Acidente aconteceu por volta das 8h30 deste domingo quando família passeava por ciclovia no Gama Oeste. Outro bebê e um idoso foram hospitalizados; motorista tentou fugir mas foi detido pela polícia.

Por G1 DF 

Carro que atingiu a família que caminhava por pista de cooper no Gama Oeste (DF) (Foto: Clara Franco/TV Globo)

Um adolescente de 17 anos atropelou cinco pessoas da mesma família que andavam pela ciclovia da quadra 24 do Gama Oeste, no Distrito Federal, na manhã deste domingo (27). De acordo com a Polícia Militar, duas mulheres - de 19 e 22 anos - e um bebê, de 6 meses, morreram no local. O acidente aconteceu por volta das 8h30.Outras duas vítimas, um menino de 2 anos e o avô, foram levados ao Hospital Regional do Gama. Segundo o Corpo de Bombeiros, o estado de saúde do idoso é "estável". Ao ser atendida, a criança apresentava "pequenas escoriações, estava consciente e orientada".

Carrinho onde estava uma das crianças atropeladas na manhã deste domingo (27) no DF (Foto: Clara Franco/TV Globo)

Segundo a PM, o jovem que conduzia o veículo estava com "sinais de embriaguez" e já tinha passagens pela polícia por roubo, uso e porte de entorpecentes. Após a colisão, o jovem tentou fugir do local. Ele foi detido próximo a um matagal e encaminhado à 20ª DP, na mesma região. A ocorrência foi registrada na Delegacia da Criança e do Adolescente.

Os militares informaram, ainda, que o atropelamento ocorreu após o carro, um Hyundai Azera, se chocar contra um poste e capotar. Até a publicação desta reportagem, o G1 aguardava mais informações da perícia, que estava sendo feita no local.

 

Presidente da Junta Militar e jovens que receberam a CDI
 

    Como todos sabem, no Brasil a apresentação de jovens ao serviço militar é obrigatório. Nesta sexta-feira (25) houve uma solenidade na praça cívica do Gama para dispensa dos jovens e entrega do CDI (Certificado de Dispensa de Incorporação). Foram dispensados apróximadamente 300 jovens.

 

    O evento contou com a presença de várias autoridades militares, administrativas e civis. Estiveram no local a vice-presidente da OAB, Graciela Slongo, o presidente da comissão de esporte e lazer da OAB, doutor Gilson Carlos, o gerente de comunicação da Faciplac, João Rodrigues, a administradora do Gama, Maria Antônia, o capitão de fragata da Marinha do Brasil, comandante Fábio Tayarol, o delegado da 20ª delegacia de polícia Doutor Francisco, o presidente da Junta Militar do Gama, sargento Marcos Tadeu, dentre outros. O evento contou com, aproximadamente, 60 pessoas, além dos jovens que receberam a dispensa.

 

Autoridades presentes no evento

   
    A administradora regional Maria Antônia, doutor Francisco e o capitão Fábio Tayarol tiveram a honra de hastear a bandeira do Brasil. Após as solenidades a administradora teve a palavra. Comentou sobre sua difícil infância com pais alcoólatras, teve que ser doméstica na casa de uma tia para poder frequentar as séries que não tinha na zona rural. E, finalmente, tornou-se graduada em Direito, Administração e Pedagogia. Todo esse discurso culminou em incentivo para os jovens. Ela ainda os comparou com seus netos e os incentivou a estudar e prestar atenção em suas escolhas do agora, pois elas terão grande influência sobre seu futuro.


    Além do incentivo aos jovens, que eram o foco do evento, Maria Antônia agradeceu ao governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, pelo pacote de obras no valor de 60 milhões, com recursos de empréstimo do Banco do Brasil. (confira)
. A administradora frisou:


    Como parte do pacote haverá a construção de um Ginásio de esportes com quadras poliesportivas no valor de 14 milhões e o centro de reabilitação no mesmo valor e, vale ressaltar que, 7 milhões são da esfera federal."


    Falou sobre construção de 45 prédios no centro do Gama, reforma da rodoviária. Citou, também, o projeto Destrava Gama que segundo ela tem como objetivo principal o desenvolvimento comercial da cidade. Eliminando os gargalos, gerando empregos e alavancando a economia da região administrativa do Gama. Leia aqui uma matéria da própria administração
  

 

    No começo do evento houve um problema com o mastro principal que seria usado para hastear a bandeira do Brasil, o senhor Marcos Tadeu endereçou o problema a vândalos, já a administradora disse que o problema foi o vento. Houve críticas em relação a organização do evento por parte de um dos entrevistados. Um dos reclamantes foi o senhor Antônio Tadeu. Pai de um dos jovens que estavam recebendo a dispensa, Ygor Geovanne aluno do segundo semetre de relações internacionais na UnB. Mesmo achando que faltou um pouco de organização o pai admitiu que o evento é muito importante para despertar nos jovens o amor a pátria.


    O capitão de fragata Fábio Tayarol foi bastante enfático neste ponto, dizendo que todos devem se dedicar a pátria e que a nação precisa de cada um de nós. Chegou até a citar uma frase do ex-presidente dos EUA John F. Kennedy: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país.”

   

Capitão de fragata Fábio Tayarol discursando para os jovens gamenses

 

    Momentos antes da entrega simbólica da CDI o aluno de direito da Estácio de Brasília, Higor Alves, discursou sobre a importância de se preparar para o futuro. Fazer um concurso público, se profissionalizar e/ou fazer o ensino superior.

 

Estagiário do Gama Cidadão, Danrley Willyan recebe a CDI do presidente do portal, Israel Carvalho
 

    Vale lembrar que a praça cívica não foi financiada por dinheiro público, mas sim pela Faciplac; faculdade a qual, junto com a FGA (UnB Gama), traz alunos de todo o Brasil para morar no Gama. Com isso movimentando o setor de serviços e o mercado imobiliário. Este assunto será tema da próxima matéria.

 

 

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Da redação do Gama Cidadão - 25/08/2017 

Conjunto de ações para trabalhar a sensação de segurança foi apresentado como próxima fase do programa durante o evento

Para otimizar e estabilizar os resultados alcançados nos dois anos e meio de implementação de políticas públicas direcionadas à prevenção criminal, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social realizou, na tarde de hoje (24), o Seminário Viva Brasília: Nosso Pacto Pela Vida – desafios e perspectivas. O secretário da Segurança Pública e da Paz Social, Edval Novaes, e os chefes das Forças de Segurança apresentaram os resultados alcançados ao governador Rodrigo Rollemberg, secretários, administradores e representantes dos Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg's) e do Conselho Distrital de Segurança Pública (Condisp).

Durante o seminário, foi assinada uma portaria conjunta que repactua a atuação de cada uma das Forças de Segurança no programa e apresentado o quinto eixo do Viva Brasília: o aumento da sensação de segurança.

“Temos uma redução expressiva dos índices criminais, mas apesar dos bons resultados, precisamos trabalhar a sensação de segurança da população, daí a importância de ações como essa de hoje para que haja uma articulação permanente”, disse o governador Rodrigo Rollemberg.

Desde a implantação no Distrito Federal, o programa atingiu resultados bastante expressivos. A meta era reduzir a incidência dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) era de 6% ao ano e o resultado obtido foi de menos 39% de ocorrências. O número de homicídios registrados também é o menor dos últimos 24 anos.

Embora os números da Segurança Pública estejam apresentando redução ao longo dos meses, a sensação de insegurança ainda é sentida pela população. O secretário da Segurança Pública e da Paz Social, Edval Novaes, esclarece que onde as pessoas se sentem inseguras não são necessariamente lugares com altos índices de criminalidade.

 “Estamos conseguindo ser efetivos do combate ao crime, mas essa redução está dissociada da sensação de segurança da população. Agora, passamos a uma nova fase do programa do Governo de Brasília, Viva Brasília – Nosso Pacto pela Vida, que é o foco na redução do medo das pessoas. Ele está ligado a diversos fatores sociais, ou seja, para preveni-lo. Por isso é tão importante o comprometimento de todos os órgãos do governo”, explicou Novaes.

O titular da SSP deu exemplos da atuação da eficácia da união dos esforços para aprimorar a metodologia já empregada pelo Viva Brasília: podas de árvores, mais iluminação pública, prevenção de desordens, seja comércio irregular ou perturbação do sossego alheio (“som alto”), estão entre as medidas que deverão ser articuladas junto às Administrações Regionais e outros órgãos de governo afetos às questões.

Da Redação da Assessoria de Comunicação da SSP/DF - 24 de agosto de 2017 

 

Doodle marca presença no buscador, navegador e até teclado virtual do Google.

Por Karen Malek, para o TechTudo - 

A escritora brasileira Cora Coralina é a homenageada de hoje no Google por meio de um Doodle, figura que leva internautas a saber mais sobre a vida da poeta. Ela completaria 128 anos neste domingo (20), caso estivesse viva. Falecida em 1985, Cora foi uma das mais importantes escritoras brasileiras. No Doodle de homenagem, a palavra "Google" faz referência a semeadura.

O gigante das buscas costuma usar o buscador para homenagear pessoas, datas ou momentos importantes. A lembrança em sua página principal é feita por meio de Doodles, que são modificações animadas de sua marca. A divulgação é massiva, visto que o Doodle aparece no google.com.br, no Google App para Android e iPhone, na aba inicial do navegador Chrome para PC e até mesmo no teclado virtual Gboard, compatível com celulares.
O Google aproveita a visibilidade de sua presença na web para homenagear pessoas, datas especiais ou grandes conquistas; como: Dia dos pais, Machado de Assis ou Carmen Miranda. As homenagens são feitas por meio de Doodles, que deixam a logo animada e personalizada com o tema.

Quem é Cora Coralina?
A escolha da vez foi Cora Coralina, pseudônimo de Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que hoje, 20 de agosto de 2017 estaria completando 128 anos. Cora nasceu no interior de Goiás, em 1889 e apesar de ser considerada uma das maiores escritoras do país, seu primeiro livro só foi publicado quando ela tinha 76 anos da idade.
 

Escritora Cora Coralina aparece em destaque no Google App e no Gboard, teclado virtual do Google (Foto: Reprodução / TechTudo)

A poetisa tinha uma vida rural simples, doceira de profissão, costumava escrever poesias sobre amor e gentileza de uma forma sutil, um reflexo da vida que tinha. O fato do início da "carreira" de Cora ter começado tão tarde, deve-se ao fato de que a poetisa relata ter passado: uma transformação chamada "Perda do medo", aos 50 anos de idade, onde deixou o nome de batismo e passou a ser chamada de Cora Coralina.
O Doodle de homenagem mostra uma senhora já com uma certa idade escrevendo um livro -fazendo referencia a idade que Cora lançou sua primeira obra- em um ambiente simples e rural, como era a vida que Cora Carolina levava em Goiás. A semeadura, o florescer e a colheita na palavra "Google" faz referência a um poema dela que diz "O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher".
Anna, que escolheu o nome Cora Coralina para publicar seus livros, morreu aos 95 anos em Goiânia e teve nove livros publicados:

“Poemas dos Becos de Goiás e estórias mais” – Poesia de 1965
“Meu Livro de Cordel” – Poesia de 1976
“Vintém de Cobre - Meias confissões de Aninha” Poesia de 1983
“Estórias da Casa Velha da Ponte” – Contos de 1985
“Meninos Verdes” – Infantil de 1986 (póstumo)
“Tesouro da Casa Velha” – Poesia de 1996 (póstumo)
“A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu” – Infantil de 1999 (póstumo)
“Vila Boa de Goiás” – Poesia de 2001 (póstumo)
“O Prato Azul-Pombinho” – Infantil de 2002 (póstumo)
 

 

A PaulOOctavio conta com a certificação desde 1999

Por Ana Lúcia Ferreira - 14/08/2017 - 19:29:46

A Construtora PaulOOctavio vem trabalhando desde o início para oferecer sempre o melhor aos clientes, com materiais de qualidade, funcionários qualificados, treinamentos constantes, acompanhando as inovações do mercado e processos rigorosos de construção de seus empreendimentos. Isso resulta também nas certificações conquistadas pela empresa, para comprovar a qualidade e a segurança dos edifícios residenciais e comerciais, como é o caso da certificação ISO 9001.

A certificação mostra que a empresa tem um rigoroso e amplo controle sobre seus processos, tanto administrativos quanto nas obras. A PaulOOctavio conta com a certificação desde 1999, para a Central de Produção e Pesquisa, e, no ano seguinte, para o restante da empresa e os canteiros de obras.

Mônica Magalhães trabalha há 15 anos na companhia, para acompanhar a qualidade das atividades e garantir que a empresa passe pelas auditorias externas necessárias para ser certificada. O processo se repete todos os anos. A construtora permanece com seus padrões de qualidade e nunca perdeu a certificação. Além da ISSO 9001, a PaulOOctavio também conta com a PBQP-H – Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade no Habitat e o Regimento do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade de Empresas de Serviços e Obras da Construção Civil – SiAC.

Para o cliente, as certificações conquistadas são a segurança de que o imóvel foi construído com qualidade excepcional. Para a empresa, significa também reduzir riscos para os colaboradores das obras, desperdício de materiais e muito mais.

Equipe terá psicólogos, psiquiatras, endocrinologistas e assistentes sociais; ideia já existe em outros estados. DF ainda não tem tratamento hormonal gratuito; Creas tem fila de espera de 200 pessoas.

Por Mateus Rodrigues, G1 DF/Foto: Secretaria de Trabalho e Direitos Humanos do DF/Divulgação - 12/08/2017 - 15:15:18

Até o fim deste mês, travestis, homens e mulheres transexuais do Distrito Federal poderão buscar consultas, acompanhamento médico e assistência social em um ambulatório específico para ele, na Asa Sul. O espaço, denominado Ambulatório Trans, será inaugurado na próxima segunda (14), mas o atendimento só deve começar na semana seguinte.

O espaço já foi reservado no Hospital Dia, na 508/509 Sul, e os últimos detalhes da obra devem ser concluídos neste fim de semana. Entre quinta (10) e sexta (11), os profissionais convocados para a tarefa foram a São Paulo para conhecer o ambulatório de lá, em funcionamento desde 2010. Ao longo desta semana, os próprios médicos e gestores ajudaram a pintar e decorar o novo espaço.

"Essa é uma demanda do movimento LGBT há muito tempo, de que haja uma política integral de atenção a essa população", diz o coordenador de diversidade da Secretaria de Trabalho e Direitos Humanos do governo do DF, Flávio Brebis.

Atualmente, a população de transexuais e travestis do DF tem um único espaço de acolhimento na rede pública – o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) da Diversidade, na 614 Sul.

O local oferece assistência social, jurídica e psicológica à população LGBT e a vítimas de discriminação étnico-racial e religiosa, mas não conta com atendimento médico. Hoje, o governo do DF tem mais de 200 transexuais e travestis na lista de espera por todos esses atendimentos.

Os casos de transfobia lideram as estatísticas de acolhimento no Creas da Diversidade do DF. Segundo dados do governo, foram 3.114 atendimentos em 2015, 1.684 em 2016 e 823 entre janeiro e abril deste ano. Nos três anos, os números superavam a soma das demais ocorrências (homofobia, lesbofobia e bifobia).

A escolha do Hospital Dia para abrigar o Ambulatório Trans foi feita após um estudo de logística, para facilitar o acesso do público-alvo. Flávio Brebis aproveitou a entrevista ao G1 para esclarecer que o atendimento não tem qualquer relação com o fornecimento dos medicamentos para portadores de HIV, que acontece na mesma unidade de saúde.

"Não tem a ver com o núcleo de HIV/Aids. É claro que existe esse preconceito contra os dois grupos, e essa correlação na mente das pessoas. Inclusive, a gente relutou em levar para lá, foi um ponto negativo, mas as instalações realmente eram as mais adequadas", afirma.

A equipe do Ambulatório Trans deve ser formada, inicialmente, por psiquiatras, psicólogos, endocrinologistas e assistentes sociais – pelo menos dois profissionais de cada especialidade. Ao longo do tempo, urologistas, ginecologistas e médicos de outras especialidades devem se juntar ao grupo.

"Endocrinologia é um grande gargalo para a população trans, porque muitas pessoas se automedicam. É muito difícil, para eles e elas, recorrer ao serviço de saúde."

"Uma das principais críticas é que a saúde tem muito problema, muita área crítica, e que estaríamos dando prioridade a alguém. Mas essa população precisa de atenção especial, de acolhimento, tem demandas específicas", diz Brebis.

Assim como acontece na Delegacia Especializada de Combate à Intolerância (Decrin), criada em 2016, a ideia é que o atendimento de saúde para travestis e transexuais seja feito em rede. Os pacientes poderão ir diretamente ao ambulatório, ou ser encaminhados até lá por médicos da rede pública.

"Se o paciente já faz acompanhamento com algum médico, hoje, ele pode continuar esse tratamento por lá. A secretaria atende a todos, em todos os lugares. Às vezes, ele já tem um laço com aquele profissional", diz o coordenador do grupo de trabalho do ambulatório e servidor da Secretaria de Saúde, Vittor Ibanes.

"A gente precisa que a rede, como um todo, tome conhecimento de que existe um Ambulatório Trans. Um médico de família vai cuidar do matriciamento, do mapeamento dessa demanda."

Hormônios, só mais tarde

Por enquanto, os endocrinologistas do ambulatório farão apenas o acompanhamento e a orientação dos pacientes que já se submetem – por conta própria ou na rede privada – aos tratamentos hormonais de readequação sexual. Para que a rede pública ofereça essas substâncias, será preciso desenvolver um protocolo complicado.

Muro do Creas da Diversidade do DF, grafitado por travestis e transexuais com mensagens de empoderamento (Foto: Secretaria de Trabalho e Direitos Humanos do DF/Divulgação) Muro do Creas da Diversidade do DF, grafitado por travestis e transexuais com mensagens de empoderamento (Foto: Secretaria de Trabalho e Direitos Humanos do DF/Divulgação)

 Muro do Creas da Diversidade do DF, grafitado por travestis e transexuais com mensagens de empoderamento (Foto: Secretaria de Trabalho e Direitos Humanos do DF/Divulgação)

"São substâncias que têm efeitos colaterais, geram risco de câncer. Estamos pesquisando o que a gente já tem na rede e o que a gente não tem, para padronizar. Muitas pessoas já se hormonizam por conta própria e, aí, a gente vai oferecer orientação", explica Ibanes.

Em um primeiro momento, esses hormônios e medicamentos auxiliares terão de ser comprados pela própria Secretaria de Saúde, por licitação própria. Para receber esses insumos do próprio Ministério da Saúde – a exemplo do que ocorre em São Paulo, Goiânia e Recife, por exemplo –, é preciso cumprir uma série de pré-requisitos que, no momento, estão distantes da realidade do DF.

Ao longo dos últimos três anos, o G1 acompanhou outras três conquistas da população LGBT do Distrito Federal: a criação de uma delegacia especializada no combate a crimes de intolerância – que também lida com questões raciais, religiosas, de deficiências e da velhice –, a adoção do nome social no serviço público e a regulamentação da lei anti-homofobia.

"É algo que está sendo construído, e a gente sabe que é uma cultura. Não dá pra dizer que todos os órgãos, todos os locais têm esse respeito. A gente não é ingênuo", diz Brebis.

Em todos os casos citados, houve reação por parte da bancada religiosa na Câmara Legislativa e de setores conservadores do DF. Os deputados distritais chegaram a derrubar a regulamentação da lei anti-homofobia, e a polêmica deve ser resolvida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

"Falta muita coisa. Nessa primeira leva de entregar, a gente ainda está indo atrás dos marcos regulatórios. Não há leis no Brasil que protejam o LGBT contra a LGBTfobia. A lei de 2000 passou 17 anos engavetada, o projeto do [deputado distrital] Ricardo Vale que prevê a coleta dos dados de violência contra os LGBTs está tramitando", enumera o coordenador de Diversidade.

"Eu tenho um histórico na militância e te digo, estamos há 20 anos nas ruas pedindo [direitos iguais]. Em termos históricos, é muito recente, é pouco."

Os avanços, embora importantes, não escondem a série de desafios que travestis e transexuais ainda enfrentam no dia a dia. Entre os gargalos principais, estão o alto índice de abandono escolar e a dificuldade de inserção no mercado de trabalho.

"Acho que não veremos isso ainda nesse mandato, mas há que se pensar em uma agência de trabalho para a questão LGBT, especialmente a pessoa trans. Uma central de informação, capacitação e empreendedorismo", diz Brebis.

"A gente sabe que o conservadorismo é forte, mas não podemos nos barrar por isso. Foram 112 mortes de transexuais e travestis no Brasil em 2017, até agora. No ano passado, foram 144 trans mortos, e 343 LGBTs ao todo. São dados de guerra."