Por Eugenio Giovenardi - Blog O Observador - 14/09/2017

Foto: Pimenta de macaco, tão útil na flora como qualquer outra vida num ecossistema.

Estamos acostumados a discutir aspectos da superestrutura das relações humanas na economia, na política, na cultura. Nestas notas, penetra-se na infraestrutura da sobrevivência e reprodução da vida e da interdependência de todos os seres vivos.
A transição da economia capitalista para a economia ecológica requer um novo olhar sobre a organização da natureza. A satisfação das necessidades vitais de reprodução da vida está relacionada ao uso dos bens oferecidos pela natureza: água e alimentos.
Os bens que garantem a continuidade da vida são limitados no espaço do planeta e no tempo de sua disponibilidade. A economia ecológica obedecerá a um sistema de administração desses bens para satisfação de necessidades vitais. O ponto de equilíbrio entre o uso ou produção de bens e o tempo de regeneração e recomposição dos elementos orgânicos é uma garantia de durabilidade da oferta natural. A experiência humana registra um sério descompasso: a natureza leva anos ou milênios para recompor o que se subtraiu dela em poucos meses.
O reinvestimento da natureza para o oferecimento de novos bens, no mesmo espaço, requer tempo. É possível determinar o ponto de equilíbrio entre o uso ou produção de bens e o tempo de sua reprodução. Os ciclos naturais e as estações do ano são os elementos fundamentais da equação.
Mas o uso dos bens disponíveis para conservação e reprodução da vida depende do número de consumidores. O número de consumidores deve adequar-se à quantidade de bens naturais para que a regeneração se faça no espaço limitado e no tempo diferenciado para cada item da oferta.
Um espaço do qual se retirou uma tonelada de alimentos com o consumo de 1.000 litros de água só alcançara o ponto de equilíbrio se houver tempo para o retorno da água e dos elementos necessários à reprodução de nova safra. Hoje, os processos produtivos esgotam o solo e sua recomposição se faz artificialmente com elementos químicos e pivôs centrais de irrigação. Processos produtivos que ao longo dos anos destroem a biodiversidade e estendem as zonas de desertos.
O sistema capitalista de produção de bens é antinatural. Contraria os fundamentos matemáticos e se afasta irracionalmente do ponto de equilíbrio sugerido pela economia ecológica.
 

 

A recomendação é que se beba muito líquido, e evite atividades físicas e exposição ao sol

Correio Braziliense - 12/09/2017 - 11:22:24

O Instituto Nacional de Meteolorogia (Inmet) emitiu um alerta de baixa umidade relativa do ar nesta terça-feira (12/9) para algumas regiões do Centro-Oeste e parte do Sudeste brasileiro, inclusive o Distrito Federal. O órgão caracterizou o grau de severidade como perigo, já que a umidade deve variar de 20% a 12%. Segundo o Inmet, os riscos são tanto para a saúde quanto para incêndios florestais.

Por causa disso, os brasilienses devem sofrer com o ressecamento da pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. A recomendação é que se beba muito líquido, e evite atividades físicas e exposição ao sol. Para esta terça-feira, a previsão é que a temperatura máxima chegue a 30°C. A mínima atingiu 17°C durante a madrugada. O céu deve ficar claro a parcialmente nublado com névoa seca.

Artistas e parlamentares durante entrega de assinaturas e documentos em defesa da Amazônia

Hojeemdia/Agência Brasil/Lula Marques/AGPT/Fotos Públicos - 13/09/2017 - 10:18:52

Um grupo de artistas entregou nesta terça-feira (12) ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma carta de repúdio aos projetos de caráter ambiental que tramitam no Congresso Nacional e ameaçam, na opinião do grupo, a preservação da Amazônia. No documento, os artistas afirmam que não aceitarão “a destruição da floresta nem ataques aos direitos dos povos indígenas e tradicionais”.

Entre as celebridades estavam Suzana Vieira, Alessandra Negrini, Cristiane Torloni, Paula Lavigne, Luiz Fernando Guimarães, Victor Fasano, Xande Pilares, Maria Gadú, Tico Santa Cruz e Arlete Sales. Eles estavam acompanhados de ativistas de organizações de defesa ambiental, lideranças indígenas e parlamentares que integram a Frente Ambientalista

O grupo entregou também as petições das organizações ambientalistas Greenpeace, 342 Amazônia e Avaaz, com mais de 1,5 milhão de assinaturas de pessoas contrárias ao conjunto de medidas propostas pelo governo e pelo Congresso Nacional.

 

Renca

Em 23 de agosto, o presidente Michel Temer extingiu, por meio de decreto, a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca). Uma semana depois, a Justiça federal em Brasília determinou a suspensão dos efeitos de “todo e qualquer ato administrativo tendente a extinguir a Reserva Nacional do Cobre e Associados (Renca)”.

Na semana passada, uma portaria do Ministério de Minas e Energia suspendeu a análise de processos minerários na região até que seja feita uma ampla discussão com a sociedade. A portaria registra que “a análise dos processos minerários, em áreas passíveis de aproveitamento mineral, deve se dar apenas depois de encerrado o processo de discussão com a sociedade e de esclarecimentos sobre as condições que levaram à decisão de extinção da Renca e de acordo com os resultados desse processo”.

O decreto que extinguiu a Renca foi um dos alvos do protesto, além do projeto que pretende flexibilizar as regras de licenciamento ambiental que está em análise na Comissão de Tributos e Finanças da Câmara.

Os artistas querem que o governo revogue, de forma definitiva, o decreto que extingue a Renca e que os deputados barrem a aprovação de projetos que permitam a liberação do uso de agrotóxicos, a grilagem de terras e a redução de áreas protegidas.

“Um milhão e meio de assinaturas é um clamor público. Só o post do Vitor Fasano, no dia que saiu o decreto do presidente Temer, teve 8 milhões de visualizações. O povo Brasileiro acordou para a Amazônia. Somos uma ferramenta. Uma ponta dessas milhões de pessoas. Essa é uma brecha histórica para uma Lava Jato amazônica. A quem interessa a grilagem? A quem interessa a flexibilização do licenciamento ambiental?“ questionou a atriz Cristiane Torloni.
 

Indígenas barrados

Antes da entrega da carta, houve uma pequena confusão, pois os seguranças barraram a entrada de alguns indígenas e ativistas no gabinete do presidente Rodrigo Maia. As atrizes Paula Lavigne e Suzana Vieira, então, se negaram a entrar também e disseram que não entregariam a carta se todos não pudessem entrar. O conflito foi resolvido e todos entraram no gabinete.

Maia recebeu o grupo e disse que é favorável à revisão do decreto que extingue a Renca a partir de uma discussão com a sociedade. O deputado afirmou ainda que “tem muita informação truncada” e que o Congresso não tem nenhuma agenda que promova o desmatamento da floresta amazônica.

Os artistas também se encontraram com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), que se comprometeu a colocar em votação, ainda hoje, um pedido de urgência para aprecisação do Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 160/2017, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que pede a extinção total do decreto sobre a Renca. Caso o pedido de urgência seja aprovado, a expectativa é de que o PDL seja apreciado na semana que vem.



A comunidade do Alagado de Suzana recebeu neste domingo, dia 27, a visita do embaixador holandês Han Peters e de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil seção DF.

A Dra. Ângela de Cássia, que estava acompanhada pelo advogado Dr. Rejai dos Santos, ambos responsáveis pela comissão de educação e cultura da OAB, ficou impressionada com o trabalho de resistência que vem sendo feito naquela comunidade pela Fundação Seara  Espiritual que é coordenada pela professora Luciana Guimarães.

O embaixador e sua comitiva tiveram a certeza de que algo precisa ser feito com urgência e se colocaram à disposição para novas etapas. Aqui tem uma célula reunida que não pode se dispersar (disse um dos presentes no encontro).  Isso dificultaria uma ação governamental. Todo o benefício feito aqui atende ao grupo e facilita a ação social. O que é impressionante é o fato de que até o governador já visitou a comunidade, o secretário de meio ambiente Andre Lima também já visitou o local.  Na época, André ficou de voltar com uma equipe técnica para avaliar aspectos técnicos da instalação da obra que corre em ritmo extraordinário nas proximidades da vila. André disse desconhecer os procedimentos legais para instalação do empreendimento já que a área é uma APP: área de preservação ambiental.

A visita de um órgão internacional e da OAB vem em boa hora, já que o governo não vem dando a atenção necessária, disse o ambientalista José Garcia. Agora só falta o governo reconhecer essa comunidade e tomar providencias junto a seus auxiliares para que possa dar início à formulação de uma proposta que resolva definitivamente a situação. A comunidade do Alagado é remanescente de um programa social de governos anteriores e não é justo que permaneça como indigentes. Aqui crianças, adultos e idosos vivem em constante condição  de vulnerabilidade social. Mas só por eles, essa área que é uma ÁREA DE RESERVA ainda não foi toda loteada, pois aqui vem sendo objeto de especuladores imobiliários permanentemente, inclusive, por parte do próprio governo. A proposta dos ambientalistas é de que seja instruído um programa sócio-educativo de modo a reconhecer a importância dessa comunidade no âmbito da preservação dessa área. Essas famílias têm sido a salvação da bacia que compõe o Córrego do Crispim e do Alagado. Só um programa sócio-educativo com viés no desenvolvimento social e preservação do meio ambiente atende a essa demanda.

O governo precisa com urgência reconhecer a importância da cabeceira do Alagado como área de reposição do lençol freático dos mananciais dessa região.  Só em um segundo momento pode-se pensar em um programa habitacional com a inclusão dessas famílias para uma possível transferência para outra área.
 


 

 

 

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Da redação do Gama Cidadão - 29/08/2017 
 

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A modelo, que já faz história no ativismo ambiental, não ficou calada diante da decisão

Por Saullo Brenner-Metrópoles/Twitter - 26/08/2017 - 07:50:17


A modelo Gisele Bündchen, conhecida também por seu ativismo ambiental, se manifestou no Twitter contra o decreto do presidente Temer (PMDB), que extingue reserva na Amazônia para melhorar a exploração mineral.

Insatisfeita, Bündchen destacou: “Vergonha”. “Estão leiloando nossa Amazônia! Não podemos destruir nossas áreas protegidas em prol de interesses privados”, escreveu em sua conta no Twitter.

A revolta da modelo se deu porque o presidente Temer extinguiu uma área de reserva ambiental na divisa entre Pará e Amapá. A Renca (Reserva Nacional de Cobre e seus Associados), criada em 1884 durante o regime militar, possui 46.450km de extensão, tamanho equivalente ao do estado de Espírito Santo.

Dentro desta reserva estão localizadas partes de três unidades de conservação (UC) de proteção integral, de quatro unidades de conservação de uso sustentável (uma delas na qual, a partir de um plano de manejo, a mineração era permitida) e de duas terras indígenas.

Em junho deste ano, Gisele Bündchen marcou Temer no Twitter a fim de pedir que o presidente vetasse a diminuição da área de preservação da Amazônia. O tweet remetia ao site da ONG WWF Brasil, que fez campanha para o veto integral com o intuito de reduzir a proteção de 597 mil hectares de áreas na Amazônia. O mandatário de Temer não deixou Bündchen sem respostas: