De acordo com a proposta, as eleições para as administrações devem ser realizadas conjuntamente com a eleição de presidente, governador, deputados federais e distritais.

POR BRUNO LIMA / CB.PODER - FOTO: AGÊNCIA BRASÍLIA - 19/02/2018 - 06:40:28

Depois de vetar um projeto de lei aprovado pelos deputados distritais que previa eleições diretas para a escolha de administradores regionais, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) enviou para a Câmara Legislativa do DF na tarde desta segunda-feira (19) um texto com novas regras para a seleção. Caso seja aprovado, o texto só passará a valer nas eleições de 2022.

De acordo com a proposta, as eleições para as administrações devem ser realizadas conjuntamente com a eleição de presidente, governador, deputados federais e distritais. Para o socialista, isso vai evitar despesas para o governo de Brasília. “A previsão é de que os candidatos cumpram os mesmos pré-requisitos da legislação eleitoral, inclusive ser ficha limpa”, explicou Rollemberg.

O texto também prevê a criação de conselhos comunitários que irão fiscalizar as administrações.

O texto vetado no início do mês era de autoria do deputado Chico Vigilante (PT) e estabelecia que os administradores seriam escolhidos pelo governador a partir de uma lista tríplice, formada pelos três candidatos mais votados de cada região.

Para justificar o veto, Rollemberg argumentou que a medida não criava, de fato, uma eleição direta e que a proposta deveria ser elaborada pelo Executivo local e não pelo Legislativo.

As eleições diretas para as administrações é uma das promessas de Rollemberg durante a campanha ao Buriti, em 2014. Atualmente, o governador tem a autonomia para escolher os chefes das administrações. Geralmente, as nomeações são feitas a partir de indicações de parlamentares ou partidos em troca de apoio na Câmara Legislativa.

O embate pelo comando do diretório brasiliense do PSDB entre o presidente regional da legenda, deputado federal Izalci Lucas, e o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) acabará amanhã. E a vitória ainda tende, mesmo que de leve, para as asas do tucano. Segundo membros da Executiva Nacional Social Democrata, em conversas reservadas, existe maioria formada para a manutenção de Izalci no timão da sigla à frente de uma nova comissão provisória para o Distrito Federal.

Izalci fez movimentos cirúrgicos no Congresso em busca de apoio da cúpula nacional do PSDB. De cafezinho em cafezinho, conseguiu o voto do novo líder do partido na Câmara, o deputado federal Nilson Leitão (MT). O parlamentar substituí o correligionário Ricardo Tripoli (SP) no posto de porta-voz da sigla na Casa. E com o peso do cargo, virou o principal cabo eleitoral de Izalci.

Para seduzir o PSDB, Rollemberg apostou na aproximação com a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia, personagem histórica do partido. Mas em algum momento das tratativas, Márcio Machado entrou no circuito de negociações, adotando tom de protagonista. “Isso foi a pior coisa que o Rodrigo poderia ter feito”, resume um membro do grupo político do presidente nacional do PSDB, o governador e São Paulo, Geraldo Alckmin.

No retrato atual, a cúpula nacional tende a montar uma nova comissão provisória no PSDB mais próxima de Izalci. Por exemplo, Ludmila de Faro deverá deixar a composição do diretório brasiliense. No mês passado, a tucana chegou a ser cogitada para entrar no governo Rollemberg, para gerir a vitaminada secretaria de Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh). Mas teve o nome descartado, após o vazamento de uma gravação, onde tecia duras críticas contra a gestão do PSB.

Como na política, sempre há espaço para reviravoltas, o jogo ainda não está jogado. Desde a semana passada, Rollemberg buscava uma agenda com Alckmin para virar o tabuleiro. O governador do DF tentou inclusive levar Maria de Lourdes Abadia para a conversa. Procurado pelo Jornal de Brasília, o Palácio do Buriti soltou uma nota sobre o processo de definição do PSDB: “É uma decisão interna do partido. Mas o governo espera continuar contando os quadros do PSDB no secretariado do governador Rollemberg”.

 

Tempo de TV tem peso no confronto

A escolha tucana redesenhará o cenário político para as eleições de outubro. Oficialmente, Izalci é pré-candidato ao GDF. Contudo, o tucanato não projeta o presidente regional necessariamente para a cabeça de chapa para o Buriti. Na realidade, as contas tucanas apontam Lucas como um nome majoritário, mais próximo do Senado Federal.

Seja qual for o posto, em caso de permanência Izalci não deverá compor com Rollemberg, privando o governo de um preciso tempo de televisão na curtíssima campanha eleitoral do primeiro turno. Onde a TV continuará ter um peso relevante na definição de votos.

Uma vitória de Izalci também colocaria a composição do secretariado de Rollemberg em uma sinuca de bico. A suculenta super-pasta de Trabalho e Desenvolvimento Social está nas mãos da tucana Ilda Peliz e ex-presidente da Abrace. Contudo, o espaço é cobiçado pelo PSB, do próprio Rollemberg. E antes da tentativa de casamento tucano, os socialistas queriam a ex-secretaria de Segurança, Márcia de Alencar, no posto.

Caso Rollemberg vire a maré, conseguirá um importante passo na tentativa de reeleição. Pelas contas de aliados, o PSB pode ser competitivo tendo os tucanos, PRB, PROS e PV. Coincidentemente, em chapa com PSDB, o governador pensa em Izalci para o Senado.

A reportagem tentou entrar em contato com o líder do PSDB, deputado Nilson Leitão, até o fechamento desta edição. Mas não teve retorno.

Geraldo Alckmin estará amanhã em Brasília para a reunião da Executiva Nacional do PSDB.

O sinal de alerta foi acionado no Buriti, quando o governador paulista cravou que as alianças nacional e estaduais serão independentes.

Fonte: Correio Jornal de Brasília

Por enquanto, apenas o governador Rodrigo Rollemberg é declaradamente candidato ao Executivo local. Demais partidos e coligações ainda estudam o melhor cenário para lançar ou não concorrentes

Ana Viriato,  Correio Braziliense -  04/02/2018 08:00 

Diante das incertezas do cenário político nacional, as peças da disputa pelo Palácio do Buriti estão embaralhadas. A seis meses do prazo final ao registro de partidos políticos e coligações para as eleições, o único nome confirmado no pleito é o do governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Entre ligações e encontros, as coalizões seguem adiando o lançamento de seus pré-candidatos, apesar de a campanha deste ano ser mais curta — 45 dias em vez de 90. Em alguns casos, porque lideranças da capital federal colocam as próprias pretensões acima das do grupo; noutros, devido à falta de opções. As articulações, porém, seguem a todo vapor.

Enquanto isso, o governador trabalha na campanha. A agenda é dividida entre lançamentos de projetos, visitas a cidades, anúncios de agrados ao funcionalismo — como o adiantamento dos salários — e inaugurações. Entre um compromisso e outro, o chefe do Executivo local faz vídeos e selfies para adicionar às redes sociais, na tentativa de uma aproximação com o eleitorado. Com mais discrição, ele trata das articulações políticas. Na última semana, Rollemberg dedicou-se ao fortalecimento de laços com possíveis desertores, principalmente da frente evangélica, cuja base eleitoral é forte no DF.

 

O PRB, fundado por bispos da Igreja Universal do Reino de Deus, considerava certo o desembarque da base aliada. Mas, depois de uma conversa com o governador, a sigla suavizou a postura: decidiu estudar as possibilidades de uma nominata governista e adiar a decisão sobre a debandada. O desfecho dependerá das ofertas e da viabilidade eleitoral do socialista. Um dos nomes republicanos que interessam ao Buriti é o da secretária de Esportes, Leila Barros.

 

O governador também se aproximou do Podemos, que conta com a ex-distrital e candidata a um cargo majoritário Eliana Pedrosa. A ideia é afinar o diálogo com o partido, que estava em constante afastamento, ao lado de PRB, PSC e PHS — esses dois últimos declararam oposição a Rollemberg nas próximas eleições. O chefe do Buriti ainda manteve as costuras com aqueles que deverão estar ao seu lado em outubro: os deputados federais Ronaldo Fonseca (Pros), com grande influência na Igreja Assembleia do Reino de Deus, e Augusto Carvalho (SD).

 

Outro alvo foi o ex-secretário de Meio Ambiente e presidente do PV-DF, Eduardo Brandão. Atualmente, o partido integra a base aliada e recebeu a proposta de disputar a Vice-Governadoria na chapa de Rollemberg. A sigla reuniu-se, nesta semana, para discutir o posicionamento nas eleições, mas também retardou a definição.

 

Nesta segunda-feira, Rollemberg reforçará a tentativa de viabilizar uma união com o PSDB, de Maria de Lourdes Abadia. Isso porque o presidente do partido e pré-candidato ao Planalto, Geraldo Alckmin, deve vir a Brasília para o Encontro dos Governadores. Desta vez, a conversa acontecerá em meio a um embate entre as siglas pelo Palácio dos Bandeirantes. Em São Paulo, nenhuma das legendas pretende abrir mão da candidatura ao governo. Presidente do PSB-DF, Tiago Coelho minimiza a situação. “O nosso partido tem várias candidaturas ao governo no Norte e no Nordeste que podem servir como palanque eleitoral. Isso nos credencia como bons aliados a presidenciáveis”, ressaltou.

 

Incertezas

Enquanto Rollemberg investe no fortalecimento da base, partidos de centro-direita, que dividem a herança de José Roberto Arruda e Joaquim Roriz, batem cabeça. Apesar de o ex-secretário de Saúde Jofran Frejat (PR) ser, com folga, o primeiro colocado em pesquisas de opinião, a coalizão insiste em encomendar novas sondagens antes de lançá-lo pré-candidato ao Executivo local. “Esse material avaliará quem tem maior intenção de voto, potencial de crescimento e menor rejeição. Com base nos dados, a escolha final deve acontecer na primeira quinzena de abril”, adianta o ex-distrital Alírio Neto (PTB).

 

O adiamento acontece porque, apesar do discurso afinado, os deputados Alberto Fraga (DEM) e Izalci Lucas (PSDB), além de Alírio, não querem abrir mão da oportunidade de concorrer ao Buriti. Principalmente o petebista, que recebeu da Executiva nacional a garantia de apoio e investimentos na candidatura. A consequência do imbróglio é mais costuras nos bastidores e menos contato do pré-candidato oficial do grupo com a população.

 

No campo de centro-esquerda, ex-aliados de Rodrigo Rollemberg, insatisfeitos com a gestão, uniram-se para enfrentá-lo na corrida eleitoral. Estão lado a lado o senador Cristovam Buarque (PPS); o deputado federal Rogério Rosso (PSD); e o presidente da Câmara Legislativa, Joe Valle (PDT). Com o intuito de fortalecer a nominata, o grupo busca uma aproximação com outras siglas, como PRB, Podemos, PSC, PHS e PPL.

 

As projeções apontam Valle como o candidato da frente ao Palácio do Buriti. Integrantes do grupo, porém, asseguram que a definição da composição majoritária não é prioridade no momento. “Essa, talvez, seja a disputa mais complexa da história das eleições no DF. Antes de tudo, as siglas apresentarão projetos sobre os 15 temas elencados na última reunião, como educação, saúde e segurança, para produzirmos o programa de governo”, garantiu Rosso.

 

Esquerda

Com a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a situação do PT agravou-se, uma vez que alguns partidos têm receio de apoiar uma candidatura que pode não chegar ao fim. A condição respingou na capital federal. Aqui, petistas encontram dificuldades em formar alianças devido ao afastamento de parceiros históricos. Além disso, nenhum nome com densidade eleitoral apresenta-se para disputar o Buriti.

 

O PSol está mais firme. O partido aguarda o sinal verde para lançar a diretora da Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília (UnB), Fátima Souza, ao Executivo local. Em 24 de fevereiro, a agremiação baterá o martelo sobre as candidaturas e os indicativos de alianças. “Conversamos sobre projetos com PDT, PCB, PSTU, Rede, PCdoB e outros. Agora, o diretório apontará com quais devemos falar sobre coligações. Buscamos a formação de uma frente antifascista”, afirmou o presidente regional da sigla, Fábio Felix.

 

Dúvidas e certezas

A oito meses das eleições, as candidaturas ao Buriti seguem incertas,  mas as frentes de disputa começam a tomar forma. Confira:

 

Rodrigo Rollemberg (PSB) — Com a debandada de aliados no ano passado, como PDT, PSD e Rede, o governador teve de reconstruir a base. O Pros, de Ronaldo Fonseca, e o Solidariedade, de Augusto Carvalho, sinalizaram que estarão ao lado do socialista na disputa. Ele costura, ainda, com PSDB, PRB, PV e Podemos. O chefe do Buriti conta com a vantagem de ter a máquina pública nas mãos e tem investido no cumprimento de promessas de campanha.

 

Centro-direita — O grupo é integrado por Alírio Neto (PTB), Alberto Fraga (DEM), Izalci Lucas (PSDB), Jofran Frejat (PR) e Tadeu Filippelli (MDB). Investigado na Operação Panatenaico, Filippelli disputará o cargo de deputado federal, mas, por conta da estrutura e do tempo de tevê do partido, terá o poder de indicar o vice-governador da chapa. São nomes cotados o deputado federal Rôney Nemer (PP) e o ex-secretário de Obras Luiz Pitiman (PSDB).

 

Centro-esquerda — A coalizão conta com nomes de peso, como Cristovam Buarque (PPS), Joe Valle (PDT), Rogério Rosso (PSD) e Valmir Campelo (PPS). Os três primeiros integraram ou apoiaram a candidatura de Rollemberg em 2014, mas, insatisfeitos com a gestão, deixaram a base aliada. Negociam, ainda, com PRB, PPL, PSC, PHS e Podemos.

 

PT — O partido ficou desgastado após a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e as recorrentes investigações que recaem sobre o ex-governador Agnelo Queiroz. Correligionários cogitam a ideia de uma chapa puro-sangue, uma vez que aliados históricos se afastaram. Contudo, faltam interessados em disputar a sucessão de Rollemberg. O único nome colocado à disposição até agora é o da diretora-presidente do Sinpro, Rosilêne Corrêa.

 

PSol — A sigla pretende lançar o nome de Fátima de Souza ao Buriti, mas aguarda o sinal verde da professora. Para o Senado, contam com um nome de peso: Marivaldo Pereira, ex-secretário executivo do Ministério da Justiça e militante conhecido. Estuda coligações com partidos de esquerda, como PCdoB, PSTU e PCB.

 

Calendário eleitoral

 

De 20 de julho a 5 de agosto

» Período em que os partidos estão autorizados a promover convenções para a definição dos candidatos

 

15 de agosto

 » Fim do prazo para partidos políticos e coligações registrarem candidaturas

 

16 de agosto

» Início da propaganda eleitoral

 

26 de agosto

» Começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão

 

29 de setembro

» Fim da propaganda eleitoral gratuita veiculada no rádio e na televisão

 

30 de setembro

» Termina o período de exibição de propaganda eleitoral paga

 

2 de outubro

» Primeiro turno das eleições

 

Edval de Oliveira Novaes Júnior. Foto: Correio Braziliense

Edval Novaes não é mais o Secretário de Segurança Pública do DF e em seu lugar entra o adjunto Cristiano Barbosa que, assim como aquele, também é do quadro da Policia Federal. Novaes é o terceiro secretário desde de que se iniciou o governo Rollemberg. Embora tenha alegado motivos pessoais e ter entregue carta solicitando sua exoneração, sabe-se que ele não resistiu à pressão e pediu para sair.

Vamos às claras: essa saída foi provocada pelo fogo de monturo de um movimento corporativo inserido na Secretaria de Segurança Pública que está a insistir no aumento de salários. Os policiais civis não desistem do pleito de ter seus salários equiparados ao salário dos policiais federais e remam contra a correnteza dos cofres do Buriti. Quando menos se espera, lá vêm eles pressionando o executivo por aumentos salariais. Como se ganhassem pouco! O salário de um policial civil em início de carreira está acima dos 8 mil mensais e pode chegar aos 18 mil. E hajam benesses! Mesmo assim os caras ainda têm coragem de pleitear aumento mesmo diante de uma crise como a que assola o país. Herança maldita de um sistema sindical que só pensa naqueles que estão empregados.

No meio desse fogo de monturo, e apesar dele, em 3 anos de Governo de Rollemberg, ficaram os antigos secretários, dois homens que desistiram em 10 meses e uma mulher que resistiu 15 meses. A mulher a que nos referimos é a senhora Márcia de Alencar que foi a única a apresentar um plano de ação para a segurança do DF e ocupou cargo no ano de 2016, período mais difícil da história da Secretaria de Segurança Pública do DF.  

Atentemo-nos para o fato de que foi exatamente por apresentar um plano de ação mais humanizado para a Secretaria de Segurança Pública da capital federal que Márcia de Alencar foi rechaçada. Vamos de novo às claras: o projeto proposto foi elaborado por uma mulher, fato surpreendente dentro de uma corporação de machos. O governo parece não ter percebido ou não ter tido pulso para garantir o trabalho de Márcia que pensa a segurança como questão de bem-estar social.

Em seu discurso de posse, Márcia deu créditos às prerrogativas do governo, sobretudo no que tange à gestão sustentável propalada por Rollemberg nas “Roda de Conversa”. Ela usava o termo “segurança transversal” ou transdisciplinar com firmeza para direcionar o trabalho da segurança pública.

Márcia de Alencar mora em Brasília tempo suficiente para assimilar os desejos e anseios do povo da capital.
Com um currículo primoroso, poderia ter norteado toda a política governamental em torno da segurança pública. Mas, além do fogo de monturo que a queimou também, foi vítima de uma corporação machista. Uma mulher não poderia dar as cartas.

Psicóloga, Bacharela em Direito, Mestre em Sociologia, com especialização em Gestão Pública, a senhora Márcia de Alencar esteve à frente do Ministério da Justiça, atuou como consultora no campo das alternativas penais e, também, prestou consultoria para as Nações Unidas (ONU), em Moçambique, trabalhando em projetos de prevenção à justiça criminal. É autora do Manual de Monitoramento de Penas e Medidas Alternativas publicado pelo Ministério da Justiça, em 2002. Experiência, portanto, não lhe falta(va) para exercer trabalho com abonação e equilíbrio emocional na Secretaria de Segurança Pública do DF.
 

Márcia de Alencar, atualmente na assessoria especial da Governadoria. Foto: Mary Leal/Agência Brasília

Repórter: Élton Skartazini

Samambaia - RA XII/DF, 12ª Região Administrativa do Distrito Federal, é marcada pela participação histórica da sociedade, na política, economia, cultura, urbanização, etc., desde antes da sua criação, a 25/10/1989, no governo de Joaquim Roriz. Lideranças comunitárias se destacam, desde o "assentamento das famílias carentes, oriundas de invasões e fundos de quintal", até hoje, nesta cidade que constrói sua própria história!

Com tal característica original, moradores de Samambaia/DF partem em busca de consenso entre as forças políticas locais, a fim de eleger representantes autênticos da região, às câmaras distrital e federal, nas 'Eleições 2018'. Este é, pois, o objetivo desse grupo, precursor do movimento 'Juntos por Samambaia', que envolve  pré candidat@s e a população em geral, para, democraticamente, alcançar esta meta política.

"Samambaia tem quase 280 mil habitantes. Aproximadamente 140 mil são eleitor@s, votos suficiente para eleger dois ou três distritais e um deputado federal", disse o morador Hélio de Aquino. "Samambaia precisa de representantes daqui mesmo, para que cada voto retorne, de fato, em investimentos na saúde, educação, segurança, moradia, urbanização, qualidade de vida, etc.", disse a pré candidata Telma Rufino.  

Diversos pré candidatos compareceram na reunião de terça, 30/01/2018, no Centro de Ensino Médio - CEM 304. Experientes de outras campanhas, ou 'marinheiros' de primeira viajem, se entusiasmaram com a possibilidade de atuar em conjunto, para que cada 'morador de Samambaia, vote em morador de Samambaia'. Existe um grupo de trabalho que coordena as ações, com a participação de todos. Participe!
 


Mais informações(61) 98477.7132 (Hélio) e 99113.6173 (Antônia)

Élton Skartazini - (61) 99908.4963 | www.skartazini.com

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo - 29 Janeiro 2018 | 20h23 / portal MSN


Foto: O ministro Joaquim Barbosa integra a Suprema Corte desde 25 de junho de 2003. O ministro também integrou o Tribunal Superior Eleitoral entre 2006 e 2009, chegando à Vice-Presidência do TSE em 6 de maio de 2006.

A ala do PSB contrária à aliança com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) deu início a ofensiva para viabilizar a filiação e candidatura do ex-ministro Joaquim Barbosa pelo partido nas eleições presidenciais deste ano. Capitaneado pelo líder da legenda na Câmara, deputado Júlio Delgado (MG), o grupo prepara uma série de manifestos e notas de diretórios estaduais e da bancada no Congresso Nacional em apoio à candidatura do ex-ministro.

O movimento da ala pró-Barbosa busca se contrapor à articulação liderada pelo vice-governador paulista Márcio França. De olho no apoio dos tucanos a sua candidatura ao governo de São Paulo neste ano, França articula aliança do PSB com Alckmin na eleição presidencial. A movimentação do vice-governador tem incomodado Barbosa, que disse a integrantes da cúpula do PSB que só aceita ser candidato a presidente se tiver amplo apoio na legenda.

O primeiro manifesto em apoio ao ex-ministro foi lançado na semana passada pelo diretório do PSB mineiro. "A Executiva Estadual do PSB de Minas Gerais reconhece que a filiação de Joaquim Barbosa reforça os quadros do campo progressista. É homem público, capacitado, competente e dará grandes contribuições para as discussões temáticas nacionais", diz a nota, aprovada na última terça-feira (23).

"Como esta, teremos manifestos de outros Estados e, na volta do recesso, faremos um manifesto de deputados e senadores em apoio à candidatura dele (Barbosa)", disse Delgado ao Broadcast Político. Ele disse que tem ligado e se reunido com pessebistas de outros Estados para articular as novas notas. A expectativa é de que os diretórios estaduais do Rio Grande do Norte, Acre e Piauí divulguem manifestos nessa linha nas próximas semanas.

Novo encontro. Delgado e outros deputados do PSB se reuniram com Barbosa na última quinta-feira, 25, um dia após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser condenado pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). O encontro aconteceu em Brasília e contou com presença também do marqueteiro argentino Diego Brady, que trabalhou na campanha presidencial do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) em 2014.

Na reunião, Barbosa, que deixou o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2014, relatou incomodo com movimentos de alas do PSB contra sua candidatura. "Dissemos a ele que nem o Eduardo, que era governador de Pernambuco, presidente do partido e que teve toda uma história no partido, conseguiu unanimidade em 2014. É um trabalho de construção de candidatura e que vamos continuar fazendo", declarou o líder do PSB na Câmara.

Na reunião, o marqueteiro argentino sugeriu que Barbosa publicasse uma nota comentando o resultado do julgamento do TRF-4, que, por unanimidade, não só confirmou a condenação de Lula no processo do triplex do Guarujá (SP), já decidida pelo juiz Sérgio Moro, como aumentou a pena dele de 9 anos e seis meses para 12 anos e um mês. O ex-ministro, que presidiu o STF no julgamento do mensalão, no entanto, disse que não iria se manifestar publicamente para não ser "taxado de oportunista".

O encontro da semana passada foi o segundo de Barbosa com integrantes do PSB em menos de dois meses. Em 11 de dezembro, o ex-ministro se reuniu com deputados federais do partido em seu escritório em São Paulo. Nas duas conversas, admitiu interesse em disputar as eleições presidenciais deste ano, mas disse que só anunciará sua decisão oficial em março - o prazo para políticos que forem participar das eleições se filiarem a algum partido acaba em 7 de abril.

A reportagem não conseguiu contato com o ex-ministro. O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, informou que o partido ainda não tomou nenhuma decisão sobre como se posicionará na disputa presidencial. Segundo ele, a legenda está focada agora na construção de candidaturas a governador em nove Estados. São eles: São Paulo, Minas, Distrito Federal, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Amazonas, Tocantins e Espírito Santo.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), localizado em Porto Alegre (RS) condenou por unanimidade o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro. Os desembargadores João Pedro Gebran Neto, relator do processo; Leandro Paulsen, revisor; e Victor Luiz dos Santos Laus mantiveram a condenação em primeira instância, proferida pelo juiz Sergio Moro, mas decidiram aumentar a pena para 12 anos e 1 mês em regime fechado, além de 280 dias-multa. Também foram condenados o empreiteiro Léo Pinheiro e o ex-executivo da OAS Agenor Franklin. O Julgamento foi transmitido ao vivo pelo próprio tribunal.

O relator do caso, desembargador João Pedro Gebran Neto, manteve a condenação proferida pelo juiz Sergio Moro. Em sua justificativa para o aumento da punição, o magistrado disse que, por ter ocupado a presidência, a culpabilidade do ex-presidente é extremamente elevada. Segundo ele, na condição de principal mandatário do país foi tolerante e beneficiário com a corrupção na Petrobras, o que fragilizou não só a estatal, mas também a estabilidade democrática brasileira.

Não bastasse o caso do Mensalão do PT, que ocorreu na época do primeiro mandato do ex-presidente (2002 a 2006), agora está confirmado pela segunda instância do Judiciário a continuidade dos esquemas de corrupção bem como a culpabilidade do ex-presidente Lula.

“- A culpabilidade é o vetor maior. E a culpabilidade é extremamente elevada (por se tratar de ex-presidente) - afirmou Gebran, que também negou o pedido de prescrição do crime de corrupção apresentado pela defesa de Lula.”

                                                                                                                     
A situação da corrida eleitoral com o impedimento de Lula:

Com a condenação do Lula tudo muda no cenário eleitoral para a principal cadeira da política brasileira, a Presidência da República. Os nomes que já estão certos são:

 

PRÉ-CANDIDATO

PARTIDO

Geraldo Alkimin

PSDB

Marina Silva – REDE

REDE

Ciro Gomes – PDT

PDT

Jair Messias Bolsonaro

PSL

Manoela D´ávila

PC do B

Álvaro Dias

PODEMOS

João Almoêdo

NOVO

Paulo Rabello de Castro

PSC

Fernando Collor de Melo

PTC

Cristovam Buarque

PPS

Eimael

PSDC

Levy Fidelix

PRTB

Valéria Monteiro

PNM

Estes são os que já oficializaram suas pré-candidaturas.

Mas como o processo ainda se encontra na fase de pré-candidaturas tudo pode acontecer. Até a oficialização dos candidatos em agosto desse ano o cenário pode mudar. Dentre os que já estão certos de sua corrida à cadeira da presidência, pode ser que alianças ou desistências abram mais vagas nessa corrida.

Uma pré-candidatura que surpreendeu a todos foi a do Fernando Collor de Melo. Ele cumpre o segundo mandato consecutivo como senador por Alagoas. Eleito em 2006 e reeleito em 2014. Foi prefeito de Maceió (1979-1982), deputado federal (1982-1986) e governador de Alagoas (1987-1989). Em 1989, foi o primeiro presidente da República eleito pelo voto direto após o período de intervenção militar. Permaneceu no cargo até 1992, quando sofreu um processo de impeachment. Collor anunciou a pré-candidatura em 19 de janeiro deste ano em discurso em Arapiraca (AL).

Na outra faixa dessa avenida eleitoral estão nomes que possivelmente podem sair candidatos. Fazendo com que as coisas tomem proporções inesperadas. Alguns nomes já vêm sendo citados como pré-candidatos quase certos. O apresentador de TV da Rede Globo, Luciano Hulk, vem sendo cotado como uma opção totalmente fora do sistema. Entre o vai e não vai Hulk ganha força numa possível disputa ao cargo de Presidente. Há quem diga que dentre os feitos do Hulk na presidência está a mudança do “Minha Casa Minha Vida” para o “Lar Doce Lar”, a criação do novo projeto social “Lata Velha” e a mudança do “ENEM” para “Agora ou Nunca”. Brincadeiras à parte, o certo mesmo é que com a oficialização de sua candidatura vai causar um rebuliço no cenário atual. O novo sempre tende a causar e impactar.

Outro que vem sendo cotado como pré-candidato ao cargo é o ex-ministro Joaquin Barbosa. O ex-presidente do STF tem olhado com menos resistência à ideia de se candidatar à Presidência da República. Ele tem conversado com integrantes do PSB e andou se reunindo com o partido para discutir o assunto. Mais simpático à ideia de concorrer, o relator do mensalão passou a se preocupar com a imagem do dia a dia. Não quer que uma eventual informalidade ou casualidade de quem está aposentado seja registrada pelos adversários.

A candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência da República pelo PSB será um trunfo e tanto para o governador Rodrigo Rollemberg. Os dois farão campanha juntos e o relator do mensalão reforçará a imagem de combate à corrupção com o ingrediente de carregar a novidade na política. O Distrito Federal, centro do poder, é uma das unidades da federação que mais viveram as denúncias envolvendo o mensalão e o julgamento do caso no STF. Tal feito e pelo fato dele ser negro estaria somando muito positivamente para que as pessoas deem seu voto ao Joaquim. Ele tem uma grande contribuição a dar ao Brasil e isso ninguém pode negar. O certo é que numa possível corrida pela presidência e uma provável vitória, o Brasil estaria realizando uma nova revolução política. Além de eleger uma cara nova pro cargo mais alto da política no País, estariam elegendo o primeiro presidente negro da história tupiniquim. Por enquanto tudo segue nas possibilidades e ainda não há nada concreto. Porém, como muita água ainda há de correr nesse rio, até agosto tudo pode acontecer.

Com a saída de Lula do processo eleitoral alguns nomes tendem a ganhar mais força enquanto que outros podem perde-la por não ter mais o PT como opção para aliança. Já o PT vai ter que se reinventar se quiser continuar no pleito, mas terá de fazê-lo de forma limpa e honesta, algo bem difícil para uma organização como esta. Com a declaração da presidente do partido, senadora Gleisi Hoffman de que não vão aceitar a decisão da Justiça e vão partir pra briga dá para perceber que sem Lula não tem PT. Então pode ser bem provável que na corrida presidencial não vejamos PT em nenhuma das raias esse ano. Nem com a candidatura de alguém bem como apoiando ninguém.  Pode ser, que nessa segunda opção, em último caso, insistam em apoiar a pré-candidata do PC do B, Manoela D´ávila.

Ainda é cedo pra traçar qual será o cenário eleitoral para a Presidência da República esse ano, mas já temos muitos nomes pré-confirmados e outros irão surgir até agosto. Sigamos acompanhando a dança das cadeiras.