Atividade em estação ecológica, nesta segunda (29), faz parte da preparação da sociedade civil para o 8º Fórum Mundial da Água. Conferência internacional será no DF, de 18 a 23 de março

Agência Brasília - Raquel Flores

Integrantes da Ama Brasília visitaram a Estação Ecológica Águas Emendadas, em Planaltina, nesta segunda-feira (29). Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Para envolver a comunidade nos debates sobre o uso consciente da água, integrantes da Aliança das Mulheres que Amam Brasília (Ama Brasília) visitaram a Estação Ecológica Águas Emendadas, em Planaltina, nesta segunda-feira (29).

O evento faz parte da mobilização da sociedade civil para o 8º Fórum Mundial da Água, que ocorre em Brasília de 18 a 23 de março, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O encontro de hoje foi o encerramento de uma série de atividades que a entidade organizou como preparação para o fórum. Para isso, contou com a parceria da Business and Professional Women (Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais) Brasília e da Associação das Soroptimistas do Distrito Federal.

Também estiverem presentes nesta segunda-feira o coordenador-residente do Sistema Nações Unidas no Brasil, Niky Fabiancic, e Jorge Werneck, diretor da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa-DF).

As participantes assistiram a uma palestra sobre a história e a importância da estação ecológica, no centro de formação da unidade.

O debate foi apresentado pelo secretário do Meio Ambiente, Igor Tokarski. “A participação da sociedade é fundamental para o sucesso do 8º Fórum Mundial da Água”, disse.

Desde abril de 2017, foram sete reuniões. “Desenvolvemos um programa de educação, em que trabalhamos a conscientização da importância e do valor da água”, explicou a presidente da Ama Brasília, Cosete Ramos.

Para isso, as organizações incentivam a adoção de medidas domésticas simples, como redução do tempo de banho e abertura da torneira apenas pelo tempo necessário.

“Cada família avalia como pode diminuir o consumo”, detalhou Cosete. Ao fim da palestra, as representantes das entidades visitaram a Lagoa Bonita, que fica dentro da estação ecológica.
 

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Metrópoles - 19/01/2018 16:51 , atualizado em 19/01/2018 18:32

Depois de 57 anos, o Aterro Controlado do Jóquei, conhecido como Lixão da Estrutural, não receberá mais os resíduos produzidos pelos brasilienses. A confirmação foi dada pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), nesta sexta-feira (19/1).
 

A partir deste sábado (20), portanto, as 2,7 mil toneladas de lixo recolhidas diariamente serão levadas para o Aterro Sanitário de Brasília. Pré-candidato à reeleição, Rollemberg usará a questão ambiental como uma das bandeiras para tentar reverter a rejeição do eleitorado. “Este governo ficará conhecido por ter fechado o lixão e aberto a orla do Lago Paranoá”, afirmou o socialista.
 

O governador ainda prometeu ampliar a coleta seletiva para todas as regiões administrativas até o fim do ano. Atualmente, são 18 regiões administrativas atendidas. Em contrato fechado com sete cooperativas nesta semana, porém, o número sobe para 28.

 

Desde 17 de janeiro de 2017, o aterro sanitário, localizado entre Ceilândia e Samambaia, abriga uma parte dos resíduos recolhidos no Distrito Federal – são recebidas diariamente 900 toneladas de rejeitos. Durante a vida útil, estimada em 13 anos, o local deve receber 8,13 milhões de toneladas do que sobra do lixo domiciliar após o processo de triagem.


Ambientalmente correto, o depósito tem o solo impermeabilizado, sistema de drenagem e compactação diária, “que reduzem o volume do lixo e evitam a contaminação de áreas vizinhas e a proliferação de animais, como roedores e urubus”, segundo o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). 

O lixão, no entanto, ainda receberá entulho da construção civil. Durante oito dias, a unidade será alvo do trabalho de aterramento e, em 29 de janeiro, os caminhões voltam a circular no terreno de 200 hectares.

A fiscalização do descarte do lixo também será reforçada, assegurou o governador. Um decreto publicado nesta sexta dá poder para a Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) apreender caminhões que estejam despejando lixo em terrenos inadequados.

Realocação dos catadores
Na última terça-feira (16), sete cooperativas de catadores assinaram contratos para trabalhar nos galpões de triagem alugados pelo GDF. A ocupação das unidades, onde os materiais recicláveis devem ser separados dos demais, faz parte das medidas instituídas pelo governo para desativar o lixão.

Os cinco galpões ficam nos setores de Indústria e Abastecimento (SIA) e Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA), no Setor de Armazenagem e Abastecimento Norte (SAAN) e em Ceilândia. Eles têm capacidade para acolher até 1,2 mil catadores, de acordo com o SLU.

Como forma de compensar os trabalhadores pela redução da demanda de resíduos devido à desativação gradual do depósito, os profissionais cadastrados das cooperativas que desenvolverem atividades nos galpões têm direito a uma compensação financeira mensal de R$ 360,75, válida por seis meses. Catadores, no entanto, reclamam da demora na liberação do dinheiro.

De acordo com o governador, a bolsa financeira somada ao resultado do trabalho nos galpões de triagem garantirá aos catadores uma renda mensal superior ao salário mínimo. “O SLU pagará R$ 300 por tonelada vendida. Essas medidas somam uma média de R$ 1,2 mil por mês para os catadores que trabalharem entre quatro e seis horas”, afirma Rollemberg.

 

🌳!!!INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ O DIA 12/01!!!🌳

Dia: 13/01/2018
Local: Campus IFB Gama
Hora: 13h – 17h

Quem pode se candidatar?

Qualquer morador do Gama que preencha o formulário online de inscrição.

Quem pode votar?

Qualquer morador do Gama que compareça ao local de votação com título de eleitor e um documento oficial com foto (RG, OAB, CNH).

Informações importantes:
-Serão eleitos os sete representantes da comunidade e os suplentes;
-Cada votante terá direito à sete votos que poderá pulverizar entre os candidatos ou depositar em somente um, caso ache melhor.
-A primeira hora será dedicada às explicações sobre a COMDEMA e apresentação dos candidatos.

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÕES: https://goo.gl/forms/huXwL8iBKHhIfw2n1


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ORGANIZAÇÃO:
Administração Regional do Gama
Conselho Gestor do Mosaico das Unidades de Conservação do Gama
 

Inscrições: Até o dia 07/01/2018 às 23:59
Local: IFB (Campus Gama)
Hora:13h - 17h

Estão abertas as inscrições para as eleições da Comissão de Defesa do Meio Ambiente do Gama. As eleições ocorrerão no dia 13 de Janeiro de 2018, no Instituto Federal de Brasília (Campus Gama) às 13:00, os candidatos deverão obrigatoriamente serem moradores do Gama e terem alguma familiaridade com a pauta ambiental local por meio de ações desenvolvidas na comunidade ou conhecimento técnico sobre o assunto.
O formulário de inscrições estará disponível no link ao fim da mensagem e as inscrições estarão abertas até o dia 07 de Janeiro de 2018.
Só poderá participar do pleito quem se inscrever durante o prazo aberto para às inscrições.
Os votantes deverão obrigatoriamente serem moradores do Gama, devendo apresentar  título de eleitor e documento oficial com foto no ato da votação.
A organização desse pleito é uma parceria entre o Conselho Gestor do Mosaico das Unidades de Conservação do Gama, Administração Regional do Gama e o Portal de Notícias Gama Cidadão.

🌍Introdução🌎

A importância da COMDEMA na gestão ambiental é diretamente proporcional à participação comunitária e à internalização desta prática na administração pública, pois é através dessa estrutura colegiada e deliberativa que essa comunidade irá participar efetivamente na preservação, conservação, no uso sustentável e melhoria da qualidade de vida em sua cidade.
A ponta das soluções está ligada diretamente aos moradores que convivem diretamente com os problemas ambientais, daí porque a mobilização popular através das Comissões de Defesa do Meio Ambiente dentro do território regional, enquanto fórum de decisão das principais questões ambientais das cidades.
A partir da efetivação da Comissão de Defesa do Meio Ambiente, uma série de instrumentos e medidas serão implantadas pela população e instituições governamentais locais que conjuntamente opinarão sobre as diretrizes da política ambiental, abrindo um espaço no planejamento do desenvolvimento da cidade para a dimensão da auto sustentabilidade

🌱O que é?🌱

COMDEMA é a sigla de Comissão de Defesa do Meio Ambiente e, por ser um Conselho é uma instância deliberativa e colegiada, especializada em ações referentes à preservação, conservação, recuperação e uso sustentável dos recursos naturais das cidades.
A COMDEMA, enquanto estrutura paritária, é composto por membros que representam o poder público, a sociedade civil organizada, podendo ainda vir a ter representantes da iniciativa privada.
Em suma temos como definição própria que o COMDEMA é uma unidade colegiada, de caráter consultivo, deliberativo, recursal e de assessoramento do Poder Público em questões concernentes ao equilíbrio ambiental e à melhoria da qualidade de vida local. 

Composição:

A COMDEMA será composta pelo Administrador Regional (Presidente), e mais 12 (doze) membros, com mandato de 02 (dois) anos permitida a recondução.
Dos membros da COMDEMA, 07 (sete) serão eleitos pela comunidade, sendo os outros 05 (cinco) representantes da Administração Pública e de órgãos envolvidos com a Política Ambiental do Distrito Federal.

Participe!!!

📝 Inscrições:  https://goo.gl/forms/huXwL8iBKHhIfw2n1

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💧"Tomar água nos dá vida! Tomar consciência nos dará água!"💧
 


Córrego Crispim, Gama - Brasília - DF

De acordo com a ONG, o tratado aumentará o desmatamento nos países do Mercosul pela expansão da pecuária e de certas plantações

Do Portal ContextoExato, C/Not.Agricolas-Foto pública / Blog Gama Livre

A organização ambientalista internacional Greenpeace divulgou na quarta-feira (6), na Europa, documentos secretos sobre as negociações do tratado de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e os países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai).

Os papéis vazados pelo escritório da sede do Greenpeace na Holanda, que incluem 171 páginas, apresentam detalhes sobre algumas das propostas do acordo entre as partes e o impacto ambiental que significará o aumento das importações de carne e de grãos como a soja para a UE. A organização afirma que três ecossistemas naturais serão especialmente ameaçados: a Amazônia, o Cerrado e o Chaco, que inclui partes da Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai.

O Greenpeace acusa a União Europeia de não zelar pelo meio ambiente nas negociações do futuro acordo que as partes pretendem fechar antes do fim deste ano.

O que beneficiaria o setor rural brasileiro em detrimento do agro subsidiado europeu, mas o Greenpeace pressiona contra.

A ONG internacional afirma no documento que as importações de carne dos países do Mercosul para a UE poderiam aumentar entre 100% e 200%. Isso permitiria que a UE compre mais carne dos países do Mercosul o que prejudicaria o meio ambiente nos países latino-americanos.

O Greenpeace afirma que as importações em massa de carne do Mercosul poderão acabar com a pecuária em países como Portugal e Espanha. De acordo com a ONG, nesses países a pecuária extensiva é sustentável. "A Espanha é numerosa em habitats rurais que convivem em equilíbrio com um tipo de criação de gado tradicional e sustentável, que poderia desaparecer", disse à Agência EFE o porta-voz do Greenpeace na Espanha, Miguel Ángel Soto.

Soto assegurou que muitos ecossistemas da Península Ibérica "dependem em grande medida da sobrevivência da criação extensiva de gado" e que a pecuária europeia tem grande importância ecológica ao contrário da carne produzida no Mercosul.

Quanto ao comércio de soja, as importações dos países do Mercosul à UE aumentarão de 1% a 3% com o acordo, segundo especialistas. Além disso, os documentos vazados pelo Greenpeace sugerem a existência de uma proposta da UE para proibir os impostos à exportação, o que levaria a Argentina a eliminar as taxas sobre a exportação de soja e incentivaria os agricultores sul-americanos a plantar mais.

A UE e o Mercosul trocaram ontem novos documentos de ofertas de acesso aos mercados em mais uma rodada de negociações para tentarem fechar um acordo de associação antes do fim deste ano. As ofertas sobre o acesso aos mercados de carne bovina, soja e etanol figuram entre as ameaças apontadas pelo Greenpeace.

Para Soto, até que as questões relativas à proteção ambiental sejam abordadas corretamente no conteúdo do acordo, "as negociações sobre o tratado não deveriam continuar avançando".

O principal produto que os países do Mercosul exportam à UE é a soja, que representa 22% do valor das exportações. O grão é utilizado na UE para a alimentação de gadoconfinado e está presente no 67% das rações de engorda.

Operários trabalhando na obra irregular dentro do Parque Ecológico do Gama, às 16h34 desta quarta (6/12), mesmo depois da liminar.

Do site do TJDF/Gama Livre/Foto do Gama Livre - 06/12/2017 - 19:03:47

O juiz titular da Vara do Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do Distrito Federal determinou, liminarmente, a paralisação de edificação no interior do Parque Ecológico para uso de atividade de auto-escola. De acordo com o magistrado, os fatos narrados na demanda ainda exigem mais esclarecimentos, no entanto, “a edificação afigura-se incompatível com a necessidade de proteção de uma área ecologicamente sensível”.

A ação de obrigação de não fazer foi ajuizada por morador local, com pedido liminar, pretendendo o reconhecimento da nulidade dos atos administrativos que autorizaram as obras na unidade de conservação (ou da omissão dos órgãos de fiscalização, caso as obras não estejam licenciadas).

Antes de conceder a liminar, o juiz esclareceu: “Trata-se aqui, inequivocamente, de demanda submetida ao regime da ação popular, pautada na proteção do interesse jurídico difuso de proteção ambiental da unidade de conservação do Parque Ecológico do Gama. É bem verdade que os fatos exigem maiores esclarecimentos, mas, até que isso seja feito, no momento processual oportuno, há de prevalecer o princípio da precaução, que recomenda a conservação do estado físico da área ambientalmente sensível, até a certeza da adequação de eventuais alterações, sobretudo quando impliquem impermeabilização do solo e alocação de construtos com verbas públicas. Logo, há evidente plausibilidade jurídica na demanda”.

E ressaltou, “o perigo da demora decorre da possibilidade de alteração indevida da área, o que importaria em grave lesão ao interesse difuso de proteção ambiental, que tem, vale sempre lembrar, assento constitucional (CF, 225). Vale anotar que, de fato, todo o Gama vem sendo objeto de intensa lesão ambiental, especialmente na região de Ponte Alta, atualmente em processo de visível expansão imobiliária predatória e criminosa, nos mesmos moldes do que ocorreu em Vicente Pires, cabendo às autoridades responsáveis redobrar o zelo para com a questão ambiental, numa localidade repleta de mananciais e outras características ambientais relevantes”.

O mérito do pedido será julgado ao final da instrução processual. Cabe recurso da liminar deferida em 1ª Instância.