O plano decenal é um documento de responsabilidade do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética EPE, atualizado anualmente e que serve como um indicativo de tendências da política energética

PROTAL WWF BRASIL | FOTO: ENERGIA ALTERNATIVA © GLOBAL WARMING IMAGES / WWF - 15/08/2016 - 15:28:06
 
Plano Decenal de Energia aposta em 83% de renováveis até 2025Mais energia renovável, menos geração por combustíveis fósseis. Essas são algumas das novidades do novo Plano Decenal de Energia (PDE 2025) apresentado ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico no final de junho, e que ainda será oficialmente publicado.

O plano decenal é um documento de responsabilidade do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética EPE, atualizado anualmente e que serve como um indicativo de tendências da política energética.

De acordo com o novo PDE, houve uma redução de cerca de 1% no parque gerador de eletricidade em relação ao projetado no PDE anterior (saindo de 212,5 GW para 210,8 GW), mas ainda assim 50% maior quando comparado ao parque atual (140,9 GW em 2015). Por outro lado, a qualidade da energia gerada será mais ambientalmente correta, com diminuição da representatividade de carvão, óleo e gás industrial, manutenção da predominância da energia hidrelétrica e crescimento de eólica, biomassa, gás natural e solar (atualmente pouco explorada).

No total, a capacidade de geração a partir de fontes renováveis deve somar em 2025 até 175 GW, o que representaria 83% do parque instalado. Hoje o país possui 112 GW de usinas baseadas em fontes renováveis, o que significa cerca de 79% do total. Juntos, biomassa, eólica e solar devem reunir 28% do parque gerador brasileiro em 2025. Esta é uma demanda do WWF-Brasil, que vê a possibilidade do Brasil chegar a 100% de sua energia de forma renovável até 2030, com destaque para as alternativas não hidráulicas.

“Existem cenários no Brasil que mostram que é possível chegarmos ao 100% de energia renovável em nossa matriz sem a criação de novas usinas hidrelétricas, aproveitando principalmente as fontes solar, eólica e de biomassa”, diz o coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, acrescentando a necessidade de criação de políticas governamentais, como incentivos fiscais e facilitação de crédito para quem decida investir em energia renovável alternativa.

Apesar de uma diminuição de representatividade (caindo de 65% atuais para 55% da base em 2025), a energia hidrelétrica teria um aumento de 24 GW, segundo a previsão do PDE 2025. Nahur relembra que recentemente o Ibama cancelou a permissão de construção da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós exatamente por reconhecer os danos que esta grande obra traria ao meio ambiente e à população indígena que vive na região.

“A geração de energia solar, por exemplo, é a fonte que tem o maior porcentual de geração de empregos. Com investimentos neste setor, podemos diminuir as emissões de gases de efeito estufa, gerar economia na conta de eletricidade para empresas e residências e estimular o desenvolvimento do país. Incentivar este mercado traz benefícios para todos”, comenta André, citando a existência da iniciativa Selo Solar, do qual o WWF-Brasil faz parte, e que estimular empresas e consumidores a fazerem a transição para energia solar.

A comunidade que vive nas proximidades do local onde funcioná o aterro deverá ser beneficiada com as compensações


Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

Em razão da demora do órgão ambiental do Distrito Federal em estabelecer a compensação ambiental pela instalação do aterro sanitário em Samambaia e definir serviços, bens e obras em benefício da comunidade, a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema) expediu recomendação ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram), nesta quarta-feira, 3 de agosto. No documento, a Prodema enumera cinco providências a serem adotadas pela autarquia. “A instalação do Aterro Sanitário Oeste deveria ser prioridade, no entanto, ainda há diversas pendências indispensáveis para a compensação ambiental do empreendimento”, explica a promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente Marta Eliana de Oliveira.

O primeiro ponto da recomendação é para que o Ibram envie ao Serviço de Limpeza Urbana (SLU), em até 30 dias, o Termo de Referência necessário para a implantação dos equipamentos públicos do Parque Gatumé, localizado a cerca de 3km do aterro - uma das condicionantes da Licença de Instalação (LI) emitida em 2012. No mesmo prazo, o Ibram deverá estabelecer as compensações florestal e ambiental do empreendimento, direcionando-as em benefício da comunidade e de campanhas de conscientização da população em geral quanto à coleta seletiva e à separação correta dos resíduos domiciliares na fonte.

A população, em especial a da expansão de Samambaia, tem manifestado descontentamento com a implantação do aterro em sua vizinhança. “A comunidade que está sendo diretamente afetada com o pesado ônus decorrente da implantação de um aterro sanitário deve ser compensada, o máximo possível, com projetos, programas e empreendimentos que a beneficiem. Isso é o que ocorre em outras localidades do país quando da implantação de aterros, com a atuação eficiente do órgão ambiental”, adverte a promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente.

Outra medida recomendada é que o Ibram, no prazo de 45 dias, firme com o SLU os termos de compromisso relativos às compensações ambiental e florestal, com a definição dos prazos para a efetivação de ambas. A Prodema também recomenda que o órgão ambiental participe das reuniões que estão sendo realizadas com os moradores de Samambaia para esclarecer que medidas tem adotado em relação à implantação do Aterro Sanitário Oeste e que benefícios a comunidade receberá em contrapartida.

Na primeira dessas reuniões, realizada em junho no Instituto Federal de Brasília, em Samambaia, com a presença da promotora de Justiça que acompanha a implantação do aterro, o SLU fez uma apresentação que abordou as dúvidas e temores sobre o tema e apontou a diferença entre um lixão e um aterro. Nesse último, o solo é impermeabilizado e preparado para receber os resíduos, o chorume gerado pelo resíduo orgânico é coletado, o lixo é coberto por terra diariamente e não fica exposto, o que evita o mau cheiro e a presença de vetores de doenças. O SLU incentiva a comunidade a visitar as obras do aterro e acompanhar a sua entrada em operação como forma de cooperar para que seu funcionamento atenda às regras que evitam os problemas que ocorrem em um lixão.

MPDFT - 06/08/2016

De acordo com o Projeto de Reciclagem Inclusiva: Catadores nos Jogos Rio 2016, equipes de catadores, formadas por 240 membros de 33 cooperativas e três redes, farão a pré-seleção de materiais no Parque Olímpico na Barra da Tijuca, em Deodoro e nos estádios do Maracanã e Engenhão

 

A Olimpíada Rio 2016 será a primeira na história dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em que catadores de materiais recicláveis farão coletiva seletiva dentro dos locais de competições. De acordo com o Projeto de Reciclagem Inclusiva: Catadores nos Jogos Rio 2016, equipes de catadores, formadas por 240 membros de 33 cooperativas e três redes, farão a pré-seleção de materiais no Parque Olímpico na Barra da Tijuca, em Deodoro e nos estádios do Maracanã e Engenhão.

Lançado pela Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego e Autoridade Pública Olímpica (APO), o projeto faz parte do Programa de Reciclagem nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e é operacionalizado pelo projeto Catadores em Rede Solidária (CRS), da Secretaria de Estado do Ambiente, dentro do Programa Ambiente Solidário.

Os resíduos retirados dos complexos esportivos pelos garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) serão levados a um local denominado compound (área delimitada), onde as equipes de catadores farão a pré-reciclagem, conforme informou na segunda-feira (1°) o coordenador do Programa Ambiente Solidário, Ricardo Alves.

Geração de renda – “Esse material será encaminhado para uma central da própria cooperativa dos catadores, onde será feita a reciclagem. Tudo será vendido e o valor obtido reverterá para a própria categoria dos catadores”.

Segundo Alves, o programa garante aos catadores a oportunidade de geração de renda e expertise. Além disso, faz a logística reversa do material, a partir da reciclagem, “que é a destinação correta do produto. Não está indo para o aterro.”

O coordenador não tem dúvida de que, a partir da Rio 2016, a categoria dos catadores estará apta a participar de qualquer outro grande evento. “Eles estarão cacifados. A Olimpíada é o maior evento do planeta. Depois disso, eles conseguirão participar de qualquer outro mega evento.”

Meio ambiente – Ricardo Alves sugeriu que as demais prefeituras brasileiras podem utilizar esse serviço, por meio do Programa Ambiente Solidário, para fazer a reciclagem do material, “que ajuda muito o meio ambiente”.

Alves informou que ainda esta semana será iniciado um monitoramento transparente do material reciclável recolhido. “Estará no site da secretaria, do Comitê Rio 2016 e de outras entidades que participaram do programa chamado Placar da Reciclagem, que dirá quantas toneladas são tiradas por dia e qual o tipo de material”. A expectativa é que sejam recolhidas nos quatro locais de competições cerca de 3,5 mil toneladas de materiais por dia.

O placar revelará também a equivalência do material reciclado coletado nas arenas em relação à quantidade de árvores plantadas e de metros cúbicos de água preservadas, por exemplo. “É uma cadeia que faz parte do programa ambiente solidário. É a questão ambiental com a geração de renda para os catadores.

Educação ambiental – Ainda durante os jogos, cerca de 50 ou 60 catadores, escolhidos entre a equipe de 240, participarão de uma ação de educação ambiental com o público, para o qual distribuirão orientações em português e inglês sobre como separar o lixo de forma adequada.

Além de ficar com o valor total de venda do material reciclável, os catadores receberão diária mínima de R$ 80 pelo serviço nas arenas.

PORTAL AMBIENTEBRASIL COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL - 02/08/2016 - 16:59:47

Site desenvolvido pela Embrapa pretende ajudar agricultor a entender e se adequar às novas regras

POR PORTAL BRASIL FOTO: REPRODUÇÃO/SHUTTERSTOCK - 31/07/2016 - 13:21:59

A partir desta semana, o agricultor brasileiro tem acesso a um site que permite entender melhor a Lei de Proteção da Vegetação Nativa, também conhecida como o Novo Código Florestal, homologado em 2012.

Além de esclarecer as mudanças no código florestal anterior, a plataforma apresenta estratégias de recuperação de áreas desmatadas, sementes para plantio para cada região e soluções tecnológicas já existentes para melhorar a manutenção ou expansão de áreas florestais recuperadas.

Lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e o Serviço Florestal Brasileiro, a plataforma reúne também informações sobre boas práticas agrícolas.

Orientações

Segundo a secretária interina de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA, Juliana Simões, o principal objetivo da plataforma é a divulgação de informações para que os produtores rurais possam se adequar ao novo Código Florestal. “Lá, eles encontrarão orientações sobre quais as melhores espécies, mais adequadas e adaptadas a cada região, a época para plantar, além de contatos de viveiros de mudas”, ilustra Juliana.

Simões espera que o site ajude na formação de “técnicos extensionistas rurais, técnicos dos Estados e prefeituras e demais profissionais que prestam apoio aos produtores rurais, além dos próprios produtores rurais”, completou a secretária interina.

O objetivo principal é fazer com que o sistema comece a funcionar em mais regiões. O SLU monitora o serviço por meio de aparelhos de GPS instalados nos caminhões

Da Redação do Correio Braziliense - 17/07/2016 08:10


A Recicle a Vida atende Samambaia: contrato de quase R$ 400 mil por ano

O sistema de coleta seletiva do Distrito Federal recolhe, mensalmente, cerca de 4.400 toneladas de materiais recicláveis em 22 regiões administrativas. Até então, a arrecadação dos detritos era de responsabilidade de apenas duas empresas privadas: CGC e Valor Ambiental. O cenário, entretanto, foi transformado na última segunda-feira, quando quatro cooperativas de catadores de lixo — contratadas em maio — iniciaram a prestação do serviço em Brazlândia, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Samambaia e Santa Maria.
 
A coleta havia sido suspensa nas localidades em dezembro de 2015, para viabilizar o desenvolvimento de um novo modelo. O programa inédito é composto pelas associações Acobraz, Recicle a Vida, Renascer e R3. Todas assinaram contrato com vigência de 12 meses e valor unitário anual de R$ 383.183,52. As associações passaram por um longo processo de seleção. O edital divulgado pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU) exigia, por exemplo, a utilização de Equipamento de Uso Individual (EPI), uso de uniforme, treinamento de equipe, apresentação de um caminhão com menos de cinco anos de uso e disponibilização de relatórios.
 
Em relação à prestação de serviço, o modelo difere-se do anterior, principalmente em dois aspectos: as empresas privadas são remuneradas de acordo com o peso dos materiais coletados, enquanto as cooperativas recebem o valor assinado em contrato, mediante o cumprimento das rotas nos locais e horários previamente definidos — o SLU monitora o serviço por aparelhos GPS instalados nos caminhões de coleta. Além disso, conforme estabelecido no novo sistema, as associações são responsáveis pela triagem do lixo.
 
A presidente do SLU, Kátia Campos, acredita que as novas medidas renderão bons resultados. “Devido às mudanças, a coleta somente do reciclável é estimulada. Além disso, conseguiremos disseminar, entre a população, o reconhecimento aos catadores. Eles são prestadores de serviço público. O trabalho de cada um não é apoio ou ajuda”, ressalta.
 
As equipes de trabalho são compostas por motorista, mobilizadora, encarregada de supervisão e dois catadores. Os grupos farão duas rondas por semana nas áreas residenciais e três nas quadras comerciais. Com o novo modelo, as cooperativas esperam atender 473.719 habitantes e recolher, mensalmente, cerca de 390 toneladas de materiais recicláveis. Os veículos de coleta circularão, de segunda-feira a sábado, por 90% da Candangolândia e do Núcleo Bandeirante, 60% de Brazlândia, 30% de Santa Maria e 15% de Samambaia.
 
Sistema
Nas ruas, enquanto alguns profissionais recolhem o lixo seco, o responsável pela mobilização da comunidade bate nas portas dos moradores para sanar dúvidas relacionadas à separação dos resíduos e entregar informativos com as datas e os turnos da coleta seletiva. Os mobilizadores utilizam um aplicativo específico, desenvolvido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), para marcar quais residências foram informadas acerca do novo modelo de coleta seletiva.
 
Após o recolhimento, todos os detritos são encaminhados à cooperativa. Lá, são despejados em grandes esteiras para a realização da triagem. Nesse momento, cada catador fica responsável por um tipo de material: garrafas pet verdes ou transparentes, papelões, jornais e papéis, entre outros. Os objetos passíveis de reciclagem são vendidos à Capital Recicláveis e o rejeito segue para o aterro do Jóquei. Os lucros obtidos com as vendas são direcionados, exclusivamente, aos catadores.

Segundo WWF, os projetos visam reduzir áreas de proteção do bioma Amazônia

EBC - RÁDIO NACIONAL DE BRASÍLIA - 05/07/2016 - 10:21:03
 

A REDE WWF divulgou o Relatório Amazônia Viva 2016, que aponta ameaças a integridade ecológica da Amazônia devido a atividades econômicas não sustentáveis.

Sobre o assunto o Revista Brasil entrevistou a coordenadora do Projeto de Ciências do WWF-Brasil, Mariana Napolitano.

Ela explicou que o estudo tem um olhar para toda a Amazônia, não só o Brasil, mais todos os oito países da Amazônia. Apesar de todo mundo reconhecer que é um bioma superimportante, uma região única e essencial pra vida humana na terra, ela sofre muitas ameaças com os projetos de construção de infraestrutura, como rodovias, hidrelétrica, mas também projetos de lei que visam reduzir as áreas protegidas da Amazônia.

O Revista Brasil é uma produção das Rádios EBC e vai ao ar, de segunda a sábado, às 8h, na Rádio Nacional AM Brasília. A apresentação é de Valter Lima.

Produtor: Eliana Sousa