Você deve saber

Reflexões sobre "Lixo", Consumo e Impermanência. Um projeto em três etapas

O projeto Catadores de História foi concebido como uma sequência de etapas e eventos interligados cujos principais produtos finais serão três filmes de longa metragem.

1 - Catadores de História, já finalizado, retrata a vida de grupos e pessoas que trabalham na coleta e reciclagem de resíduos sólidos, destacando o valor social e econômico dos serviços ambientais prestados por eles. 

2 - O que é "Lixo"? Em pré-produção, será finalizado em 2017 e ilustrará as inter-relações entre a produção de resíduos e a degradação do ambiente natural do Brasil, bem como a crescente conscientização sobre a necessidade de políticas públicas preventivas e reparadoras. 

3 - O "lixo" no Planeta será rodado em vários países e finalizado em 2018, tratará das mesmas questões dos filmes 1 e 2 de forma mais aprofundada e no nível planetário, buscando ressaltar soluções sustentáveis já sendo implementadas em diferentes contextos. 

O processo

As estapas 1 e 2 sobrepõem-se parcialmente: durante a exposição multimídia Reflexões sobre "Lixo", Consumo e Impermanência, que acontece de 23 de setembro a 7 de outubro no Museu da República, será produzido o material que servirá de fio narrativo do segundo filme. Em um estúdio profissional que será instalado no museu, serão filmados depoimentos e escutados sugestões de visitantes de diferentes segmentos sociais e faixas etárias sobre a questão do "lixo". Em seguida, serão filmadas cenas nas cinco regiões brasileiras para ilustrar as reflexões, as sugestões e os depoimentos colhidos. 

Mais informações: 

www.caminhodomeiowixsite.com/catadoresdehistoria e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. 

Entre as 14 cidades apontadas pela Saneago, algumas estão em situação crítica. É o caso de Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal, e Anápolis, a 55 quilômetros da capital

POR ALOVALPARAISO FOTO: REPRODUÇÃO/INTERNET - 21/09/2016 - 08:09:25
 

A região do Entorno do Distrito Federal vive sua maior crise hídrica dos últimos anos, tendo sido agravada com desvios irregulares em importantes mananciais, além de enfrentar um intenso período de estiagem que já afeta rios, córregos e reservatórios em diversas localidades em Goiás.

O problema incomoda os moradores de Valparaíso e cidades vizinhas, haja vista que a falta de água tem atingido áreas residenciais, comércio em geral, igrejas e o abastecimento público em todo o Estado.

Um levantamento da Saneago de Goiás S/A (Saneago) mostra que 14 municípios goianos sofrem interrupções no fornecimento de água por causa de deficiência hídrica.

Entre as 14 cidades apontadas pela Saneago, algumas estão em situação crítica. É o caso de Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal, e Anápolis, a 55 quilômetros da capital. Goiânia e Aparecida de Goiânia também enfrentam dificuldades no abastecimento.

Segundo reportagem de O Popular, em Anápolis, terceira maior população do Estado, abastecida pelo Ribeirão Piancó, dois terços da cidade estão sem abastecimento de água, segundo a Saneago.

Já no Entorno do Distrito Federal a situação é ainda mais grave, toda a Cidade Ocidental está sem abastecimento por conta do nível do Ribeirão Saia Velha. Para minimizar a situação, a Prefeitura está pedindo permissão para ligar poços artesianos ao sistema de água.

A Saneago acredita que após a conclusão das obras do Sistema Corumbá IV, o problema deverá ser resolvido totalmente resolvido na região. O novo reservatório abastecerá os municípios de Cidade Ocidental, Luziânia, Valparaíso e Novo Gama.

Em comunicado da semana passada, a Companhia informou que medidas foram tomadas, com o objetivo de combater o represamento irregular no curso do Ribeirão Saia Velha e do Rio Palmital. Os mananciais são responsáveis pelo abastecimento de Cidade Ocidental, Valparaíso de Goiás e Luziânia. O Ministério Público do Estado de Goiás também já foi acionado pela Saneago para atuar junto aos responsáveis pelos represamentos ilegais.

Para enfrentar a crise hídrica, a Saneago pede que a população faça o uso consciente da água e evite o desperdício. A empresa tem mapeado os usos que impactam nas bacias voltadas ao abastecimento público, e acionado a Delegacia Estadual do Meio Ambiente (Dema) e Secretaria Estadual das Cidades e Meio Ambiente (Secima) quando detecta usos conflitantes ou indevidos.

No escopo da programação da Virada do Cerrado 2016, a Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA-DF), juntamente com o Instituto SocioAmbiental (ISA), a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade Católica de Brasília (UCB) promovem o Painel Diálogo de Saberes.

Painel Diálogo dos Saberes será realizado nos dias 08 e 09 de setembro de 2016,  das 18h às 21h, no auditório do Centro de Excelência em Turismo (CET/UnB) no Campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília.

No evento, representantes das comunidades tradicionais do Cerrado e das Universidades e organizações parceiras conversarão sobre os temas do Cerrado e das Mudanças Climáticas.

Para além das mesas de diálogos, no dia 08 de setembro, será apresentado o documentário “Para onde foram as andorinhas?”  fruto de uma parceria entre o Instituto SocioAmbiental (ISA) e o Instituto Catitu. A exibição do filme será seguida por uma conversa com o roteirista Paulo Junqueira. Já no dia 09 de setembro, o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) voltado para a Educação Ambiental lançará os editais de apoio às iniciativas comunitárias de proteção e promoção da biodiversidade do Cerrado e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) apresentará a plataforma MAP Biomas Cerrado.  

Painel Diálogo de Saberes é voltado para gestores ambientais, estudantes, membros de comunidades tradicionais, ativistas ambientais e todo o público interessado nas temáticas das mudanças climáticas e do Cerrado. A entrada é franca, sem necessidade de inscrição prévia. Aos participantes será concedido certificado computando 6 horas de atividades no evento."

programação completa você pode acessar através do www.tonavirada.org/plano-piloto/
 

Participe destes diálogos, colabore nessa conversa!

Saiba mais em: www.tonavirada.org

Confira os nossos expositores!
 
 
 

Informou o Comitê Criativo Virada do Cerrado 2016

A estimativa consta do caderno de investimentos do novo plano gestor de recursos hídricos da bacia do rio, que está sendo finalizado este mês pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF)

POR NOTICIASAOMINUTO FOTO: REPRODUÇÃO/INTERNET - 27/08/2016 - 13:02:54

Revitalização do São Francisco pode custar R$ 30 bilhões 

Todas as ações necessárias para a revitalização da Bacia do Rio São Francisco devem demandar um investimento de cerca de R$ 30 bilhões. A estimativa consta do caderno de investimentos do novo plano gestor de recursos hídricos da bacia do rio, que está sendo finalizado este mês pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

A discussão em torno da revitalização do Velho Chico tomou impulso na última semana a partir do lançamento do plano Novo Chico. O presidente em exercício Michel Temer assinou decreto que remodela o Programa de Revitalização da Bacia do Rio São Francisco, instituído em 2001 pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Na último dia 15, a Câmara Técnica do programa fez a primeira reunião e criou grupos de trabalho para detalhar as ações e os custos. Durante o encontro, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, disse que as intervenções devem custar cerca de R$ 7 bilhões em um período de 10 anos.

A apresentação do plano de ação decenal está previsto para daqui a 90 dias, mas antes desse prazo, já em setembro, o comitê deverá lançar o plano gestor da bacia, que também tem um horizonte de 10 anos. O presidente do comitê, Anivaldo Miranda, acredita que o documento vai antecipar a definição das primeiras decisões do comitê gestor e da câmara técnica.

“Nesse plano, fizemos um diagnóstico e identificamos cenários atuais e futuros para a demanda hídrica até 2035 e definimos também eixos de atuação, metas e prioridades. Vamos oferecer o plano como contribuição. A partir daí, o programa da revitalização poderá economizar tempo e dinheiro e partir para estabelecer quanto será gasto a cada ano.”

Segundo o vice-presidente da CBHSF, Wagner Soares Costa, o novo programa de revitalização cria mecanismos que permitem ter maior controle das ações. “A grande novidade foi a criação do comitê gestor, que vai estabelecer o monitoramento das ações em implantação. Hoje, o que se sabe é que há muitas ações inacabadas e não iniciadas. O que se quer daqui para frente é que a ação comece, se desenvolva e tenha um término com data definida. Com isso, se materializa o resultado esperado da ação.”

Na lista dessas ações anteriores, estão obras de esgotamento sanitário e de abastecimento de água, que somam investimentos de R$ 1,1 bilhão. O plano Novo Chico absorveu essas obras e colocou a estimativa de término delas para 2019.

Segundo o presidente do comitê, os R$ 30 bilhões em investimentos para a recuperação da bacia do São Francisco deverão ser a soma de todos os recursos destinados pelos governos federal, estaduais e municipais e também pela iniciativa privada.

“O programa da revitalização não pode ser entendido como programa do governo federal, mas como programa da União, dos estados da bacia, das prefeituras e inclusive da iniciativa privada. É um novo programa que tem que envolver toda a sociedade, todos os usuários da água e todo o Poder Público num esforço conjunto para vencer esse desafio.”

De acordo com Costa, o levantamento das ações necessárias para a revitalização do Rio São Francisco envolvem, entre outros, a recuperação de áreas degradadas, a recomposição de matas ciliares e a implantação de saneamento básico em todos as cidades que compõem a bacia do rio (são 507, no total).

Além do saneamento, ele aponta que é prioritário recuperar áreas degradadas para que voltem a absorver águas pluviais. Com isso, haveria uma recarga dos lençóis freáticos e a melhora das nascentes. A Bacia do Rio São Francisco envolve os biomas da Caatinga, da Mata Atlântica e do Cerrado. Para o vice-presidente da CBHSF, essa questão faz parte de uma nova visão sobre os recursos naturais.

“Um dos motivos da degradação sempre é a antropização, com a ocupação do solo de maneira desordenada. Para degradar, nós gastamos muito dinheiro. Para recuperar, teremos também que gastar muito dinheiro, pois tivemos uma mudança no sentido econômico do uso dos bens naturais. De 20 anos para cá, essa conscientização veio mais forte e está sendo transformada em ações para que tenhamos os resultados de recuperação.”

Nesse sentido, ele indica que a iniciativa privada, onde estão alguns dos grandes usuários das águas do São Francisco, participem de perto do plano de revitalização do rio.

Conceito

Neste primeiro momento de funcionamento do programa, Anivaldo Miranda alerta para a necessidade de se firmar um conceito de revitalização. Para ele, é preciso tomar cuidado para não confundir oferta com demanda de água.

“Revitalização tem que ser entendida nesse momento como um conjunto de investimentos cujo foco é oferta de água, de melhorar a quantidade e a qualidade da água. É claro que, ao fazer o programa de revitalização, é preciso compatibilizá-lo com outras agendas, como saúde, indústria e economia em geral. São agendas que avançam paralelamente, mas as agendas da revitalização precisam ser conceituadas de forma precisa.”

Dentre as atividades que demandam mais água do rio São Francisco, está a transposição, que vai levar água do Velho Chico para Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e uma parte de Pernambuco. Para Miranda, a obra é um motivo a mais para acelerar a revitalização, somado a expansão de outros projetos econômicos que vão exigir mais água do rio.

“Os estados que vão se beneficiar com os canais da transposição agora começam a fazer parte da grande família do São Francisco – para o bônus e para o ônus. Isso significa que o programa de revitalização passa a ser de interesse direto desses estados. É um grande motivo para unir todas essas forças para tornar esse programa de fato realidade.” 

os grandes geradores de resíduos sólidosNa segunda‐feira, 29 de agosto, a partir das 13h, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) realiza audiência pública para debater a responsabilidade legal dos grandes geradores de resíduos sólidos na destinação de seu lixo. O evento tem o objetivo de esclarecer à sociedade e ao setor empresarial sobre a aplicação, a fiscalização e a atuação do MPDFT no cumprimento da Lei Distrital nº 5.610/2016 e da Lei Federal nº 12.305/2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).
 

De acordo com a legislação vigente, é responsabilidade dos grandes geradores arcarem com todos os ônus decorrentes do gerenciamento dos resíduos produzidos em suas atividades. O poder público pode fazer esse serviço, desde que seja remunerado. Atualmente, o SLU realiza as atividades que deveriam ser de responsabilidade dos grandes geradores sem efetuar nenhum tipo de cobrança.

A audiência pública, aberta a toda sociedade, será presidida conjuntamente pela Procuradoria Distrital dos Direitos do Cidadão (PDDC) e pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e Patrimônio Cultural (Prodema). “Esperamos reunir empresários do setor privado responsáveis por grandes empreendimentos, entidades de catadores, o setor público e a sociedade civil. A responsabilidade compartilhada dos resíduos, a consciência da obrigação de cada um para a diminuição, a reciclagem e o reúso de resíduos sólidos em prol do meio ambiente e de melhor qualidade de vida de todos é uma grande preocupação do Ministério Público" como declarou o titular da 1ª Prodema, Roberto Carlos Batista, que trabalha com a causa desde 1996.

Grandes geradores de lixo

De acordo com a definição legal, os grandes geradores são pessoas físicas ou jurídicas que produzem resíduos em estabelecimentos de uso não residencial, incluídos os estabelecimentos comerciais, os públicos e os de prestação de serviço e os terminais rodoviários e aeroportuários. A natureza ou composição dos resíduos são similares aos domiciliares e o volume diário, por unidade autônoma, ultrapassa 120 litros de resíduos sólidos indiferenciados. São exemplos desse tipo de geradores aeroportos, rodoviárias, supermercados e indústrias. A lei disciplina o gerenciamento dos resíduos sólidos não perigosos e não inertes produzidos por grandes geradores.

Cobrança pelo serviço

O assunto também será tratado em audiência pública organizada pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) em 18 de agosto. O objetivo é receber contribuições para minuta de resolução que estabelecerá os preços públicos a serem cobrados pelo SLU para gerenciar os resíduos que são de responsabilidade dos geradores que tiverem interesse em contratar o prestador de serviços públicos.

Serviço
Audiência pública sobre grandes geradores de resíduos sólidos
Data: 29 de agosto
Horário: das 13h às 18h
Local: auditório do MPDFT – Eixo Monumental, Praça do Buriti, Lote 2

Informou MPDFT - 18/08/2016

 

O plano decenal é um documento de responsabilidade do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética EPE, atualizado anualmente e que serve como um indicativo de tendências da política energética

PROTAL WWF BRASIL | FOTO: ENERGIA ALTERNATIVA © GLOBAL WARMING IMAGES / WWF - 15/08/2016 - 15:28:06
 
Plano Decenal de Energia aposta em 83% de renováveis até 2025Mais energia renovável, menos geração por combustíveis fósseis. Essas são algumas das novidades do novo Plano Decenal de Energia (PDE 2025) apresentado ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico no final de junho, e que ainda será oficialmente publicado.

O plano decenal é um documento de responsabilidade do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética EPE, atualizado anualmente e que serve como um indicativo de tendências da política energética.

De acordo com o novo PDE, houve uma redução de cerca de 1% no parque gerador de eletricidade em relação ao projetado no PDE anterior (saindo de 212,5 GW para 210,8 GW), mas ainda assim 50% maior quando comparado ao parque atual (140,9 GW em 2015). Por outro lado, a qualidade da energia gerada será mais ambientalmente correta, com diminuição da representatividade de carvão, óleo e gás industrial, manutenção da predominância da energia hidrelétrica e crescimento de eólica, biomassa, gás natural e solar (atualmente pouco explorada).

No total, a capacidade de geração a partir de fontes renováveis deve somar em 2025 até 175 GW, o que representaria 83% do parque instalado. Hoje o país possui 112 GW de usinas baseadas em fontes renováveis, o que significa cerca de 79% do total. Juntos, biomassa, eólica e solar devem reunir 28% do parque gerador brasileiro em 2025. Esta é uma demanda do WWF-Brasil, que vê a possibilidade do Brasil chegar a 100% de sua energia de forma renovável até 2030, com destaque para as alternativas não hidráulicas.

“Existem cenários no Brasil que mostram que é possível chegarmos ao 100% de energia renovável em nossa matriz sem a criação de novas usinas hidrelétricas, aproveitando principalmente as fontes solar, eólica e de biomassa”, diz o coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, acrescentando a necessidade de criação de políticas governamentais, como incentivos fiscais e facilitação de crédito para quem decida investir em energia renovável alternativa.

Apesar de uma diminuição de representatividade (caindo de 65% atuais para 55% da base em 2025), a energia hidrelétrica teria um aumento de 24 GW, segundo a previsão do PDE 2025. Nahur relembra que recentemente o Ibama cancelou a permissão de construção da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós exatamente por reconhecer os danos que esta grande obra traria ao meio ambiente e à população indígena que vive na região.

“A geração de energia solar, por exemplo, é a fonte que tem o maior porcentual de geração de empregos. Com investimentos neste setor, podemos diminuir as emissões de gases de efeito estufa, gerar economia na conta de eletricidade para empresas e residências e estimular o desenvolvimento do país. Incentivar este mercado traz benefícios para todos”, comenta André, citando a existência da iniciativa Selo Solar, do qual o WWF-Brasil faz parte, e que estimular empresas e consumidores a fazerem a transição para energia solar.