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Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher, diz o adágio. Eu diria ao lado. Só pelo simples fato de ter criado as rodas de prosa, o candidato Rodrigo Rollemberg já seria considerado um vencedor. Nenhum outro candidato teve a idéia de criar um formato tão inovador os demais permaneceram na mesmice dos ataques verbais das promessas enganosas e repetitivas, pregando em um deserto de insatisfeitos e desiludidos. Enquanto isso, o Senador criou um modelo moderno que possibilita ao eleitor estar de frente para o candidato perguntando-lhe aquilo que julgar melhor para sua comunidade.

Foi, em Santa Maria, em uma das rodas de prosa que tive a oportunidade de assistir a colocação de um eleitor que sugeria a construção de uma rodoviária interestadual naquela região administrava. Com receio de estar sugerindo algo mirabolante, fez sua ressalva: “Sei que posso estar falando besteira, mesmo assim gostaria de propor.”, disse o eleitor. Para a surpresa do proponente e de todos, o candidato emerge de sua delicadeza e responde com apreço a proposta do receoso eleitor: “Não acho mirabolante sua proposta, porque Santa Maria é a porta de entrada da capital e uma estação rodoviária interestadual aqui evitaria o deslocamento de muita gente indo e voltando ao centro da capital. No entanto, não posso prometer que será feito antes de submeter a ideia ao setor técnico governamental.” Parlou para um coletivo de cerca 600 pessoas para ser ovacionado efusivamente.

Foi ali mesmo em Santa Maria que o ouvi responder a questionamentos do LGVT, sobre questões homofóbicas e se comprometer com a criação de um Governo de paz e tolerância entre credos e opções sexuais. Foi ali mesmo em Santa Maria que vi e ouvi Rodrigo surpreender a todos com respostas convincentes, capaz de levar o eleitor indeciso a ter uma nova opção ao procurar em quem votar.

Rodrigo Rollemberg fala de intercâmbio entre setores governamentais capazes de transformar despesas em investimentos sustentáveis. Podemos citar o caso de intercâmbios entre as secretarias de segurança pública, saúde e educação em diálogo com a secretaria de cultura, utilizando a arte como meio de comunicação. O cenário para isto seria os parques ambientais das regiões administrativas tão propalados no Governo passado, mas com pouquíssimas ações. Rodrigo fala como ambientalista, artista e educador.

imgNão por acaso, a roda de prosa do dia seguinte foi na praça do velho e bom Cine Itapoã. Aí o Senador se comprometeu com um grupo de artistas da cultura local a dar importância a este patrimônio da memória do lugar. Os artistas elencam várias propostas e lhe entregam em tom de apoio e crítica ao mesmo tempo. Uma agenda mínima para a cultura e o compromisso de que em seu Governo os cargos da nossa área não farão parte de balcões de negócios como foi na gestão que se finda nos próximos dias.

Mas, foi ao falar de si mesmo que Rollemberg trouxe a maior revelação: ao debater e expor suas ideias, demonstrou um conhecimento da geografia da região capaz de impressionar os mais antigos moradores. E, para surpresa de muitos, em seguida revelar que sua mulher, Márcia Helena, teve seu primeiro filho Italo no famoso HRG, ou seja, no Hospital do Gama. E mais: aqui mesmo foi onde ela teve, também, seu primeiro emprego. Márcia trabalhou na antiga (e nem um pouco saudosa) FUNABEM, a antiga fundação do bem-estar do menor. Hoje o local abriga o presídio feminino que está localizado na cabeceira do córrego Crispim, ribeirão previsto para o abastecimento da cidade, mas tem suas nascentes comprometidas com uma fábrica de bebidas. Por essa razão, posso presumir o porquê de Rollemberg e Tereza estarem sempre envolvidos com questões relacionadas à arte, à educação e ao meio ambiente.

O discurso de Rollemberg transcorre fluidamente entre todas as disciplinas da administração pública. Ele, quando fala, transmite a segurança do educador. Ao eleger Rollemberg Governador, Brasília vai ganhar uma primeira-dama de primeira e não um enfeite de mau gosto para ocupar lugar.

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Da redação do Gama Cidadão por José Garcia Caianno (Dedé)

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