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Após investimento de R$ 785 milhões, BRT é alvo de várias reclamações

O sistema Expresso DF, inaugurado há dois anos, é alvo de queixas dos usuários, como a superlotação

Da Redação do Correio Braziliense - 04/04/2016 06:00 / atualizado em 03/04/2016 22:10

 

Dois anos após a implantação do BRT no Distrito Federal, com investimentos de R$ 785 milhões, o sistema é alvo de reclamações dos cerca de 38 mil passageiros que enfrentam diariamente muita dificuldade nos deslocamentos. Além dos ônibus lotados, o sistema de alimentação insuficiente e a desorganização das filas são os principais alvos de críticas dos usuários. Nos horários de pico, esses problemas se tornam evidentes. A reportagem visitou os terminais do Gama e de Santa Maria. Nos dois locais, é possível identificar como essas falhas geram desconforto para os passageiros. Esta semana, o Correio vai publicar uma série de reportagens sobre o sistema.

Para a estagiária Ana Paula Alves Costa, 20 anos, o percurso de Santa Maria até o trabalho, na 611 Norte, é longo. Todos os dias, ele sai da Quadra 418 às 9h, mas só chega ao escritório às 11h. As duas horas de intervalo são dedicadas ao trânsito, com viagens em três ônibus diferentes. Ela é uma das usuárias do Expresso DF Sul. Para a jovem, apesar do conforto de um ônibus com ar-condicionado, o sistema ainda precisa melhorar. “Principalmente no horário de pico, os ônibus estão sempre cheios”, reclama.

As linhas alimentadoras chegam constantemente ao terminal, em que, na maior parte do tempo, há filas grandes, mesmo após a saída dos ônibus lotados. Além disso, não há apenas uma área de espera para cada ônibus. No caso dos articulados, que possuem três portas de embarque, os passageiros se distribuem entre elas. Quando há demora entre um veículo e outro, as filas se misturam, causando confusão. Além disso, há também pessoas que desrespeitam a ordem de chegada.

Editais de Credenciamento - SISCULT/DF

Editais do Siscult estão em consulta pública
 
O Sistema Geral de Contratação Artistica – SISCULT, estabeleceu instrumentos complementares à Lei 8.666/93 e ao PROCAD 393/2008 para facilitar e desburocratizar as contratações artísticas. Ao antecipar a publicação das regras tornou-se possível caracterizar as condições de participação, ampliar a diversificação de contratações e obter estatísticas mais claras do cenário das contratações artísticas do DF. Consequentemente as possibilidades de controle social dos instrumentos públicos ampliam-se e permitem aumentar a transparência em torno das contratações artísticas.
 
Passados três anos desde sua criação, é fundamental uma reavaliação para que possa avançar em diversos aspectos que vão desde a plataforma em si, até alterações na legislação e nas regras de contratação como cachê, rodizio e outros dispositivos.
 
Discutir os editais de credenciamento do SISCULT é a oportunidade de absorver as demandas tanto da sociedade quanto dos gestores públicos e avançar para o fortalecimento de um sistema de contratações artísticas para o Distrito Federal.
 
Sendo assim, como primeiro passo, disponibilizamos os últimos Editais de Credenciamento para consultas, criticas e sugestões, por meio do Participa.br, uma plataforma digital interativa para contribuições. Este processo ficará aberto até o dia 24/04/2016. 
 
 
Informou Subsecretaria de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC-DF), Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal.
(61) 3325-6206 / (61) 3325-6267

Alimentos que previnem doenças oculares

Comer para ver

Para celebrar o Dia da Nutrição, conheça os principais alimentos que previnem doenças oculares

Ao pensar em alimentação saudável, um dos primeiros benefícios que vêm à mente é a perda dos quilinhos extras. No entanto, adotar uma dieta equilibrada traz vantagens muito mais amplas. “Poucas pessoas pensam na relação entre se alimentar bem e cuidar da visão. Mas isso é importantíssimo, tanto para evitar o agravamento de doenças oculares já existentes quanto para a prevenção”, aconselha o oftalmologista José Rodrigues, do Instituto de Saúde Ocular do DF (Isovisão).

Para destacar a importância da alimentação, no dia 31 de março celebra-se o Dia da Saúde e da Nutrição. Depois de todo o chocolate da Páscoa, essa é uma boa oportunidade para repensar os próprios hábitos e acrescentar no prato ingredientes que fazem bem aos olhos e a todo o corpo.

Os alimentos podem interferir de diversas maneiras na visão. “A carência de vitamina A, por exemplo, pode provocar cegueira noturna, que é uma dificuldade maior para enxergar na penumbra”, explica Rodrigues. Os efeitos negativos também podem ocorrer quando a dieta desregrada leva ao desenvolvimento de algum problema crônico.

“Uma pessoa com hipertensão tem maior risco de desenvolver glaucoma, que é o aumento da pressão intraocular. Com colesterol alto, ela pode sofrer um bloqueio em vasos sanguíneos dos olhos, assim como acontece com o coração e outras partes do corpo”, descreve o especialista. Ele explica que, como os olhos são órgãos muito vascularizados, eles são especialmente sensíveis a condições que afetem a boa circulação.

“O excesso de açúcar no sangue da diabetes danifica os vasos sanguíneos, que podem vazar ou se proliferar de forma anormal. Isso acaba prejudicando a superfície da retina”, destaca o oftalmologista Alan Pinto, do Isovisão. “A maioria dos problemas oculares tem prevenção. É bem mais simples cuidar da alimentação hoje do que fazer o tratamento depois, inclusive porque há a possibilidade de lesões irreversíveis”, alerta.

Os aliados da visão

“Come cenoura porque faz bem para a vista” é um conselho que muita gente já ouviu – principalmente das mães. E não há nada de superstição nisso: ela realmente é benéfica para a saúde ocular, devido a presença de betacaroteno. Esse pigmento natural é convertido pelo organismo em vitamina A, que ajuda a prevenir a cegueira noturna e inflamações.

As principais fontes são frutas e legumes de cor alaranjada, que geralmente também fornecem vitamina C. Com efeito antioxidante, a vitamina C e pigmentos como a luteína e zeaxantina (presentes em folhas verdes, principalmente no couve) protegem os olhos contra a radiação do sol e a poluição do ar, além de diminuir o risco de desenvolver catarata (opacidade no cristalino) e degeneração macular relacionada à idade (lesões na área central da retina).

Mas há várias vitaminas que ajudam a prevenir essas e outras doenças oftalmológicas. Exemplos são a vitamina D, que é mais comum em fontes animais, como carnes e laticínios, as vitaminas do complexo B, encontrada em peixes e a vitamina E, disponível em castanhas e óleos vegetais.

Esses últimos também são ricos em ácidos graxos, como ômega-3, que ajudam a prevenir a síndrome do olho seco. O azeite é uma das principais fontes, além de peixes de águas geladas, a exemplo do salmão e do atum.

Azeite-de-oliva

 

Azeite de oliva 

Cenoura

Cenoura

Couve

Couve

Salmao

 

Salmao

Da Redação do Destak Comunicação - 31/03/2016

Em Brasília: Ação de conscientização sobre epilepsia pede fim do preconceito

POR MAIANA DINIZ - AGÊNCIA BRASIL/GAMA LIVRE - 27/03/2016 - 20:35:12

Famílias de pessoas que têm epilepsia, condição neurológica que leva a crises de convulsão, se reuniram ontem (26) no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, em Brasília, em uma ato para marcar o Purple Day, ou Dia Roxo. A campanha mundial foi criada por uma garota canadense de 9 anos, em 1998, para conscientizar mais pessoas sobre essa doença, que atinge 50 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). ...

Apesar de a maioria dos pacientes conseguir viver normalmente quando medicada adequadamente, quem enfrenta a condição no dia a dia conta ainda há muito preconceito e desinformação. “As pessoas têm medo de se expor e de serem taxadas, existem muitos mitos em torno dessa condição. Algumas pessoas acham até hoje que é contagioso, que se tiver contato com a baba tem problema, que tem que conter a pessoa durante a crise, segurar a língua”, disse Danielle Delmasso, organizadora do evento.

A filha mais nova de Danielle, Manuela, de 6 anos, teve a primeira crise convulsiva 20 dias após o nascimento. Como não tem outros casos na doença na família, Danielle não conhecia bem a condição. “Quando acontece dentro de casa, você depara com um mundo novo e desconhecido. O que a gente quer fazer é trazer consciência para a maioria das pessoas, para que entendam que não é coisa de outro mundo”, disse.

"As pessoas ainda têm medo de dizer que têm epilepsia. Se vai à procura de um emprego, se colocar na ficha que tem epilepsia, ele não é admitido. Se tiver uma crise no trabalho, na primeira crise ele já é demitido”, completou a presidente da Associação dos Pacientes com Epilepsia do Distrito Federal, Rosa Maria Lucena da Silva. Segundo Rosa, o filho sofreu muito, por 18 anos, até conseguir fazer a cirurgia para a doença em Goiânia, e segundo ela, ficar “99% curado”. “Ele ainda toma um remédio, mas nunca mais teve convulsões”, contou, aliviada. O filho de Rosa teve uma queda aos 3 anos e bateu a cabeça. Aos 18 anos ele teve a primeira crise. “A gente acredita que foi o acidente.”

 Existe uma lista de medicamentos que é fornecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Temos lutado para incluir medicações novas que estão saindo no mercado, têm um controle melhor e têm tido bons resultados, ainda é uma batalha a se travar com os governos”, disse Danielle, que comemora a aprovação, na última semana, da Lei 5.635, que inclui o canabidiol na lista de medicamentos distribuídos gratuitamente pela rede pública de saúde, pela Câmara Legislativa do Distrito Federal.

“Tem pessoas que mudaram de vida com essa medicação e ela pode trazer qualidade de vida para muita gente. Mas o maior ganho que tivemos com essa batalha toda foi trazer esclarecimento, foi chamar atenção da sociedade para 'olha, não é bem assim, a gente tem outros caminhos, as pessoas devem ser acolhidas'".

Acesso ao tratamento

Diagnosticada aos 12 anos com epilepsia, Alaide Ferreira da Silva Gomes é uma das fundadoras da Associação dos Pacientes com Epilepsia do Distrito Federal, criada em 1999. Ela disse que o preconceito contra quem tem epilepsia já melhorou muito. “Já chegaram a me 'expulsar demônios' na hora das crises, a minha mãe tinha essa cabeça, eu sofri muito. A minha guerra na associação foi mais por causa do preconceito, sob o lema 'Epilepsia não é contagioso, contagioso é o preconceito'”.

Segundo Alaide, a sociedade está mais consciente sobre o tema. “Quantas vezes eu passei mal dentro de ônibus, por exemplo, e quando acordei do desmaio eu estava só, ninguém me ajudava. As pessoas achavam que a baba pegava [transmitia a doença] e isso não é verdade. Meu médico costuma dizer que a epilepsia é um defeito no cérebro. São dois fios descascados que se chocam e dão choque, não é contagioso. Acho que essa visão da população mudou”, disse.

“Você pode ver, quando alguém tem uma crise na rua hoje, as pessoas vêm, as pessoas te socorrem, chamam o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência].”

Para Alaide, o maior problema a ser enfrentado para melhorar a vida de quem tem epilepsia é o acesso a tratamento adequado. De acordo com ela, oje, no Distrito Federal, a cirurgia não é oferecida pela rede pública, e o equipamento que dá o diagnóstico preciso da doença não está disponível. “Se o aparelho para o câncer não se consegue instalar, imagina [no caso da] epilepsia, que não costuma matar”, disse a funcionária pública, que trabalha no Hospital de Base de Brasília.

A fundadora da associação contou que um laboratório doou um aparelho chamado EEG ao Hospital de Base. Usado no monitoramento da epilepsia, o aparelho localiza o foco da doença para saber se o paciente pode ou não fazer a cirurgia, além de definir o tipo de crise. Segundo Alaide, no Hospital de Base, no entanto, ainda faltam profissionais de saúde capacitados para operá-lo. “O aparelho de monitorização não é só para cirurgia, ele também identifica a crise do paciente e o médico pode medicar melhor o paciente”, ela destacou.

Alaide ainda está um pouco cética sobre a chegada do canabidiol. “Eu fico revoltada porque a gente tenta tenta, tenta, e morre na praia, porque ainda falta remédio. A gente usa a substância carbamazepina, um remédio barato, para o governo não sai nem um centavo o comprimido. E não tem na rede. Então, se um remédio de um centavo está em falta, imagina um canabidiol desse. Eu não tenho muita esperança não.”

“É muito difícil para o paciente, às vezes a pessoa toma um remédio que pega no fornecimento do SUS e ela, em um mês, consegue pegar uma caixa, e, no outro mês, não consegue, porque está em falta. E você descontinuar um tratamento desse é terrível, alguns pacientes não podem ficar nem um dia sem a medicação”, completou Danielle Delmasso.

A indicação para o caso de presenciar uma pessoa em crise é proteger o paciente de uma possível queda, principalmente a cabeça, para evitar pancadas. Se a crise durar mais de cinco minutos, a recomendação é chamar assistência medica. “Mas, em geral, a crise passa sozinha. O tratamento é para garantir qualidade de vida. Tem risco sim, mas a pessoa pode ter vida melhor”, ressaltou Danielle.

A Agência Brasil telefonou para o número de plantão da assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde do DF para que o órgão comente o assunto e foi orientada a enviar um e-mail com as perguntas. A reportagem enviou o e-mail e aguarda a resposta.

Solidariedade do Japão ao Gama

Maria Aurimar de Andrade, 62 anos, não consegue conversar sobre o futuro sem se movimentar na cadeira, entusiasmada. Enquanto fala, ela move as mãos de um lado para o outro, com um sorriso aberto e palavras de otimismo. Conhecida como Irmã Aurimar, a freira se encarrega, há 36 anos, de presidir a Casa do Menino Jesus, instituição localizada no Setor Oeste do Gama, dedicada ao cuidado de crianças doentes vindas de outras unidades da Federação para tratamento em hospitais do Distrito Federal. "Quando surgiu, a casa recebia apenas meninas e meninos com câncer, mas houve a necessidade de ampliar esse atendimento, porque muita gente procurava.

Hoje, recebemos crianças com problemas cardíacos, renais e neurológicos, por exemplo", conta a presidente e fundadora da instituição. Na tarde de ontem, Irmã Aurimar e os 30 voluntários, crianças e mães que moram no local receberam um presente: a Embaixada do Japão, por meio da Assistência a Projetos Comunitários e de Segurança Humana no Brasil (APC), doou US$ 73 mil - o equivalente a cerca de R$ 270 mil. O valor será destinado à reforma e à ampliação das instalações. "O que vai ocorrer aqui é um crescimento. Não é só o nosso trabalho que vai melhorar, nós vamos nos tornar mais humanos", diz Aurimar, agitando o hábito.

O documento que oficializa a doação foi assinado em um evento que ocorreu no quintal da própria casa. A decoração foi feita de balões, TNT e letreiros em papel emborrachado que davam as boas-vindas ao embaixador, Kunio Umeda. Tudo foi feito pelos próprios voluntários, com ajuda das crianças. "Eu e minha equipe nos sentimos acolhidos, fomos muito bem recebidos. É um desejo meu que essas crianças possam vencer as doenças. Não há alegria maior que vê-las superar as dificuldades", disse o embaixador, que se misturou aos convidados e moradores da casa na cozinha para um lanche. A coordenadora administrativa da instituição, Alda Meneses, esteve inquieta durante toda a tarde, distribuiu sorrisos eufóricos aos convidados.

Segundo ela, a principal melhoria que a reforma pode trazer é a capacidade de atender crianças cuidadas também pelos pais. Atualmente, apenas mães acompanham os pequenos acolhidos. "Infelizmente, não temos acomodações para receber homens e mulheres confortavelmente. Com a construção de mais quatro dormitórios, poderemos acomodar melhor todo mundo", explica. A ponte entre a Embaixada do Japão no Brasil e a Casa do Menino Jesus foi construída pelo vice-presidente da Federação das Associações Nipo-Brasileiras do Centro-Oeste (Feanbra), Kuniyoshi Yasunaga. Em junho do ano passado, a Feanbra organizou a 4ª edição do Festival do Japão Brasília, evento voltado à cultura japonesa na cidade.

O valor da entrada, um quilo de alimento não perecível, seria doado a locais carentes no Distrito Federal. Dono de um comércio no Gama, Kuniyoshi já conhecia a casa, mas só de vista. Ainda assim, resolveu que aquela seria uma das instituições beneficiadas. "Esse lugar aqui é diferente de todos os outros 20 para os que doamos. Eu sou uma pessoa muito emotiva, então o fato de elas lidarem com crianças doentes mexeu comigo. Quando tive oportunidade, apresentei o projeto à embaixada", recorda. Segunda casa, as 15 crianças e os adolescentes que vivem na Casa do Menino Jesus recebem no lugar bem mais que os cuidados e estrutura básica de um lar.

Boa parte delas, segundo a presidente e a coordenadora, fazem tratamentos no Hospital da Criança José Alencar (HCB) e no Hospital Sarah Kubitschek, ambos próximos ao centro de Brasília. A instituição oferece transporte de ida e volta aos dois locais e medicamentos receitados pelos médicos que não estejam disponíveis na rede pública. Além de um teto sob o qual vivem e dormem, as famílias recebem alimentação - são oferecidas seis refeições ao dia -, itens de higiene pessoal e até roupas, quando necessário, tudo de graça. A instituição é sustentada apenas por doações e a quantia de US$ 73 mil, revertida na melhora do local, pode trazer mais conforto a pessoas como Angela Barbosa, 31 anos.

Quando saiu do Rio Branco para vir ao DF com o filho Kauã Camurça, 10, estava "carente de todas as coisas", como ela mesma define. A Casa do Menino Jesus foi a âncora que a ajudou a se estabelecer, mesmo tão longe do lar, e dar início ao tratamento de autismo de Kauã, no HCB. "É a nossa segunda casa, desde o início nos sentimos muito bem recebidos aqui. Não nos preocupamos com estadia ou qualquer outra dificuldade." Enquanto ela fala, Kauã brinca, corre, pergunta pelo lanche. Inquieto, animado e claramente familiarizado com o ambiente. "Estou na minha casa e aqui ao mesmo tempo", brinca Terezinha Meneses, 60 anos, que há 12 dá suporte às atividades da instituição.

"Não tenho função específica, o que me pedirem eu faço, venho quando me chamarem, não importa a hora. Meu filho, aos 8 anos, teve epilepsia. Era aqui que eu pedia ajuda e, ao ajudar os outros, esquecia meu próprio sofrimento", lembra Terezinha. "Eu nem considero essas crianças como doentes, porque elas não transmitem tristeza, mas força para superar as dificuldades. Eu dou a mão e recebo de volta muito mais", diz, emocionada. Para ajudar A Casa do Menino Jesus aceita doações de alimentos, materiais de limpeza e higiene pessoal, roupas, brinquedos, eletrodomésticos (novos ou usados), materiais recicláveis (papel, papelão, garrafas plásticas e de vidro, latinhas etc.

Visitas também são bem-vindas. Endereço EQ 14/18, no Setor Oeste do Gama. Doações em dinheiro

Banco do Brasil - Agência 1239-4 / Conta 5212-4

BRB - Agência 104 / Conta 617746-7

Contatos: 3384-1517 ou 3385-6317

E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Da Redação do Correio Braziliense - 25/03/2016

Lixão da Estrutural: Quando a infância é jogada no lixo

Segundo catadores, a presença já foi maior. Governo afirma fazer monitoramento para afastar os pequenos de lá

POR THIAGO SOARES E ED ALVES - CORREIO BRAZILIENSE - 24/03/2016 - 10:37:00

O trabalho infantil bate ponto bem na capital do país. A reportagem do Correio encontrou crianças trabalhando no Lixão da Estrutural. ...

2,7 mil Quantidade de pessoas que tiram o sustento da separação do lixo na Estrutural. Desde que o local foi instituído, em 1961, cerca de 35 milhões de toneladas de material chegaram lá

No lugar de brincadeiras e risos, o que se tem são o lixo e o olhar cansado. Os 200 hectares ocupados pelo Aterro Controlado do Jóquei, conhecido como Lixão da Estrutural, além de representarem um risco à saúde pública e ao meio ambiente, guardam o trabalho infantil. Tudo isso a menos de 15km do Congresso Nacional. Em uma visita ao local, a equipe do Correio flagrou crianças trabalhando como catadoras. O perigo mata adultos: no ano passado, pelo menos duas pessoas acabaram atropeladas por máquinas lá. 

O espaço deveria ter sido desativado em agosto de 2014, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), mas ainda passam por lá cerca de 600 pessoas por dia (leia O que diz a lei). A cada caminhão descarregado, os catadores buscam itens para reciclagem num modo de garantir o sustento. O ambiente é de muito lixo e mau cheiro. O gás emitido pela decomposição no solo incomoda, mas quem lida diariamente já se acostumou. Nenhuma criança deveria estar no local; entretanto, muitas delas fazem o papel de adulto e se arriscam nas montanhas de entulhos. A reportagem flagrou pelo menos quatro garotos, entre 11 e 14 anos. Catadores contam que é comum ver alguns por ali, mas que antigamente a presença era maior. “Alguns vêm com os pais; outros aparecem sozinhos mesmo”, conta um, que não quis se identificar.

Assim, como os adultos, ao verem a presença de uma câmera fotográfica, os pequenos ficam arredios. Um deles, ao perceber a presença da equipe, vira de costas e vai embora. Depois, retorna ao trabalho — duro mesmo para os adultos. Luíza Cunha, 56 anos, viu o marido ter que deixar o trabalho no local por motivos de saúde. Há 20 anos, ela veio para Brasília fugindo da miséria proporcionada pela seca no município de Cristalândia (PI). Desde então, Luíza tira o sustento do Lixão da Estrutural. Os seis filhos foram criados com o suor a partir do entulho. “Esse gás acaba com a saúde da gente. Aqui é muito perigoso, já vi uma pessoa morrer atropelada. Mas, infelizmente, não tem jeito. Se não fosse o lixão, não teria como sobreviver nessa cidade”, aponta Luíza.

Grupo de trabalho 

O governo afirma que existe a fiscalização, porém confessa não ter nenhum projeto efetivo para evitar esse tipo de situação. O Executivo montou um grupo de trabalho para atuar na transição do lixão até o início das atividades em Samambaia. O GT é integrado por 15 órgãos. 

Quem responde pela presença de crianças na Estrutural é a Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Igualdade Racial e Direitos Humanos. A assessoria de imprensa do órgão informou que presta diversos serviços assistenciais para qualquer pessoa interessada, mas confessou não desenvolver nenhum projeto na região. Quem mantém o monitoramento para impossibilitar o trabalho infantil no local é o Serviço de Limpeza Urbana (veja na matéria ao lado).

Espalhados pelo Brasil

Segundo estudo realizado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e divulgado pelo Tribunal Superior do Trabalho, existem crianças e adolescentes em lixões em cerca de 3.500 municípios brasileiros. Quase metade deles, 49%, está na Região Nordeste; 18% na Região Sudeste; e 14% na Região Norte. A Região Centro-Oeste é a que tem menos crianças em lixões, com 7% do total, seguida da Região Sul, com 12%.

O que diz a Lei?

Sancionada em 2 de agosto de 2010, a Lei Federal nº 12.305, conhecida como Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), determinava ações como a extinção dos lixões do país e a substituição por aterros sanitários, além da implantação da reciclagem, reutilização, compostagem, tratamento do lixo e coleta seletiva em todo o país. A lei dava prazo de quatro anos para que as cidades se adequassem à PNRS, ou seja, deveriam estar em prática já em 2014. Mas, em julho do ano passado, uma emenda prorrogou os prazos entre 2018 e 2021, de acordo com município. No caso específico do Distrito Federal, a data limite para acabar com o Lixão da Estrutural é 31 de julho de 2018. Ela se encaixa no prazo dado a capitais e municípios de região metropolitana.

Já no Estatuto da Criança e do Adolescente, o artigo quinto diz: “Nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, punido na forma da lei qualquer atentado, por ação ou omissão, aos seus direitos fundamentais”. Depois, todo o capítulo 5º fala especificamente sobre o trabalho infantojuvenil e determina: “É proibido qualquer trabalho a menores de quatorze anos de idade, salvo na condição de aprendiz”. Também aponta que nenhum adolescente pode realizar trabalho noturno, “perigoso, insalubre ou penoso” e “realizado em locais prejudiciais à sua formação e ao seu desenvolvimento físico, psíquico, moral e social.”

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II Seminário Águas Acima - Presente e Futuro das Nascentes

Data: dia 21/03

Horário: 14:30 

Local: no auditório do IHG-DF.

Confirme sua presença no nosso evento: http://on.fb.me/21mRqs4. Não perca!

Conselho Tutelar do Gama atuante resgata três crianças no Setor Sul

Neste domingo, dia 20, a Redação do portal Gama Cidadão recebeu denuncia de abandono de incapaz, três crianças de 5 e 10 anos foram avistadas na quadra 13 do Setor Sul do Gama, próximo ao Terminal Rodoviário. Ao chegar ao local à equipe do Gama Cidadão, encontrou as crianças brincando nas árvores da praça ao lado da quadra de areia, e imediatamente ligou para o Conselho Tutelar do Gama, que se prontificou em atender logo que saísse de outra diligência no Hospital Maria Auxiliadora.

O Conselho Tutelar do Gama, resgatou as três crianças da praça logo após receber denúncia do portal Gama Cidadão de que elas teriam sido abandonadas pelos pais e não tinham condições mínimas de sobrevivência.

Os conselheiros tutelares da região, Alexandre Dubão, José Odonel e Wallyson Handson, levaram as crianças para o Conselho do Novo Gama onde foram tomadas as medidas protetivas.

 

Israel Carvalho, comunicador do portal Gama Cidadão, aguardando o Conselho Tutelar, com as crianças do Novo Gama. 

Água

José Garcia
Poeta Ambientalista

             Quando penso que o planeta Terra é formado em sua base por 75% de água e apenas 25% de outras matérias, chego a ficar impressionado. Talvez, seja este o motivo de o homem — único ocupante deste hábitat capaz de fazer história — não dar a mínima importância a esse líquido tão importante para a sua vida. Não tenho notícias de outro vivente que tenha saído por aí rabiscando paredes de caverna e legando para a posteridade material capaz de significar alguma trajetória. Viventes, aliás, que desenhavam, inclusive, outros viventes que pretendiam caçar, aprisionar ou, simplesmente, se defender de seus possíveis ataques.

             Uma coisa que sempre me impressiona no homem é a sua capacidade de deslocamento, outro fato que o relaciona com sua composição hídrica. Sim, pois pensemos se o caso fosse o contrário, em vez de 75% de líquido apenas os 25%, e os outros 75% fossem de matéria bruta. Este vivente, certamente, não teria transposto a barreira da primeira caverna. E a água sempre abundante por onde passou lhe permitiu andar, nadar, deitar e rolar em solo fértil.

             Quando penso em água, penso, também, nos outros elementos que compõem a atmosfera terrestre e que juntos representam o único pensamento de solidariedade absolutamente inquestionável. Juntos, os quatro elementos são essenciais à vida: Água, Terra, Ar e Fogo. Que maravilha! Nada nos faltará. Pisando sobre a terra, nadando sobre as águas, respirando o ar, aquecendo-se ao fogo, o homem foi longe. E esse deslocamento é que sempre me chamou a atenção. Porém, o homem, mesmo diante de tanta evidência, não parou para observar que a água representa a síntese de sua existência, pois é nela que ele exerce seu maior direito: o direito de ir e vir, portanto, a liberdade garantida em todas as constituições não seria possível se o homem fosse composto por 75% de outra matéria senão pela “Santa Água”.

             Certa vez, participando de um seminário sobre meio ambiente, lembro que muito se falou de História, da Água, do Relevo e dos Povos do Cerrado, ouvi vários mestres ambientalistas discorrerem suas teses e apresentarem bibliografias pomposas. Eis que um jovem Geógrafo (Jaime Campis), não que fosse recém-formado, porém, com um currículo ainda em formação, posso dizer assim, em sua fala, foi desconstruindo todas as bibliografias salientadas pelos mestres. As pessoas ali presentes foram ficando apreensivas com a postura do rapaz. Até que, em um dado momento, um dos participantes do seminário tomou a palavra e indagou: “Então, em que devemos nós lhe orientar, meu caro rapaz? ”. A pergunta foi feita em tom amistoso. O palestrante não se fez de rogado e foi logo respondendo: “Guimarães Rosa, caro mestre.” (disse o rapaz). “Guimarães Rosa e Euclides da Cunha. E, por fim, Paulo Bertram!”.

             Hoje, eu incluiria uma goiana. Uma goiana que, na verdade, nem é tão goiana assim. Isso mesmo! Nem é tão goiana assim... Cora Coralina tem um pezinho muito bem calcado nos rincões nordestinos. Basta ler com atenção seu sobrenome para descobrir de quem ela é parenta de sangue, Lins do Rego Brêtas, Terras de Engenho, embora seus familiares por parte de mãe sejam goianos do pé rachado. Não se trata de comparar Cora a outro autor. Isso seria uma ingenuidade. Porém, sua obra e sua biografia não deixam dúvidas. Cora conta por onde é o caminho das pedras; diz onde a onça vai beber água. Isto de um ângulo muito peculiar, pois se trata do ponto de onde os bandeirantes rumaram para o norte em busca dos cristais e do metal.

             Cora não se esquece dos povos. Os primeiros ocupantes do tabuleiro, berço das águas. Jamais se esqueceu da origem do pai. Sou cangaceira (disse a poetisa de Goyaz). Quando me remeto à Cora, refiro-me novamente ao deslocamento, o tempo que uma missiva levava para ir e vir da Capital de Goyaz à Capital Federal, sendo levada pelos mesmos meios de transportes usados na época. O lombo do burro! Depois, por via náutica, pelo Rio Grande onde logo surgiria o povoado de Barreiras, no Estado da Bahia, dando início à famosa rota do sal.

             Quando aquele jovem Geógrafo encerra sua fala, homenageando Paulo Bertram, ele nos remete a um fato pouco comentado para além da psicologia. Refiro-me ao mito da caverna cujo tempo já imemorial ultrapassa nossas existências. E me indago se, hoje, estamos no tempo da caverna. Um tipo outro de caverna na qual se misturam as de Platão e de Saramago a nos deixar na escassez e excesso na mesma medida: a insustentabilidade de nossas soberbas e enganos ao que nos dá vida — Água: “[...] o conceito de ter água significa ainda propriedade do recurso natural e esta precariedade mental tem sido uma estratégia geopolítica eficaz para a manutenção da ‘Geografia da invisibilidade e da ignorância espacial.”, afirmou Rafael Sanzio, no Seminário Águas Acima: presente e futuro das nascentes, em 19 de março de 2015, ocorrido no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal. Sem vegetação não há água e se o Cerrado se extinguir, o fim dos rios e dos reservatórios de água será fato consumado. O Professor Sanzio, que é Geógrafo, ainda nos apresenta, como exemplo básico, os espaços impermeabilizados no território do Distrito Federal, causadores de um processo crescente de áreas alagadas e inundadas nos espaços urbanos. Usamos como ferramentas básicas de trabalho as imagens cartográficas e as fotografias, pelas suas eficácias para revelar e interpretar a Geografia real e suas dinâmicas. Com essas referências preconizamos estar somando para o amadurecimento das discussões, onde a questão do contexto atual do lugar indefinido da água no setor decisório e nos distintos mosaicos sociais sejam tratados com mais seriedade.

             Já é de se perceber que, no Distrito Federal, a escassez e o excesso da água se alternam no meio urbano e rural e causam danos à natureza. E o abastecimento de água potável ocupa lugar das novas preocupações governamentais e, segundo Aldo Paviani, a oferta e o consumo de água no DF estão relacionados à constante expansão urbana, com abertura de novos assentamentos, enquanto os mananciais chegam ao seu limite.

             Faço, então, minhas as questões de Paviani. De onde virá o volume de água para atender a “Capital do Terceiro Milênio”? Saberemos educar a população para debelar o desperdício e o desabastecimento? Existe alguma possibilidade de refrear a expansão populacional no interior do DF de maneira a dar oportunidades alternativas na Periferia Metropolitana de Brasília?

             Ora, uma alternativa é o armazenamento da água da chuva em grandes tanques como tenho sugerido fazer no Cose Gama Sul. Porém, não devem ser esperadas apenas medidas educativas e consciência para se atingir tal finalidade, evitando-se carências futuras, mas também (e isto urge), políticas públicas que saiam do ostracismo.

 (Este artigo será proferido por Jose Garcia, no Seminário Águas Acima: presente e futuro das nascentes no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal). 

O seminário é amanhã, dia 21 de março, às 14:30h no endereço SEP/SUL EQ 703/903 CONJUNTO "C", a palestra de José Garcia é às 18:00

 

Gama e Ceilândia ganham novas linhas de ônibus

Da Redação da Agência Brasília - 18/03/2016


Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

O transporte coletivo no Distrito Federal terá mudanças no Gama e em Ceilândia a partir de sábado (19), com novas linhas e ampliação de horários. O objetivo é atender a pedidos da comunidade. “É importante ressaltar que nenhuma área deixará de ser atendida; é uma expansão da operação”, explica o diretor-técnico do Transporte Urbano do DF (DFTrans), Marcio Antonio Ricardo de Jesus.

Uma nova linha circular (a 3208) levará passageiros do Terminal do Gama Sul à área central. Serão viagens a cada 20 minutos, das 6 às 20 horas. O terminal também será o ponto de partida da 217.2, que antes saía da Rodoviária do Gama. A linha vai para a W3 Norte e ganhou mais três horários. O novo itinerário e a tabela horária atualizada poderão ser vistos no site da autarquia.

Integração

Ainda na região administrativa, o DFTrans retirou duas linhas que saíam da Vila Departamento de Viação de Obras — conhecida como Vila DVO — com destino às W3 Sul e Norte. O objetivo é melhorar o serviço e dar mais opções aos passageiros durante o dia. Isso porque a 0.219 faz apenas duas viagens; e a 219.1, meia (só ida).

Com as modificações, quem quiser ir à W3 Norte pegará a alimentadora 3305, que o deixará no Terminal Gama Sul, onde poderá embarcar no ônibus da linha 217.2. Para atender à demanda, o número de viagens diárias saltou de 49 para 62, e o itinerário foi ampliado.

Já o passageiro que precisar ir à W3 Sul terá duas opções de alimentadoras: a 3303 ou a 3305, que seguirão até o Terminal de Santa Maria, onde será possível acessar a 2303, parte do Expresso Sul.

Desde o início desta semana, funcionários do DFTrans distribuíram mil panfletos sobre as mudanças. O diretor-técnico da autarquia esclarece que qualquer pessoa tem direito à integração, pagando apenas uma passagem mesmo quando há necessidade de trocar de veículo. Para isso, é preciso estar com o cartão do Sistema de Bilhetagem Automática.

Ceilândia

Também começa neste fim de semana a funcionar a linha que sairá do Terminal do P Sul, em Ceilândia, em direção ao Taguacenter, em Taguatinga. O itinerário, que passará pela Guariroba e pelo centro de Ceilândia, será uma opção para passageiros do Condomínio Pôr do Sol.

A 933.2 circulará das 5 horas às 22h46 (último horário de saída do terminal). De segunda a sexta-feira, serão 39 viagens; aos sábados e domingos, 21. “Como sempre, vamos monitorar e, caso haja necessidade, esse número pode aumentar”, explica Márcio Antônio de Jesus. Os ônibus serão da Marechal, e a passagem custará R$ 2,25.

Café comunitário: a transformação por meio das palavras

             

             Neste domingo, dia (13), a comunidade do Setor Sul, se reuniu para um café comunitário em prol da implantação da Biblioteca Pública e da Horta Comunitária Interativa no Cose Sul. Trata-se de uma iniciativa da Banca de Poetas e o portal Gama Cidadão, em parceria com a Igreja Presbiteriana Renovada do Gama Sul e com a, Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano e Social - SEDHS.

             A comunidade foi chegando aos poucos, cada um com a sua contribuição: o alimento servido em suas casas no dia a dia, foi trazido para ser consumido em comunhão por todos os moradores, tudo com a simplicidade de quem serve a um irmão. Deve-se ressaltar que esse evento proporcionou a interação de muitas pessoas, de diferentes igrejas e que não se conheciam. Foi o caso do vice-pastor Carlos Antônio, da Igreja Adeg Qd 13; do, pastor Fabrício, da Igreja Presbiteriana Renovada, (que é vizinha do Cose Sul), e do pastor Mauro Mariano, de outro ministério da Assembleéia de Deus.

 

  

             O evento também contou com a participação de lideranças comunitárias como: o ambientalista e professor de química Lucinaldo de Carvalho, o membro da Agenda 21; e alguns membros do movimento Prainha Viva e do Grupo de Trabalho Prainha - GTP – Prainha.

 

              Irmã Maria Paula, sogra do pastor Carlos Antônio, mostrou os girassóis para as novas gerações. A sua neta, foi outra atração.

             Dona Estelita, e nora, a senhora Socorro receberam as mudas da crotalária, uma flor amarela, às vezes com listras vermelhas, que atrai libélulas, predadores naturais do mosquito da dengue.

               Dona Estelita, vizinha do Cose Sul, e moradora da Qd 11, veio com sua nora, a Srª Socorro. Elas ficaram encantadas com a apresentação do Biodigestor Doméstico e com a possibilidade de produzir, em suas casas matéria orgânica para enriquecimento de solo, e não somente aquele produto que vai para o aterro sanitário.

 

             Os livros da Banca de Potes são, sucesso entre as crianças e as avós.

             Avó de um, avó de todos: Dona Geny, cuida da filha da pastora enquanto ajuda no café.

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Usuária do BRT se revolta com sistema e questiona Rollemberg. Veja vídeo

Imagens foram gravadas na Rodoviária do Plano Piloto. Reclamações vão de filas à falta de ônibus

Da redação do portal Metrópoles, por CAROLINE BCHARA - 16/03 11:34 , ATUALIZADO EM 16/03 11:47

Os usuários do BRT (Expresso DF) seguem insatisfeitos com o sistema. Um vídeo recebido pelo Metrópoles mostra o depoimento de uma passageira questionando o Governo do Distrito Federal (GDF) e o próprio governador Rodrigo Rollemberg (PSB) quanto ao funcionamento do serviço do transporte na capital.

“A gente denuncia, vocês não resolvem. O governo não faz nada, a população fica à mercê de vocês. Isso é humilhante, degradante. Eu quero saber quando o governador vai fazer alguma coisa para resolver esse problema”, fala em um trecho da filmagem.

O vídeo foi gravado na estação da Rodoviária do Plano Piloto no início da noite de segunda-feira (14/3). A usuária reclamou das filas e da falta de ônibus, entre outros fatores.

No último dia 24, a reportagem fez o trajeto do Gama até a Rodoviária de BRT. À época, chegou a questionar a Secretaria de Mobilidade a respeito das filas e a superlotação do sistema.

Em nota, a pasta afirmou que “foi solicitado à empresa que intensifique o serviço já prestado de orientação no acesso aos coletivos (filas)” e que “já foi identificado o descumprimento da tabela horária de algumas linhas do BRT Sul por parte da operadora, que será autuada pelo horário não cumprido e notificada pelo descumprimento da ordem de serviço vigente”.

Portal Gama Cidadão