A modelo, que já faz história no ativismo ambiental, não ficou calada diante da decisão

Por Saullo Brenner-Metrópoles/Twitter - 26/08/2017 - 07:50:17


A modelo Gisele Bündchen, conhecida também por seu ativismo ambiental, se manifestou no Twitter contra o decreto do presidente Temer (PMDB), que extingue reserva na Amazônia para melhorar a exploração mineral.

Insatisfeita, Bündchen destacou: “Vergonha”. “Estão leiloando nossa Amazônia! Não podemos destruir nossas áreas protegidas em prol de interesses privados”, escreveu em sua conta no Twitter.

A revolta da modelo se deu porque o presidente Temer extinguiu uma área de reserva ambiental na divisa entre Pará e Amapá. A Renca (Reserva Nacional de Cobre e seus Associados), criada em 1884 durante o regime militar, possui 46.450km de extensão, tamanho equivalente ao do estado de Espírito Santo.

Dentro desta reserva estão localizadas partes de três unidades de conservação (UC) de proteção integral, de quatro unidades de conservação de uso sustentável (uma delas na qual, a partir de um plano de manejo, a mineração era permitida) e de duas terras indígenas.

Em junho deste ano, Gisele Bündchen marcou Temer no Twitter a fim de pedir que o presidente vetasse a diminuição da área de preservação da Amazônia. O tweet remetia ao site da ONG WWF Brasil, que fez campanha para o veto integral com o intuito de reduzir a proteção de 597 mil hectares de áreas na Amazônia. O mandatário de Temer não deixou Bündchen sem respostas:


Em meados de 1980, uma região da floresta amazônica entre o Pará e Amapá comparada à Serra dos Carajás por seu potencial mineral despertava o interesse de investidores brasileiros e estrangeiros

Por Flávia Milhorance Para a BBC Brasil em Londres - 25/08/2017 - 19:44:24

Em meados de 1980, uma região da floresta amazônica entre o Pará e Amapá comparada à Serra dos Carajás por seu potencial mineral despertava o interesse de investidores brasileiros e estrangeiros.

Para salvaguardar sua exploração, o então governo militar decretou em 1984 que grupos privados estavam proibidos de explorar a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca), uma área de quase 47 mil km quadrados - maior que o território da Dinamarca. A ideia era que a administração federal pesquisasse e explorasse suas jazidas.

Nos anos seguintes, no entanto, o projeto avançou pouco, e a riqueza natural da área levou à criação de nove zonas de proteção dentro da Renca, entre elas reservas indígenas. A possibilidade de mineração foi, então, banida.

Mais de três décadas depois do decreto, nesta quarta-feira, o governo federal reabriu a área para a exploração mineral, numa iniciativa que gera expectativa de empresas e preocupação de pesquisadores e ambientalistas.

Assinado pelo presidente Michel Temer, o decreto nº 9.142 extingue a Renca e libera a região para a exploração privada de minérios como ouro, manganês, cobre, ferro e outros.

Em meio à crise econômica, o Ministério de Minas e Energia argumenta que a medida vai revitalizar a mineração brasileira, que representa 4% do PIB e produziu o equivalente a US$ 25 bilhões (R$ 78 bilhões) em 2016, mas que vinha sofrendo com a redução das taxas de crescimento global e com as mudanças na matriz de consumo, voltadas hoje para a China.

Críticas

O ministério garante que o decreto cumprirá legislações específicas sobre a preservação da área. Ou seja, áreas de proteção integral (onde não é permitida a habitação humana) e terras indígenas serão mantidas.

No entanto, a iniciativa foi bombardeada por especialistas brasileiros e estrangeiros, que acreditam que os prejuízos da mineração serão sentidos amplamente.

"Não poderia ter uma notícia pior", resumiu à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, Antonio Donato Nobre, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe, que monitora o desmatamento da Amazônia) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Segundo o pesquisador, haverá impacto nas correntes marítimas que transportam umidade à região amazônica e que uma seca pode ser sentida até nos vizinhos do continente.

"Isso vai afetar toda a bacia amazônica e o continente sul-americano. É o mesmo que pegar uma pessoa pelo pescoço", afirma Nobre.

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A Amazônia brasileira chegou a ter recorde de 80% na queda do desmatamento entre 2004 e 2012, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente. Mas voltou a crescer nos últimos cinco anos - embora uma tendência comece a indicar novamente uma redução. Além disso, 2015 e 2016 foram anos recordes de queimadas na região, segundo dados do Inpe.

Áreas de proteção são essenciais para conter o desmatamento, ressalta Erika Berenguer, pesquisadora-sênior do Instituto de Mudança Ambiental da Universidade de Oxford.

"O maior impacto não será na área de mineração, mas indireto. Haverá um influxo de pessoas que levará a mais desmatamento, mais retirada de madeira e mais incêndios", explica. "É uma visão muito simplista do governo de dizer que só uma área será afetada."

"Fora que a mineração é altamente poluidora e tem poucos benefícios para a população local, vide a situação socioeconômica de Carajás", acrescenta Berenguer.

Jazidas de Carajás

A Serra dos Carajás, no sudoeste do Pará, é vizinha da Renca e abriga parte das maiores jazidas de minério de ferro, ouro e manganês do mundo. Com a corrida de minérios a partir dos anos 1960, grandes centros urbanos se instalaram no entorno, pressionando o bioma dali.

O potencial geológico da Renca é semelhante ao de Carajás, segundo a organização WWF e o geólogo Onildo Marini, diretor-executivo da Agência para o Desenvolvimento Tecnológico da Indústria Mineral Brasileira (Adimb). Por isso é tão interessante para investidores.

"Essa região é altamente promissora para a exploração de diversos minérios", afirma Marini.

O geólogo concorda que a abertura da área provocará "certo impacto" com a construção de rodovias, chegada de energia elétrica e de moradores. Mas defende que ele ficará restrito.

"As empresas exploradoras precisam manter um plano de manejo adequado, e as áreas de proteção integral não serão afetadas", garante.

A fiscalização do local não impede o garimpo ilegal. Jos Barlow, da Universidade de Lancaster (Reino Unido), pesquisa a Amazônia há quase duas décadas e já esteve na estação ecológica do Jari, na borda sul da reserva.

"Eu conheço bem o Jari. Quando você está ali, escuta aviões de garimpeiros a cada 30 minutos. Todos estão pousando na Renca", conta o professor de ciência da conservação.

O governo federal e Marini argumentam que a atividade mais extensiva no local vai inibir os garimpeiros ilegais. Já Erika Berenguer diz o contrário: com o corte de verbas de órgãos ambientais, a abertura da região vai dificultar ainda mais a fiscalização.

O valor de R$ 3,9 bilhões, um dos menores da história, será dividido entre Ibama e outros dez órgãos ambientais neste ano, anunciou o Ministério do Meio Ambiente.

'Mudará para sempre'

Os pesquisadores também lembraram o evento de Mariana, o pior acidente da mineração brasileira, em 2015, quando uma barragem rompeu no município de Minas Gerais, destruindo vilarejos no entorno do Rio Doce.

"O desastre aconteceu em plena Minas Gerais, totalmente urbanizada, imagine o controle que se tem em lugares ermos como a Amazônia", afirma Bereguer.

Jos Barlow também critica a iniciativa de Temer: "Isso mudará a área inteira para sempre".

Ele alertou para problemas sociais na região, semelhantes aos que ocorreram em Belo Monte e Altamira, e a previsão de mudanças climáticas.

"Qualquer perda de floresta e entrada de agricultura e estradas vai baixar a resiliência das florestas para secas severas, aumentando incêndios florestais", afirma.

Em entrevista à BBC, Ghillean Prance, da organização Trustee Eden Project, da Inglaterra, considerou a quarta-feira do decreto "um dia triste para o meio ambiente da Amazônia".

Perguntado sobre o argumento do governo de que as áreas ricas ambientalmente serão preservadas, ele afirmou: "Não acredito nisso. Há cada vez mais impacto ocorrendo nas reservas indígenas."

E lembrou que o mercúrio usado na extração de ouro pode afetar populações locais. "Vilarejos já morrem de envenenamento de mercúrio na Amazônia", disse.

Processo de dois anos

A extinção do Renca é aventada desde 2015, quando começava-se a debater o marco regulatório para a mineração. Em novembro passado, representantes do CPRM, o serviço geológico brasileiro, testaram a popularidade da área com investidores numa conferência do setor em Londres.

E em abril deste ano, o Ministério de Ministério de Minas e Energia publicou uma portaria balizando os trâmites para a extinção da reserva - o decreto confirmou a mudança.

Antes mesmo da criação da Renca, na década de 1980, houve 160 requerimentos de mineração na área, segundo levantamento da WWF. A maior parte deles foi retirada, mas os que restaram, em torno de dez, terão prioridade na análise do governo de concessões.

Esses pedidos que deverão prosseguir compreendem uma área de 15 mil quilômetros quadrados, em torno de 30% do total da Renca. Para o restante da área, devem ser abertas licitações.

Da redação do Gama Cidadão - 26/08/2017 

A partir de 1º de agosto, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) deixará de coletar o lixo não reciclável acima de 2 mil litros, produzidos, principalmente, por comércios, empresas de prestação de serviço, terminais rodoviários e aeroportos
 
Por Ana Carolina Alves*-Correio Braziliense - 24/07/2017 - 05:13:52
 


"Antes de nos adequarmos, não tínhamos preocupação com a qualidade e com o tratamento dos resíduos. Depois que mudamos os nossos hábitos e a nossa política, percebemos uma conscientização não só da administração do shopping, mas também dos lojistas e clientes" Iran Vilela, superintendente do Casa Park

Os grandes geradores de lixo do Distrito Federal estão prestes a enfrentar um desafio: a partir de 1º de agosto, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) começará a cortar a coleta dos não recicláveis acima de 2 mil litros. A contenção continuará até 1º de janeiro, quando o órgão também passará a não recolher tais rejeitos a partir de 120l, como ficou definido pela Lei nº 5.610 (leia O que diz a lei).

Enquadram-se na categoria dos grandes geradores de resíduos os estabelecimentos não residenciais que produzem, diariamente, mais de 120l de lixo não reciclável, como papel higiênico, fralda descartável, absorvente íntimo e porcelana. Podem ser comércios, empresas de prestação de serviço, terminais rodoviários e aeroportos. Portanto, não importa o tamanho da área que se ocupa, mas a quantidade de lixo resultante do ofício. Os eventos privados de médio e grande porte em áreas públicas também deverão seguir a norma.

A medida faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A legislação determina que os municípios só podem coletar resíduos domiciliares e assemelhados. A diretora presidente do SLU, Kátia Campos, explica que, apesar de o DF aderir à lei tardiamente — a primeira cidade a regulamentá-la foi Maceió, em 1994 — a Lei Distrital nº 5.610 apresenta um diferencial. “Tudo o que for seletivo o SLU continuará coletando. Só os resíduos indiferenciados não serão retirados. Não importa, por exemplo, se uma loja produz, diariamente, duas toneladas de papelão. É reciclável, então o órgão vai recolher”, esclarece.

Kátia ressalta, ainda, que o SLU não tem interesse em continuar a prestar esse serviço, pois há empresas particulares capacitadas para a coleta. “Não é nossa obrigação oferecer esse trabalho para estabelecimentos privados. Queremos priorizar a população do DF”, afirma. A lei acrescenta que o recolhimento e o transporte podem ser feitos por meios próprios ou por empresas terceirizadas autorizadas pelo órgão. Elas podem depositar o material em uma das unidades da autarquia, mediante pagamento de preço público, ou enviá-lo a espaços ambientalmente licenciados.

Segundo o SLU, o DF conta com mais de 1,6 mil grandes geradores, mas, até agora, só 360 se cadastraram para o trabalho. O superintende adjunto de Fiscalização de Resíduos da Agefis, Ednilson Cordeiro, relata que existem três tipos de infrações e punições para os estabelecimentos que não cumprirem a lei, mas que, depois de notificados, ganharão um novo prazo.

Conscientização

O Casa Park Shopping tomou todas as medidas materiais e jurídicas para se ajustar à norma. Fez o processo de adequação logo no primeiro prazo estabelecido pelo SLU, em fevereiro. A data foi adiada, mas o estabelecimento se adaptou às mudanças. O superintendente do Casa Park, Iran Vilela, explica que foi necessário fazer investimentos, mas que o centro de compras ganhou benefícios com a legislação. “Antes de nos adequarmos, não tínhamos preocupação com a qualidade e com o tratamento dos resíduos. Depois que mudamos os nossos hábitos e a nossa política, percebemos uma conscientização não só da administração do shopping, mas também dos lojistas e clientes”, ressalta.

Dessa forma, o centro de compras passou a produzir, diariamente, cerca de 2,7 mil litros de lixo. A diminuição do volume ocorreu devido a uma série de medidas realizadas pelo shopping: desde políticas internas de conscientização até a compra de um equipamento específico para tratar o lixo. Além disso, o estabelecimento evita usar garrafas de vidro, substituindo-as por outros materiais, como alumínio e plástico. Com essas medidas, o Casa Park realiza apenas três entregas de resíduos por mês, de 10 em 10 dias.

Surpreso quando soube que o restaurante dele era um grande gerador de lixo, o chef e empresário do Dona Lenha Paulo Mello Filho não se conformou com o título. A preocupação com o meio ambiente fez com que ele fosse atrás de medidas sustentáveis para mudar a situação: primeiro, realizou a qualificação, separando os resíduos de maneira organizada. Depois, colocou em prática a gravimetria, pesando os resíduos. Só assim teve uma noção do volume de lixo gerado pelo estabelecimento. “Decidimos, então, separar os recicláveis secos, orgânicos e indiferenciados. Com isso, o meu lixo indiferenciado passou a somar 70l diários, e eu me tornei um pequeno gerador”, conta.

Boicote

Ainda assim, o Dona Lenha enfrenta o mesmo problema do Casa Park: a destinação dos vidros. Para tentar banir o material, não vende mais bebidas em long neck. “Como não temos para onde levar o vidro, estamos guardando em um depósito, até acharmos uma opção sustentável. Fazemos isso porque temos responsabilidade ambiental e compromisso com a vida”, reforça Paulo. O empresário ficou tão empolgado com o sucesso do sistema que decidiu criar o projeto Ecozinha — restaurantes sustentáveis, que tem o intuito de implementar o plano dos resíduos sólidos nesse tipo de comércio. A previsão é de que o programa comece no fim de agosto. “Queremos mostrar uma alternativa diferente para os estabelecimentos”, explica.

* Estagiária sob supervisão de Guilherme Goulart

O que diz a lei

A Lei Distrital nº 5.610 define que os grandes geradores são obrigados a gerenciar os resíduos que produzem. É importante ressaltar que a norma abrange, também, eventos de médio e grande portes em áreas públicas. Essa lei é um desdobramento da Lei Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305) e da norma federal que estabelece diretrizes para o saneamento básico, a Lei nº 11.445.

 

 

De 17 de julho a 2 de agosto, o SLU estará recebendo a documentação de associações e ou cooperativas de catadores, além de associações de moradores e ONGS para credenciamento e indicação de candidatos às vagas elegíveis de membros do Conselho de Limpeza Urbana do DF (Conlurb).

 As entidades interessadas em participar deverão se credenciar mediante apresentação de documentos em envelope lacrado e devidamente identificado, no protocolo da sede do SLU, localizado no Venâncio 2000.

 Serviço: Local do credenciamento: Sede do SLU - Setor Comercial Sul, Quadra 08, Bloco B-50, 6º andar, Edifício Venâncio 2000 – CEP nº 70333-900.

Reivindicação foi apresentada na pré-conferência do Meio Ambiente na região. Próxima etapa será na Estrutural em 5 de agosto


A sociedade do Gama sonha com a valorização do Parque Ecológico, que foi inaugurado no dia 27 de maio deste ano pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg. A reivindicação foi apresentada durante a pré-conferência regional do Meio Ambiente, realizada no último sábado (8) no campus Gama do Instituto Federal de Brasília (IFB) e aberta para a participação das comunidades do Gama, Recanto das Emas e Santa Maria.

O secretário do Meio Ambiente, André Lima, na abertura da conferência, salientou a importância dos parques, como o Ecológico Itororó, em Santa Maria, e o Parque Urbano e Vivencial do Gama. “Precisamos enfrentar os problemas dos parques ecológicos nas regiões, para tanto precisamos do apoio da sociedade para influenciar nas medidas que devem ser tomadas", afirmou.

O secretário mencionou um vídeo em que uma antiga moradora de Alagados em Ponte Alta, no Gama, reclama da falta de água, que nunca vira em 33 anos de período seco. “Estamos vivendo uma crise de água que não imaginávamos. E vejo hoje os moradores da região mostrando que falta água onde nunca faltou”.

Mais 15 delegados foram eleitos na terceira pré-conferência realizada no DF. Os representantes vão participar da aprovação das diretrizes ambientais durante a Conferência Distrital do Meio Ambiente – Cuidando das Águas, de 24 a 26 de novembro. Todos avaliaram as cinco propostas do texto-base e apresentaram modificações ao texto original.

administradora do Gama, Maria Antônia Rodrigues Magalhães, disse na abertura da pré-conferência que a maior dificuldade para enfrentar os desafios do meio ambiente é a conscientização da população. “As pessoas precisam cuidar mais dos parques e das nascentes”, alertou. A Maria Antônia afirmou que não irá aceitar invasão no Parque Ecológico do Gama, já que a área do local foi definida na semana passada pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

administrador de Santa Maria, Hugo Gutemberg, apontou que uma das prioridades da cidade é preservar as áreas de relevantes interesses ambientais da região. “A implantação do nosso parque, a preservação do ribeirão Santa Maria, principalmente na região do Tororó, que apresenta belas cachoeiras”, indicou.

O professor Vinícius Marques, da Coordenação Regional de Ensino do Gama, sugeriu uma parceria com o Ibram para a realização de trabalhos pedagógicos dentro do parque. “Os alunos querem reflorestar as nascentes e plantar árvores nativas, mas precisamos de uma autorização e do acompanhamento técnico do órgão ambiental”, informou.

Estudantes

Os alunos do Centro de Ensino Fundamental 1 (CEF1) apresentaram várias propostas para o secretário do Meio Ambiente, André Lima, e para a presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Jane Vilas Bôas neste sentido. O grupo propõe a criação de política para recuperação de nascentes, ampliação da coleta de resíduos sólidos, valorização dos frutos do cerrado, desenvolvimento de programas de reaproveitamento de água nas escolas, revitalização dos parques e ampliação das ações de fiscalização.

“Foram propostas bem qualificadas que estão identificadas com as diretrizes da conferência”, afirmou o secretário do Meio Ambiente. O dirigente ressaltou que deseja sistematizar as contribuições recebidas dos jovens durante as seis pré-conferências e transformar em um documento oficial para ser entregue ao governador de Brasília. “As sugestões têm tudo a ver com o que nós estamos precisando fazer”, apontou.

O deputado distrital Chico Leite compareceu ao evento e disse ao público presente que a ideia da conferência é importante porque o grande debate sobre os interesses da sociedade é feito nas ruas. “A conferência conscientiza que se tivéssemos tido cautela no passado não viveríamos hoje uma crise hídrica”, apontou o deputado.

Próxima etapa

A Pré-conferência da Estrutural será realizada em 5 de agosto no campus do IFB. As regiões de Águas Claras, Candangolândia, Estrutural/SCIA, Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo I e II e Vicente Pires poderão participar. As inscrições estarão abertas em breve pelo site da Sema.

Estudantes do CEF 1 do Gama querem uma maior valorização do Parque Urbano e Vivencial do Gama



Galeria de fotos da Pré-conferência. Clique aqui!

Da Secretaria de Estado do Meio Ambiente - SEMA, com adaptações. 10/07/2017

Leia mais: Rollemberg inaugura Parque Urbano e Vivencial do Gama e ouve reivindicação da comunidade Alagado

Agora é a vez das comunidades do Gama, Recanto das Emas e Santa Maria apresentarem suas propostas para preservar e defender o meio ambiente em suas regiões. Será em 8 de julho, a partir das 8h, no campus do IFB. Mais 24 delegados foram eleitos em Planaltina

Clique aqui para fazer a sua inscrição

(Brasília, 27/06/2017) – As inscrições para a Pré-conferência Regional do Gama estão abertas no site da Sema a partir desta segunda-feira (26). Esta é mais uma realização da etapa regional da Conferência Distrital do Meio Ambiente 2017 - Cuidando das Águas, em novembro.

As conferências prévias serão realizadas, cada uma, para um conjunto diferente de regiões administrativas do Distrito Federal, entre junho e outubro de 2017, todas nos campi do Instituto Federal de Brasília (IFB) do Ministério da Educação. No Gama, o campus fica no Lote 1, DF 480, Setor de Múltiplas Atividades. As atividades acontecerão até às 18 horas.

A comunidade já pode se inscrever pelo site ou no próprio local da pré-conferência, em 8 de julho. Como aconteceu nas pré-conferências anteriores, seis temas serão oferecidos aos representantes da sociedade, do governo, das universidades e das empresas para apresentar propostas de políticas públicas para os cuidados com o cerrado no DF. Todos os temas têm por base o debate sobre os cuidados com a água em nosso território. 

Além de promover a agenda ambiental e estimular a participação da sociedade, a conferência distrital tem o objetivo de fortalecer as instâncias participativas e de formulação das políticas ambientais, como o Conselho de Meio Ambiente (Conam) e do Conselho de Recursos Hídricos (CRH). O texto-base prevê também elaborar o Plano Distrital de Proteção do Meio Ambiente e promover a efetivação das Comissões de Defesa do Meio Ambiente (Comdemas). 

Delegados

Mais 24 delegados foram eleitos para a Conferência do Meio Ambiente durante a realização da Pré-conferência de Planaltina, nesse sábado (24). Cada equipe que integrou os eixos sobre seis temas ambientais selecionou quatro representantes.

Os escolhidos vão participar da definição final das diretrizes ambientais durante a conferência em novembro. Todos avaliaram as cinco propostas do texto-base e apresentaram propostas de modificações, que serão divulgadas antes da conferência distrital. Os novos delegados pertencem às comunidades da Fercal, Planaltina, Sobradinho e Sobradinho II.

O eixo 1 tratou de “Gestão Territorial e Gestão Hídrica” e os participantes debateram sobre o uso correto da água e as melhores formas de preservação territorial. Já no eixo 2, “Uso Econômico da Água”, foram tratadas práticas de proteção dos serviços ecossistêmicos e das áreas estratégicas produtoras de água.

O eixo 3 “Educação Ambiental, Cidadania e Participação” debateu a possibilidade de incorporação da política de educação no DF nos parques e unidades de conservação. “Biodiversidade e Cerrado” foi o tema do eixo 4, que abordou a discussão de novas propostas para recuperação de áreas degradadas.

O eixo 5 abordou “Clima” com a discussão sobre incentivos de produção de energias e tecnologias limpas. Por fim, o eixo 6 tratou do tema “Resíduos Sólidos, Saneamento e Saúde” com debates sobre as melhores práticas sustentáveis de resíduos.

Ouvidoria

A ouvidoria itinerante do governo de Brasília esteve mais uma vez presente no evento. É um espaço para organização da comunicação entre o cidadão e o governo, que garante a participação popular, a transparência e auxilia na eficiência da prestação dos serviços públicos. A iniciativa começou na Virada do Cerrado de 2016. A ouvidora da Sema-DF, Ângela Martins ressaltou que o objetivo desta ação é divulgar as ações e mobilizar a sociedade.

A ouvidora destacou que a iniciativa é importante para a divulgação do serviço. “A ouvidoria itinerante não recebe só denúncias. Mas recebemos todos os outros tipos de contribuições como elogios, sugestões e reclamações”, apontou. Na Pré-conferência de Planaltina uouve pouco movimento. Foram registradas um elogio, duas sugestões e uma reclamação.

O elogio do professor Nilvan Pereira de Vasconcelos do Centro de Ensino Fundamental Nossa Senhora de Fátima, foi em relação à realização do evento, para onde levou 37 jovens.

A ouvidora ressaltou que a participação no evento também foi importante para alertar a população sobre a disponibilização da carta de serviços dos órgãos do governo em seus respectivos sites. A carta de serviços da Sema pode ser acessada clicando aqui.

Mais informações:

E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Telefone: 3214-5611

Instituto Federal de Brasília do Gama receberá a pré-conferência em 8 de julho. Foto: Reprodução/IFB.