Ana Maria Campos, CB.Poder -  21/09/2017 - 07:01 Foto: reprodução

Um esquema de estelionato e lavagem de dinheiro por meio de uma pirâmide financeira denominada Kriptacoin, com venda de moeda digital, foi desbaratado pelo Ministério Público do DF e pela Polícia Civil do DF. A fraude pode causar prejuízo a 40 mil investidores.

Nesta manhã (21/09), 13 suspeitos de integrarem o esquema como cabeças ou laranjas são alvos de prisão preventiva. Também serão cumpridos 16 mandados de busca e apreensão, na Operação Patrick. As medidas, autorizadas pela 8ª Vara Criminal de Brasília, serão cumpridas no Distrito Federal, Águas Lindas e Goiânia. O juiz Osvaldo Tovani decretou também a quebra do sigilo das redes sociais dos investigados e o bloqueio de bens, entre os quais carros de luxo e um helicóptero.

A organização criminosa atuava por meio de laranjas, com nomes e documentos falsos. Eles enganavam consumidores prometendo lucros exorbitantes (1% ao dia) e captavam investidores para apostar no negócio fácil. Chegaram a conseguir R$ 5 milhões somente neste ano. Segundo a representação policial, a pirâmide está prestes a ruir o que causará prejuízos aos consumidores que não conseguirão sacar seus investimentos, uma vez que o negócio é insustentável. Trata-se de crime contra a economia popular.

O consumidor era lesado ao realizar a negociação de moeda virtual denominado “mineração”. O cidadão investe recursos na esperança de receber dividendos acima das margens de lucro dos negócios convencionais e acaba sendo lesado por não obter sequer o capital inicial. A maioria dos investimentos, segundo suspeita dos investigadores, não era resgatada. Quem investe recursos não prática crimes. Apenas quem causa prejuízo ao consumidor.

A organização criminosa usava diversas contas com nomes falsos para movimentar o dinheiro e ainda adquiria bens de significativo valor, como um helicóptero que estava registrado em nome de um jovem de apenas 18 anos, supostamente um laranja. Um dos líderes do esquema circulava com carros de luxo como uma Lamborghini e uma Ferrari.

O nome da operação remete à denominação da pirâmide financeira, numa nova configuração das letras que compõem a palavra kriptacoin. O trabalho é realizado pela 1ª Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon) do Ministério Público, em parceria com a Coordenadoria de Repressão aos Crimes contra o Consumidor, a Ordem Tributária e a Fraudes (Corf) da Polícia Civil do DF.

Na investigação, a equipe da Corf, liderada pelo delegado Wisley Salomão, descobriu a existência da empresa denominada “Kripta Coin Investimentos em Tecnologia Ltda ME”. Essa pessoa jurídica estava em nome de Wendell Pires Alencar  e Hélio Xavier Gomes. Estes seriam nomes falsos. No Ministério Público, a Operação Patrick é conduzida pelo promotor de Justiça Paulo Binicheski.

Uma das vítimas da corrente contou aos investigadores que tentou sacar os R$ 176.188,14 investidos, mas teve o pedido recusado e ainda se sentiu ameaçado por seguranças da empresa.

Aconteceu no dia 14 de setembro o I Seminário Regional sobre o Sistema Prisional – Um olhar mais humano (SRSP) às prisões. O evento foi construído pela Pastoral Carcerária do Distrito Federal e pela Associação de Apoio aos Presos, Egressos e Familiares (APEF).

O SRSP aconteceu no mini auditório do Instituto Federal de Brasília (Asa Norte), começando às 14h indo até 20h. Durante o Seminário houve diversos debates com diversos especialistas em sistema prisional, representantes do poder judiciário e entidades que buscam a humanização das prisões do Brasil. Os temas abordados giraram em torno da questão da mulher presa no Brasil, as políticas públicas voltadas para o sistema penitenciário e como o judiciário pode e deve colaborar com a humanização das prisões.

Durante o evento o ex-detento e ator, Chico de Aquino, fez uma apresentação teatral, pegando todos de surpresa. Ele contou sobre sua história e sua trajetória.


 

O seminário foi transmitido ao vivo para Internet, no Facebook do Gama Cidadão. Confira:


 

Estiveram presentes:

Drª Êrika Barreto Fernandes Cruvinel (Professora e Pesquisadora do IFB); Bruno Gonçalves Pereira de Lima (Presidente da APEF e Vice Coordenador da Pastoral Carcerária Regional Centro Oeste); Frei Rogério Soares (Provincial da Ordem das Mercês); Frei Raimundo Nonato Ferreira (Coordenador da Pastoral Carcerária do Distrito Federal); Irmã Petra Silvia Pfaller (Coordenadora Nacional da Pastoral Carcerária Para a Questão da Mulher Presa); Drª Crisonéia Nonata de Brito Gomes (Professora e Pesquisadora do IFB com diversos estudos e publicações sobre o sistema prisional); Rebeca Souza Leão Albuquerque (Bacharel em Direito e Ciências Políticas. Pós Graduada em Processo Legislativo e com larga experiência em relações governamentais e administração pública. Atuou junto à Presidência da República, Câmara dos Deputados e Advocacia Geral da União); Promotora Berenice Maria Scherer (Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional - MPDFT); Padre Gianfranco (Vice Coordenador da Pastoral Carcerária Nacional);Drª Leila Cury (Juíza Titular da Vara de Execuções Penais do TJDFT); Deputada Érika Kokay (PT/DF)  (1ª Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Atuante na defesa dos direitos humanos e dos direitos da população vulnerável e minorias);  Sara Hirsch Tardin (Assistente Social, Especialista em Projetos Sociais e Gerente do Psicossocial da FUNAP); Luciane Ferreira (Advogada - Ms. Direito Econômico e Socioambiental); alunos, professores e comunidade; e outras autoridades.


Veja nossa galeria de fotos:

Mesa 01 - as mulheres e o cárcere: um novo olhar é preciso
Karla Danielle Lima Pereira (Tecnólogo em Logística); Irmã Petra Silvia Pfaller (Coordenadora Nacional da Pastoral Carcerária Para a Questão da Mulher Presa) e Drª Êrika Barreto Fernandes Cruvinel (Professora e Pesquisadora do IFB).  Mesa 01 - as mulheres e o cárcere: um novo olhar é preciso

 

Servidores e assistentes sociais participam de debate sobre os desafios do sistema prisional

 

Apresentação teatral do artista e ator, Chico de Aquino, pegando todos de surpresa
 
Chico de Aquino tirou o fôlego de toda a plateia em sua performance artística. Ele contou sobre sua história e sua trajetória.

 

Chico de Aquino em sua performance artística

 

Mesa 02 - políticas públicas para o sistema prisional: o que pode ser feito?
Rebeca Souza Leão Albuquerque (Bacharel em Direito e Ciências Políticas); Deputada Federal Érika Kokay e Sara Hirsch Tardin (FUNAP)
Mesa 02 - políticas públicas para o sistema prisional: o que pode ser feito?
 

 

Mesa 03 (encerramento) - o papel do judiciário na humanização das prisões
Bruno Gonçalves Pereira de Lima (Presidente da APEF e Vice Coordenador da Pastoral Carcerária Regional Centro Oeste) e Drª Leila Cury (Juíza Titular da Vara de Execuções Penais do TJDFT). Mesa 03 (encerramento) - o papel do judiciário na humanização das prisões

 

Tivemos debates extremamente importantes com diversos especialistas em sistema prisional, representantes do poder judiciário e entidades que buscam a humanização das prisões do Brasil


Mais fotos. Clique aqui! 

Da redação do Gama Cidadão


O I Seminário Regional sobre o Sistema Prisional – Um olhar mais humano (SRSP) às prisões está sendo construído pela Pastoral Carcerária do Distrito Federal e pela Associação de Apoio aos Presos, Egressos e Familiares (APEF).

O SRSP será no dia 14 de setembro de 2017 no auditório do Instituto Federal de Brasília (Asa Norte) a partir das 14h até 20h. Durante o Seminário haverá debates com diversos especialistas em sistema prisional, representantes do poder judiciário e entidades que buscam a humanização das prisões do Brasil. Os temas abordados ira girar em torno da questão da mulher presa no Brasil, as políticas públicas voltadas para o sistema penitenciário e como o judiciário pode e deve colaborar com a humanização das prisões.

A programação completa estará disponível em breve no site da Pastoral Carcerária do Distrito Federal e no site do evento.

Para realização da inscrição acesse: https://www.even3.com.br/SRSP

Programação

13h20 

 

 CREDENCIAMENTO

14H00

 CERIMÔNIA DE ABERTURA - PELA HUMANIZAÇÃO DAS PRISÕES NO BRASIL.

Bruno Gonçalves Pereira de Lima (Presidente da APEF e Vice Coordenador da Pastoral Carcerária Regional Centro Oeste).

Frei Rogério Soares (Provincial da Ordem das Mercês)

Promotora Berenice Maria Scherer (Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional - MPDFT).

14H40

MESA 01 - AS MULHERES E O CÁRCERE: UM NOVO OLHAR É PRECISO.

Palestrante 01: Irmã Petra Silvia Pfaller (Coordenadora Nacional da Pastoral Carcerária Para a Questão da Mulher Presa)

Palestrante 02:  Drª Crisonéia Nonata de Brito Gomes (Professora e Pesquisadora do IFB com diversos estudos e publicações sobre o sistema prisional)

Mediadora: Drª Êrika Barreto Fernandes Cruvinel (Professora e Pesquisadora do IFB com diversos estudos e publicações sobre o sistema prisional. Integrante da Pastoral Carcerária de Brasília)

16H30

COFFEE BREAK E MOMENTO CULTURAL COM APRESENTAÇÃO DO GRUPO TEATRAL.

*Grupo Teatral formado por egressos do sistema prisional do Distrito Federal.
17H00

17h00

MESA 02 - POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O SISTEMA PRISIONAL: O QUE PODE SER FEITO?

Palestrante 01: Deputada Érika Kokay (PT/DF)  (1ª Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. Atuante na defesa dos direitos humanos e dos direitos da população vulnerável e minorias) 

Palestrante 02: Dilma de Fátima Imai (Assistente Social e Diretora Executiva da FUNAP)

Palestrante 03: Sara Hirsch Tardin (Assistente Social, Especialista em Projetos Sociais e Gerente do Psicossocial da FUNAP)

Mediadora:  Rebeca Souza Leão Albuquerque (Bacharel em Direito e Ciências Políticas. Pós Graduada em Processo Legislativo e com larga experiência em relações governamentais e administração pública. Atuou junto à Presidência da República, Câmara dos Deputados e Advocacia Geral da União)

18H30

MESA 03 (ENCERRAMENTO) - O PAPEL DO JUDICIÁRIO NA HUMANIZAÇÃO DAS PRISÕES

Palestrante 01: Drª Leila Cury (Juíza Titular da Vara de Execuções Penais do TJDFT)

Palestrante 02: Bruno Gonçalves Pereira de Lima (Vice Coordenador da Pastoral Carcerária Regional Centro Oeste e Presidente da Associação de Apoio aos Presos, Egressos e Familiares - APEF)

 

INFORMAÇÕES: (61) 99643 0303

CIDADANIA

Flávio Leitte, Notícias do Gama - 13/09/2017


Alunos do colégio Alub do Gama-DF se uniram para revitalizar uma pista de skate em formato de bacia (bowl), localizada na quadra 12 do Setor Oeste do Gama-DF. Os estudantes criaram um evento no facebook para a reinauguração do espaço que acontecerá no dia 23/09, das 15h às 18h.

Segundo a estudante Giovanna Paulino, o projeto foi um verdadeiro sucesso. "Vendendo doces e com a ajuda dos colaboradores nós conseguimos o dinheiro para reformar a pista de skate, limpamos, pintamos e finalmente está pronta", explicou.

A ideia surgiu através de um projeto de empreendedorismo realizado na instituição.Os alunos do 2ºA conseguiram apoio da Administração Regional da cidade, que ajudou na revitalização dos alambrados. Além disso, a Hamburgueria Chefon Burguer's, a loja de instrumentos Clave de Sol, a C TINTAS e a Império ferragens também contribuíram para a realização do projeto.
 


Link do evento: https://www.facebook.com/events/1957684567811928/?active_tab=discussion

Ao sair da ambulância, a mãe, vinda do Jardim Ingá, aguardava para abrir a guia de atendimento quando a menina nasceu

Portal Metróples - 13/09/2017 11:57 , ATUALIZADO EM 13/09/2017 12:19

Um bebê caiu no chão após a mãe dar à luz em pé no corredor do Hospital Regional do Gama (HRG) na madrugada desta quarta-feira (13/9).

Segundo informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Francisca da Silva chegou ao hospital, vinda do Jardim Ingá, no Entorno do Distrito Federal, em trabalho de parto avançado. Ao sair da ambulância e aguardar abrir a guia de atendimento, a menina nasceu e caiu no chão.

De acordo com a pasta, mãe e filha foram acolhidas por servidores e levadas para atendimento no Centro Obstétrico. Ambas passaram por exames e o quadro clínico é considerado bom. Ainda não há previsão de alta para mãe e criança.

O analista de sistema Adriano Carvalho presenciou tudo. Ele estava na recepção da unidade de saúde no momento em que o bebê nasceu. Disse que sua esposa também estava em trabalho de parto e aguardava atendimento há quase uma hora.

“Tudo ocorreu por volta de 1h30. O marido dela estava fazendo o registro quando dois enfermeiros tiraram ela da ambulância. A mulher reclamava de dor e dizia que não conseguia nem sentar”, contou.

De acordo com ele, Francisca entrava no corredor quando gritou que o bebê estava saindo. A menina caiu no chão. “O barulho foi muito alto e forte. Todos que aguardavam atendimento correram para ajudar”, disse Adriano.

Outro caso
Esta não é a primeira vez que um bebê cai no chão no HRG. Em março deste ano, uma criança enrolada à roupa suja foi derrubada na enfermaria, uma hora depois de nascer.

Segundo a família da criança, a enfermeira que entrou na sala pós-parto para recolher os lençóis não viu que ela estava no meio dos panos e acabou jogando o recém-nascido no chão, junto com a roupa de cama.

O fato ocorreu no momento em que a mãe precisou ir ao banheiro e deixou a criança sozinha, segundo contou o avô do bebê, que registrou a ocorrência na delegacia.

Contratos temporários para profissionais da saúde um mal necessário e urgente

Da redação do Blog do Sombra - 08/09/2017 - 08:51:54

Em 2013, o Ministério Público do DF ajuizou a ação civil pública 2013.01.1.136980-0, com pedido liminar, para barrar os processos seletivos simplificados da Secretaria de Saúde e obrigar o GDF a realizar imediatamente o concurso público. “A alegada falta de profissionais não pode ser resolvida com a mera contratação de temporários, mas passa por medidas fiscalizatórias e eficientes da frequência dos servidores e a realização de concurso público, que é a forma de ingresso em cargo público prevista na Constituição Federal e na Lei Orgânica do DF”, explicou a promotora de Justiça Marisa Isar.

A ação a nosso ver é correta do ponto de vista jurídico. Os contratos temporários viraram uma farra com o dinheiro público. O Distrito Federal, diante da decisão, deveria realizar concursos públicos e incrementar a fiscalização de controle de ponto dos servidores. Era o que o Ministério Público e a sociedade esperavam. Não foi, contudo, o que aconteceu e a população, no meio da queda de braço, está perdendo.

O que se viu, depois da ação, é que o Distrito Federal, em meio a uma crise econômica sem precedentes encontrou óbice na Lei de Responsabilidade Fiscal para realizar contratações. O controle de frequência, a implantação do controle digital de pontos, e maior rigor na concessão de atestados médicos encontraram e encontram obstáculos produzidos por alguns sindicalistas com formação no "quanto pior melhor". A população, de seu turno, passou a enfrentar barreiras intransponíveis para ser atendida. A falta de profissionais tornou-se um problema crônico e letal.

Recentemente, o promotor de Justiça Jairo Bisol, se viu obrigado a implorar que médicos anestesistas participassem de cirurgias no Paranoá. Os médicos atenderam o apelo e cerca de 60 intervenções cirúrgicas foram atendidas. Outras tantas, no entanto, não foram realizadas por falta de profissionais. A Secretaria de Saúde, impossibilitada de realizar contratações temporárias, não possui meios de solucionar o problema.

No meio da crise vemos crianças com síndrome de Down sofrendo um gravíssimo problema de desatenção básica. Os profissionais que atendem no Crisdown são em número insuficiente. A fila de espera é enorme e cresce. Crianças estão recebendo alta antes da hora para fazer com que a fila ande. Várias profissionais estão grávidas e a insuficiência de pessoal tende a aumentar. Sem poder contratar profissionais temporários, o prejuízo às crianças é inevitável.

À sombra de uma decisão judicial necessária sob o ponto de vista patrimonialista do Estado, conquanto inoportuna sob o prisma da atenção básica da saúde da população, o descaso cresce e a população sofre.

A contratação temporária é a única solução a curto prazo. Mas o governador Rodrigo Rollemberg parece não ter interesse em derrubar a proibição de realizar tais contratos. A palavra de ordem na gestão é economizar. Contratar profissionais, na ótica governamental, é ir de encontro ao desejo crescente de economizar.

Imploramos a Deus que ilumine alguns deputados distritais, sindicalistas, conselheiros do Tribunal de Contas, promotores de Justiça e procuradores, juízes e desembargadores para que reflitam sobre o assunto: proibir a realização de contratos temporários protege os cofres públicos, mas deixa a população desatendida. Qual o interesse preponderante: a economia ou a vida de quem depende do SUS?

O mais razoável é que as contratações temporárias pudessem retomar, fixando-se, no entanto, prazo razoável para que concursos públicos fossem realizados e os aprovados nomeados. O que não podemos mais tolerar é a continuidade da carnificina produzida pela falta de profissionais e de atenção à população. A discussão do tema precisa chegar a sociedade.