A decisão da Corte de Contas foi resultado de atuação conjunta da Defensoria Pública no Gama com o Ministério Público de Contas do Distrito Federal.

O Tribunal de Contas do Distrito Federal condenou o ex-Diretor da NOVACAP, Sr. Erinaldo Pereira Sales, ao pagamento de multa pessoal em razão do descumprimento de normas de acessibilidade na duplicação da Avenida JK, no Gama-DF. 

Em junho de 2015, o Defensor Público Wemer Hesbom constatou que as obras de duplicação da Avenida JK, em fase final, não atendiam regras básicas para utilização (com autonomia, dignidade e segurança) por de idosos, cadeirantes, cegos e pessoas com deficiência em geral. Expediu, assim, ofício à Presidência da NOVACAP, recomendando as devidas correções, sob pena de responsabilidade civil, administrativa e criminal.

Em resposta, o Presidente reconheceu que, de fato, o Contrato nº 596/2013, por meio do qual contratada a obra (Processo nº 112.004.851/2012), não previu a observância de normas de acessibilidade, o que deu ensejo a representação da Defensoria Pública perante o Ministério Público de Contas e deste perante o Tribunal de Contas (Processo nº 18171/2015-e), que suspendeu as obras.

Ao final da instrução, a e. Corte de Contas concluiu, na linha do parecer do Procurador do Ministério Público de Contas Marcos Felipe, que o ex-Diretor praticou ato de improbidade administrativa quando aprovou projeto básico, autorizou a abertura de processo licitatório e subscreveu homologação de concorrência sem observância de normas de acessibilidade, e que “a ilegalidade atingiu toda a coletividade, mais notadamente as pessoas com alguma dificuldade de locomoção”. Daí a aplicação da multa prevista no art. 57, inc. II, da Lei Complementar nº 01/94. 

Para o Defensor Público Wemer Hesbom, que vem atuando em questões relativas à mobilidade urbana na cidade – juntamente com a ADEGE (Associação de Pessoas com Deficiência do Gama e Entorno) e com o Clube da Terceira Idade do Gama –, “o poder público não deve contratar e executar, de forma alguma, obras sem observar leis que garantam a mobilidade urbana com segurança e conforto, inclusive pelos mais de 400 mil pessoas que apresentam algum tipo de incapacidade ou deficiência permanente no DF, de acordo com dados do Censo 2010”.

Adep-DF - 03/04/2017 - 18:16:03

A mulher tem se destacado nos últimos anos, mostrando que competência no trabalho, no cenário político e no comando de instituições públicas. Anteriormente tida como sexo frágil, à mulher tem se mostrado forte o bastante para encarar os desafios, as metas e objetivos.

A mulher tem grande colaboração nas influências humanas que se tenta propagar na atualidade. Hoje, em tempos de transformações rápidas, as mudanças tem sido imediatas. Então a presença das mulheres tem sido cada vez mais forte no cenário global.

As mulheres hoje estão conquistando cada vez mais espaços onde, antes, a predominância era basicamente masculina. Podemos ver mulheres em áreas onde antes pareciam ser exclusividade para homens. No cenário político não tem sido diferente. O avanço feminino frente à política mostra a força da mulher. Que vem se mostrando terem grande capacidade em perceber e apontar os problemas tendo sempre boas formas de resolvê-los. O avanço e a inovação é fator preponderante da mulher. A frente ela lidera, coordena, inova e executa.

Mesmo ainda sendo muito vistas, na sociedade, como a cuidadoras de casa e da família, as mulheres vem conseguindo superar suas dificuldades e ainda administrar seu tempo a favor de suas atividades. Tudo elaborado de forma que as questões familiares não entrem em conflito com questões profissionais e sociais.

Mesmo se mostrando dinâmicas e audaciosas, as mulheres ainda são alvo de grande discriminação por aqueles que ainda acreditam que lugar de mulher cuidado de casa e dos filhos. Por isso enfrentam o grande desafio de mostrar que, apesar de consideradas sexo frágil são muito fortes, em relação às adversidades da vida e seus enfrentamentos.

Politicamente a mulher vem enfrentando grandes guerras e desafios.  A arte de fazer, realizar e acontecer. Segundo dados estatísticos as mulheres atualmente somam mais da metade da população brasileira. E do eleitorado também, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

De acordo com o IBGE, as mulheres passaram a somarem 51,4% da população. Elas estão ocupando cada vez mais espaço no mercado de trabalho e, atualmente, são responsáveis pelo sustento de 37,3% das famílias. Segundo o TSE, o maior número de eleitores tem entre 25 anos e 59 anos de idade para ambos os sexos. O maior grupo de mulheres está na faixa de 45 a 59 anos. Enquanto a maior quantidade de homens foi observada na faixa de 25 a 34.

Importante frisar que em 1997, a Lei das Eleições, passou a prever a reserva de vagas para a participação feminina nos cargos proporcionais – deputado federal, estadual e distrital e vereador.

Em 2009, com a sanção da Lei n° 12.034, a primeira minirreforma eleitoral, essa participação passou a ser obrigatória. O novo texto estipula que sejam preenchidas, e não apenas reservadas, as candidaturas com o mínimo de 30% e o máximo de 70% de cada sexo. Embora os desafios encontrados pelas mulheres tanto na política quanto na sociedade, podemos dizer elas vem conquistando seu espaço.

No GDF não tem sido diferente. Além das mulheres que estão na Câmara Legislativa, eleitas como deputadas distritais, temos as mulheres que vem atuando dentro do Governo, em órgãos, secretarias e entidades ligadas ao GDF.

Podemos então citar as principais mulheres no atual Governo do Distrito Federal. A começar pela primeira dama, Sra. Márcia Rollemberg, que já na época da campanha do seu esposo, e atual governador, Rodrigo Rollemberg, disse que não seria uma primeira dama decorativa.

Márcia Rollemberg, sempre demonstrou intenções de contribuir com o governo e compartilhar as experiências como gestora pública, principalmente na área social. Desde que Rodrigo Rollemberg assumiu o Palácio do Buriti, ela tem conciliado o trabalho como secretária executiva da Fundação João Mangabeira, entidade ligada ao PSB, à jornada de mãe e avó e a colaboração voluntária com as ações do governo.

Primeira-dama do Distrito Federal, Márcia Rollemberg

A mineira de Teófilo Otoni conta que os desafios vieram desde o primeiro dia. “Eu nunca estive nesse lugar de referência, em uma posição em função do outro. Sempre tive uma trajetória própria profissional”. A tarefa de ressignificar o papel de primeira dama começou com a destinação da Residência Oficial de Águas Claras. Morar lá não passou pelos planos dela. E foi aí que começaram as mudanças.

“Lidar com a Residência Oficial foi um dos desafios. O primeiro exercício foi ressignificar o espaço e, assim, acabei ressignificando o papel de primeira-dama. Então, me envolvi com a casa, abrimos para visitação e fizemos de lá um espaço de trabalho”, diz, lembrando que o local, agora, tem outra dinâmica. “Sempre prego a socialização dos espaços”, lembra.

Mas isso, ela ressalta, tem a ver com o perfil profissional dela, que já foi secretária da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, diretora de Articulação e Fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e gestora de formação pública na área da saúde.

As intervenções de Márcia na gestão Rollemberg passam pelas áreas com as quais ela tem afinidade e formação: mulheres, diversidade, direitos humanos, crianças… “São áreas em que vi perspectivas de fazer um trabalho de interação e integração. Tento contribuir e compartilhar experiências com as pessoas que estão fazendo políticas públicas no DF”, observa ela, que tem um gabinete no Palácio do Buriti e alguns servidores para cuidar da agenda e dos compromissos institucionais.

A relação próxima com a sociedade civil organizada garante uma boa interlocução com o governo. “A cidade é uma criação coletiva e todos temos responsabilidade pelo comum, pela sociedade”, diz ela, que, embora tenha uma atividade protagonista, lembra que apenas colabora com a gestão do marido. “É um trabalho protagonista, porque acabo impulsionando capacidades. Mas a operação das atividades se dá institucionalmente. Eu não sou o governo. Eu estou participando, mas meu papel é de interlocução”, ressalta ela, que é formada em serviço social pela Universidade de Brasília (UnB), onde conheceu Rodrigo.

Outra mulher atuante no atual governo é a Márcia Alencar, que esteve a frente da Secretaria de Segurança Pública do DF. A Psicóloga foi a primeira mulher a assumir oficialmente o comando da pasta. Antes Márcia de Alencar ocupava a subsecretaria de Segurança Cidadã da pasta.

Psicóloga, bacharel em Direito, mestre em Sociologia, e com formação em Gestão Pública, foi consultora do Ministério da Justiça em Alternativas Penais e das Nações Unidas em Prevenção e Justiça Criminal em Moçambique. Integrou a coordenação executiva da Conferência Nacional de Segurança Pública com Cidadania, o Comitê Executivo do Pacto pela Vida de Pernambuco e atuou no Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci). Foi ainda secretária executiva de Segurança Cidadã de Jaboatão dos Guararapes.

Agora Márcia de Alencar deixa o comando da pasta, que passa a ser de responsabilidade do delegado da Polícia Federal Edval de Oliveira Novaes Júnior. Mas ela permanece no Executivo e agora assume o posto de secretária-adjunta de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

Mais uma mulher que tem estado firme e atuante no atual Governo é a Lúcia Bessa, subsecretária de Políticas para as Mulheres do Distrito Federal.

Lúcia Bessa é advogada, já trabalhou na empresa Bessa e Bessa Advocacia e hoje é quem comanda a subsecretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, no DF.

A pasta vem formulando e implementando políticas públicas de combate ao preconceito de gênero, à violência contra as mulheres, além de promover políticas públicas de inclusão.

Tem desenvolvido programas e projetos nas áreas de educação, saúde, segurança, juventude, empreendedorismo, autonomia econômica, entre outras, com o objetivo de promover os direitos das mulheres, a partir de cada segmento social, especialmente às vítimas do preconceito e da violência.

Promove ações transversais, com vistas ao combate das ameaças e violações de direitos e para garantir o respeito às mulheres e a igualdade entre os gêneros. O papel social da mulher e sua posição na sociedade brasileira ainda são permeados de contradições.

Um dos feitos da subsecretaria sob seu comando é o da Casa da Mulher que inaugurou o atendimento integrado. Concebida para funcionar como centro agregador de ações, a Casa da Mulher Brasileira tem levado esperança aos que lutam pelo fim da violência doméstica contra a mulher. O lugar revoluciona o atendimento por integrar, num mesmo espaço, diversos serviços especializados, como delegacia e juizado; Ministério Público; Defensoria Pública; apoio psicossocial; promoção da autonomia econômica; brinquedoteca para os filhos das vítimas; alojamento de passagem; e central de transporte. Esse modelo evita a peregrinação da mulher por várias repartições, roteiro capaz de ressuscitar a experiência psíquica do trauma.

Superar entraves administrativos foi o que fizeram a subsecretária de Políticas para as Mulheres do Distrito Federal, Lúcia Bessa, e a coordenadora da Casa de Brasília, Iara Lobo, ao discutirem com representantes do Programa Nacional de Ensino ­Técnico (Pronatec) formas de levar ao local, cursos destinados a capacitar vítimas e libertá-las do jugo econômico de seus companheiros.

Lúcia Bessa usa a palavra “sonho” para definir a Casa e conclama mais mulheres a procurarem atendimento ali. A casa fica muito próxima ao centro da capital, na Quadra 601.

Mais uma mulher que também está atuante no GDF é a Administradora de Sobradinho Jane Klébia do Nascimento Silva Reis.


Filha da cidade, sempre morou em Sobradinho. É Bacharel em Geografia e Direito, pós-graduada em Administração escolar e polícia judiciária. Atualmente, é delegada de carreira da polícia civil do DF.

É servidora pública do DF há 34 anos. Iniciou sua carreira no DF, atuando como Auxiliar de enfermagem do Hospital Regional de Sobradinho – HRS (1982/1989); Professora de geografia de nível fundamental e médio (1989/1999) lecionou no Centro de ensino Fercal e Centro de Ensino Fundamental 03; Agente de Policia Civil (1999/2006) e Delegada de Policia Civil desde 2006.

Exerceu cargos de chefia: na Companhia de Desenvolvimento do Planalto – CODEPLAN, como Chefe de Controladoria (2010), Fundação de Apoio à Pesquisa – FAP, na função de Chefe da Procuradoria (2014); Secretária de Estado da Criança Adolescente e Juventude do Distrito Federal (2015).

Têm na atividade pública prazer e sentimento da realização pessoal, pela possibilidade de colocar à disposição da comunidade os conhecimentos adquiridos ao longo de sua vida, acreditando que o papel da administração, dentre outros, seja o de promover a interação com os diversos órgãos e setores do governo de Brasília que promova melhorias e avanços para a cidade.

Outra mulher dentro do GDF que também está no comando de uma cidade é a Profa. Maria Antônia, Administradora do Gama.



Mineira de Unaí-MG, cidade que está 164km de Brasília, a Profa. Maria Antônia, hoje comanda a Administração Regional do Gama. É casada há 39 anos com seu esposo Armelindo Inácio de Magalhães. Mãe de dois filhos e três netos. É formada em pedagogia e Bacharel em Direito e Pós-graduada em docência universitária.

Exerceu o cargo de professora na secretária de educação do Distrito Federal, é diretoria Nacional do Sindicato Nacional dos Aposentados SINDINAPI, membro da executiva nacional da Força Sindical, em que foi indicada a participar de vários eventos alguns de nível internacional como o Fórum Social Mundial na Tunísia e Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 20) que aconteceu no ano de 2014 no Peru.

Maria Antônia é umas das fundadoras do partido Solidariedade e delegada no Distrito Federal. Ocupou diversos cargos nas esferas do Governo do Distrito Federal, entre eles o de Diretora da Regional de Ensino. Antes de Assumir o cargo era Presidente do Conselho de Segurança do Gama e Vice-Presidente dos Conselhos de Segurança do DF.

De musa das quadras para o comando da Secretaria de Esportes do DF

 

No comando da Secretária de Esportes está uma brasiliense de peso e nacionalmente conhecida. Leila Barros, também conhecida como Leila do Vôlei, de 43 anos, foi atleta olímpica e jogou na seleção brasileira de vôlei de 1988 a 2008. Foi medalhista de bronze nas Olimpíadas de Atlanta 1996 e Sydney 2000.

Coordenadora de projetos sociais, fundou no DF uma instituição voltada à inclusão social e ao desenvolvimento sócio educacional, que já atendeu mais de 50 mil jovens, crianças e adultos. Foi comentarista esportiva da TV Globo por três ciclos olímpicos.

Uma das pastas mais importantes do governo tem uma mulher no comando


A brasiliense Leany Lemos, de 44 anos, é a Secretaria de Planejamento e Orçamento do GDF. Uma pasta de extrema importância dentro do governo.

Leany Lemos é mestre em Ciência Política e Doutora em Estudos Comparativos das Américas pela Universidade de Brasília.  Possui pós-doutorado em Ciência Política pelo programa Oxford-Princeton Global Leaders Fellow. Recebeu o Prêmio ALACIP de melhor tese de doutorado em Ciência Política da América Latina (biênio 2004-2005,) sobre controle horizontal em democracias presidencialistas. É servidora de carreira do Senado Federal desde 1993, e foi pesquisadora colaboradora plena do IPOL/UnB entre 2008-2013.

Ela foi à única mulher no comando do rito de passagem do Executivo no período de transição do Governo em 2014. Coube a ela analisar os currículos dos técnicos que iriam trabalhar no primeiro escalão do GDF. E sendo uma pessoa de extrema confiança do Governador, Leany Lemos comanda a Secretaria de Planejamento e Orçamento do GDF.

À frente do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM) temos mais uma mulher no comando

Mato-grossense criada no Estado do Acre, Jane Maria Vilas Bôas é antropóloga, com pós-graduação em Antropologia Social pela UFRJ. Entre os anos de 1985 a 1986, desenvolveu trabalhos de Orçamento participativo na Prefeitura de Rio Branco. Atuou na Reforma Agrária de sua terra natal e participou dos debates para criação das referências técnicas das Reservas Extrativistas no Incra entre 1987 a 1989. Foi a primeira Superintendente do SESI/AC, de 1989 a 1994. De 1995 a 1998, foi Gerente de Desenvolvimento Empresarial no Sebrae/AC, atuando em Programas de Desenvolvimento Local com geração de Emprego e Renda. Entre 1999 a 2014 desempenhou funções de assessoria e coordenação junto à senadora da República Marina Silva.

Hoje está na presidência do IBRAM. O Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Distrito Federal foi criado em 28 de maio de 2007 por meio da Lei nº 3.984, para ser o órgão executor de políticas públicas ambientais e de recursos hídricos no Distrito Federal.

O instituto possui autonomia administrativa, financeira e patrimonial podendo, dessa forma, celebrar contratos, acordos e convênios com instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais, e cooperativas. Foi constituído como uma autarquia vinculada à antiga Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Seduma), atual Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). E tem como missão executar e fazer executar as políticas de meio ambiente e de recursos hídricos do Distrito Federal, bem como controlar e fiscalizar o manejo desses recursos a fim de propiciar o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal de forma a garantir à população os benefícios alcançados pelo crescimento econômico, sem colocar em risco a qualidade de vida dos moradores da região.

Podemos ver, então, que as mulheres estão presentes não só na política como na esfera pública como um todo. O coeficiente de mulheres, principalmente na política ainda é baixo, mas este é um cenário que está em plena transformação. Para ter uma ideia, em termos quantitativos, basta analisar alguns dados apresentados pelo próprio governo onde pode se observar que a participação das mulheres na Câmara dos Deputados é de 9% e, no Senado, de 10% do total. Além disso, o número de governadoras de estado também ainda é muito pequeno. Só que como este é um cenário em constante transformação a tendência é que esses números aumentem. Logo devemos ter um coeficiente maior de mulheres atuantes não só na área pública como na política.

Da redação do Gama Cidadão.

Profissionais vinculados à SSP vão trabalhar em conjunto com lideranças comunitárias para melhorar serviços de segurança pública

 
Márcia de Alencar, reuniu-se, na tarde de quinta-feira (23), com servidores da SSP que representarão a instituição nas 31 regiões administrativas do Distrito Federal.

A Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP) está capacitando 31 pessoas para trabalhar como articuladores territoriais nas Regiões Administrativas do Distrito Federal. Os profissionais vão atuar como interlocutores entre SSP e a comunidade. A ideia é que eles identifiquem os problemas relacionados à segurança pública de cada localidade e, dessa forma, auxiliem a Secretaria na elaboração de programas prioritários.

“Essas pessoas vão dialogar com os administradores, com as forças de segurança, movimentos sociais, além de lideranças comunitárias e membros dos Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs) fazendo a interlocução entre as demandas de segurança pública e buscando a solução para esses problemas nos territórios”, explicou a subsecretária de Segurança Cidadã, Andréia Macêdo.

A capacitação começou no dia (23), na sede da SSP, quando a secretária da Segurança, Márcia de Alencar, apresentou aos articuladores territoriais a estrutura e os papéis de cada setor da SSP. O treinamento termina sexta-feira (24), na Escola de Governo.

A medida está dentro da proposta do programa Cultura de Paz, que integra a principal política de segurança pública do Distrito Federal: o Viva Brasília – Nosso Pacto pela Vida. O objetivo da aproximação dos articuladores territoriais é justamente fortalecer as ações de prevenção e enfrentamento da violência e criminalidade, além, é claro, de reconhecer e valorizar os potenciais culturais, religiosos e esportivos de cada região.

Mapeamento

Dentre as atribuições dos articuladores está a missão de fazer um mapeamento nos territórios, identificando problemas pontuais de cada cidade. “A falta de uma poda de árvore e iluminação pública, uma quadra de esportes abandonada ou mesmo um ponto de tráfico de drogas. Estas são algumas situações que podem contribuir para o aumento da criminalidade”, exemplificou a subsecretária Andréia Macêdo.


Secretária de segurança do DF, Márcia de Alencar, conversando com os articuladores territoriais do Viva Brasília


Presidente da Rede Urbana de Ações Socioculturais (Ruas), Max Maciel, palestrando para os articuladores territoriais

Gerente de Monitoramento da Situação da Segurança Pública, Maxwell Silva, ensinando os articuladores territoriais
 

Willian Nascimento, da Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Paz Social do DF - 24/03/2017 com adaptações do portal Gama Cidadão.

A enfermeira não notou que a criança que havia nascido há pouco mais de uma hora estava ao lado dos lençóis e jogou o bebê no cesto

Um bebê foi jogado dentro do cesto de roupa suja no Hospital Regional do Gama (HRG) uma hora depois de nascer na última segunda-feira (20/3). O caso está sendo investigado pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama) como lesão corporal culposa.

Segundo a família da criança, a enfermeira que entrou na sala pós-parto para recolher os lençóis não viu que ela estava no meio dos panos e acabou jogando o recém-nascido no cesto, junto com a roupa de cama. O fato ocorreu no momento em que a mãe precisou ir ao banheiro e deixou a criança na cama.

Embora a criança tenha batido a cabeça e ficado com um hematoma, foi liberada para permanecer com a mãe de segunda para terça-feira (21). Mas, em função do agravamento do estado de saúde, o recém-nascido precisou ser transferido para o Hospital de Base do DF (HBDF) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Após exames, foi diagnosticado um sangramento no cérebro. A equipe médica do HBDF não informou se ele corre risco. Nesta quarta (22), a criança deve fazer novos exames.

A Secretaria de Saúde afirmou que está apurando o que ocorreu.

Aguarde mais informações

Metrópoles22/03/2017 8:50 , atualizado em 22/03/2017 9:10

 

Ouro Minas Brasil empresa especializada na fabricação e comercialização de produtos de higiene e saúde anuncia abertura de escritório no Gama, Distrito Federal. A empresa atua nas áreas de higiene pessoal, íntima, pet, energia e vitalidade.  Uma Empresa que desde sua criação em 2002, dedica-se a indústria de produtos para proporcionar saúde e bem-estar a toda sua família e animais domésticos, com preocupação em preservar o meio ambiente.

A Rede aposta na marca própria para o mercado do DF e Entorno, os produtos Saudita conta com uma equipe de profissionais que desenvolvem a produção de suas mercadorias de forma selecionada, com seriedade visando sempre ótimos resultados e satisfação dos seus clientes.

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Matéria prima usada pela Ouro Minas Brasil é oriunda de plantações próprias na sede da Fazenda Ouro Minas, situada na cidade de Alta Floresta, Estado do Mato Grosso. A fazenda está em área de Floresta Amazônica, onde propicia colheita com qualidade e selecionada para uso nos seus produtos.

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A região administrativa do Gama – RAII foi à primeira cidade a receber a Rede Itinerante de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. O evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher aconteceu no sábado, 11 de março, no Núcleo Rural Alagado da Suzana no Gama.

O evento contou com palestras e aconselhamentos sobre o empoderamento das mulheres, além de pintura de rosto para as crianças, pula-pula teve a apresentação teatral do programa de educação ambiental Lobo Guará promovida pela Polícia Militar. Esse programa tem como objetivo de promover a Educação Ambiental e a preservação do nosso Meio Ambiente.

A dona de casa Maria do Socorro Nunes, de 64 anos, participou do evento e relatou para equipe do Gama Cidadão que atividades desse tipo precisam de mais tempo com as famílias, visitando suas casas. Muitas pessoas da vila não compareceram ao evento por questões religiosas já que o evento foi realizado em um templo ecumênico.

A subsecretária de Políticas para Mulheres, Lúcia Bessa conversou com as famílias do Alagado da Suzana. O assunto foi sobre a rede de atendimento e proteção às mulheres no Governo de Brasília. Veja o vídeo:

A rede itinerante conta com o apoio do Governo de Brasília, Ministério Público, Defensoria Pública do DF, OAB, Policia Militar do DF, Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA), Hospital Regional do Gama, Secretaria de Estado de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDESTMIDH), e o projeto Mala do Livro, em parceria com a Unidade Móvel de Acolhimento à Mulher, além dos Coses, Cras, Creas, Uama, Escolinha Rio Verde, ONG Evolução Capoeira, Segurança Alimentar - CONSEA/DF e o Programa Polícia e Cidadania - PROVID/PM-DF.


Mulheres lideranças no Alagado de Suzana


Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres


Crianças da comunidade Alagado da Suzana e a Subsecretária de Políticas para Mulheres, Lúcia Bessa

Galeria de fotos. Clique aqui!

 

O equipamento estava quebrado e foi consertado há dois meses, mas não podia voltar a funcionar porque precisa operar em temperatura controlada

O tomógrafo do Hospital Regional do Gama voltará a funcionar nos próximos dias, depois de um ano e meio fora de uso. O equipamento estava quebrado e foi consertado há dois meses, mas não podia voltar a funcionar porque precisa operar em temperatura controlada, mas os aparelhos de ar condicionado também estavam quebrados.

Nesta segunda-feira, o presidente do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal, Gutemberg Fialho, entregou dois aparelhos, que custaram ao sindicato cerca de R$ 7 mil e vão permitir que o hospital volte a fazer os exames. Milhares de pacientes que tinham de procurar outros hospitais ou ser removidos para fazer o exame serão beneficiados.

Segundo a equipe da direção do HRC, voltando a funcionar, o tomógrafo vai ajudar a dar vazão a uma fila de espera de 17 mil exames, entre emergenciais e ambulatoriais. “Ter condições de oferecer o serviço traz tranquilidade à equipe e resolutividade para a população. A postura do Sindicato dos Médicos mostra maturidade no sentido de estar sensível à necessidade da população”, afirmou o diretor do Hospital, José Roberto de Deus Macedo.

Segundo Gutemberg Fialho, com essa ação o Sindicato reafirma uma atuação que não se restringe à defesa dos médicos enquanto trabalhadores. “Denunciamos constantemente as deficiências do sistema público de saúde e, sempre que possível, como agora, contribuímos, dentro das limitações institucionais e financeiras que temos, para a melhora da assistência à população”, afirmou.

A necessidade dos aparelhos de ar condicionado chegou ao SindMédico-DF e à Defensoria Pública do DF, em fevereiro, quando as duas entidades buscavam ajudar a equacionar os problemas referentes aos partos realizados no HRG e no Hospital Regional de Santa Maria. Tanto Gutemberg, quanto o defensor Celestino Chupel, do Núcleo de Saúde da Defensoria se prontificaram a ajudar. Recolocar o tomógrafo em funcionamento significa, não só uma melhor prestação de assistência, mas a salvação de vidas.

Vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), em outubro de 2016, o servidor do Departamento de Estradas e Rodagem (DER), Arnaldo Teixeira dos Santos, de 53 nos, deu entrada no Hospital Regional do Gama (HG), onde foi pedida uma tomografia. Como aparelho do hospital quebrado, o pedido entrou no sistema de regulação para que o exame fosse realizado no Hospital de Base do DF. Sem médico disponível para seguir com o paciente, a família arcou com o custo de ambulância e exame particulares. Quatro dias depois, Arnaldo morreu no Hospital de Base. Se o exame tivesse sido feito dias antes ele poderia ter sobrevivido. (Veja a história completa no Portal Metrópoles http://bit.ly/2eebbBA.)

Memória:
Em 2009, o Hospital Regional do Gama recebeu um tomógrafo adquirido pelo governo do Distrito Federal, a um custo anunciado de R$ 1,1 milhão. Também foi feita uma reforma no valor de R$ 390 mil para instalar o aparelho.

Blog Gama Livre - 21/03/2017 - 22:11:57

Peças publicitárias começam a ser veiculadas, esta semana, na TV, internet e cinema

"Somos os Baniwa, vivemos no Alto Rio Negro, Amazônia. Andamos pelados. Nosso único esporte é caçar. Não temos pátria nem religião. Comemos com as mãos e cortamos o cabelo sempre igual...Isso, pelo menos, em 1.500. De lá para cá, tudo mudou. E se, mesmo assim, você continua a ser 'homem branco', porque nós não podemos continuar a ser índio?".

A pergunta, formulada por um velho líder baniwa, fecha o filme da primeira campanha do Instituto Socioambiental (ISA), lançada esta semana em TV, internet e cinema. A reflexão resume sobretudo um desafio atual para os mais de 250 povos indígenas existentes no Brasil: enfrentar o racismo e o preconceito que sofrem por terem incorporado hábitos e tecnologias não-indígenas ao seu dia a dia. Como se, para terem suas identidades e seus direitos respeitados, precisassem viver parados no tempo, em um museu.

"Os índios, como cada um de nós, são donos de suas identidades e incorporam o que acharem importante do mundo que os rodeia, sem deixar de ser índios", afirma André Villas-Boas, secretário-executivo do ISA. "Parte da população criou no imaginário - com a ajuda de livros escolares, inclusive - a figura do índio 'puro', o índio mais índio do que os outros, como se aqueles que fugissem desse estereótipo não merecessem ter seus direitos garantidos", completa Mariana Borga, diretora de criação da J. Walter Thompson, agência parceira do ISA responsável pela campanha. "Queremos quebrar esse preconceito".

A campanha, filmada em uma comunidade do povo baniwa no Alto Rio Negro, Amazonas, pela Pródigo Filmes, é um convite a todos os brasileiros para olhar os povos indígenas com mais generosidade e respeito. "Estamos felizes de poder ajudar a combater o preconceito que sofremos e que sabemos que parentes nossos em várias partes do País também sofrem, muitas vezes com violência", diz André Baniwa, uma das principais lideranças da etnia que protagoniza a campanha. "Diante de séculos de contato com os brancos, os Baniwa são um exemplo de resistência cultural", reforça Beto Ricardo, coordenador do Programa Rio Negro, do ISA.

A campanha chegou à J. Walter Thompson por meio do Planning4Good, uma iniciativa da associação de planejadores Grupo de Planejamento, da qual faz parte Jurandir Craveiro, presidente do Conselho Diretor do ISA. "O insight do preconceito expõe uma questão pouco admitida no Brasil, que é o racismo contra os índios”, diz Craveiro.

O Instituto Socioambiental (ISA) é uma das principais organizações ambientalistas e indigenistas do Brasil. Com 23 anos de existência, o ISA atua regional e nacionalmente para defender povos indígenas, comunidades tradicionais, direitos humanos e o patrimônio cultural, e para valorizar a diversidade socioambiental no Brasil. Com informações da assessoria de imprensa do ISA.

Agência Brasil - 13/03/2017 - 15:39:47

Reativado o Pronto Atendimento Infantil e a Pediatria do HRG, o caos se mudou para a Obstetrícia (ou permaneceu?)

O governador do DF, Rollemberg, o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, o superintendente de Saúde da Regional Sul (Gama e Santa Maria), nomeado recentemente também secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Ismael Alexandrino Júnior, estiveram no dia 2 de março reabrindo o Pronto Socorro Infantil (PAI) e a Pediatria do Hospital Regional do Gama (HRG). Muito discurso para comemorar a reabertura de serviços que jamais deveriam ter fechado. Teve até placa para comemorar a reativação dos serviços. Discursos, entrevistas, palmas.

Muita festa, mas logo no primeiro dia de funcionamento não havia médicos suficientes para atender a demanda. Horas e horas foram gastas por mães e crianças para terem um atendimento.

No dia seguinte, foi divulgado na imprensa como uma grande coisa o atendimento, no PAI/Pediatria, de cerca de 60 crianças pelos médicos Humberto Fonseca e Ismael Alexandrino. Que bonito! Secretário e gestor colocando a mão na massa. Na massa, não. Nas nossas crianças.

O secretário havia garantido que os novos pediatras permitiriam uma escala adequada, mas os dois gestores citados no parágrafo anterior chegaram a atender cerca de seis dezenas de pacientes. E olha que eles não fazem parte da equipe da área de pediatria e pronto atendimento infantil. Um indicativo de problemas no setor. Ou foi apenas uma peça publicitária?

Servidores do HRG assinalam que os dois poderiam ter aproveitado o tempo para tomar pé da dramática situação vivida pela Obstetrícia do hospital. Pela Obstetrícia, não. Pelos pacientes do setor. Um descalabro, na opinião de alguns funcionários. Não mais do que 30 metros separa o PAI da portaria da Obstetrícia.

Sábado (11/3), este descalabro caiu na rede, tomando a forma de imagens. Pelos grupos de WhatsApp fotos do caos, do absurdo, que se verifica no setor de Obstetrícia. E o relato dramático e indignado de servidores.

Com o também absurdo fechamento da Obstetrícia do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), a obstetrícia do HRG superlotou. Além do mais, ainda segundo fontes de dentro do hospital do Gama, faltam materiais. E espaço, macas, para a acomodação das mulheres que tiveram seus bebês, bem como para acompanhantes.
E ainda mais, segundo as denúncias, mães e bebês chegam a ficar 48 horas e até 72 horas mal alojadas, em cadeiras desconfortáveis, ou ocupando com outras mães leitos, a espera de alta médica. E ficam por tanto tempo, à espera de exames que não acontecem.

É o caos!

Blog Gama Livre - 12/03/2017 - 11:19:56

O Centro de saúde 8 do Gama, está fechado para reforma há quase três anos. Em maio de 2015 ocorreu a intervenção socialista para reforma e manutenção nas partes hidráulica e elétrica, além de adequações para deficientes. Moradores reclamam que o Centro de saúde no Setor Central da cidade, era para ter sido entregue à comunidade em maio de 2016 segundo informações da secretária de saúde na época, mas a reforma ainda não foi concluída. Sem saber onde buscar atendimento os moradores estão indo busca atendimento no Entorno.

Já vamos para o terceiro ano de governo e nenhum dos compromissos assumidos com a população do Gama foi comprido. 

 

Pouco depois de surgir no cenário nacional, o Distrito Federal ganhou seu primeiro parque ecológico, criado em 1961, no Gama. A entrada era gratuita e os frequentadores tinham à disposição 744 hectares de área verde, tanques de água corrente, um córrego cristalino e muitos pontos de cerrado intocado. Durante mais de 40 anos, gente de todas as cidades próximas passou por lá em busca de sombra e água fresca. Desde 2002, porém, o espaço caiu no esquecimento. O governo pretende revitalizar o parque e, segundo o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), há um plano de manejo ambiental. Até que saia definitivamente do papel, o Parque Recreativo do Gama, popularmente conhecido como Prainha, continuará a ser o resquício de um cenário paradisíaco arruinado pela poluição, pela falta de segurança e pelos problemas fundiários que marcam o DF.

Na memória de moradores antigos da região, a Prainha de outrora era um ponto de encontro dos moradores. Com árvores frondosas e areias brancas, possui um rio, que a margeia, com uma água puríssima em que dava para ver uma moeda no fundo do córrego. O córrego alagado.

Em meados de 2002 a “Prainha”, chegou a funcionar como clube. O empresário que passou a explorar o local melhorou a estrutura do restaurante, da lanchonete, reformou e instalou uma bomba nas duas piscinas e criou um canal de escoamento para que as águas das piscinas fossem vertidas para o Córrego do Alagado. Mas uma varredura nos contratos, feita pela Secretaria de Administração de Parques e Unidades de Conservação do DF, Com parques, então responsável pelo local, considerou o contrato ilegal. Ao perder a concessão, o empresário retirou boa parte das melhorias que implementou. A administração do parque voltou para as mãos do governo e nenhuma reforma na infraestrutura foi feita desde então. Hoje tudo se encontra em completo estado de abandono e não mais se pode frequentar o parque com segurança. A área das piscinas não passa de um mausoléu a céu aberto as demais construções, sem manutenção, seguem sendo vencidas pela força da natureza.

De área de laser a um lugar com eminente perigo à vista

Quem cruza a guarita, completamente depredada e pichada, tem de enfrentar uma estrada de terra esburacada, em meio ao mato alto que cerca a reserva. Apenas as trilhas ecológicas e o Centro de Educação Ambiental, que recebe alunos, professores e pesquisadores, estão disponíveis. As piscinas estão secas, o córrego exala mau cheiro e, como o parque se situa na divisa entre DF e Goiás, é afetado pela criminalidade dos bairros limítrofes. Ali virou um ponto de desova de veículos, assalto e tráfico de drogas e até serve para a prática de sexo. Os funcionários do pouco que resta em algum funcionamento no Parque da Prainha recomendam que ninguém circule sozinho pela mata. É muito perigoso. Para piorar ainda mais a situação, não bastasse o abandono do parque, a área de reserva biológica do Gama, próxima a Prainha, está sendo invadida por posseiros.

Soluções a vista?

Há um plano do governo do Distrito Federal para revitalizar toda aquela área, porém o que se vê é que nada sai do papel. Sem avanço quem toma lugar é o abandono, a mata, a criminalidade e os grileiros.

No plano já elaborado pelo GDF há, inclusive, a realização de um trabalho para retirar as invasões da área de reserva biológica. As construções seriam revitalizadas e novas vias de acesso seriam abertas, dentre outras tantas coisas. Na verdade há muita conversa fiada e pouca ação concreta.

De água boa a ruim

A qualidade da água também preocupa a todos os envolvidos nesse imbróglio chamado “Prainha”. Especialistas tem atribuído problemas na água do Alagado a unidade fabril de bebidas da AMBEV, que andou despejando substâncias no afluente do córrego. Ao Presídio Feminino do Gama, Colmeia, que elimina despojos no local. E, também, à Estação de Tratamento de Água e Esgoto (ETE) de Santa Maria, construída bem próxima ao córrego Alagado.

Com relação a essa última questão, da ETE, segundo a Caesb a Estação de Santa Maria faz tratamento em nível terciário. Um processo que, além de retirar dejetos orgânicos e matéria em suspensão na água, elimina as algas.

Hoje, com relação ao córrego a situação melhorou muito, pois tanto a cervejaria quanto o presídio ajustaram seus sistemas e lançam apenas esgoto tratado no córrego, com impacto reduzido ao meio ambiente. Há quem defenda que o córrego alagado retornou à vida, há peixes, o nível de oxigênio esteja alto.

De fato, a AMBEV fez um evento em prol da despoluição do córrego Alagado e seu afluente. O evento aconteceu no Clube Social da unidade fabril do Gama, que fica bem ao lado. Na ocasião foram plantadas mudas de árvores do cerrado por todos os presentes. A equipe do Gama Cidadão foi lá para conferir de perto o evento e também plantou dois pés de árvores nativas.

Conclusão: o parque sai ou não sai?

Apesar de já existir o projeto do Parque da Prainha, até o momento nada saiu do papel. Da parte do GDF é um tal de projeto pra cá, pra lá e nada acontece. A Administração do Gama também nada faz, a não ser entrar na onda da morosidade do GDF. Enquanto isso todos aqueles que lutam pelo parque tem de matar um leão por dia para que toda aquela reserva não sucumba do mapa do DF, ficando apenas na memória daqueles que um dia vivenciaram vida naquele local.

Ah e não pensem vocês que é só a Prainha que sofre com descaso e morosidade não. O Parque Vivencial Urbano do Gama segue o mesmo caminho. Até quando os moradores do Gama e região vão ter que conviver com todo esse descaso?

O Portal Gama Cidadão segue firme nessa junto a essa luta pela consolidação destes tão importantes parques. E não é de hoje que estamos tratando desse assunto. Confira mais abaixo outras matérias realizadas pelo Gama Cidadão.

 

 

“É um trabalho protagonista, porque acabo impulsionando capacidades. Mas a operação das atividades se dá institucionalmente. Eu não sou o governo. Eu estou participando, mas meu papel é de interlocução", diz Márcia Rollemberg, primeira-dama do DF. Foto: Kleber Lima

Desde a campanha do marido ao Governo do DF, Márcia Rollemberg já dizia que não seria uma primeira-dama decorativa. Tinha intenções de contribuir com o governo e compartilhar as experiências como gestora pública, principalmente na área social. Desde que Rodrigo Rollemberg tomou posse do Palácio do Buriti, ela tem conciliado o trabalho como secretária executiva da Fundação João Mangabeira, entidade ligada ao PSB, à jornada de mãe e avó e a colaboração voluntária com as ações do governo.

Os desafios, ela conta, vieram desde o primeiro dia. “Eu nunca estive nesse lugar de referência, em uma posição em função do outro. Sempre tive uma trajetória própria profissional”, conta a mineira de Teófilo Otoni. A tarefa de ressignificar o papel de primeira-dama começou com a destinação da Residência Oficial de Águas Claras. Morar lá não passou pelos planos dela. E foi aí que começaram as mudanças.

“Lidar com a Residência Oficial foi um dos desafios. O primeiro exercício foi resignificar o espaço e, assim, acabei ressignificando o papel de primeira-dama. Então, me envolvi com a casa, abrimos para visitação e fizemos de lá um espaço de trabalho”, diz, lembrando que o local, agora, tem outra dinâmica. “Sempre prego a socialização dos espaços”, lembra.

Mas isso, ela ressalta, tem a ver com o perfil profissional dela, que já foi secretária da Cidadania e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, diretora de Articulação e Fomento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e gestora de formação pública na área da saúde.

As intervenções de Márcia na gestão Rollemberg passam pelas áreas com as quais ela tem afinidade e formação: mulheres, diversidade, direitos humanos, crianças… “São áreas em que vi perspectivas de fazer um trabalho de interação e integração. Tento contribuir e compartilhar experiências com as pessoas que estão fazendo políticas públicas no DF”, observa ela, que tem um gabinete no Palácio do Buriti e alguns servidores para cuidar da agenda e dos compromissos institucionais.

A relação próxima com a sociedade civil organizada garante uma boa interlocução com o governo. “A cidade é uma criação coletiva e todos temos responsabilidade pelo comum, pela sociedade”, diz ela, que, embora tenha uma atividade protagonista, lembra que apenas colabora com a gestão do marido.
“É um trabalho protagonista, porque acabo impulsionando capacidades. Mas a operação das atividades se dá institucionalmente. Eu não sou o governo. Eu estou participando, mas meu papel é de interlocução”, ressalta ela, que é formada em serviço social pela Universidade de Brasília (UnB), onde conheceu Rodrigo.

A vovó Márcia

A vida fora da agenda oficial de primeira-dama é tranquila e de muita dedicação à família. Vovó da Mel, de três anos, Márcia se prepara para receber o segundo neto, Rafael, que está para nascer. “De vez em quando, a gente hiberna na fazenda, em alguns fins de semana. E vamos todos”, conta, com o sorriso mais largo, ao falar dos filhos – Gabriela, Ícaro e Pedro Ivo – e dos netos. “Sou muito próxima dos meus filhos e da família. Eu curto muito estar com eles”, diz.

Se dá tempo de fazer tudo isso e ainda ser mãe e vovó corujas? Ela responde com um sonoro “Dá”. Os horários são criados. “Vamos pra fazenda no fim de semana, jantamos durante a semana. Sempre damos um jeito”, exalta. “Eu estou me preparando para ter tempo para curtir o Rafael, porque sei que esta é uma fase inesquecível e fundamental, tanto para ele quanto para a gente”, acrescenta.

Millena Lopes - JBr. 08/03/2017