Projeto apresentou ontem o centro de treinamento: em busca de doações

POR NATHÁLIA CARDIM - CORREIO BRAZILIENSE - 10/07/2016 - 21:06:23

Com o objetivo de arrecadar recursos e apresentar o trabalho realizado para a população, o Projeto Cão-Guia de Cegos do DF abriu as portas, ontem, para que interessados tivessem a chance de conhecer de perto o centro de treinamento dos cães destinados a cegos, no DF. Durante todo o dia, os visitantes que foram à sede do local, no Setor Policial Sul, puderam brincar, afagar, conhecer a rotina e todo o espaço destinado aos cães e ainda receber o carinho desses animais.

Segundo o presidente da Associação Amigos do Cão-Guia (AACG) e um dos idealizadores da ação, Ricardo Corrêa, o projeto atua desde 2001 e busca reintegrar cegos à sociedade com o auxílio de cão-guia, com segurança, mobilidade, qualidade de vida e inclusão social. “Esta é a segunda edição do evento. ... Estamos muito felizes com o interesse dos brasilienses que estão nos ajudando”, afirmou. “O nosso intuito é mostrar para as pessoas como esses cães são treinados, apresentar o projeto de maneira detalhada e fazer com que todos tenham vontade de ajudar.”

Desde a criação, a instituição entregou mais de 43 animais para pessoas com diversos tipos de deficiências visuais, no Brasil. A lista de espera é de 300 pessoas. De acordo com a entidade, a única ajuda do governo é o treinamento dos animais, concedido pelo Corpo Militar de Bombeiros do DF. Após o nascimento, os animais passam por famílias hospedeiras até atingirem idade para o treinamento. Com cerca de 2 anos, são encaminhados para adestramento ministrado pelos bombeiros e habilitados para serem guias. “Promovemos a socialização do bicho, ajudando-o a ter contato com o mundo e com o maior número possível de cheiros, sons e ambientes”, diz Ricardo. Deficientes visuais interessados em participar do cadastro de candidatos devem solicitar a inscrição em Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Como ajudar

Quem tiver interesse pode contribuir com o Projeto Cão-Guia de Cegos-DF doando qualquer valor, por depósito ou transferência bancária, depositando na conta abaixo: Associação Amigos do Cão-Guia – AACG / Banco do Brasil, Agência: 3596-3, Conta-corrente: 111.882-x, CNPJ: 18.080.342/0001-24

Um por todos e todos por um! Pela ética e cidadania” incentiva o desenvolvimento de uma cultura de honestidade entre crianças e comunidade escolar

Nesta quinta-feira, 7 de julho, às 14h30, será o lançamento do Projeto “Um por todos e todos por um! Pela ética e cidadania”, na Escola Parque da 307 Sul. A iniciativa da Controladoria-Geral do DF, em parceria com o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), a Controladoria-Geral da União, o Instituto Maurício de Sousa e o governo local, visa a alcançar mais de oito mil alunos do 4º ano do ensino fundamental de 88 escolas públicas do DF.

Por intermédio do universo lúdico das personagens da Turma da Mônica, os alunos têm a oportunidade de conhecer e trabalhar conceitos como cidadania, democracia, interesse público, inclusão, participação social e autoestima, com apoio de uma metodologia desenvolvida por especialistas do Instituto Cultural Maurício de Sousa. Para a implantação do projeto, 354 professores da rede pública do DF foram capacitados na Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

A cerimônia contará com a presença de 380 alunos das escolas integrantes do projeto e a participação especial da Turma da Mônica. Após o lançamento, o projeto terá andamento em sala de aula durante o semestre letivo, quando os alunos assistirão palestras e receberão material interativo, como cartilhas e gibis da Turma da Mônica.

Informou MPDFT - 07/07/2016

Arraiá em nome da tolerância
POR HELENA MADER - CORREIO BRAZILIENSE - 06/07/2016 - 23:28:58

Dois deputados pedem esclarecimentos formais a colégios públicos de Ceilândia depois de temas como cultura africana e homossexualidade serem abordados dentro de sala de aula. Especialista e outros parlamentares criticam a atitude dos políticos.

Simone Rebouças, diretora do Centro Educacional 6, questiona se discutir sobre política, homofobia ou cultura africana causaria algum constrangimento

Os professores da rede pública e a bancada evangélica da Câmara Legislativa estão em guerra. Os profissionais do ensino denunciam uma interferência dos parlamentares na educação e reclamam da intromissão de distritais na escolha do conteúdo ministrado em sala de aula. Dois episódios recentes contribuíram para azedar a relação. A deputada Sandra Faraj (SD) enviou ofício a um colégio para questionar trabalhos escolares com conteúdo LGBT e cobrou “providências legais” contra o professor responsável pela disciplina. Já o distrital Rodrigo Delmasso (PTN) mandou documento a uma escola que organizou uma peça teatral sobre cultura africana, para reclamar de referências ao candomblé.

Esse é mais um episódio de atrito entre deputados evangélicos e os professores. No ano passado, durante um debate do projeto Escola sem partido, de autoria de Faraj, um grupo de docentes entrou em confronto com seguranças da Câmara. Os professores classificam a proposta, que proíbe a “doutrinação ideológica dos estudantes”, como projeto de lei da mordaça. Por conta das críticas, a parlamentar entrou na Justiça com uma ação por danos morais contra o Sindicato dos Professores. O processo tramita na 15ª Vara Cível de Brasília.

Delmasso afirma defender o direito de cada pessoa expressar a fé

O caso mais recente desse conflito teve como alvo o Centro Educacional 6 de Ceilândia. Um professor da unidade passou um trabalho em grupo aos estudantes, em que eles deveriam debater um entre os seguintes temas: homofobia, integração entre gêneros, pansexualidade, relações poliamorosas e transexualidade. Sandra Faraj recebeu reclamações com relação ao assunto e enviou ofício à direção da escola pedindo “esclarecimentos” e “providências legais cabíveis”. Ela embasou seus questionamentos no Plano Distrital de Educação, aprovado pela Câmara Legislativa em 2015. Por pressão da bancada evangélica, o texto excluiu referências a áreas como sexualidade e gênero.

O doutor em educação Carlos Augusto de Medeiros, professor da Universidade de Brasília, critica duramente a postura da parlamentar e garante que, apesar da redação final do Plano Distrital de Educação, isso não significa que temas como homofobia sejam proibidos em sala de aula. “A separação entre Igreja e Estado foi importante para o desenvolvimento humano e para a ciência. Agora, esses segmentos de parlamentares querem colocar em risco garantias constitucionais, como a liberdade de expressão e de ensino. É preciso que haja um grande debate em defesa das prerrogativas dos professores, que têm liberdade para desenvolver seu trabalho”, afirma o especialista.

Faraj pergunta se jovens têm maturidade para falar sobre homossexualidade

Outro episódio que gerou a ira dos professores teve como protagonista Rodrigo Delmasso. O Centro Educacional 7, o maior da Ceilândia, teve um projeto aprovado pelo Ministério da Educação para receber recursos reservados a iniciativas sobre a cultura africana. Os alunos da disciplina de educação artística desenvolveram uma peça teatral sobre o assunto. No dia da apresentação, os alunos deveriam ir de branco. Um dos pais procurou o gabinete de Delmasso para denunciar que os estudantes teriam sido coagidos a fazer danças e a usarem roupas em referência ao candomblé. O parlamentar enviou ofício à escola, dando prazo de 24 horas para esclarecimentos.

A situação revoltou a diretora da escola, Simone Rebouças. “A escola é o espaço de debate sobre todos os temas. É aqui que a comunidade se empodera e que os alunos se preparam para a vida. Apesar de todas as dificuldades, como falta de recursos e sala de aulas lotadas, a gente se esforça para fazer um bom trabalho. Aí, alguns deputados aparecem para insinuar que os professores querem doutrinar e causar danos aos alunos”, desabafou Simone. “Falar sobre política, homofobia ou cultura africana, de uma maneira correta e enriquecedora, pode causar algum constrangimento? Não vejo como isso é possível.”A diretora da escola disse que os alunos vestiram branco em defesa da cultura de paz, e não como apologia ao candomblé.

A Secretaria de Educação enviou nota afirmando que “o instrumento administrativo do ofício não é considerada uma via adequada para se questionar” o Plano Distrital de Educação e afirma que a pasta “trabalha por uma educação para a diversidade.”

“Perseguição”

Em reação às críticas, os dois deputados argumentaram que os questionamentos fazem parte do direito parlamentar de fiscalizar as atividades do Executivo. Sandra Faraj afirmou sofrer uma perseguição por parte do Sindicato dos Professores. “Existe esse embate com o sindicato, que é ligado a movimentos sociais e a partidos políticos. Sempre que agimos para defender os valores da família, eles se posicionam contra”, diz Sandra. “É preciso entender o pensamento da sociedade. Será que ela está à vontade com essas práticas que são contra a lei?”, questionou. “As escolas não têm autorização para abordar temas dessa maneira. Como um jovem vai pesquisar sobre transexualidade, pansexualismo? Será que ele tem maturidade para tratar sobre isso?”

O deputado Rodrigo Delmasso explicou ter recebido uma denúncia sobre o caso de Ceilândia por ser presidente da Frente Parlamentar de Defesa da Criança. “Tivemos a informação de que um professor obrigaria os alunos a fazerem uma apresentação com vestimentas do candomblé, sob pena de perderem pontos. Questionamos a escola porque, se comprovado, esse fato fere o direito à liberdade religiosa. O que queremos é preservar o direito de cada pessoa expressar a fé sem ser coagida ou doutrinada.”

Análise da notícia

Menos paixão, mais amor

LEONARDO MEIRELES

Eu sou católico; você pode ser ateu. Eu sou contra o aborto; outra pessoa defende a prática como um problema de saúde pública. O papa Francisco se pergunta quem é ele para julgar os homossexuais; há fiéis que preferem ver a homossexualidade como pecado. No Brasil, há mais de 200 milhões de pessoas. São católicos, evangélicos, umbandistas, agnósticos. Cada uma dessas vertentes, por sua vez, possui diversos pensamentos. A Igreja Católica, por exemplo, tem a Opus Dei e a Teologia da Libertação. Entre os evangélicos, existem conservadores e integrantes da Teologia da Missão Integral.

É muita pluralidade, são muitas versões a serem enxergadas e respeitadas, muitos interesses a serem defendidos. Como fazer isso sem afetar diretamente a liberdade religiosa? É para isso que serve a laicidade do Estado. Não é transformar a religião em simples propriedade particular, mas sim proteger a liberdade religiosa. É para defender o direito de cristãos irem às ruas e pedirem a proibição do aborto. E que ateus exijam que essa seja uma decisão pessoal, e não teológica. A cegueira jurídica, de bom senso e do Evangelho, no entanto, faz com que alguns líderes tomem decisões apaixonadas e rasteiras. Ensinar, em sala de aula, que não devemos bater em homossexuais ou xingá-los é uma primazia cristã. Basta abrir um pouco os olhos e a mente para transformar essa paixão cega em amor pelo próximo.

Uma questão de autonomia

Dimas Rocha, diretor do Sindicato dos Professores, classificou os questionamentos dos parlamentares como “episódios graves”. “Temos a lei de gestão democrática das escolas e a garantia de autonomia do trabalho pedagógico e da instituição de ensino. O professor tem que ajudar os alunos a entenderem a sociedade. Questionar um professor porque ele falou em religiões de matrizes africanas ou abordou temas como homofobia significa dizer que o professor está impedido de tratar sobre a história da formação do povo brasileiro”, afirma Dimas. “Isso não significa doutrinação, isso simboliza um fomento ao debate”, finaliza o diretor.

A divulgação dos dois casos gerou ontem reação entre parlamentares da Câmara Legislativa. O deputado Reginaldo Veras (PDT), presidente da Comissão de Educação, reconhece que os dois colegas têm prerrogativa constitucional de fiscalizar o Poder Executivo, mas critica o envio de ofícios diretamente aos profissionais de ensino, em vez da apresentação de um questionamento formal ao secretário de Educação. “O que ocorreu nos dois casos foi uma tentativa de ingerência no trabalho dos professores. A bancada evangélica insiste em dar uma interpretação de ilegalidade, como se o Plano Distrital de Educação proibisse a abordagem de temas como homofobia. Isso é um grande equívoco”, comentou.

Chico Vigilante (PT) divulgou nota de repúdio por conta do episódio, que classificou como “reação absurda e medieval”. “A deputada Sandra Faraj lança mão de uma falácia. Ela cita a decisão da Câmara de retirar do plano de educação termos como gênero e sexualidade, o que, na avaliação dela, teria gerado uma proibição automática aos temas. O que Sandra Faraj quer é impor sua moral enviesada, torta e intolerante ao sistema público de ensino”, disparou o petista.

DIVERSIDADE 

Arraiá em nome da tolerância

Turma de escola do Paranoá resolveu fazer uma festa junina em que o noivo foge com outro homem. O debate ultrapassou a iniciativa, e professores, alunos e pais discutiram o papel da comunidade na formação de uma sociedade inclusiva

OTÁVIO AUGUSTO

Estudantes e professores decidiram aceitar o desafio de fazer uma quadrilha diferente: festa e discussão para evitar o conservadorismo em sala de aula

Qual tipo de educação os jovens daqui a 10 anos vão carecer para viver numa sociedade com tamanha diversidade? Segundo alunos e professores, é preciso encontrar um caminho para a pluralidade das pessoas, engajando os jovens no mundo das diferenças, preparando-os para serem cidadãos completos. No sábado, o Centro de Ensino Médio 1 do Paranoá recebe pais, estudantes, docentes e quem mais quiser enaltecer a multiplicidade de gênero, sexualidade, raça e religião. Lá, uma festa junina diferente terá lugar: o noivo foge com outro homem e todo tipo de amor é aceito. O Correio reuniu a comunidade escolar para debater essas questões.

No processo de formação dentro do colégio, a comunidade colocou como necessário haver respeito, lapidar conceitos, esclarecer informações e estabelecer o diálogo. Não há espaço para a intolerância, segundo os envolvidos. Para os mestres, o desafio é prezar pelo currículo escolar e, ao mesmo tempo, trazer adaptações aos conteúdos e atividades desenvolvidas, com a integração da comunidade escolar. “Nossa intenção é mostrar as diferentes formas de ser e amar. Temos que dar representatividade a todas as pessoas dentro de uma escola. Isso passa por questionamentos. O que é normal? Qual o padrão?”, explica o professor de filosofia Vinícius Silva de Souza, 35 anos.

Vinícius idealizou o conceito da festa junina. “Estamos colocando as pessoas numa festa tradicional, mas com igualdade e integração. Nenhum comportamento será excluído ou rebaixado”, argumenta. O discurso do professor encontra reflexo na comunidade escolar. Todos acreditam que o conservadorismo social têm afetado as salas de aula e chegado às famílias dos estudantes.

Em quase três horas de conversa na manhã de ontem, alunos, professores e pais refutaram comportamentos sociais condenáveis. A estudante do segundo ano Adriane Torquati, 16 anos, é negra, evangélica e defensora da liberdade pessoal. “Eu percebo que as pessoas disfarçam o preconceito nas pequenas coisas. Não gosto ter a sensação que essas práticas se perpetuam”, pondera a menina, que garante um papel progressista da festa.

Resistência

Figuras de autoridade, como pais, líderes religiosos e educadores, exercem papel primordial na consolidação dos avanços, dizem os livros de pedagogia. “Na minha casa, ainda existe a máxima de que homem não lava louça e isso é uma forma de acentuar o machismo”, critica Gustavo Rodrigues, 16, do segundo ano. No sábado, ele forma com um amigo de classe um casal da quadrilha. “Houve questionamentos, mas é importante propagar os conhecimentos. Tem resistência, é difícil, mas é preciso. Se não por mim, pelo outro”, explica. O professor Vinícius completa: “Isso é o essencial. As pessoas querem falar sem ter a predisposição de ouvir. A mudança vem com o diálogo”.

O formato da festa, inicialmente, causou embaraços na escola. A relutância cedeu lugar à diversidade. “Reunimos os professores e debatemos. Analisamos também a repercussão entre os alunos. A festa é uma convergência dos assuntos trabalhados em sala de aula”, ressalta o vice-diretor do CEM 1 do Paranoá, Nanderson Syrlon Pereira.

A professora de sociologia Luciana Ribeiro defende que cada um deve ser um agente disseminador dos conceitos de aceitação e respeito. A comemoração junina, segundo a docente, vai desconstruir conceitos arraigados de preconceito. “Um dia após o estupro coletivo, no Rio de Janeiro, perguntei a opinião dos alunos. Alguns deles culparam a vítima. Depois, esclarecemos pontos importantes da liberdade sexual de cada um. Ainda hoje é preciso reforçar que ‘não’ é ‘não’ numa relação”, detalha.

Flávia Ferreira de Jesus, 40 anos, já presenciou cenas de preconceito. Ela é mãe de Gabriel Ferreira, 16, também estudante do segundo ano, e acredita que o esclarecimento intelectual leva à conciliação social. “Certa vez, um casal lésbico entrou num banheiro e uma outra mulher gritou: ‘Essas duas nojentas’, e cuspiu. Essa agressividade é fruto da ignorância. Temos que preparar uma geração mais consciente”, reforça. Outra mãe, que pediu para não ser identificada, discorda. “São questões íntimas de cada família. Não podemos abandonar os conceitos que alicerçam nossas casas”, disse a mulher, na porta do colégio.

Inclusão

LGBT ou LGBTTT é a sigla do movimento de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros, que consistem em diferentes tipos de condições sexuais. A nomenclatura marca a luta pelos direitos desses grupos sociais, contra a discriminação, o preconceito e a homofobia. Até 2008, a sigla era GLS para gays, lésbicas e simpatizantes. Em junho daquele ano, a Conferência Nacional, realizada em Brasília, alterou a terminologia.

O bom filho a casa torna. O administrador do Plano Piloto, Marcos Pacco (PSB), visita na manhã do último sábado (18), a feira do Galpão e o Shopping Popular da cidade. O objetivo foi ouvir as reivindicações e aproximar o governo para tratar de assuntos de interesse dos feirantes. Na chegada Pacco, foi surpreendido com um delicioso café da manhã promovido pelos feirantes.  

Durante a visita à feira do Galpão, Pacco recebeu do presidente Associação dos Feirantes, Antônio Cícero, conhecido com Toninho, reivindicações dos feirantes para reforma de feira.

O administrador também esteve no Shopping Popular, acompanhado da diretora administrativa do Shopping Popular, Maria de Lurdes, que mostrou alguns problemas da feira, juntamente com a presidente do PSB, Valeria Leite e a coordenadora da Sala do Empreendedor da administração regional do Gama, Ana Paula.

“Vou falar com o subsecretário de ordenamento das cidades, Marlon Costa, e propor uma reunião com todos os persistentes das associações das feiras, para juntos acharmos uma solução”, disse Pacco.

Marcos Pacco (PSB), vem sendo uma espécie de coringa no Governo Rollemberg. No inicio do governo Pacco, assumiu a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano e Social – SEDHS, e agora vem desempenhando um ótimo trabalho na administração do Plano Piloto.

 

Raimunda Cavalcante, 68 anos, moradora há 48 anos, e está na feira do Galpão desde sua criação.   

 

A diretora administrativa do Shopping Popular, Maria de Lurdes, moradora há 32 anos, está na feira desde quando a feira era na frente do Bradesco. 

Galeria de fotos. Clique aqui!


Leia mais: Rodoviária do Gama em péssimas condições pode ser interditada para Obras

Na manhã desta quinta-feira, fomos recebidos pela Administração Regional da Estrutural com muito carinho e apreço. A comunidade foi chegando timidamente; os livros dentro de baús chamavam atenção e logo a timidez foi indo embora com as brincadeiras do palhaço e, a cada apresentação, mais crianças e jovens foram tomando assento nos bancos da praça e no picadeiro da Banca de Poetas.

Transformação social

Lugar de criança é na Banca de Poetas, essa máxima do teatro literário da Banca de Poetas foi levada ao pé da letra por professores de quatro turmas do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (COSE) da Estrutural. As crianças soltavam suas fantasias no papel que eram pendurados no varal literário.



A primeira impressão é a que fica: “Senhora Ana Paula, moradora há pouco tempo na cidade, chegou acompanhada de uma criança Jessica, e no meio de tantos livros escolheu o Menino Maluquinho. Sentada no banquinho da praça começou a ler o livro e se emocionou com o fim, recordando da sua infância.


“Nós precisamos muito fazer isso! Eu compro livros para meu neto Miguel, minha irmã e o irmão também compram e é ele quem escolhe os livros”. Disse Eurípedes, moradora há 17 anos na Estrutural.

 

Alana Leite, estudante de Letras, na UnB, buscava livros para ajudar nos estudos e, segundo ela, achou muito interessante a “feira” cultural propiciada pela Banca de Poetas.

“É muito interessante eventos como esse, pois trazem uma perspectiva diferente à esta cidade que, a meu ver, é pobre de leitura”, comenta Alana.


Aristóteles Ferreira, poeta local, declama poesias para os moradores e crianças do Cose. Ele também esta escrevendo um livro, um conto punk-gótico. 


Programação

Além do contato com o acervo, manuseio de livro, oficina de efabulações com os atores Tamires Silva e Thiago Bellargo, e o apoio sistemático de Gilmar Batista, a comunidade também contou com a participação de Chico Nogueira, da Cia Mambembricante cantando canções de domínio público e músicas de sua autoria. O arpejo da viola caipira despertou a atenção de transeuntes que logo paravam para o momento de descontração e percebiam o teor da atividade literária. A trupe Pilombetagem arrancou risos das crianças com o palhaço Peteleco num momento de grande descontração de cultura popular. A grande surpresa ficou por conta do surpreendente número de troca de livros literários no picadeiro da Banca de Poetas que realmente realizou o Festival Cultural patrocinado pelo FAC.

A próxima cidade a receber o Festival Banca de Poetas/FAC é Ceilândia, no dia 5 de julho, na QNM 13, Módulo B, Centro Cultural de Ceilândia (ao lado da Biblioteca Pública), das 8h às 20h. Compareça! Traga livros literários para trocar! Este é o melhor dos escambos.

Da Redação do portal Gama Cidadão - 30/06/2016 - 22:04

Galeria de fotos da Estrutural. Clique aqui! 

 

Laura Quariguazy, da Redação do Jornal de Brasília - 29/06/2016

A palavra é um instrumento de conquista. A leitura é um instrumento de transformação. O Festival Banca de Poetas materializa essas afirmações durante todo o mês de julho, em diversos pontos do DF, que recebem a biblioteca pública itinerante do evento. União de literatura, poesia, teatro literário e criação artística, a estreia acontece amanhã, na Praça Central da Estrutural, de 8h às 20h, com acesso livre.

Na programação, os grupos Mambembrincantes e Pilombetagem, que fazem apresentações de teatro literário. Recitais de poesia e dramatizações também dão o tom do universo mágico da leitura. As atividades seguem, depois, pelo Gama, Plano Piloto, Varjão, Itapoã e Ceilândia.

Idealizador do projeto, o poeta José Garcia Caianno convida o público para uma troca de experiências: “O visitante pode levar seu livro para compor o nosso acervo, e também levar um dos nossos livros para casa. Queremos receber coisas boas, estamos abertos a incrementações”. Com os livros recebidos, o artista pretende criar novos centros de leitura em outros pontos de Brasília.

Com cenários de materiais recicláveis inspirados no trabalho do artesão brasiliense Mestre Virgílio, a instalação itinerante vai receber diversas performances. “O festival quer dar uma ação concreta de vivência com o artefato que é o livro. O ambiente respira leitura”, explica Caianno.

“A banca é para quem é poeta, a banca é para todo o amor pela poesia. A gente fala sobre violência, critica a atuação do Estado. Mas quem é que luta contra isso? A informação, a leitura. Ler agrega capacidade de mudança nas pessoas. O leitor é ator da sua própria mudança”, completa o idealizador do projeto.

Além da passagem por locais públicos, o festival também vai deixar sua marca em escolas públicas e centros de reintegração de adolescentes, onde pequenas bibliotecas vão ser montadas com o acervo.

Varal de poesia

O Festival Banca de Poetas foi inspirado pelo Varal de Poesia. No ano de 2001, o artista José Caianno organizou a montagem de um varal de cordas, em que poesias eram penduradas, em pleno Setor Comercial Sul. “Tinha de tudo”, lembra, “de Shakespeare a João Cabral de Melo Neto, tudo na base da literatura de cordel”.

“Era poético ver quem passava por lá: estudantes, executivos, mendigos, um ao lado do outro, imersos no mundo da leitura, fixos nos textos da corda”. O projeto rendeu frutos e acabou gerando a Banca de Poetas, como um produto do “varal de literatura integradora”.

Programação

Banca de Poetas – De amanhã a 29 de julho, em diferentes cidades, sempre de 8h às 20h. Acesso e classificação livre.

Nesta quinta – Estrutural: Área Especial 8, Praça Central (em frente à Administração Regional)

5 de julho – Ceilândia: QNM 13 módulo B Centro Cultural de Ceilândia (ao lado da Biblioteca Pública)

12 de julho – Itapoã: Centro de Ensino Fundamental Dra Zilda Arns – Quadra 378 conjunto N Área Especial 2 Del Lago Itapoã

15 de julho – Varjão: Quadra 7 Área Especial (em frente à Escola Classe Varjão)

19 de julho – Brasília: Feira do Livro Centro de Convenções Ulysses Guimarães (Eixo Monumental)

29 de julho – Gama: Área Especial quadra 5 conjunto A Setor Sul do Gama (ao lado do 9º Batalhão de Polícia Militar)

Leia mais: Contagem regressiva para a estreia do Festival Banca de Poetas/FAC nesta quinta-feira na cidade Estrutural.

Controladoria-Geral do DF vai auditar documentos sob suspeita. Operação Apate apura concorrências de administrações regionais entre 2012 e 2014

Da Redação do portal Metrópoles - 23/06/2016 1:02 / Agência Brasília 

Por determinação do governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, todos os contratos de empresas com administrações regionais sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal serão auditados. A Controladoria-Geral do DF será responsável pelo trabalho e também fará auditoria nos contratos em vigência das empresas envolvidas no âmbito do Executivo local.

 

A Polícia Civil apura irregularidades em concorrências e o pagamento de propina durante a gestão passada em contratos com administrações regionais, entre 2012 e 2014. As investigações da operação Apate apontam que o esquema funcionou com combinação de preços entre empresas participantes de uma mesma licitação. Além disso, foram identificadas dez construtoras com registros diferentes, mas controladas pelas mesmas pessoas ou por parentes dos envolvidos.

Irregularidades

O controlador-geral substituto do DF, Marcos Tadeu de Andrade, explica que a atuação se dará em três frentes. O órgão abrirá processos administrativos fiscais para a apuração de responsabilidade dos fornecedores. Se irregularidades forem constatadas, as empresas serão punidas com base na Lei nº 8.666, de 1993, a Lei de Licitações. “No caso de maior punição, a empresa pode ser declarada inidônea. Ou seja, fica impedida de participar de novas licitações”, exemplifica.

A segunda frente será para apurar o envolvimento de funcionários públicos. Serão abertos processos administrativos disciplinares e, nesse caso, a demissão representa a sanção máxima. A terceira frente será uma tomada de contas especial para checar o prejuízo ao erário, com o objetivo de recuperar os valores desviados. Quando concluído, o processo vai ser encaminhado ao Tribunal de Contas do DF.

O governo de Brasília vai colaborar com a investigação no que for necessário e, se encontrada alguma irregularidade, serão tomadas as providências cabíveis. Aos órgãos administrativos, é importante reforçar a orientação do início deste governo de ter absoluto rigor nos contratos, respeitando os princípios da ordem pública”, reforça o chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio.

Além dos contratos e de todos os documentos sob investigação da Polícia Civil do DF, a Controladoria-Geral do DF também vai auditar outros contratos das empresas envolvidas que estejam em vigência. Um já foi identificado na administração de Águas Claras, segundo Andrade, mas não houve repasse de verba na gestão atual à empresa investigada.

Histórico
As informações sobre a operação que apura a suspeita de fraude foram apresentadas pelo delegado de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública, Alexandre Nicolau Linhares, na terça-feira (21). No mesmo dia, o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, determinou a auditoria. Os contratos em análise somam R$ 250 milhões. Na ação policial, documentos e computadores foram apreendidos nas administrações. Segundo o delegado, nenhum administrador do atual governo do DF está envolvido.

As regiões administrativas sob investigação na operação Apate são Águas Claras, Brazlândia, Candangolândia, Ceilândia, Cruzeiro, Gama, Itapoã, Núcleo Bandeirante, Recanto das Emas, Riachos Fundos I e II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Estrutural, Sobradinho, Taguatinga, Varjão e Vicente Pires.

Comunidade entrou na corrente de solidariedade e tem deixado ração e água para os bichos

Da Redação do Correio Braziliense - 24/06/2016 - 10:59:47


Dentro das casinhas de papelão foram colocados cobertores, ração e água: apelo para que a população não só respeite, mas ajude a proteger os cachorros que passam frio na rua

A chegada do inverno tem levado muita gente a tirar o cobertor do armário. Mesmo aqueles com proteção natural de pelos sofrem com a baixa temperatura. No Sol Nascente, em Ceilândia, os animais de rua receberam uma ajudinha especial para espantar o frio e a fome no dia a dia. Ao lado de paradas de ônibus, e amparadas por pedras, a estudante Talita Rocha, 24 anos, espalhou, pela região, casinhas feitas de papelão para proteger os animais do vento e do frio. Dentro dos abrigos, os cachorros também encontram mantas, ração e água.

A estudante conta que observava a rotina dos cães da rua onde mora, nestes dias frios, enquanto aguardava o ônibus para trabalhar, e se preocupava com a situação. “Eu via o quanto a minha cachorrinha sentia frio dentro de casa e ficava pensando em como esses animais não ficavam durante a madrugada. Ainda cedo, eles estavam todos deitados na parada de ônibus. Acredito porque lá o vento deve ser menos intenso”, explica. Após assistir a uma reportagem de Santa Catarina em que voluntários se organizaram para montar casinhas de fibra para os animais, Talita teve a ideia de procurar um material mais barato e dar continuidade ao projeto em Brasília.

A jovem procurou na internet formas de como construir o abrigo e iniciou uma campanha em redes sociais para arrecadar o material, além de vasilhas velhas e ração. Talita também contou com a ajuda de amigos e familiares para recolher o material. “No sábado, eu recebi tudo e comecei a montar as casinhas. Quando deu 1h, eu e meu marido saímos colocando as casinhas nas paradas de ônibus”, explica. Ao todo, ela fez, sozinha, oito abrigos e os colocou em três pontos do Sol Nascente.


Os abrigos foram colocados em paradas de ônibus e próximos a árvores nas ruas do Sol Nascente: ideia é expandir a ação

Para a comerciante Patrícia Alves, 37 anos, a iniciativa vem em boa hora. “Aqui tem muito animal de rua, e eles ficavam sempre aí na rua, passando frio e rasgando lixo. Agora, já vi que dois cachorros pretinhos sempre dormem no abrigo, como se fosse a própria casinha deles” completou. Já o cabeleireiro Celso Pereira da Silva, 39, acha que o local escolhido para deixar as casinhas não foi o melhor.  “Sempre tem muita gente nos pontos de ônibus. Os cães têm medo, não chegam muito perto e acabam sem ficar à vontade no local feito para eles”, justifica.

Talita explica que a escolha do local se deu de acordo com a capacidade que ela teria de realizar a manutenção dos abrigos. “Eu pensei em colocar perto da minha casa porque, assim, consigo ficar acompanhando. Todo dia, antes de sair, passo em todos os pontos e troco água e ração. Quando volto para casa, sigo a mesma rotina”, explica. Ela sonha que a ideia se espalhe e animais de outras regiões do DF também possam se aquecer neste inverno.

Além da oferta aos animais, Talita deixou avisos para quem passa pelo local: “Atenção! Não roube as vasilhas! Não destrua esse abrigo! Nos dias frios, é isso que eles têm para se proteger. Ajude-nos colocando ração e água todos os dias!”, pede. Mas, depois de três dias de projeto, a protetora soube que uma das casinhas foi furtada. “É uma pena que nem todo mundo entenda o objetivo dessa ação.” Hoje, Talita conta com a ajuda de alguns moradores que apoiaram a causa. “Tem uma moça na esquina de casa que já me disse que colocou ração. Hoje, encontrei uma ração diferente; então, sei que tem gente me ajudando”, comemora.

Segundo a protetora, a ideia já se espalhou para outras regiões, como Setor O, em Ceilândia, e Samambaia. “Tive muitos compartilhamentos na minha página e vários pedidos para ensinar a fazer a casinha. Estou muito feliz com a repercussão e espero que menos animais passem por este frio.”

Protetora

Talita já resgata animais há cerca de um ano. Orgulhosa, mostra os saquinhos de ração que carrega na bolsa para alimentar os que encontra na rua, enquanto segura também a ração especial que leva para dar ao seu mais novo resgate: uma cadelinha que tem hipoplasia de medula. “Eu sempre gostei de animais. Daí uma vez, fiz um resgate para ajudar uma amiga. Fui gostando, pegando amor. Agora, ajudo sempre que posso”, conta a protetora, que, apesar de participar de grupos de resgate, diz fazer um trabalho independente.

Desabrigados

Segundo projeção da organização não governamental Proanima, há cerca de 30 mil cães e 10 mil gatos espalhados pelas ruas do Distrito Federal.

"Precisamos de toda a ajuda possível para devolvê-lo ao seu lar”

POR ANA MARIA CAMPOS - CORREIO BRAZILIENSE - 24/06/2016 - 06:36:04
 
 
Desde 29 de maio, o pioneiro Nilton Queiroz está desaparecido. Ele saiu de casa, em Ceilândia, e, com falhas de memória, não conseguiu voltar. A família pede ajuda para encontrá-lo. Seu Nilton chegou a Brasília em 1957. Veio atraído pelo sonho de construção da nova capital. Com muito esforço, criou 10 filhos, entre os quais o promotor de Justiça Wilton Queiroz, cedido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para a equipe do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na Lava-Jato. “Precisamos de toda a ajuda possível para devolvê-lo ao seu lar”, diz a família.

Quando chegaram ao local, as equipes do Corpo de Bombeiros se depararam com muita fumaça saindo pelas janelas do imóvel. Ninguém ficou ferido

Da Redação do Metrópoles - 23/06/2016 

O fogo consumiu um altar erguido dentro de uma casa no Gama nesta quinta-feira (23/6). Segundo o Corpo de Bombeiros, cinco viaturas e 18 militares foram acionados para atender a ocorrência. Quando chegaram ao local, as equipes se depararam com muita fumaça saindo pelas janelas do imóvel.

De acordo com a corporação, as chamas atingiram o altar, montado em um dos cômodos. O fogo se propagou pelo forro de PVC, mas foi logo debelado. A operação durou cerca de 40 minutos. Não houve feridos e a perícia foi acionada.

Ferramenta desenvolvida pelo Executivo local e lançada nesta terça-feira (21) cruzará informações entre voluntários e instituições que precisam de ajuda

JADE ABREU E SAMIRA PÁDUA, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

Pessoas interessadas em desenvolver algum trabalho voluntário terão o contato facilitado com instituições que precisam de ajuda. O governo de Brasília criou oPortal do Voluntariado, plataforma que cruzará informações de quem tem vontade de colaborar em atividades sociais com as de organizações (governamentais ou não) que desenvolvem esse tipo de trabalho.

O lançamento do site ocorreu na manhã desta terça-feira (21), no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha. Ao lado da esposa, colaboradora do governo e idealizadora doPortal do Voluntariado, Márcia Rollemberg, o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, participou da cerimônia.

“Fazer o bem é reunir as capacidades, as potencialidades das pessoas; temos uma sociedade muito solidária, muito generosa, que, muitas vezes, quer ajudar e não sabe como”, destacou o chefe do Executivo. “O objetivo desse portal é receber essas solicitações e orientar a pessoa para onde ela pode ajudar numa determinada política pública”, disse Rollemberg.

A nova ferramenta funciona como uma rede social para conectar perfis de interesse com oportunidades de serviços voluntários. “É conectar capacidades e oportunidades, fazendo dessa rede um espaço de encontro e de estímulo à participação, ao controle social e à promoção da cidadania”, explicou Márcia Rollemberg, que fez a apresentação do portal nesta terça.

Durante o evento, além de informações sobre projetos de voluntariado, diversos computadores estavam à disposição dos interessados em já se cadastrar no portal. Foi o que fez o autônomo Genival dos Santos, de 24 anos. “Eu gosto de fazer trabalho voluntário. Vou aproveitar agora o período de férias e fazer alguma coisa para a comunidade”, disse ele, que mora em Ceilândia, cursa letras e direito e já participou de ações desse tipo na Copa do Mundo de 2014.

Representando a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brasília, Larissa Bezerra destacou o sentimento do voluntariado. “Estamos aqui completamente para somar. Não é só doar dinheiro, é doar uma ação, uma semente para um plantio melhor.”

Uma das iniciativas apresentadas foi o voluntariado para a Olimpíada, em áreas como mobilidade e sustentabilidade. O tema foi destacado pela secretária do Esporte, Turismo e Lazer, Leila Barros. Também participaram do evento no Mané Garrincha representantes de diversas áreas do governo de Brasília e de projetos sociais, parlamentares e a atriz e apresentadora Maria Paula, incentivadora do Portal do Voluntariado.

Programa Brasília Cidadã

O Portal do Voluntariado faz parte das atividades que vão compor o Brasília Cidadã, a ser lançado no segundo semestre de 2016. O objetivo é identificar e reunir atividades promovidas por vários órgãos em um só programa, além de estimular, divulgar, valorizar e reconhecer as diferentes instâncias de participação e o controle social da população.

Entre as ações de participação popular que têm sido desenvolvidas pelo governo de Brasília estão a Roda de Conversa, o Voz Ativaaudiências e consultas públicas e redes de ouvidoria.

Mais informações sobre o Portal do Voluntariado
(61) 3312-9943 (atendimento das 9 às 12 horas e das 14 às 18 horas, de segunda a sexta-feira)

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Na noite da última segunda-feira (6), o deputado Wasny de Roure promoveu uma Audiência Pública para discutir a situação crítica da saúde e do Hospital Regional do Gama - HRG, no Centro de Ensino Especial do Gama. O deputado Wasny, como integrante da Comissão de Educação, Saúde e Cultura (CESC), recebeu uma série de reclamações que o levaram a ampliar o debate junto à comunidade, que envolve também a necessidade de construção de novo hospital na cidade. "Temos que iniciar esse tema como um tema coletivo, envolvendo a população que conhece tão bem a triste realidade. Agradeço a presença dos que vieram e lamento a ausência dos que criticam e não vêm aqui discutir e participar", destacou Wasny. Também participaram da reunião o deputado Reginaldo Veras, presidente da CESC e o deputado Chico Leite, além da administradora do Gama, Maria Antônia, representantes do GDF, do Diretor do Hospital do Gama, do presidente do Conselho de Saúde do DF, da presidente do Sindsaúde, representante do Conselho de Saúde do Gama e membro do Fórum Comunitário e de Entidades do Gama, entre outros. O evento aconteceu no Centro de Ensino Especial, no Setor Central e mobilizou a comunidade que sofre com tantos problemas na área da saúde.

Os presentes só queriam saber o porquê do velho e bom HRG ser tão maltratado. Sem concursos para renovar a equipe e com muitas pessoas se aposentando, sem manutenção e sem remédios, o HRG está abandonado à própria sorte. Foi o que ficou constatado durante a audiência pública.

Quando o assunto era a construção de outro Hospital, o plenário era uníssono: “porque não reformar o nosso hospital, em vez de querer construir outro em longo prazo? O que está faltando é gestão”, disse um orador exaltado.  

“E o Hospital de Santa Maria, que já está pronto e equipado, tem todas as condições para entrar em funcionamento, porque está fechado?”.  O superintendente da secretaria de saúde, que estava representando o secretário, ficou sem resposta.

“O governo já tem pelo menos um projeto e terreno destinados à obra do possível hospital”, disse Sr. João Ferreira. A resposta do coordenador da mesa, o deputado Reginaldo Veras, não poderia ser mais desanimadora. “Para os próximos seis anos não se animem hospital algum será construído”.

Caso de polícia

Uma senhora que segurava o neto nos braços foi quem mais chamou a atenção durante a reunião, ela e seu filho disseram que estavam vindo da delegacia por causa de um ocorrido no hospital. “Fomos buscar atendimento para a criança e acabamos na delegacia”. O relato da família preocupou Chico Leite, e outro deputado presente na audiência. O parlamentar  solicitou a assessores que anotassem os dados da usuária do sistema de saúde para que seu gabinete investigasse a situação.

“E as empresas que atuam no mercado dos planos de saúde particulares não investem em formação de mão de obra, e pegam nossos médicos recém-formados nas instituições públicas, mantidas pela população e sem custo algum levam para suas instituições, para obter lucros às custas do contribuinte que não tem acesso sequer a uma boa consulta”, disse o membro do Conselho de Saúde de Santa Maria.

A novidade no encontro foi o abaixo assinado promovido pelo Fórum Comunitário do Gama, que sugeriu ao governo um procedimento de conduta.  O documento assinado por todos os presentes, inclusive as autoridades, propõe que não se inicie qualquer obra de grande porte  antes que se resolva o problema na saúde do Distrito Federal.

O abaixo assinado continua circulando pela cidade, tomando assinaturas, inclusive pelas redes sociais.

 

Galeria de fotos. Clique aqui! 

Leia mais: Seminário Educação Ambiental em Prática no IFB Gama

Sistema, que já conta com 400 unidades distribuídas em 40 pontos do Plano Piloto, será prorrogado por mais um ano. Propostas devem ser apresentadas até 9 de julho

FERNANDO MARTINS, DA AGÊNCIA BRASÍLIA


Ciclista usa bicicleta compartilhada no Eixo Monumental. Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília
 

Em 5 de agosto, os brasilienses saberão que empresa dará continuidade ao serviço de bicicletas compartilhadas. O contrato, que se encerraria em 5 de maio, foi prorrogado até a data de divulgação do vencedor do chamamento público, lançado em 8 de junho e publicado no Diário Oficial do Distrito Federal. O ganhador deverá manter os mesmos moldes do que já existe: com 400 bicicletas distribuídas em 40 estações, no Plano Piloto.

Quem quiser participar da concorrência tem até 9 de julho para apresentar os documentos exigidos (habilitação, projeto executivo e proposta técnica, em envelopes separados e lacrados). O edital pode ser retirado na Secretaria de Mobilidade (15º andar do anexo do Palácio do Buriti) ou solicitado pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A instalação do sistema continuará sem custos para o governo de Brasília.

Dados da Secretaria de Mobilidade indicam que em maio foram feitas 25 mil viagens. Segundo a pasta, de maio de 2014 — quando o serviço começou a funcionar — a junho deste ano, fizeram-se 365.708. Em 2015, foram 20 em média, por dia e por estação, volume maior que em Belo Horizonte, Porto Alegre e Salvador, só perdendo para o Rio de Janeiro. Os deslocamentos diários por bicicleta estão concentrados nos dias úteis (70%) e são na maioria de casa para o trabalho ou para a escola.

Em caso de empate, a comissão técnica da secretaria considerará critérios como: bicicleta com menor peso; maior número de marchas, preservando o mecanismo interno; sistema de freios preferencialmente disco, v-brake, ferradura e contrapedal; e o mais rápido cronograma de instalação.

Se todas as amostras forem aprovadas, será escolhida a proponente que comprovar maior tempo de experiência no Brasil na oferta desse tipo de serviço.

O edital estabelece ainda que as candidatas comprovem estar capacitadas para executar a instalação e a operação por meio de estações de autoatendimento computadorizadas e em tempo real.