Blog do Ulhoa com adpatações - 13/12/2017

Fazendo um levantamento de alguns dos maiores blog’s e portais do Distrito Federal na 1ª quinzena de Dezembro de 2017, podemos encontrar grandes jornalistas e os maiores formadores de opinião, segue colocação de cada um de acordo com ‘Alexa’ (www.alexa.comAn Amazon.com Company o mais importante portal de levantamento de acessos de mídia de Internet. Porém fizemos uma comparação mais rigorosa em relação aos portais mais acessados do Brasil para mostrar a força dos blog’s e portais do Distrito Federal.

Deixando bem claro que existe milhares de blog’s e portais de notícias, porém a análise foi feita em cima dos mais famosos e acessados do DF e do Brasil.

Segue Ranking:

 

BLOGS/SITE/PORTAIS RAKING DF (ALEXA) RAKING MUNDIAL (ALEXA) 
1 Edson Sombra 8.781  312.100
2 Blog do Ulhoa 9.262 375.997
3 Bombeiros DF 13.097 390.513
4 Notibras 15.121 508.030
5 Gama Cidadão 16.774 628.409
6 Rádio Corredor 17.860 634.096
7 Danny Silva 17.450 976.452
8 Contexto Exato 18.604 694.090
9 Informando e Detonando  22.744 836.501
10 Blog do Halk 22.999 1.416.409


 

 

Conheça cinco dicas para mudar o significado da data parta as crianças

C/Huffpost Brasil / Foto: Reprodução - 18/12/2017 - 18:43:06

Como fazer do Natal um momento mágico para seus filhos, não importa o que eles acreditem

Conheça cinco dicas para mudar o significado da data parta as crianças

 

Todos os pais e mães querem que o Natal seja mágico para seus filhos. Mas será que isso acaba quando as crianças descobrem a verdade sobre Papai Noel?

Uma mãe no Mumsnet compartilhou que seu filho de 10 anos descobriu a verdade sobre Papai Noel recentemente e está sentindo "que o aspecto mágico do Natal acabou".

"Ele está bem triste, acho", ela escreveu em 20 de novembro. "Ficarei realmente grata a quem me der alguma dica de como devolver um pouco de mágica ao Natal."

Desça mais um pouco para aprender com os conselhos que ela recebeu.

1. Faça seus filhos se envolverem na criação do clima mágico.

Uma mãe explicou: "Se eu fosse você, faria seu filho participar dos preparativos, tipo escolher o que comer e cozinhar para o Natal, ajudar a escolher e embrulhar os presentes, ajudar com os enfeites de Natal.

"Agora que ele está mais velho, ele pode ajudar a criar o ambiente mágico. Ele ainda vai receber presentes."

Alguns pais disseram que seus filhos curtem cuidar das "tarefas dos adultos" no Natal, como ajudar a arrumar os presentes debaixo da árvore.

Uma mãe disse que seu filho agora fala que é o "pequeno ajudante" dela e contou a seus irmãos menores que é um elfo.

"A principal tarefa dele é checar o calendário do advento para garantir que eu tenha posto chocolates nas caixinhas", ela comentou.

 

2. Introduza uma surpresa.

Uma sugestão feita foi mudar as coisas um pouco para que ainda haja surpresas à espera de seus filhos no grande dia.

"Mude o modo como vocês dão os presentes", foi uma sugestão. "Por exemplo, coloquem um presentinho de surpresa na mesa depois do almoço ou um presente debaixo da árvore no dia 26 de dezembro." (Esse dia é considerado o Segundo Dia de Natal em alguns países europeus, NT).

 

3. Lembre a seu filho sobre as tradições familiares.

Uma usuária do Mumsnet explicou que as crianças passam por uma transição no Natal: depois do "maravilhamentoinfantil", começam a dar valor às tradições familiares. Lembre a seu filho dessas tradições que vocês seguem todos os anos, como montar os efeitos natalinos ou passar tardes assistindo a filmes sobre o Natal.

"Continuem com as tradições festivas que vocês sempre tiveram, e seu filho vai continuar a entrar no clima do Natal", disse a usuária.

Tratamos Papai Noel como uma história ou brincadeira de faz de conta. Chegamos a acompanhar sua trajetória pelo Norad." Usuária do Mumsnet.

 

4. Leve adiante a história do Papai Noel.

Muitos pais disseram que, apesar de seus filhos não acreditarem mais no Papai Noel, continuam a propagar a história do Papai Noel "como brincadeira de faz de conta".

"Minha filha tinha 8 ou 9 anos quando deixou de acreditar, mas continuamos a fazer a brincadeira toda do Papai Noel mesmo hoje, quando ela tem 13 anos", escreveu uma mãe.

"Penduramos a meia de Natal na ponta da cama dela. Nos últimos anos ela até continuou a deixar um pratinho com doces e uma bebida para o Papai Noel.

"Simplesmente tratamos como se fosse uma história ou uma brincadeira de faz de conta. Chegamos a 'acompanhar a trajetória' de Papai Noel pelo mundo através do Norad(Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte). Só porque ela deixou de acreditar, não quer dizer que o clima mágico tenha que acabar."

Uma mãe concordou: "Sempre fazemos alguma sujeira terrível e geralmente há algum tipo de problema causado pelas renas do Papai Noel. As crianças sabem que sou eu quem faço, e provavelmente é mais como se estivessem acordando no dia 1º de abril para ver que brincadeira aprontei para eles, mas ainda assim é divertido."

 

5. Crie novas tradições de generosidade.

Uma mãe explicou: "Eu expliquei a meus filhos que nem todas as crianças têm a mesma sorte que eles.

"Este ano meus filhos vão comprar presentes para colocar debaixo da árvore de presentes no supermercado local (para crianças mais carentes). Até agora elas achavam que Papai Noel cuidava disso tudo."

Outra mãe concordou: "Que tal escolher um presente para outra criança, para ser doado a uma entidade beneficente que distribui presentes para famílias pobres?"

A mãe que postou a mensagem original respondeu a todos os comentários e ideias sobre como fazer o Natal ser mágico, dizendo "meus olhos ficaram cheios de lágrimas ao ler essas sugestões".

Marcos Augusto Gonçalves | Folha de S. Paulo - 16/12/2017

Manifestação em defesa do Museu de Arte Moderna de São Paulo

Velha conhecida dos EUA e de outros países, a "guerra de valores" ou "guerra cultural", como se queira chamar, marcou o mundo da arte no Brasil em 2017.

A primeira bomba explodiu pouco depois do feriado de 7 de setembro, quando o Santander Cultural cedeu a pressões de movimentos conservadores e decidiu cancelar a exposição "Queermuseu - Cartografias da Diferença na Arte Brasileira", que estava aberta ao público em Porto Alegre desde 15 agosto -e assim deveria permanecer até 8 de outubro.

O recuo animou a ofensiva nas redes sociais e fomentou a previsível polarização com artistas, movimentos identitários, simpatizantes da esquerda e representantes de ideias liberais. Principal articulador da campanha, ao lado de instituições religiosas, o grupo de direita MBL (Movimento Brasil Livre)difundiu a versão –que não se sustentava– de que a mostra estimulava a pedofilia e a zoofilia. Em meio a rojões dos dois lados, o caso foi parar numa Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado.

Poucos dias depois do fechamento da mostra, um vídeo postado nas redes sociais exibiu uma criança tocando um artista desnudo que fazia uma performance baseada na obra "Bicho", de Lygia Clark, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Novos bombardeios. Parecia não haver outro assunto no país, além da associação entre arte, artistas e pedofilia que dominava o teatro de operações das redes sociais. Logo voltou à baila a relação entre Caetano Veloso e sua mulher, Paula Lavigne -que deixou de ser virgem com o cantor, quando tinha 13 anos de idade. Lavigne, uma liderança do grupo #342Artes, havia ajudado a mobilizar artistas em defesa da mostra do Santander e da performance do MAM. A hashtag #caetanopedófilo bombou no Twitter.
 

Protesto contra o fechamento da mostra Queermuseu, em frente ao Santander Cultural de Porto Alegre Por: Anderson Astor/Folhapress 2017-12-12 16:28:29

 O Santander Cultural, cancelou a exposição "Queermuseu Cartografias da diferença na arte brasileira" após protestos na instituição e nas redes sociais Por: Roger Lerina/Folhapress 2017-12-12 16:28:29 SAO PAULO - SP - BRASIL, 01-10-2017, 16h00: PERFORMANCE NO MAM. Protesto apos os episodios de violencia que aconteceram no Museu de Arte Moderna. Grupos conservadors protestaram contra o fato de que, no museu, uma crianca interagiu com um artista pelado durante uma performance. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress, ILUSTRADA) ***EXCLUSIVO FSP*** Por: Folhapress Folhapress 2017-12-12 16:33:33 Protesto contra o seminário "Os Fins da Democracia" com participação da filósofa Judith Butler, em novembro, no SESC Pompeia Por: Bruno Santos/ Folhapress 2017-12-12 16:28:29

Ao mesmo tempo, políticos, como os prefeitos do Rio, Marcelo Crivella (PRB), e de São Paulo, João Doria (PSDB), jogavam gasolina na fogueira, endossando a marcha conservadora. Tudo isso em meio a decisões polêmicas, como a censura por parte de juízes à exibição da peça "O Evangelho segundo Jesus, Rainha do Céu" e a apreensão de uma obra, pela polícia, em Campo Grande (MS), novamente sob alegação de incentivar a pedofilia.

A caça às bruxas também atingiu a filósofa norte-americana Judith Butler, que supostamente promoveria a " ideologia de gênero" numa palestra no Sesc Pompeia –que na realidade versava sobre os fins da democracia.

Bruxas também foram caçadas por esquerdistas e movimentos identitários. Foi o caso da exibição do documentário "O Jardim das Aflições", sobre o filósofo conservador Olavo de Carvalho, que terminou em pancadaria na Universidade Federal de Pernambuco, no Recife. Militantes de grupos de esquerda opunham-se à projeção e promoveram um espetáculo de intolerância.

Menos agressiva, mas sintomática, foi a reação de representantes do movimento negro contra o filme "Vazante", da diretora Daniela Thomas, acusada de conformismo e desqualificada por não ser negra, um tipo de conflito comum nos EUA. "Apanhei como se fosse o mais vil dos inimigos", disse a cineasta.

Veja a matéria na íntegra, clique aqui! 

Correio Braziliense - 17/12/2017 07:55 / atualizado em 16/12/2017 21:28

Fila de espera no Hospital Regional de Planaltina: falta de trabalhadores de diversas especialidades na troca de turno obriga pacientes e familiares a aguardarem até 14 horas para conseguir socorro

Mudança no protocolo de recepção e tratamento de pacientes e deficit de profissionais são alguns dos motivos. Governo reconhece o problema, mas alega que precisa de tempo para adaptação do novo sistema clínico

Passavam das 22h quando a massoterapeuta Eliana Pires Maciel, 44 anos, aguardava atendimento no pronto-socorro do Hospital Regional do Gama. A jornada dela havia iniciado horas antes. Ela ergueu o semblante cansado e narrou o drama começado antes do meio-dia. “A minha filha sentiu uma dor forte na barriga e desmaiou. Procurei o posto. Lá, não tinha médico. Também não tinha ambulância para trazê-la para cá. Chamei um Uber e estou aguardando atendimento”, resumiu.

Casos como o de Eliana se tornaram rotina nas emergências das unidades de saúde da capital federal. Em novembro, a Secretaria de Saúde mudou a regra de atendimento — somente pacientes considerados de risco são assistidos. Os reflexos começam a surgir pouco mais de um mês depois: o acesso ficou complicado, criticam parentes e doentes. O Executivo local não sabe informar quantas pessoas são recebidas nos prontos-socorros, tampouco a demanda reprimida. Durante uma semana, a reportagem acompanhou pacientes em busca de tratamento. Muitos voltam para casa sem a devida atenção.

 

No Hospital Regional do Gama, a entrada da área de emergência serve de abrigo para moradores de rua: situação precária

 

Após 11 horas de espera, Eliana conseguiu que a filha, Milena Pires Couto, 18 anos, fosse examinada. A jovem passou por testes clínicos para comprovar duas hipóteses: crise renal ou apendicite. “O método que estão usando para atender as pessoas não é correto. Muita gente não é recebida pelo médico e fica perambulando pela cidade”, critica a massoterapeuta.

A 74km dali, no Hospital Regional de Planaltina, a história se repetia com a servidora pública Maria Neves da Silva, 51. Ela aguardou 14 horas na emergência. Quase desmaiou no banheiro e foi amparada por outra paciente. O vaivém de Maria começou no posto de saúde, continuou no pronto-socorro, voltou ao posto e, por fim, ela decidiu aguardar no hospital. “Cumpri todos os protocolos e sigo sem atendimento. O que concluo é que o método não funciona”, desabafou.

Carência

Ali, outro problema desequilibra a situação. A falta de médicos ao longo do dia fica acentuada na troca de turno. Na última quarta-feira, o chefe do plantão recolheu fichas de pacientes que aguardavam atendimento ortopédico — pessoas com braços, pés e pernas quebrados — e teve de dar uma notícia amarga. “Não tem médico ortopedista no plantão. O que estava aqui foi embora”, disse a 150 pessoas na fila.

Outras especialidades também sofrem com a carência de profissionais na troca de turno. A recepcionista Juliana Rodrigues Gonçalves, 35, precisava de um clínico geral para a filha Mariana, 9. A perna da menina estava tomada por feridas e bolhas. Aparentava uma alergia. Elas sequer passaram pela classificação de risco. “O médico encerrou o expediente e ninguém deu continuidade ao atendimento”, reclamou. “Não tem previsão para retomarem o serviço.”

A versão de Juliana é confirmada por uma enfermeira, que pediu para não ser identificada. Ela disse que muitos profissionais foram realocados no programa Saúde da Família — aposta da Secretaria de Saúde para acabar com os problemas da atenção básica. “Escala de emergência é matemática. Determinada quantidade de profissionais consegue realizar determinada quantidade de atendimentos. Com as perdas que tivemos, o abismo entre a demanda e a capacidade de atendimento aumentou”, explicou.

Escalas capengas

Apesar de aparentar certa tranquilidade, as emergências dos hospitais regionais de Ceilândia (HRT), de Taguatinga (HRT) e de Samambaia também estão com o serviço comprometido. Cartazes pregados na entrada anunciam a escala dos profissionais. Por ela, vê-se que especialidades como cirurgia geral, clínica médica, cardiologia e pediatria ficam até dois turnos sem nenhum médico.

A situação degringolou de tal forma, que, em Ceilândia, o vigilante dita as regras. O servidor que deveria assegurar a preservação do patrimônio do hospital assume outra função: a de mediador. Ele decide quem concorre a um atendimento e quem vai embora sem sequer entrar na unidade. Um único enfermeiro faz a classificação de risco. Em Samambaia, a porta permanece entreaberta. Em Taguatinga, moradores de rua se misturam aos pacientes.

Sem maca

Os pacientes de mais sorte enfrentam outra fila até ficarem diante de um médico. No HRC, por exemplo, os pacientes se amontoam em um corredor. Na última terça-feira, o Corpo de Bombeiros deixou um homem com o pé quebrado na unidade. Ele teve de pular com uma perna só até a ortopedia. Não havia maca nem cadeira de rodas. O militar que fez o socorro sentenciou: “É sempre assim.”

Agência Brasília - 17/12/2017

Iniciativa nasceu do projeto Luz & Autor em Braille, que incentiva pessoas com deficiência visual a criar as próprias obras literárias. Em 22 anos de atuação, já foram produzidos mais de 800 textos

As ações desenvolvidas na Biblioteca Braille Dorina Nowill, em Taguatinga, ganharam um peso maior neste ano. A primeira Academia Inclusiva de Autores Brasilienses foi fundada com o intuito de promover a obra literária de pessoas com deficiência visual no País e no mundo.

A iniciativa nasceu do projeto Luz & Autor em Braille, desenvolvido há 22 anos na biblioteca. Com mais de 800 trabalhos produzidos, o local não só proporciona acesso à leitura para os que não enxergam ou têm baixa visão, como também os estimula a produzir os próprios textos.

Desde a criação da biblioteca, em 1995, o projeto já integra 83 autores com deficiência visual com outros escritores que atuam como voluntários. Em 2010, o projeto lançou o livro Revelando Autores em Braille, que traz um compilado de histórias e poemas escrito de forma inclusiva.

Coordenadora da biblioteca, Leonilde Fontes acredita que a criação da academia é o coroamento do trabalho de 22 anos. “É a efetivação do projeto que vem sendo desenvolvido ao longo desses anos”, diz.

Fundadora e presidente da academia inclusiva, Dinorá Couto não esconde o entusiasmo de poder levar reconhecimento aos autores com deficiência visual, que muitas vezes não têm a oportunidade de mostrar seu trabalho. “Nunca pensei que eu tivesse um poder tão grande e fácil de resolver nas mãos, que é dar alegria a essas pessoas.”

Umas das 83 escritoras do projeto, Noeme Rocha equipara a Academia Inclusiva de Autores Brasilienses, da qual é vice-presidente, a qualquer instituição acadêmica literária.

Dinorá conta que até pelerines foram confeccionados para a posse dos membros. “Fizemos a logo bordada para que os deficientes possam sentir e saber o que está ali”, comenta.

Outra novidade é que a academia inclusiva não ficará restrita a participantes do DF. A fundadora conta que tem membros do País inteiro e até participantes internacionais vindos dos Estados Unidos, Portugal, Itália e França.

Uma biblioteca inclusiva e cidadã

A Biblioteca Braille Dorina Nowill surgiu em 1995, após a Secretaria de Cultura receber 2 mil livros em braille da Fundação Dorina Nowill. No entanto, para atender a esse tipo de público, precisava de um atendimento especial à altura da assistência que um deficiente visual necessita.

Criada com base nessa necessidade, a biblioteca, no primeiro momento, foi instalada em uma sala de aula na Escola Classe 6 de Taguatinga. Com o intuito de promover acesso à literatura de pessoas com necessidades especiais, o espaço também oferece mais de 900 áudios de livros.

Os deficientes visuais têm ainda à disposição aulas de reforço, informática, dança e braille. A coordenadora da biblioteca, Leonilde Fontes, conta que o trabalho impacta diretamente a vida dos frequentadores. “É um ambiente de transformação”.

Para ela, o espaço promove novos despertares de pessoas que não têm mais perspectiva nenhuma de vida, nem expectativa. “Elas começam a renascer de um lugar que eu acho que nem elas mesmo esperavam, entram para a faculdade, começam a trabalhar, se tornam autônomas e independentes”, afirma Leonilde.

Frequentadora assídua da biblioteca desde o começo do ano, Valdeli Rodrigues conta que o espaço trouxe um outro estilo de vida para ela. “Eu só tenho 15% da visão, e poder estar em um local onde o deficiente é incluído é maravilhoso”, conta ela que teve a perda da visão gradativa por causa do glaucoma.

“Eu só vim me dar conta que eu tinha baixa visão neste ano. Até então, eu tinha um outro estilo de vida. A biblioteca que foi me orientando, me incluindo nas atividades. E isso é ótimo, a autoestima da gente cresce, tem um órgão que pensa na gente.” Valdeli conta que na biblioteca pode aprender a escrever e a ler em braile e a se adaptar à realidade que ainda é novidade para ela.

Resgate da autoestima

A coordenadora da biblioteca explica que um dos principais pilares do local é resgatar essa autoestima. “Eu considero que a maior missão que a gente tem aqui não é emprestar livro, nem a leitura. Para isso acontecer o resgate da autoestima é fundamental. Porque depois que foi retomado isso, aí a pessoa vai querer ler, vai querer estudar, querer escrever, e aí pronto, ela está viva.”

Vinculada à Secretaria de Educação, a Biblioteca Braille Dorina Nowill está atualmente instalada no Complexo Cultural de Taguatinga, ao lado da Biblioteca Machado de Assis e atende cerca de 90 deficientes assíduos.
 

De acordo com a Forbes, Ryan é o único na lista de youtubers mais ricos do mundo com menos de 10 anos – tudo isso apenas filmando os brinquedos que ganha.

C/Superinteresante - foto pública - 12/12/2017 - 17:53:45 

Todo mundo já foi criança, e todo mundo já ganhou ao menos um brinquedo. Eis que ter deixado de filmar cada segundo desses momentos pode ter sido jogar no lixo um bilhete de loteria premiado. Ryan que o diga. Com apenas seis anos ele faz exatamente isso da vida: filma os brinquedos que ganha e posta no YouTube. Brincadeira de criança que fez dele um dos maiores youtubers do planeta, com uma renda de R$ 36 milhões por ano.

O canal de Ryan tem um título pouco criativo, mas muito prático. Ryan ToysReview (Avaliações de Brinquedos do Ryan, em português). A ideia é que ele dê suas impressões sobre as novidades do mundo dos brinquedos. “Avaliações de brinquedos para crianças, feitas por uma criança”, diz o slogan do canal.

De acordo com a Forbes, o canal foi o oitavo mais lucrativo do mundo em 2017. Os 11 milhões de dólares gerados durante o ano o transformou no único youtuber com menos de 10 anos a entrar na lista.

A coisa toda começou há dois anos, quando ele tinha apenas quatro anos de idade. “Ryan costumava assistir vários canais sobre avaliação de brinquedos – alguns de seus favoritos eram EvanTubeHD e Hulyan Maya – porque eles faziam vídeos sobre o desenho Thomas e seus Amigos”, afirmou sua mãe (que não revela seu nome), em entrevista ao site TubeFilter.

“Um dia ele me perguntou ‘Por que eu não estou no YouTube junto com todas as outras crianças?"


Então decidimos: é, a gente pode fazer isso. Foi quando fomos à uma loja comprar seu primeiro brinquedo, um trem de Lego, e tudo começou aí”.

O sucesso não foi imediato. O primeiro vídeo de Ryan a fazer sucesso foi esse aqui, em que ele aparece quebrando um ovo de papel machê recheado com brinquedos automotivos. Deu certo. Publicada em julho de 2015 a gravação acumula até hoje mais de 800 milhões de visualizações, fez com que os seguidores da criança se multiplicassem exponencialmente, e que seu sucesso ultrapassasse figuras como Justin Bieber. No auge da popularidade, Ryan ficou quase 20 semanas em primeiro lugar entre os vídeos mais assistidos da rede.

Hoje ele possui 10 milhões de inscritos. Sua fama, no entanto, é muito maior. Seu vídeo de mais sucesso é o que aparece acima. A produção já acumula mais de um bilhão de visualizações desde que foi publicado em abril de 2016 – um exagero de visualizações mesmo se comparado a gigantes da rede social; Whindersson Nunes, o maior youtuber brasileiro tem 25 milhões de seguidores, e seu vídeo mais famoso é Qual a Senha do Wifi, uma paródia musical com 60 milhões visualizações.

Ryan ainda tem em seu canal uma seção só com experimentos científicos realizados por ele. As produções incluem desde a fabricação caseira de lâmpadas de lava até testes onde ele analisa o que acontece quando marshmallows são expostos ao vácuo.

Seus pais afirmam que a maioria dos brinquedos é doada para a caridade, após Ryan filmar suas impressões sobre a novidade. Como a própria descrição do canal diz “Ryan ama brinquedos”. E quem não ama, né Ryan? Com esse monte de dinheiro envolvido fica ainda mais fácil.