  Literário subiu ao palco representado por Ronaldo Mousinho Elias Antunes e o Poeta Ismar Lemes de Abreu. Entre as atrações estão Célia Porto e Rênio Quintas, Renato Matos, Zenn, Cia. Mapati, Geraldo Carvalho e o projeto Samba Móvel.

 

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Da Redação do portal Gama Cidadão 

Brasília Maria nasceu em 21 de abril de 1960. Brasília – DF também

POR CHICO SANT'ANNA - 17/09/2016 - 20:52:23
 

Brasília – DF representava a nova utopia brasileira. A Capital da Esperança. Brasília Maria, ao ser batizada assim, personificou a imagem de um novo futuro para toda uma geração: a verdadeira geração Brasília.

Aos 56 anos, a filha de Brasília – DF, Brasília Maria, morreu dia 10. Morreu pobre, sem condições mesmo de custear o tratamento de sua própria saúde. Morava numa casa humilde, marcada pela impossibilidade de investir em mais conforto e qualidade de vida. Brasília Maria morreu porque a nova utopia brasileira ainda não aconteceu. Brasília Maria morreu porque Brasília-DF, aos 56 anos, está moribunda, sem capacidade de reação, quase que com falência geral dos órgãos. Dos órgãos públicos que deveriam estar funcionando pelo bem estar da população.

Brasília Maria morreu como centenas de brasilienses morrem rotineiramente. Brasília-DF não lhe assegurou internação em UTI. E Brasília Maria deixou Brasília-DF prematuramente em decorrência de parada cardiorrespiratória. A Saúde de Brasília-DF está à beira da morte, morte que Brasília Maria já foi vítima.

Brasília-DF vive os piores de seus dias. A Saúde é caso, literalmente, de polícia. A Educação não passou de ano e o boletim emitido pelo Ministério da Educação deu nota vermelha ao ensino, público e privado, da Capital Federal. Nessa realidade de Educação claudicante, Brasília-DF deixa crescer abertamente o trabalho infantil.

O meio-ambiente, assim como fez Brasília Maria, pede socorro. Mas ninguém escuta. Não há coleta seletiva de lixo. Dois, em cada três parques ambientais de Brasília-DF, só existem no papel, não estão constituídos. Faz-se necessária uma ação contundente contra os grileiros que continuam, sem qualquer vergonha, fracionando e comercializando irregularmente pedaços de Brasília-DF. A crise hídrica já é uma realidade.

Na Segurança Pública, polícias Civil e Militar, em vez de prender os vilões e garantir a cidade, preferem brigar entre si. Aumentam as estatísticas de criminalidade, mas Brasília-DF não consegue montar um plano de ação policial conjunta para garantir a segurança de seus filhos. Falta planejamento. Falta comando.

Na mobilidade urbana, o sofrimento não é diferente. Há mais de uma década Brasília-DF não ganha um centímetro de metrô. VLT? Esse nem falar. Resultado, ônibus e vias superlotadas e as lotações voltando descaradamente.

Brasília-DF não tem dinheiro para recuperar seus espaços culturais públicos, mas consegue verba para apoiar duvidosos projetos culturais privados à beira do Lago. Ou mesmo alugar o Mané Garrincha ao custo de R$ 0,30 o assento.

A falta de gestões competentes deixou que Brasília Maria morresse. Morreu sem amparo da Brasília-DF.

Quantas Brasília Maria precisarão morrer ainda para que essa realidade mude? Para que acabe a roubalheira e os desmandos no interior de nossa classe política? Para que tenhamos gestores mais eficientes e menos demagogos.

Quantas Brasília Maria precisarão morrer para que a profecia de Dom Bosco se concretize e Brasília-DF seja efetivamente o “berço de uma nova civilização de impressionar o mundo” e não o exemplo de uma civilização que deixa morrer seus frutos por falta de ação e incapacidade de gestão pública?

MPDFT - 16/09/2016

No início do mês ficou pronta a brinquedoteca da Promotoria de Justiça de São Sebastião, organizada para receber os filhos dos cidadãos que procuram o Ministério Público e das vítimas de violência doméstica atendidas no local. Membros e servidores se uniram para comprar material e doar itens como livros infantis e brinquedos. A instituição Promovida, que oferece programa educativo, cultural e pastoral a mais de 200 crianças da região, também contribuiu com doações para o espaço.

A promotora de Justiça Andrea Cirineo, uma das idealizadoras da brinquedoteca, explica que a iniciativa é mais um passo do Ministério Público para se aproximar da sociedade. “Queremos ser uma referência para os cidadãos em todos os sentidos”, completou. Segundo a promotora, um local destinado às crianças vai tornar o acolhimento das mulheres mais produtivo, pois elas terão um tempo de qualidade, sem se preocupar com os pequenos, para trabalhar a autoestima, o engrandecimento pessoal e as perspectivas de futuro, deixando o passado para trás.

Em 30 de setembro, será realizada palestra voltada para mulheres em parceria com a Divisão de Promoção da Saúde (Dipres) do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), a primeira com o espaço em funcionamento. Duas voluntárias da Promovida estarão no local para auxiliar nos cuidados com as crianças. Para outubro, os integrantes da Promotoria estão preparando uma grande festa para receber as crianças da instituição parceira e de outras entidades.

 

Uma pesquisa feita pela Nokia e levantada pela equipe de Combo Multi Net aponta que nos dias de hoje, olhamos nossos celulares mais de 150 vezes por dia. Os smartphones se tornaram um item indispensável e reúnem quase tudo que precisamos para sobreviver ao dia, mas será que estamos tão seguros com eles quanto imaginamos?

Brasileiros passam em média, cerca de 3 horas por dia navegando nos mais diversos apps de celulares e tablets, dizem especialistas da área de tecnologia, mostrando ainda que 75 bilhões de aplicativos foram baixados só em 2015.

No meio de tantos aplicativos, existem aqueles que não são tão confiáveis e que podem acabar prejudicando a vida dos usuários. Confira 4 pontos aos quais você deve ficar atento pra não acabar sendo prejudicado:

  

4 Pontos que Você Deve Ficar Atento

 

Aplicativos: Apesar de parecerem inofensivos, grande parte dos aplicativos podem funcionar como porta de entrada para hackers. Essas vulnerabilidades podem dar acesso aos sensores do seu celular. Isso acontece com qualquer tipo de aplicativo, inclusive os pagos.

Hardware: Cybercriminosos podem ganhar acesso ao seu celular, se aproveitando de falhas no firmware - um conjunto de instruções operacionais, que permitirão o correto funcionamento de um aparelho.

Rede: Tenha muito cuidado com redes públicas. Os servidores não são tão fortes e podem facilmente ser invadidos, deixando vulnerável qualquer um que esteja ligado ao sinal.

Sistema Operacional: Algumas pessoas optam por fazer um jailbreak (modificar o código padrão do celular, para poder baixar apps não oficiais). Mas aplicativos obtidos dessa maneira podem ser muito perigosos e hackers podem se aproveitar de falhas na segurança causadas pelo Jailbreak.


Riscos Relacionados aos Aplicativos

 

Nem todos os desenvolvedores trabalham com ética. Alguns podem não se dedicar tanto a segurança e acabar dando oportunidade a criminosos de rastrear seu celular ou ter acesso a informações e senhas importantes. Outros podem vender informações sem a sua autorização, lucrando em cima do seu prejuízo.

De acordo com a Appthority, 83% dos 100 aplicativos mais populares estão associados com riscos de segurança e invasão de privacidade. A grande maioria está entre os aplicativos gratuitos:  95% dos apps gratuitos apresentam algum comportamento de risco. Os aplicativos pagos não ficam muito atrás, 78% oferecem riscos.

Biblioteca de Anúncios

Para usar um aplicativo gratuitamente, é normal sermos obrigados a lidar com uma centena de anúncios, mas as vezes não é só a nossa atenção que os anunciantes querem.

Algumas bibliotecas de anúncios recebem as mesmas permissões que damos ao aplicativo, dando a empresas terceirizadas acesso as nossas informações. Os anunciantes podem obter até o número de seu telefone, e-mail, localização e histórico de ligações.

Confira as políticas de privacidade dos aplicativos e das redes sociais, neles você encontra quais informações as empresas recebem sobre você, e não deixe de denunciar caso sinta que alguma seja invasiva.


Encontre Equilíbrio



 É ilusão achar que seu celular é 100% seguro, mas tomando algumas precauções as chances de alguém invadir sua privacidade se tornam bem menores.

Evite baixar aplicativos que não sejam da loja original do seu celular, procure desenvolvedores confiáveis e com boa reputação, e sempre mantenha seus aplicativos atualizados, mesmo que não mude nada na aparência, as atualizações quase sempre trazem pequenas correções em brechas de segurança.

Se um aplicativo pede muitas permissões, principalmente se elas não fizerem sentido (por exemplo, se um jogo pedir acesso a sua localização), fique atento, só aceite se você realmente se sentir seguro e confiar na desenvolvedora do aplicativo.

Quando baixar aplicativos de comunicação, escolha aqueles com criptografia, que deixa a privacidade do usuário protegida de táticas de vigilância em massa, impede que as suas conversas fiquem salvas em servidores da empresa, o Telegram e o Whatsapp são os mais recomendados.


Da Redação do portal Gama Cidadão

Gestante foi liberada após diagnóstico de 'falso trabalho de parto', diz GDF. Bebê estava morto quando ela voltou ao Hospital do Gama, no dia seguinte.


Fachada do Hospital Regional do Gama, onde homem atirou em paciente (Foto: Reprodução/TV Globo)

Uma mulher grávida de 38 semanas perdeu o bebê horas depois de procurar o Hospital Regional do Gama, no Distrito Federal, com contrações e de ser orientada a voltar para casa. A Secretaria de Saúde informou que a paciente teve "falso trabalho de parto" e que por isso foi liberada.

 

Bianca Chavier, de 19 anos, procurou o centro médico por volta das 7h30 deste domingo (11) após sentir que a bolsa havia estourado. A prima dela Brenda Gonçalves diz que a gestante chegou com contrações moderadas e que o médico disse que ela estava com dilatação.

"Em sã consciência, ele não podia ter deixado ela ir embora" - Brenda Gonçalves, prima da gestante

"Ele falou pra ela ir fazer uma ecografia, mas, como era domingo, não tinha como fazer no [hospital] público, só no particular. Mas no particular não tinha condições."

Brenda diz que o médico orientou Bianca a voltar para casa e retornar ao hospital nesta segunda-feira para fazer o exame. "Em sã consciência, ele não podia ter deixado ela ir embora."

A grávida voltou ao hosital às 6h desta segunda, com fortes dores e sangramento, declara a prima. Segundo ela, outro médico atendeu a paciente e verificou que o coração do bebê não batia. Em seguida ela foi encaminhada para fazer a ecografia, que confirmou a morte.

"Ela é mãe de primeira viagem e o pai também. Eles deveriam ter instruído e internado ela. É uma falta de consideração pelas pessoas", afirma Brenda. "É uma irresponsabilidade do hospital."

A Secretaria de Saúde diz que  "imediamente" os médicos iniciaram um procedimento de indução do parto chamado amniotomia, que estimula as contrações uterinas pela utilização do medicamento ocitocina.

"Eles disseram que demoraria umas duas ou três horas e que não podia fazer cesárea por causa do risco de infecção", afirma Brenda. Segundo a prima, Bianca ficou em trabalho de parto das 10h às 19h25.

De acordo com a Secretaria Saúde, a paciente não foi submetida a uma cesárea porque o procedimento é recomendado "em último caso e não se aplica a esta ocasião".

"A Bianca está forte. Mas todo mundo está muito abatido, abalado com essa história", diz Brenda. A família mora em Valparaíso, em Goiás. A gestante optou por fazer o parto no Hospital do Gama porque ela e o irmão nasceram lá.

G1/DF - 12/09/2016 19h44 - Atualizado em 12/09/2016 19h44

Foi realizado dia 06 de setembro, no anexo do Museu da República, o lançamento do Edital do FAC 2016.


Na ocasião, o governo reuniu assessores e artistas para noticiar as novidades. A mais importante delas é o fato de que a tão descabida contrapartida chega ao fim. No entendimento dos técnicos, a própria obra já o é, e não se fala mais nisso! Outra novidade é a descentralização dos recursos. De agora em diante o FAC atende por região. Para quem sabe o que é isso é só acessar o site, que lá tem todos os esclarecimentos.

Uma frustração para os artistas foi ficar sabendo que a Secretaria de Meio Ambiente ainda não constituiu o seu próprio fundo para a execução de projetos artísticos ficando a mercê do FAC. Mas nem tudo é lamento, só o fato do secretário de meio ambiente André Lima, ter sido convidado a participar do evento já é considerado um avanço. Pena que cidades como o Gama acabaram ficando de fora do roteiro proposto pelo secretário. O Argumento é que na cidade e os parques existentes, como o Parque Prainha, não têm infraestrutura. Ora, ora, Senhor secretário, não seria o caso,  então, de criar essa infra e dentro daquilo que já  tem ir aos poucos convidando a comunidade a participar das atividades e obras de transformação? Até quando argumentos vazios vão preencher espaços importantes como os que existem no Gama por exemplo?!

É bom lembrar que Governador Rodrigo Rollemberg quando em campanha assumiu compromisso com a comunidade local (a Prainha ou o Prainha seria prioridade), mas até agora nada foi sequer para o papel. Não há por parte da secretaria nem mesmo um projeto de ocupação da área de preservação. Pela cidade só se ouve falar das abordagens truculentas e proibitivas de policiais despreparados para a função dentro do parque.

O GTP, grupo de trabalho que realizou o seminário, ainda aguarda uma pauta com o secretário para tratar das proposições do Ato que foi discutido por meses a fio entre moradores e representantes parlamentares. Em tempo, a senhora Márcia Rollemberg, esposa do governador, nos contempla em sua oratória, quando indica o caminho a ser seguido por todos os membros do governo: “Trabalhar de modo inclusivo e transversal.” Até parece estar ouvindo o candidato Rollembeg em campanha. Só é preciso lembrar isso aos secretários de governo que não conseguem enxergar que essa é a única forma de se governar.

Marcia Rollemberg fala em seu discurso em ocupação de espaços, radiodifusão, parcerias com  embaixadas, Educação Ambiental, interlocução entre secretarias. Mas, na prática, isso tem sido bem difícil. Quem melhor atende aos reclames propostos pelo governo é a sociedade civil e os artistas. Porém tudo poderia ser mais produtivo não fosse a divisão de poder. Haja vista a dificuldade de se usar próprios do governo em parceria artísticas. Isso é público e notório. No Cose Gama Sul um projeto que já estava em compasso de estreia foi considerado de menor importância para os gestores da pasta. Um centro de convivência ecossocial com viveiro, horta comunitária e biblioteca temática foi barrado pelo secretário da pasta. Na Ocasião o deputado Joe Valle.

A maior surpresa foi o fato deste se apresentar como  ambientalista e parceiro do movimento cultural.

Guilherme Reis, Secretario de Cultura, totalmente à vontade, juntamente com Nanan Catalão, sub-secretaria, André Lima, secretário de meio ambiente,  Márcia Rollemberg e artistas dos quatro cantos de DF (e entre alguns artistas e grupos já fazem na prática o que foi colocado em pauta no novo edital, estando, portanto, à frente das intenções do FAC) lotaram o anexo do Museu da República me véspera do 7 de setembro.






Da Redação do portal Gama Cidadão

“Vem, vamos embora / Que esperar não é saber / Quem sabe faz a hora, / Não espera acontecer

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Maisa Silva posa com Thomaz Costa, ex de Larissa Manoela, em lançamento na Bienal do Livro 2016!

Da Redação Purebreak, Por Victor Mascarenhas - em 31/08/2016 em 18h21

Maisa Silva

Os dois trabalharam juntos em "Carrossel" e continuam amigos.

Maisa Silva já era um sucesso na televisão, internet e agora também está bombando no mundo da literatura. A atriz está participando da Bienal do Livro 2016 só que dessa vez como uma autora. Pois é, a menina lançou recentemente o "Sinceramente Maisa", que já é praticamente um best-seller entre o seu público. E além dos milhares de fãs, Thomaz Costa, o ex polêmico de Larissa Manoela, também passou no evento, nesta quarta-feira (31), para prestigiar a amiga.

Olha quem veio para a sesso de autgrafos do #SinceramenteMaisa pic.twitter.com/ls1MpuUKfP
— +A sincera (@maisasilva) 31 de agosto de 2016

Como a gente sabe que a ex-estrela de "Carrossel", da SBT, ficou durante muito tempo trabalhando na novela, nada mais justo do que os seus amigos de elenco irem lá fazerem uma visitinha, né? E foi justamente isso que Thomaz Costa e Jean Paulo Campos fizeram. Através de seu Twitter, a cantora mostrou um pouquinho desse momento para os fãs que ficaram de fora da Bienal do Livro de São Paulo. Difícil mesmo é não sentir uma pontinha de inveja desse pessoal.
Porém, caso você não tenha conseguido encontrar a Maisa Silva nessa Bienal, ainda há outras maneiras de prestigiá-la. A primeira é a seguindo em todas as redes sociais, porque vale muito há pena; Depois, claro, comprando o seu livro e, por último, porém, não menos importante, é a acompanhando em sua próxima novela, "Carinha de Anjo". Ou seja, tá fácil ser fã dessa menina!

Podem participar crianças a partir de 7 anos e pessoas afrodescendentes, com fenótipo africano característico e cabelos naturais

POR JORNAL DE BRASÍLIA FOTO: DIVULGAÇÃO - 26/08/2016 - 07:50:27

O Instituto Cultural Congo Nya deu início na terça-feira (23), o processo seletivo de voluntários para o AfroExplo, desfile de Moda Afro. Em sua sétima edição, o tema deste ano será “Acenda sua chama, Tanzânia”. Podem participar crianças a partir de 7 anos e pessoas afrodescendentes, com fenótipo africano característico e cabelos naturais. Não é necessário experiência. As inscrições devem ser feitas até o dia 8 de setembro.

A proposta do desfile é enaltecer a beleza dos povos africanos e seus descendentes com destaque às cores e aos ritmos do berço da humanidade. O evento acontece no mês da Consciência Negra, em novembro e segue com programação até o dia 18. Haverá também o seminário “As conquistas do povo afro brasileiro nos últimos 500 anos”, com espetáculos de artes integradas como dança, teatro e percussão.

Serviço:

Seleção de Modelos para o AfroExplo – VII Desfile de Moda Afro
Onde: Instituto Cultural Congo Nya, São Sebastião.
Quando: De 23 de agosto a 8 de setembro
Enviar currículo com foto pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)
Mais informações: (61) 3335-7151 | 9.9257-4344 | icongonya.wixsite.com/congonya

1º Festival de Cinema e Poesia do Varjão
Wladimir Carvalho, patrono e homenageado pelo festival, permanece em cena até o apagar das luzes

No ultimo domingo, dia 21 de agosto, a cidade do Varjão torna-se a primeira cidade satélite a ter o seu festival de Cinema & Poesia. Maria de Ariston moradora daquela comunidade, que já mantém uma biblioteca gerida em âmbito familiar, aceita o desafio de membros e parceiros da Banca de Poetas como Jairo Mozart, Valter Sarça da Vratia Cinema e vídeo e do portal de noticias Gama Cidadão e juntos partem rumo ao inusitado. Jairo Mozart autor de um documentário autobiográfico escolheu a praça para lançar sua criação. Como patrono da façanha convida ninguém mais, ninguém menos do que o documentarista Wladimir Carvalho que trouxe sua Lucília Garcez, que também é escritora e ativista cultural.

A atividade no Varjão surge como desdobramento do Festival Banca de Poetas, programa de incentivo à leitura e educação ambiental aprovado pelo FAC fundo de apoio à cultura da Secult que em turnê por seis cidades do DF, no Varjão, conhece Ariston, uma Baiana de Correntina que escolheu o Varjão para morar e criar a família. A proposta de promover o livro como personagem principal foi o ponto em comum entre a Banca de Poetas e o novo grupo de amigos e parceiros que já vislumbra novos horizontes.

O primeiro Festival de Cinema e Vídeo teve a programação diversificada, a Banca de Poetas que mantém o hábito de promover a troca de saberes por meio do livro promoveu oficina de convivência com obras literárias, pinturas e desenho para as crianças durante toda a tarde. Para a abertura, Maria de Ariston, convidou a jovem escritora Geovanna Neves, de 16 anos, que veio de Goiânia para apresentar um dos seus livros VOVÔ VIROU ESTRELA, a estudante escreveu outro livro voltado ao público infantil. A goianense conta que aproveitou uma experiência pessoal para levar às crianças uma nova perspectiva do tema. “Esse é um assunto negativo, pesado. Por isso, decidi abordá-lo sem ao menos citar a palavra morte no decorrer das 25 páginas do livro.” Gustavo Dourado presidente da Academia Taguatinguense de letras veio acompanhado da esposa a também escritora Maria Fêlix Fonteli e vários outros membros daquela casa.

O poeta e contador de estórias Rêgo Júnior, veio de Samambaia para alegrar  as crianças. Outro ponto alto do festival foi a homenagem ao escritor e embaixador brasileiro Raul de Taunay que também veio acompanhado da esposa Maria Paula que esbanjou simpatia entre os convidados. O diplomata que em breve embarca para mais uma missão no exterior leu um poema de sua autoria e se despediu desejando vida longa ao festival.

Embaixador brasileiro Raul de Taunay  
Momento de doação. 

Raul de Taunay, o diplomata-poeta, patrono da biblioteca, é homenageado pelo festival. Ele fez questão de doar vários títulos de sua obra para Maria de Ariston, observado pelo multimídia Jairo Mozart.  


POEMA “ARTESÃO”

Meu poema respira quando pressente nascer,

Ele exala, expira, se estira, como se fosse morrer;

Manuseia e finca na folha sua razão de irromper,

Desnuda o fascínio do verbo ao procurar entreter.

Meu poema é o verso pungente, a pura galanteria,

É mais do que nomes e formas, é a cal da filosofia;

É um território de ação, duelo singelo, sem garantia,

Na obra do artesão, é um castelo lavrado na escrita.

Ele não aspira grandeza, leveza, nem teme o fiasco,

É fragor, estrondo, ruído, o doce garimpo no espaço;

Por vezes, me deixa exaurido, moído em pagamasso,

Nas outras, sua força me embala por cristalino regato.

Meu poema termina inventivo, semeador de toada,

Ou finda num só rabisco, ao resvalar pela estrada,

É um deserto de areia ou o manancial da palavra,

É o abalo em cadeia ou, entre rochedos, a enseada.


OS FILMES

Osfilmes “A Roda da Fortuna” (média-metragem)
de Walter Sarça é uma  ficção sobre um garoto de periferia que, ao ter sua bicicleta roubada, procura de qualquer forma recuperá-la, antes que seu pai fique sabendo. O diretor que esteve  presente  ficou até o final do evento sempre disposto para responder perguntas relacionadas ao filme.

O Canto do Pássaro Vermelho” (longa-metragem)
O documentário dirigido por Kalley Seraine trata dos 45 anos de trajetória artística de Jairo Mozart, como músico, compositor, artista plástico, cordelista e militante. Na ocasião, Jairo Mozart também esteve presente e conversou sobre o filme.

Wladimir Carvalho
Uma troca justa.

Maria de Ariston entrega o troféu ao patrono e homenageado do Festival, o cineasta Wladimir Carvalho, que doa sua obra para biblioteca.
  

 1º Festival de Cinema e Poesia do Varjão supera expectativas
1º Festival de Cinema e Poesia do Varjão leva a sétima arte para rua como forma de contribuir com o incentivo à leitura.  

 1º Festival de Cinema e Poesia do Varjão supera expectativas
Todos juntos pela democratização da arte e da cultura.

Wladimir Carvalho e sua Lucília Garcez. a escritora, militante, generosamente doando seu tempo e sua vida para o festival.

Banca de Poetas
Leitura em família na Banca de Poetas durante o 1º Festival de Cinema e Poesia do Varjão.


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Convidados que estiveram presentes: Administrador Regional do Lago Norte e Varjão, Marcos Woortmann; a chefe de gabinete da administração regional do Lago Norte e Varjão, Claudia Constancio; presidente da Academia Internacional de Cultura – AIC,Meireluce Fernandes da Silva (escritora); e a vice-presidente, Nazareth Tunholi (escritora); José Carlos Ferreira Brito (poeta e esposo da Meireluce); o presidente da Academia de Letras e Música do Brasil – ALMUB, Maestro Sebastião Theodoro Gomes; e o presidente da Academia Taguatinguense de Letras – ATL, Gustavo Dourado (esposaMariaFêlixFontele); o Embaixador e escritor Raul de Taunay (esposa, professora e pesquisadora na Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, Maria Paula Vasconcelos Taunay); e o Vladimir Carvalho (Cineasta Documentarista/patrono do festival) e esposa Lucília do Carmo Garcez (escritora); a atriz e escritora de Goiânia, Geovanna Neves Rocha (adolescente de 16 anos que escreveu um livro lançado pela Editora Saraiva em 2014 - convidada especial do festival); e o escritor e contador de história Rêgo Júnior - escritor e contador de história (participação especial e lançamento de seu livro “Zigoto das Palavras”); Valda Fogaça - compositorapoeta e escritora; Marivalda Santos (poeta e compositora musical); José Carlos Ferreira Brito (escritor/Esposo da Meire); Antonio de Lima Martins (Poeta/ATL) e a Seira Beira (escritora); além de representante da comunidade, Eunice Nascimento dos Santos - Associação dos Idosos do Varjão; Jú Alves / Deusamar Gomes – Conselho Tutelar do Varjão; Érica e Wanderson Matias - JiuJitsu do Varjão; Conselho Tutelar do Varjão, Associação dos Idosos no Varjão; Madeireira Ramos do Varjão e Panificadora e Confeitaria Bonanza do Varjão.

Colaboração Israel Carvalho e Lucia Helena

Da Redação do portal Gama Cidadão 

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Iluminação chega à marginal da DF 480 do SMA (ProDF) ao Ultrabox

 DF 480
Iluminação chega à marginal da DF 480 do Setor de Múltiplas Atividades (ProDF) ao Ultrabox

Após várias reuniões técnicas entre a Administração Regional, a CEB e o DER, a região administrativa do Gama está recebendo obras de iluminação em um trecho importante da cidade, que é a via recém-construída às margens da DF-480.

A obra em andamento já teve um trecho concluído, que vai do Setor de Múltiplas Atividades até próximo ao Campus da UnB, sendo que o trecho restante na proximidade do Viaduto do Periquito está em fase de conclusão da rede subterrânea.

 A medida atende a uma das reivindicações dadas como prioritárias pela comunidade local, pois com a iluminação concluída, os moradores e visitantes do setor contarão com mais segurança.

A obra também atende ao Setor de Múltiplas atividades, já que os empresários do local enfatizavam com frequência que problemas com a falta de infraestrutura básica impediam o desenvolvimento da região, e também relataram problemas com relação à segurança pública devido a ausência da iluminação.

A administradora do Gama, Maria Antônia enfatizou que administrar é atender demandas da população e traçar prioridades, como a que agora está sendo oferecida à comunidade.

RA II Gama - Assessoria de Comunicação

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É o que prevê projeto de lei que está tramitando no Senado Federal

SECRETARIA DE SAÚDE DO DF - 09/08/2016 - 18:29:42
 
Proibir a amamentação em local público pode virar crime

Não existe proibição para que as mulheres amamentem em público. O ato, considerado vital para o desenvolvimento das crianças, pode ser feito em qualquer local. A afirmação é da coordenadora dos Bancos de Leite da Secretaria de Saúde e consultora da Rede Global de Bancos de Leite Humano, Miriam Santos.

Segundo ela, o relato, nas redes sociais, de que uma mãe chegou a ser presa é mentira, até porque não existe multa, nem pena de prisão prevista para isso. Na verdade, há um projeto de lei em tramite no Senado Federal de número 514 de 2015 que transforma em crime a violação do direito de amamentar em todo o território nacional.

Em vários estados, como São Paulo e Rio de Janeiro, os estabelecimentos que proibirem a amamentação podem ser multados por causarem constrangimento para a mãe e o filho durante o ato.

"Não existe essa proibição. Se a mãe e o bebê se sentem bem, o ato que é natural pode ocorrer no ônibus, no trem, no avião, no shopping, no restaurante, na rua ou em qual lugar", disse Miriam Santos. Segundo ela, o mais importante é que a população se conscientize sobre a relevância da amamentação e não cause constrangimento às mulheres, que acabam sofrendo preconceitos em alguns espaços.

Gabriel Silva de seis meses teve o privilégio de ser alimentado, até agora, exclusivamente com leite materno. Para a mãe, Jéssica Rodrigues, 24 anos, amamentar é uma tarefa importante.

"Sei que meu filho fica mais forte e nutrido. Na minha opinião, não vejo problema em amamentar em público, até porque a criança pode sentir fome em qualquer lugar", disse a mãe, que o alimentou enquanto passava pela Rodoviária do Plano Piloto.

"Sou pai de três filhos e sei que, se a criança quer se alimentar, não é errado amamenta-la. Ela pode sentir fome onde quiser. Não precisa haver preconceito", disse o vigilante Antônio Gomes, 45 anos, que passava pela Rodoviária.

SAIBA MAIS - É importante lembrar que a amamentação deve ser exclusiva até os seis meses de vida e, complementar, até os dois anos. "Amamentar é um ato natural que faz bem para criança, para a mãe e para sociedade, que temos que apoiar como cidadão responsáveis", complementou a profissional.

Segundo o Ministério da Saúde, o aleitamento materno é uma ação que, de forma isolada, pode reduzir a mortalidade infantil em até 13%. O leite materno confere à criança os nutrientes necessários para o crescimento e desenvolvimento adequado, bem como previne doenças crônicas na idade adulta, tais como hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol alto. Atualmente, uma grande sobrecarga do serviço de saúde se deve as doenças crônicas.

Dentro do imbróglio que está a saúde pública do Distrito Federal, mais um episódio chega para abalar ainda mais as coisas. A pediatria do Hospital do Gama (HRG) está sendo fechada. Segundo nota divulgada pela Secretaria de Saúde do GDF e Superintendência da Região de Saúde Sul, eles informam o fechamento de toda a unidade de pediatria do HRG bem como o pronto-socorro pediátrico. Veja nota abaixo:

Segundo pudemos apurar até o momento, a secretaria de saúde alega que há faltam médicos pediatras atuando no hospital e não tem aparecido médicos interessados nessa especialidade. Segundo a própria nota, o quadro atual de pediatras no Hospital do Gama é de 220 horas semanais. O que, segundo eles, era insuficiente para o funcionamento do setor. No meio de todo esse imbróglio quem sofre é a população do Gama e entorno, principalmente as crianças, que dependem do HRG para serem tratadas. Enquanto o povo do DF e entorno sofre com a má qualidade da saúde pública na região. O caos instaurado na pasta continua gerando mais problemas e transtornos. E ai Rollemberg, como sair dessa? Talvez seja este o questionamento da maioria da população.

O certo é que a pediatria e o pronto-socorro pediátrico do HRG estão fechados. Até quando não sabemos.

Continuaremos de olho.

Da Redação do portal Gama Cidadão.

Cerca de 250 médicos, enfermeiros e técnicos se reuniram, ontem, na UPA de Ceilândia

POR OTÁVIO AUGUSTO - CORREIO BRAZILIENSE - 03/08/2016 - 06:45:23
 

Servidores protestam para pressionar os distritais a não aprovarem mudanças na lei que permitiria a adoção do sistema de gestão na saúde. Governo não abre mão de mudar a administração das seis UPAs e da atenção básica de Ceilândia.

A implantação das organizações sociais (OSs) na gestão da saúde pública da capital é uma pauta capaz de mudar a temperatura ambiente na Câmara Legislativa e nos corredores do Buriti. No segundo dia de retorno dos parlamentares, uma mobilização de sete sindicatos reuniu 250 servidores na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ceilândia, a fim de pressionar os distritais a barrarem as alterações da lei para a aplicação do modelo de administração.

Os embates, porém, ainda não interromperam os planos da gestão Rodrigo Rollemberg de adotar as OSs. Até o momento, o governo credenciou cinco instituições para assumirem a gestão das seis UPAs e da atenção básica de Ceilândia. Em meio a negociações e muita resistência dos órgãos de fiscalização, o Executivo local tem ainda que enfrentar o desgaste da CPI da Saúde — cujos nomes do primeiro escalão do governo são citados como conhecedores de esquemas de corrupção.

Amanhã, a Câmara define o cronograma de depoimentos nas acareações na CPI. A ida do deputado governista Júlio César (PRB) para a cadeira de Roosevelt Vilela (PSB) é considerada estratégica, uma vez que o parlamentar tem amplo traquejo político. Roosevelt saiu com o retorno de Joe Valle (PDT), que deixou o cargo de secretário do Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Ao mesmo tempo, o governo começa a seduzir deputados independentes da CPI para sua base.

O segundo semestre legislativo promete ser mais duro para o Buriti. Mesmo com uma base de apoio ampla, o Executivo tem dificuldades em impor prioridades na pauta da Câmara. “Não tem clima para se falar em mudança na gestão com tantas denúncias na saúde. Temos que terminar com o processo de investigação. Primeiro, precisamos saber o que está acontecendo. Seria estratégico o governo recuar e rediscutir”, avalia a presidente da Casa, Celina Leão.

O GDF, segundo cálculos da Casa Civil, desembolsa, por ano, R$ 132 milhões para custear a atenção primária em Ceilândia. Com o novo modelo de gestão, a estimativa cairia para R$ 110 milhões. Cerca de 400 novas equipes atuariam na região, com 3,6 mil profissionais. Há, ainda, o gasto de R$ 148 milhões para despesas as UPAs. A ideia é ampliar a cobertura da atenção básica, de 30,7% para 62%, até 2018.

Tensão 

Um trio elétrico acompanhou o movimento sindical. Os servidores argumentam que o GDF está precarizando propositalmente a saúde para implantar o modelo de gestão. “O governo está classificando como inoperante um serviço que não tem nem 30% de cobertura. Não podemos implantar outro tipo de gestão sem melhorar o atual. Não haverá melhoras com as mudanças, apenas trocariam um servidor por um terceirizado”, critica o vice-presidente do Sindate-DF, Jorge Viana.

O Executivo local admite que há “questões jurídicas a serem vencidas”, principalmente a decisão do Tribunal de Contas do DF (TCDF) que os gastos das organizações sociais com trabalhadores devem ser computados dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Isso é um problema. Uma das grandes vantagens que teríamos com esse modelo de gestão seria fazer novas contratações, já que estamos totalmente engessados para isso”, explica o secretário de Saúde, Humberto Fonseca. Ele acredita que as críticas dos sindicatos atrapalham o processo. “Esse debate não está sendo feito de forma adequada, mas sempre de forma raivosa e com discussões rasteiras.”

Para o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, a adoção do modelo, questionado pelo Ministério Público do DF e pelo Ministério Público de Contas, é legal. Dantas se ancora em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). “Vejo com bons olhos a tentativa de melhorar a eficiência dos serviços. E me preocupa muito uma aliança entre órgãos respeitados, entidades que existem para determinadas finalidades públicas nobres, quando se permitem adotar um discurso com um quê de corporativismo. Preocupa-me ver sindicatos batendo panela contra uma regra que pode significar eficiência”, afirmou o ministro ao programa CB.Poder.