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DF vai regulamentar Código Florestal

O objetivo é garantir a preservação das áreas, conservando e recuperando as nascentes, a vegetação nas margens dos riachos e dos rios

Por: Luanna Couto, Da redação do portal IESB 

As secretarias de Meio Ambiente e da Agricultura do GDF publicaram portaria que visa regulamentação do código florestal do Distrito Federal. O projeto prevê a recuperação dos rios, riachos, matas e institui a Comissão de Coordenação para Implementação do Cadastro Ambiental Rural (C-CICAR). O decreto deve ser publicado no Diário Oficial do DF em maio deste ano.

Segundo o secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal, André Lima, o objetivo do novo código é garantir a preservação das áreas, conservando e recuperando as nascentes, a vegetação nas margens dos riachos e dos rios do DF, garantindo melhorias para a agricultura e o abastecimento.

Farão parte da C-CICAR as secretarias de Meio Ambiente, de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural e de Gestão do Território e Habitação – SEGETH, Ibram, Emater e Terracap. A comissão terá dois anos para a execução dos trabalhos, a partir da data de sua publicação.

Israel Ribeiro faz parte do grupo de revitalização do córrego Crispim, juntamente com empresas privadas do Gama. Para ele, “é importante que haja uma fiscalização mais forte e que essa comissão saia do papel; a revitalização e os cuidados com rios e nascentes só serão úteis se a população e o governo fizerem uma ação conjunta”.

Córrego Crispim Gama

Eventos

O Brasil passa por uma crise hídrica e até 2018 serão realizados em Brasília quatro eventos sobre a água. Em novembro deste ano, haverá o 21° Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos; em 2016, o 2° Seminário Internacional Água e Transdisciplinaridade; em 2017, o Encontro Nacional de Comitês de Bacia e em 2018, o Fórum Mundial da Água.

Da redação do portal IESB


Leia mais: Prainha sedia curso de Educação Ambiental

Áreas de descarte de lixo viram jardins e atraem moradores de Santa Maria

Maria Leitão e Francisco de Assis participam ativamente do projeto que mudou a paisagem de cinco espaços públicos da região administrativa com o plantio de mudas e de árvores

Agência Brasília - conteúdo  / Jornal de Brasília - 12/01/2016 às 10:24:43     Atualização: 12/01/2016 às 10:31:56

Entulhos dão lugar à grama e às britas. Caixas de papelão são substituídas por flores. E o que era lixo se transforma em jardim. Assim é o projeto Santa Maria Mais Florida, desenvolvido pela administração regional em parceria com a população e com o Serviço de Limpeza Urbana. Foram revitalizadas cinco áreas, antes usadas irregularmente como descarte — uma na Quadra 313, outra na 203 e três na Quadra 201. Nelas, plantaram-se 450 mudas ornamentais de pequeno porte e 45 árvores como ipês, palmeiras e seriguelas.

Dono de uma banca de revistas na Quadra 203, em frente à uma área verde, Francisco de Assis, de 59 anos, afirma que havia quem jogasse lixo orgânico ali: "Já vi de tudo. Até cachorro morto já teve". Para ele, a nova paisagem não contribuirá apenas com a estética da região, mas com o saneamento de Santa Maria. "Aquela quantidade de lixo acumulada pode aumentar a dengue." Assis, contudo, acha que o lixo pode retornar se não houver fiscalização.

O administrador regional de Santa Maria, Nery do Brasil, acredita que a presença do jardim inibe a pessoa de descartar entulho e outros objetos no local. A participação dos moradores, defende, é fundamental: "Se não envolver todo mundo, não tem como manter uma área como essa".

Guardiã das flores

Os jardins são conservados com a colaboração dos moradores. Há quem leve novas mudas para plantar, quem regue e ainda quem monitore a área. Uma das principais jardineiras é a aposentada Maria Leitão, de 63 anos, que mora em frente à área reformada da Quadra 203. Ela conta que costuma visitar o lugar mais de uma vez por dia. "Hoje mesmo já fui três vezes".

Nos canteiros reciclados — feitos com pneus que antes eram entulho —, Maria prepara o solo e vigia as plantas. Do portão de casa, espia para verificar se está tudo em ordem. O espaço florido tornou-se uma extensão do quintal de casa. De viagem marcada para o Ceará, diz que já está com saudades.

Parceria com alunos

Trinta estudantes, de 3 a 6 anos, da Escola Classe nº 203 de Santa Maria tiveram protagonismo na elaboração do jardim da mesma quadra. Em parceria com a unidade de ensino, a administração regional solicitou a participação dos estudantes para que fossem educados a preservar o espaço público e estimulados a fazer trabalhos com a terra. "A criança, a gente consegue ensinar mais do que o adulto", justifica Nery do Brasil.

Segundo o administrador regional, a revitalização não teve custo para os cofres públicos. Os pneus, usados como canteiros, estavam depositados junto aos entulhos e foram reutilizados para acolher as mudas. As tintas, doadas pelo comércio local, e os pintores são 12 internos do sistema penitenciário de Santa Maria.

Atenção, sujismundos! Jogar lixo nas ruas vai doer mais no bolso

Agefis publica instrução normativa que reajusta em 371% a multa para quem sujar a cidade

Da redação do portal Metrópoles - 14/01 21:43 , ATUALIZADO EM 14/01 21:44

A multa para quem jogar lixo em locais públicos vai pesar mais um pouco no bolso do brasiliense que insistir em agredir o meio ambiente. Uma instrução normativa publica no Diário Oficial do Distrito Federal desta quinta-feira (14/1) reajustou em mais de três vezes os valores das infrações, que vão de leve a gravíssima.

O valor mais baixo passou de R$ 20 para R$ 74,39. Isso para o caso de a multa ser leve. Se o sujão receber uma punição classificada como gravíssima, terá de desembolsar R$ 185 mil para não ter o nome incluído na dívida ativa e nos serviços de proteção ao crédito, conforme prevê um projeto de lei complementar aprovado na Câmara Legislativa no ano passado.

O que vai determinar o valor da multa é o tipo do lixo, a quantidade e o local onde foi descartado. A multa grave é um pouco mais leve que a gravíssima, mas não deixa de ser salgada. Chega a R$ 1,8 mil o menor pagamento e R$ 18 mil o máximo.

De acordo com a Agência de Fiscalização do DF (Agefis), o reajuste de 371% obedeceu à correção monetária acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

População poderá opinar sobre programa Brasília Solar

Sugestões serão recebidas por meio de consulta pública, no site da Secretaria do Meio Ambiente, a partir de 15 de janeiro

A população terá um mês a partir de 15 de janeiro para opinar sobre o programa Brasília Solar, que propõe incentivar o uso de energia solar fotovoltaica (que utiliza placas para converter luz solar em energia elétrica) no Distrito Federal. A iniciativa é tema de discussão de grupo de trabalho formado em maio de 2105. As sugestões poderão ser feitas até 15 de fevereiro, por meio do site da Secretaria do Meio Ambiente. Ao fim da consulta pública, serão sistematizadas pela pasta e apresentadas ao governador Rodrigo Rollemberg.

A carta-consulta terá cerca de 30 páginas com informações sobre histórico do programa, contextualização climática e potencial de produção de energia solar no DF, por exemplo. As linhas do texto virão numeradas, para facilitar a localização dos trechos que se quiser comentar. Entre as propostas da minuta constam recomendações como incentivos tributários e financeiros para quem adotar esse tipo de energia.

O documento trará ainda estudos de membros do grupo de trabalho, entre eles, da Universidade de Brasília (UnB) e da organização não governamental World Wide Fund for Nature no Brasil (WFF-Brasil). "Os estudos iniciais mostram que se trata de uma excelente oportunidade", resume a assessora especial de Clima, da secretaria, Leila Soraya Menezes. "A área [por metros quadrados] de telhados do Plano Piloto e dos Lagos Sul e Norte é suficiente para gerar a energia necessária a todo o Distrito Federal."

Fonte limpa e renovável

A tecnologia também significa ganhos ambientais por usar uma fonte limpa e renovável, segundo Leila. "Mapas de insolação comprovam que [a fonte] é bastante farta em Brasília." Ainda de acordo com a assessora especial, todas as projeções climáticas apontam escassez de água nos próximos anos, o que no Brasil significa, atualmente, carência de energia. "Temos de estar preparados", alerta Leila.

Por: Mariana Damaceno, da Agência Brasília - 06/01/2016 - 18:05

Ambientalista alerta que aquecimento pode deixar 1/3 do planeta com sede

Por: Akemi Nitahara Da Redação Agência Brasília - 10/12/2015 - 20:43

Caso o aquecimento global chegue a 3 graus até o fim do século, 60 milhões de pessoas serão vítimas de inundações, 1,75 bilhão vão passar por estresse hídrico e 4,5 bilhões vão sofrer com ondas de calor. Os dados foram apresentados pela coordenadora da Aliança das Águas, Maru Whately, em uma mesa redonda – Chapa quente do aquecimento global – ocorrida nesta quinta-feira (11), no Encontro Global Emergências, iniciativa do Ministério da Cultura que debate desde segunda-feira, no Rio de Janeiro, a cultura como ativadora de processos na conquista de direitos civis, políticos, sociais, econômicos e ambientais.

A arquiteta e urbanista, que integra o Instituto Socioambiental, disse que a Aliança das Águas se formou no ano passado, com a crise de abastecimento em São Paulo, e reúne hoje cerca de 60 entidades de diferentes áreas. O objetivo é contribuir para a segurança hídrica do estado. Segundo ela, apesar de cientistas não afirmarem que as mudanças no ciclo hídrico estão relacionadas com o desmatamento ou o aquecimento global, as mudanças são perceptíveis.

“Nós somos a Arábia Saudita da água e estamos ficando secas. Temos 12% da água doce do mundo, com o aquífero Guarani, o aquífero na Amazônia. E vimos as grandes cidades ficando sem água. Desde o surgimento da água e a formação do ciclo hidrológico, tudo o que acontece com o clima a gente vê através da água. A estiagem de 2014 foi um evento climático extremo e eles tendem a ser cada vez mais frequentes. Há questões climáticas em várias partes do mundo, na Califórnia, e parte da tensão hoje na Síria é por causa disso. A previsibilidade do clima que a gente tinha está mudando”.

Maru convocou todos, governo e sociedade, a repensarem sua relação com a água e, também, com o saneamento básico. “Precisamos de uma nova cultura para cuidar da água. Não ter acesso à água pode ser terrível, mas não ter acesso a saneamento é horrível também. Estamos vendo a questão da microcefalia e do zika vírus, boa parte disso relacionada à falta de cuidado das pessoas com a água parada. Questões do saneamento são importantes, também. Tem que tratar, é inadmissível que haja um rio como o Tietê. Água não é responsabilidade só de uma instância, isso é muito mais complexo. Se a gente quiser ter água, precisa cuidar das fontes, dos mananciais, das nascentes. É vergonhoso o que se tem de perda da água no sistema de distribuição. Precisamos rever o valor econômico da água e precisamos de participação e controle social nisso”.

O líder indígena Benki Ashaninka relatou sua experiência de formação dos jovens na cultura de seu povo e nos cuidados com a floresta, na região do município de Marechal Thalmaturgo, no interior do Acre. Ele disse que, ainda adolescente, após participar da Eco 92, no Rio de Janeiro, liderou um projeto de levantamento das tradições e conhecimentos do povo Ashaninka em seu território indígena.

“Chamei 60 jovens de 5 a 16 anos, o mais velho era eu, para saber da nossa história, nossos animais, frutos, medicina e a nossa língua, conversando com nossos anciões. Com isso, aprendi muito e plantei muita árvores, conseguimos reflorestar uma parte do território e é de onde a gente tira as frutas. Dos 25% que tinha desmatado, dentro dos 87 mil hectares, a gente hoje só tem 100 hectares desmatados para as famílias plantarem a macaxeira”.

Benki também chamou a todos para mudar seu olhar sobre a população indígena, sua cultura e relação com a natureza, consideradas por muitos como sinônimo de pobreza pela falta de eletrodomésticos.

Das convergências: José Pacheco encerra curso de educação ambiental no Gama

 

O Instituto Federal Brasileiro (IFB) não deixou pedra sobre pedra na construção de uma ponte para a Educação moderna, transformadora e mais uma vez saiu na frente, no dia 25 de novembro, ao sediar o encerramento do curso “Meio Ambiente na Transversalidade da Educação” que foi realizado na Prainha durante os meses de setembro, outubro e novembro, promovido pela Gerência Regional de Ensino do Gama em parceria com esse Instituto e com o Mandato Brasília Sustentável, do Deputado Joe Valle, sob a coordenação da professora Leda Maria Bhadra, com o apoio da Profª Drª Rosângela Correa, professora na Área Educação Ambiental e Ecologia Humana da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília.

No auditório do IFB, a chefe do cerimonial, a Secretária da GRE Gama, a professora Cassia Maria, teve a honra de conduzir ao púlpito cada um dos convidados, entre eles, um ilustre palestrante: José Francisco de Almeida Pacheco, criador da Escola da Ponte. Educador, pedagogo e pedagogista, como está descrito em sua resenha, é um grande dinamizador da gestão democrática na Educação. Ele não perde o fôlego e vai desconstruindo tudo o que vê pela frente em um sistema que rege uma Educação formal, autoritária, arcaica em que tudo é decidido de “cima para baixo” sob a batuta dos mandatários e de diretores escolares conservadores que compactuam com esse tipo de sistema.

Formado pela Universidade do Porto, é autor de uma infinidade de obras publicadas mundo afora, menos em Portugal, conforme ele mesmo disse em tom jocoso. Seria o mesmo que dizer que “santo de casa não faz milagres”. Pacheco afirma categórico que a Educação do futuro está no Brasil e assegura que a escola pública é uma conquista. Citou Darcy Ribeiro e sua importância na criação de uma das mais importantes universidades do país: a UnB.

Também, definiu a existência de três categorias de professor: (1) há aquele que é um bom professor; (2) aquele que poderá ser um bom professor; (3) e aquele que deve mudar de profissão. A diferença entre professor e educador é o “x da questão”. O educador compartilha experiências com o estudante; o professor impõe conteúdos didáticos (ou comumente se diz: “empurra goela abaixo”). Ele brinca com expressões como grade curricular e nos faz lembrar que as sirenes tão presentes no cotidiano das escolas soam como as de presídios. Só para continuar a zombaria, o mestre português diz que carga horária é coisa de jegue e vai surpreendendo a plateia com um humor sarcástico, mas sem perder a ternura.

Em suas anedotas ilustrativas, cita o caso de uma senhora que aprendeu a ler para poder saber sobre os bilhetes no paletó do marido e brinca: “Não é mesmo um bom motivo para aprender a ler?”. Isso me fez lembrar as máximas da Banca de Poetas da qual sou idealizador: na busca pelo leitor todas as tentativas são válidas. Ademais, quando fui Diretor da Prainha, tinha a percepção de que esse ambiente tinha de ser visto como uma escola não formal, includente e inclusivo; uma escola absolutamente sem muro, sem sala, sem teto, sem diretor, onde a criança fizesse seu plano de aula levando o educador para o mundo do conhecimento, lembrando que a teoria nunca antecede a prática e que tudo se constrói em um eterno mundo do descobrimento.    

Nesse encerramento do curso “Meio Ambiente na Transversalidade da Educação”,  o Gerente da Regional de Ensino do Gama, o professor Fernando Freire, foi conciso em sua participação, citando Vitor Hugo (“A água que não corre forma um pântano; uma mente que não pensa forma um tolo”); William Blake (“O homem que nunca muda de opinião é como as águas estagnadas e gera répteis mentais.”); e Heráclito de Éfeso (“Um homem nunca se banha duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o homem e o rio não serão os mesmos.”) para ilustrar que a principal característica de quem trabalha com a Educação deve ser o compromisso com a mudança. A professora Êrika Fernandes Cruvinel, Diretora Geral do IFB/Campi Gama, falou da importância das parcerias na execução de Políticas Públicas Educacionais e em ações que envolvam a comunidade. O Secretário de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Joe Valle, ao se pronunciar, salientou a importância da participação da população em ações como essa, pois foi durante a realização da audiência pública, promovida pelo Mandato Sustentável para tratar de questões relacionadas a parques, que se tomou a decisão de se fazer o curso “Meio Ambiente na Transversalidade da Educação” aqui no Gama e não em outra cidade. “A participação enfática da comunidade exigiu do governo uma mudança de postura que norteou nossa ação e esse é o resultado”, disse Valle ao convidar ao púlpito a professora Bhadra que, nos últimos anos, dirigiu a Escola da Natureza, localizada no Parque da Cidade. Badra coordena um projeto abrangente que visa à criação dessa mesma escola na Prainha.

O que, enfim, presenciei — atento a todas às vozes que se pronunciaram e observador de olhares surpresos sobre o que se ia desvendando — foi a convergência de pensamentos, aliás, possíveis de realização da práxis pachequiana com riquíssimos indícios construtivistas, próximos dos atos pedagógicos de Agostinho da Silva e laureados pela ecossociologia de Eugênio Giovenardi.

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Por: José Garcia Caianno – Da redação do Gama Cidadão.
Fotografia: José Garcia 
Revisão: Lúcia Helena Sá.

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