O Senado elegeu nesta sexta-feira (1º), com 56 votos, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) como presidente da Casa. Com isso, ele acumulará com o cargo a presidência do Congresso Nacional e presidirá as sessões conjuntas de deputados e senadores.

Indicado pelo PMDB, maior bancada do Senado, e alvo de denúncia da Procuradoria Geral da República, Renan assume pela terceira vez o comando do Legislativo - foi eleito pela primeira vez em fevereiro de 2005 e reconduzido em fevereiro de 2007. ...

Renan Calheiros retoma a Presidência da Casa após cinco anos. No final de 2007, ele deixou o cargo em meio a denúncias de que usou dinheiro de lobista para pagar pensão de uma filha fora do casamento. Absolvido pelo plenário, Renan continuou como senador e era, até agora, líder da bancada do PMDB no Senado.

Em razão dos mesmos fatos de 2007, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, denunciou o Renan ao Supremo Tribunal Federal (STF) na semana passada pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Se o Supremo aceitar a denúncia, Renan Calheiros será réu e responderá a processo criminal.

A denúncia enfraqueceu a candidatura do peemedebista, que perdeu apoio do PSDB e até do PSB, partido aliado do governo federal.  Mesmo assim, continuou como favorito ao cargo, já que contou com votos do PT, da maioria dos partidos da base aliada e dos peemedebistas, com exceção dos "independentes", que não costumam seguir orientação partidária.

O peemedebista disputou o posto com Pedro Taques (PDT-MT), que teve apoio de partidos da oposição e de senadores "independentes", Taques teve 18 votos. Dois senadores votaram em branco e dois senadores votaram nulo.

Renan vai substituir José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado e do Congresso, tornando-se o terceiro na linha de sucessão para presidente da República, atrás apenas do vice-presidente da República e do presidente da Câmara dos Deputados.

Caberá a ele comandar sessões de votação, definir as pautas do plenário do Senado e do Congresso, além de convocar votações extraordinárias e dar posse aos senadores.  O presidente do Senado também preside a Mesa Diretora, que comanda as atividades da Casa, com orçamento de mais de R$ 3,5 bilhões e mais de 6,4 mil funcionários.

Uma das primeiras tarefas de Renan será resolver o impasse em torno da votação dos mais de 3 mil vetos presidenciais pendentes na pauta. No ano passado, em meio à pressão de parlamentares para derrubar o veto presidencial à Lei dos Royalties, o ministro Luiz Fux, do STF, determinou a votação cronológica dos mais de 3 mil vetos anteriores.

Além dos royalties do petróleo, estão na fila vetos ao projeto do novo Código Florestal, à lei que regulamenta os gastos em saúde e o que impediu o fim do fator previdenciário.

Outra tarefa do novo presidente de Senado e Congresso será comandar a votação do Orçamento de 2013, que prevê as receitas e despesas dos três poderes para o ano. A votação, que deveria ter ocorrido no ano passado, está prevista para ocorrer na próxima semana, quando termina o recesso legislativo.

Ao discursar antes da eleição, Renan comentou discursos de outros senadores sobre ética e disse que "a ética é dever de todos" no Senado.

“Alguns aqui falaram sobre ética e, seria até injusto com esse Senado, que aprovou celeremente, como nunca tão rapidamente outra matéria, a Lei da Ficha Limpa, demonstrando que esse é compromisso de todos nós. Eu queria lembrar que a ética não é objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o Brasil, é o interesse nacional. A ética é meio, não é fim. A ética é dever de todos nós", disse Renan.

Mesa do Senado
Depois da eleição de Renan, o plenário do Senado aprovou a nova composição da Mesa:

Presidente: Renan Calheiros (PMDB-AL)
Primeiro vice-presidente: Jorge Viana (PT-AC)
Segundo vice-presidente: Romero Jucá (PMDB-RR)
Primeira secretaria: Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Segunda secretaria: Ângela Portela (PT-RR)
Terceira secretaria: Ciro Nogueira (PP-PI)
Quarta-secretaria: João Vicente (PTB-PI)

Os suplentes são Magno Malta (PR-ES), Casildo Maldaner (PMDB-SC), João Durval (PDT-BA) e Jayme Campos (DEM-MT).

Perfil
Formado em direito pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Renan Calheiros foi eleito deputado federal em 1982 pelo PMDB. Em 1994, assumiu o primeiro mandato como senador.

Em 1998, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1955-2002), foi escolhido para comandar o Ministério da Justiça, cargo que ocupou até 1999.

Reeleito senador em 2002, Renan Calheiros e o PMDB decidiram apoiar o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010). Em 2005 foi eleito presidente do Senado e do Congresso Nacional, cargo que deixou em 2007, acuado por processos que poderiam custar seu mandato.

Atualmente, o senador é investigado em inquérito no STF pelo suposto uso de notas fiscais frias para justificar, em 2007, que tinha renda para pagar a pensão da filha com a jornalista Mônica Velloso. O peemedebista apresentou as notas, referentes a suposta venda de bois, para se defender da suspeita de que a pensão era paga por um lobista de uma empreiteira. O escândalo levou à renúncia de Renan comando do Senado em 2007.

O mesmo escândalo que derrubou Renan Calheiros voltou aos jornais com a denúncia do procurador-geral, Roberto Gurgel.

Fonte: G1/ Globo - 01/02/2013



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta quarta-feira ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que tenha em seu segundo mandato "um olhar mais justo" para a América Latina, durante uma conferência que ofereceu em um fórum internacional em Havana. ...

"Espero que o presidente Obama neste seu segundo mandato tenha um olhar mais justo e mais equitativo para nossa querida América Latina e, principalmente, acabe com o bloqueio" que os EUA mantêm contra Cuba há 50 anos, disse Lula no encerramento da 3ª Conferência Internacional "Pelo equilíbrio do Mundo".

Lula foi um dos convidados mais destacados desse fórum dedicado ao 160º aniversário do nascimento do herói da independência cubana, José Martí, que terminou nesta quarta-feira e no qual participaram mais de 600 delegados de 44 países.

O ex-presidente lamentou que os americanos tenham "ouvidos surdos quando se trata desta parte do mundo (América Latina)" e afirmou que os latino-americanos nunca "tiveram a oportunidade de ser tão independentes como somos agora".

"Como sou uma pessoa otimista acredito realmente, cegamente, que algum dia os EUA, e espero que seja durante o Governo do presidente Obama, se deem conta que realmente não há razão nenhuma para manter o bloqueio contra Cuba", insistiu.

Além disso, manifestou que Cuba tem um significado "especial" para a região por causa da "força moral construída por seu povo".

Fonte: Site Terra - 31/01/2013


Presidente do PSD, Rogério Rosso: fogo amigo pode enfraquecer legenda novata na disputa pelo governo do DF em 2014

O PSD do Distrito Federal parece que ainda não se deu conta de que o partido é uma grande força política, mas isso se mantiver a união. Semana sim, outra também, aparecem notas e trocas de farpas entre seus quadros representativos. Há pouco tempo, as duas deputadas mais aguerridas da legenda — Celina Leão e Liliane Roriz — ameaçaram uma debandada. Recuaram depois de conversarem com o presidente do partido, Rogério Rosso. ...

Passado o período de calmaria, voltou novamente os buchichos de que “se o PSD for para a base do governador Agnelo Queiroz (PT), haverá uma diáspora da legenda”. Esta possível ameaça teria partido da deputada Eliana Pedrosa, uma espécie de madre superiora da irmandade pessedista. Deputada experiente e dona de um capital político considerável, principalmente entre as classes C e D. Este patrimônio não veio de graça para a deputada. Foi conquistado em vários embates eleitoral e com uma atuação marcante no parlamento, tanto como fiscalizadora do executivo e como hábil negociadora nos bastidores.

Portanto, se for ela a autora desta insatisfação, a estratégia não é das melhores. Ao martirizar o presidente de seu partido, também enfraquece seu valor como liderança já que ela luta para ser uma possível postulante na disputa para o Palácio do Buriti. Quem vai abriga-la para seus planos se mira o poder a qualquer preço? Confiança se conquista conversando. Por mais pesquisa que ela tenha em mãos — e tem —, não se conquista, ou me­lhor, não se toma o poder do adversário sozinho.

Se o temor dos parlamentares pessedistas for o alinhamento com o governador Agnelo, então mostre ao presidente Rogério Rosso o quanto isso será danoso ao projeto de 2014. Ruim é a autofagia em que o PSD vem promovendo. Esta estratégia (?) só aumenta o descrédito dos parlamentares, jogando o conceito de inovação política no lixo. Talvez as nobres deputadas não tenham percebido que ficar atirando a esmo, sem um objetivo definido, não seja a melhor forma de ampliar o respeito dos brasilienses.

Por ser um partido jovem, mas com velhas lideranças, a dificuldade para assimilar novos conceitos políticos sofre resistência e incompreensões. Por exemplo: acusam Rosso de não ter ampliado o número de filiados com densidade eleitoral e que ele tem “uma história política pequena”, como sinalizou o jornalista Ricardo Faria, do Guardian Notícias. No artigo, Faria frisa que “Rosso trabalha para minar (...) possibilidades [em disputar o governo do DF], tanto de Eliana [Pedrosa] quanto de qualquer outro nome, pois, para eles, a vontade do presidente do PSD é a de se ser vice em uma composição com outros partidos”.

O Jornal Opção conversou com o pessedista na quinta-feira, 24, e ouviu dele uma análise diferente: “Enquanto não se decidir os nomes dos novos presidentes do Senado e da Câmara Federal, não tem como nenhum partido montar uma estratégia eleitoral para 2014. Não se trata de boicotar A ou B, o jogo só terá início a partir desta definição no Congresso.” De fato, qualquer movimento dos partidos agora pode redundar em fiasco. Quem garante um acordo político para 2014 se ainda não ficou claro o papel do PSD na base da presidente Dilma Rousseff. Sem esta definição, Rogério não tem muito espaço para manobrar a máquina pessedista rumo a qualquer projeto majo­ritário. Ir com quem e aonde?

E?quanto a ida para a base de Agnelo? “Já disse isso inúmeras vezes: é meu papel como presidente da legenda conversar com outras siglas. Não importa se é o PT, PSDB, PTB... Faz parte de qualquer político buscar o poder. Este não é o objetivo de todos os partidos?, indaga Rosso. Para ele, se não houver uma união visando os interesses do DF e seus cidadãos, “partido nenhum sobreviverá praticando os mesmos conceitos antigos”.

Fonte: Jornal Opção - 27/01/2013

fotoQuando foi presidente, o senador Fernando Collor (PTB-AL) celebrizou o estilo bateu-levou. Quer mudar tudo em sua nova campanha ao Planalto – creia, ele sonha com isso. Não se trata de uma obsessão, mas de uma saída estratégica. Se decidir pela reeleição, Collor disputará o cargo com o governador Teotônio Vilela (PSDB). Se optar pelo governo alagoano, concorrerá o atual vice Thomaz Nonô (DEM) e, talvez, com o futuro presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). A amigos, disse até que aspira ter o marqueteiro Duda Mendonça na sua campanha. Duda, criador do Lulinha Paz e Amor,  diz que não foi procurado pelo homem daquilo roxo.

Fonte: Felipe Patury - Revista Época - 27/01/2013

fotoDeputado Robério Negreiros (PMDB), Presidente da Comissão de Transporte Público da Câmara Legislativa, encaminhou Oficio a Secretaria de Transporte questionando os horários de funcionamento do Sistema Integrado de Transporte nos dias úteis que é de 8h às 17h.

O parlamentar argumenta que este horário não atende 4% dos trabalhadores brasilienses que moram nas regiões administrativas e trabalham no Plano Piloto, pois possuem horários fixos de entrada e saída os quais são de 8h às 18h.

O Deputado Robério, tem recebido inúmeras reclamações por parte dos usuários do transporte público coletivo no Distrito Federal, devido ao horário de funcionamento da integração, por este motivo  fez um requerimento na condição de presidente da Comissão de Transporte, solicitando a alteração do horário de atendimento para 06h às 19h para que toda a população seja realmente beneficiada.

Fonte: Blog do Cafezinho

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou 2013 vencendo mais uma eleição. Entre as personalidades mais corruptas de 2012, Lula ganhou com 65,69% dos 14.547 votos válidos o Troféu Algemas de Ouro. Em segundo lugar, com 21,82%, ficou o ex-senador Demóstenes Torres (sem partido) seguido pelo governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), com 4,55%. ...

Ironicamente, a segunda edição da premiação organizada pelo Movimento 31 de Julho foi marcada pela fraude. Os organizadores detectaram a utilização de um programa de votação automática que criou perfis falsos no Facebook, que direcionou 38% do total de votos (23.557) para candidatos ligados ao PSDB e ao DEM.

A premiação, que aconteceu na tarde deste domingo no Leblon, Zona Sul do Rio, foi marcada pela descontração. Em clima de carnaval, com máscaras representando os candidatos que disputaram o Algemas de Ouro 2012, os manifestantes elogiaram a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) na condução do julgamento do mensalão e lembraram os feitos “históricos” de cada concorrente.

ELEIÇÕES LIMPAS

Além de Lula, Demóstenes e Cabral, estavam no pleito o senador Jader Barbalho (PMDB-PA); os deputados federais Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Paulo Maluf (PP-SP); o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e sua ex-companheira de Esplanada, Erenice Guerra; o ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido); e o empresário Fernando Cavendish.

— Depois de eleger poste, o ex-presidente Lula mostra que ainda tem fôlego para ganhar mais eleições daqui para frente. Foram três candidatos que fizeram jus à premiação. Todos eles se destacaram nas páginas do jornal, mas o ex-presidente se sobressaiu. No ano passado, ele foi responsável por um dos momentos mais lamentáveis da história brasileira ao tentar chantagear um ministro do Supremo. Acho que por sua atuação em 2012, e nem quero lembrar de Valérios e Rosemarys, ele mereceu esse troféu e o cheque simbólico de R$ 153 milhões — afirmou Marcelo Medeiros, coordenador do Movimento 31 de Julho.

No último dia 9, os organizadores comunicaram à imprensa e à rede social Facebook — plataforma utilizada para computar os votos — a tentativa de fraude. A denúncia partiu dos próprios eleitores da enquete que perceberam que parte das escolhas foram feitas por perfis falsos, recém-criados no ambiente virtual.

— Não é militância. Se fossem militantes, era válido. O que detectamos foi uma organização criada para fraudar a disputa. Coincidentemente, os votos sempre eram para candidatos da oposição do governo petista e Cabral — explicou Medeiros, que prometeu mudanças na plataforma de computação dos votos na próxima eleição.

Por Renato Onofre (O Globo Online)

Fonte: Blog da Tribuna - 21/01/2013

Agnelo
Em discurso nesta quarta-feira (16), o governador Agnelo colocou a culpa das mazelas da saúde na imprensa como se os jornalistas e comunicadores fossem os gestores do sistema público de saúde.

Conforme divulgamos várias vezes o governo vem sofrendo constantes ações no judiciário para que os pacientes tenham o mínimo de atenção nos hospitais públicos, pois é a única forma legal que a população tem para obrigar que a Secretaria de Saúde preste o atendimento que é direito de todos. Porém este direito vem sendo violado nas mais diversas unidades de saúde seja por falta de médicos, medicamentos, superlotação e em alguns casos as péssimas condições de trabalho oferecidas pelo governo do DF aos profissionais da saúde.

O problema da saúde no DF diferente de outros estados e municípios que muitas vezes não dão o tratamento adequado aos doentes por falta de orçamento, mas aqui o problema é que ao invés dos recursos estarem sendo aplicados para melhorias do sistema público estão aplicados em instituições financeiras conforme reportagem do Blog do Odi .

http://www.blogdoodi.com.br/2866/Saude-do-DF-milhoes-no-caixa-servico-precario/

Depois do pronunciamento do Governador Agnelo de tentar imputar que a imprensa não divulga a realidade da saúde do DF, fato que é no mínimo curioso, pois sempre é divulgada a realidade. Porém nos últimos meses todos estão tendo o desprazer de divulgar os problemas diários que os brasilienses e brasileiros que moram no Distrito Federal vem sofrendo nas filas de hospitais e alguns nem nestas filas consegue chegar, pois morrem antes de serem atendidos.

A equipe do Blog do Cafezinho pede desculpas ao governador e sua equipe por divulgar a situação da saúde onde pessoas sofrem e rezam para serem atendidas, para não terem seus filhos no chão sujo de um banheiro de hospital, para que quando sejam conduzidos em estado greve em ambulâncias cheguem ao hospital e tenham atendimento.

Se a culpa é da imprensa de divulgar fatos lamentáveis como informamos, continuaremos á levar a informação com imparcialidade a todos os leitores.

Caro governador que é “medico” deveria ter uma maior sensibilidade e com certeza sabe que transplantes é um pequeno grão de areia em um grande mar de lama que se encontra a saúde que por sinal se não tiver um tratamento de emergência poderemos ter mais mortes.

Fonte: Blog do Cafezinho

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