Relator do processo na Comissão de Ética, Agaciel Maia (PR), afirmou que não pode julgar um deputado a partir de matérias jornalísticas

Por Manoela Alcântara/Michael Melo/Metrópoles - 21/08/2017 - 16:34:53


A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa arquivou o processo de cassação contra a deputada Sandra Faraj (SD). Por unanimidade, os integrantes do colegiado decidiram que o processo de investigação pelo uso irregular da verba indenizatória não vai sequer a plenário.

O relator do caso, deputado Agaciel Maia (PR), leu o relatório na tarde desta segunda-feira (21/8) e considerou “incabível a manifestação da comissão sobre um processo penal que ainda está acontecendo”.

O pedido de cassação contra a deputada foi uma iniciativa da ONG Adote um Distrital, após denúncia de uso indevido de verba indenizatória. A entidade alegou a falta de comprovação de pagamentos à empresa de publicidade Netpub. Segundo os proprietários da agência, que cuidava do site da parlamentar, ela recolhia os recibos, fazia o pedido de ressarcimento à Casa, mas não repassava o pagamento à empresa.

Em 23 de maio, a Comissão de Ética aceitou o andamento do processo por unanimidade. Na ocasião, foi eleito como relator o deputado Agaciel Maia, hoje líder do governo na Câmara. Após o prazo regimental de 90 dias ele afirmou na comissão que “os argumentos eram fundados em matéria jornalística e que a comissão não pode basear suas decisões em matéria midiática”.

Sobre a oitiva das testemunhas pelo corregedor, Maia argumentou que não houve garantia do direito de presença das partes, o que ofende a Lei Penal vigente. O relator entendeu que são nulos os depoimentos. “A Comissão de Ética não pode tirar o mandato de um parlamentar pela existência de processos judiciais que ainda estão em andamento. O processo não transitou em julgado”, disse.

Para o arquivamento, Agaciel precisava de pelo menos três votos da comissão, mas conseguiu unanimidade. Wellington Luiz (PMDB) foi o primeiro a concordar com o relator. Raimundo Ribeiro (PPS) também acompanhou o voto ao afirmar: “Notícia de jornal, hoje, vale mais que decreto sentencial”. Telma Rufino (PROS) e o presidente da comissão Ricardo Vale (PT) também votaram a favor do arquivamento.

Quando falamos de geopolítica, não devemos restringir a análise aos movimentos globais, intercontinentais

Por José Seabra - Notibras.com - 14/08/2017 - 14:31:25

A relação entre a geografia e a política é mais profunda do que imaginam os eleitores em regimes autenticamente democráticos. Quando falamos de geopolítica, não devemos restringir a análise aos movimentos globais, intercontinentais. Ela acontece na esquina de casa. Diariamente.

Quando reduzimos a observação ao patamar daquilo que nos interessa, no nosso bairro, na nossa cidade e Estado, então estamos no caminho correto. É para isso que existem as assembleias municipais e estaduais.

No caso do Distrito Federal, é a Câmara Legislativa, onde estão os 24 representantes da população. São eles que têm obrigação de conhecer nossos problemas e necessidades. Teoricamente, esse conhecimento deverá ser utilizado para encontrar soluções. Seja por meio de leis, seja por meio da governança.

E é aí que entra a questão maior: para ter o poder de determinar e executar projetos, os 24 deputados dependem daquele que comanda o Palácio do Buriti. Ou o governador concorda com a execução das soluções, ou o deputado distrital senta na cadeira dele e cumpre sua missão. Por esse ângulo, é natural que o sucessor de Rodrigo Rollemberg deixe a CLDF e vá para o outro lado da praça.

Só existe uma forma de conquistar isso que é pelo voto. Mais uma vez, teoricamente, temos 24 nomes aptos a comandar o Buriti em 2019. Na prática, quem deveria governar nossas soluções seria um deles. Mas quem vai revelar esse nome é o eleitor.

Outros oito parlamentares podem ser somados aos deputados distritais. Na Câmara Federal, o Distrito Federal também dispõe de políticos que estão de olho no Palácio do Buriti. A soma, assim, chega a 32. Mas as atribuições dos federais estão mais distantes da população. Por mais que eles se esforcem em marcar presença dominical nas feiras e igrejas, são os distritais que vivem o dia a dia do cidadão brasiliense, que pisa nos gabinetes da Câmara Legislativa e que raramente vai ao Congresso Nacional expor suas mazelas.

Para chegar à soma de 35 naturais candidatos, somamos mais três senadores, cujas funções estão ainda mais distantes do varejo diário de problemas dos candangos. Especialmente nesse mandato em que o Distrito Federal não pode contar com nenhum dos senadores. São todos inoperantes.

O leque é grande! Rollemberg é candidato natural a uma reeleição improvável. Chegamos, então, a 36 candidatos. Por fora, digamos, correm outros franco-atiradores que pretendem resolver os problemas do DF. São cerca de meia dúzia. É muito candidato ao Buriti, mais de quarenta!

Como a lógica política não é essa, melhor praticarmos a geopolítica. Isso significa que se filtrarmos todos os nomes, quem conhece mesmo as nossas cidades são os deputados distritais e o próprio governador.

O que vai fazer diferença é a capacidade de encontrar soluções, executar projetos, cumprir compromissos, ter ótima relação com a Câmara Legislativa. O governador, segundo sua atuação, embora conheça a cidade, não encontra soluções, não executa projetos nem tem uma boa relação com a CLDF.

Dos quarenta possíveis candidatos, espremendo atributos, voltamos a reduzir aos 24 distritais a possibilidade de um deles ocupar o Palácio do Buriti. Se teoricamente essa tese tem fundamento, na prática saberemos até o fim do ano quem serão nossos deputados distritais candidatos ao Governo do Distrito Federal. Esses sim, que conhecem as mais de quarenta regiões do Distrito Federal na palma da mão e seus moradores pelos nomes.

O eleitor receberá uma ajuda importante de quem pode eliminar alguns pretendentes: o Ministério Público ou o Tribunal de Contas, com o auxílio da Polícia Federal. Assim será mais fácil. É só fazer uma lista com 24 nomes e riscar um a um, em caso de impedimento, até chegar ao futuro governador.

Ainda que o pobre eleitor não saiba, ele estará participando da geopolítica.

Orçamento congelado afeta bolsas de pesquisa e manutenção de laboratórios e hospitais. Situação pode gerar colapso

Por Pedro Rafael Vilela-Brasil de Fato/Tomaz Silva/Agência Brasil - 11/08/2017 - 18:03:00

Em apenas dois anos, os recursos das universidades federais brasileiras e os investimentos em ciência, tecnologia e inovação tiveram uma redução total de 50%.

A situação é tão grave que, se nada for feito, boa parte das instituições de ensino superior mantidas pelo governo federal correm o risco de paralisar suas atividades antes do fim deste ano, já que vai faltar dinheiro para pagamento de contas de água, luz, limpeza e segurança. Também não há recursos para as atividades acadêmicas e de pesquisa, como manutenção de bolsas de iniciação científica e compra de materiais e insumos para laboratório e equipamentos.

“Trata-se do pior orçamento em dez anos”, aponta Tamara Naiz, presidente da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG).

“Educação e saúde não são responsáveis pela crise econômica, mas sempre são punidas por isso”, lamenta o professor Virgílio Arraes, presidente da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB).

Os cortes também comprometem serviços diretos à sociedade, como o atendimento à saúde realizado nas clínicas e hospitais universitários mantidos pelas instituições federais.

“Se o governo mantiver essa diretriz, haverá instituições que serão obrigadas a suspender suas atividades já em setembro ou outubro”, acrescenta Virgílio, citando o exemplo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que já foi uma das melhores instituições do país, mas atualmente vive uma grave crise de asfixia financeira, com salários atrasados e suspensão do ano letivo.

“Esperamos que não se repita no restante do país a situação vivida pela UERJ”, afirma Virgílio, da ADUnB. 

Para denunciar esse estrangulamento financeiro, um grupo de professores universitários, cientistas, estudantes e pesquisadores, organizados em torno da campanha “Conhecimento Sem Cortes”, criou o “Tesourômetro”, um painel eletrônico que mostra, em tempo real, o impacto dos cortes desde 2015, tendo como referência o orçamento federal daquele ano. E os números são alarmantes. Em dois anos, deixou-se de aplicar o montante total de R$ 11,7 bilhões na geração de conhecimento e desenvolvimento científico e tecnológico.

Inversão de prioridades

Esse valor contingenciado está muito próximo dos R$ 13 bilhões que o mesmo governo de Michel Temer gastou em apenas dois meses, na forma de emendas parlamentares, para evitar que os deputados federais autorizassem sua investigação por crime de corrupção passiva, conforme denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR).

“O governo abre os cofres para atender os deputados e salvar seu próprio pescoço. Enquanto isso, a produção de conhecimento está agonizando, correndo um alto risco de o país viver um verdadeiro colapso científico e tecnológico”, critica Tamara Naiz, da ANPG.

Um dos casos mais preocupantes é o pagamento das bolsas de pesquisa pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações. Só há recurso disponível para pagar as bolsas até setembro.

Ao todo, mais de 100 mil pesquisadores, entre mestres, doutores e pós-doutores poderão ter o benefício cortado, afetando drasticamente a continuidade de projetos.

“Atualmente, 90% da pesquisa científica do país é praticada no âmbito da pós-graduação. Quando você para de investir, tudo o que foi feito se torna obsoleto e coloca o Brasil numa condição de dependência do conhecimento e tecnologia produzidos por outros países, o que é péssimo para a retomada do desenvolvimento e da soberania do país”, argumenta Naiz.

Para evitar a interrupção das bolsas, o CNPq precisa de um aporte de cerca de R$ 570 milhões até o fim do ano. Não é nada se comparado aos bilhões gastos até agora em emendas parlamentares.

“Os países que enfrentaram crises parecidas ou até piores que a nossa fizeram exatamente o contrário do que estamos fazendo”, afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação de Apoio à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Paulo Sérgio Lacerda Beirão, em recente entrevista ao portal da ANPG.

Ele cita o exemplo da Coreia do Sul, que enfrentou uma grave crise econômica em 1998 e, em vez de cortar investimentos em ciência e tecnologia, o país aumentou os aportes na área.

“E hoje a Coreia é o que é. Nem preciso falar, talvez seu celular seja feito na Coreia, o carro de alguém seja coreano, tudo baseado em ciência e tecnologia”, afirma Beirão, fazendo referência a gigantes coreanas da tecnologia, como a Samsung e a Hyundai. 

Abaixo-assinado e protestos

Além do “Tesourômetro”, que está disponível no Rio de Janeiro (UFRJ), em Belo Horizonte (UFMG) e em Brasília (608 Sul), a campanha “Conhecimento Sem Cortes” disponibilizou uma petição eletrônica, que já recolheu mais de 73 mil assinaturas.

O abaixo-assinado exige a garantia do pleno funcionamento das universidades públicas e dos institutos de pesquisas, a manutenção das bolsas de estudo e das políticas de permanência de estudantes, especialmente os mais pobres, além da retomada dos investimentos aos patamares de 2014.

A petição também faz um apelo para a retirada de Saúde e Educação da emenda constitucional nº 95, que criou um teto para os gastos públicos limitado ao crescimento da inflação. 

A ANPG também convocou estudantes, pesquisadores e a comunidade em geral para uma série de manifestações que estão sendo convocadas para o dia 17 de agosto em todo o país. O objetivo é denunciar a situação do setor de educação, ciência e tecnologia.

Edição: Camila Rodrigues da Silva

Evangélicos se articulam no Distrito Federal de olho nas eleições de 2018

Por Delmo Menezes-Agenda Capital/Ricardo Callado - 07/08/2017 - 10:02:16

Lideranças evangélicas afirmam que estão preparadas para assumir uma disputa majoritária no Distrito Federal. Ronaldo Fonseca anuncia na igreja que não vai disputar

Apesar do cenário político em Brasília, não ser nem tranquilo e muito menos favorável, na capital as principais lideranças evangélicas se articulam no sentido de emplacar um nome de consenso na chapa majoritária em 2018.

Hoje no Distrito Federal sem levar em consideração o entorno, existem aproximadamente 1 milhão de evangélicos, ou seja, cerca de 31% da população, de acordo com dados da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan). São votos suficientes para eleger qualquer candidato ao Senado ou ao Buriti.

O Bispo Robson Rodovalho (PP), pastor e fundador da Igreja Sara Nossa Terra, que reúne milhares de membros no Brasil e em outros países, disse no início do ano ao Agenda Capital, que tomaria uma decisão após consultar as lideranças da sua igreja, e pedir uma direção a Deus.

Apesar de não confirmar sua candidatura, Rodovalho, sempre aparece nas pesquisas com boas intenções de votos, o que lhe credencia como potencial candidato ao Executivo ou Senado.

Em 2006, Rodovalho foi eleito deputado Federal com expressiva votação, não somente dos evangélicos, mas também de outras denominações religiosas como a igreja católica, onde tem grandes admiradores, pela sua luta em prol da família.

O pastor Egmar Tavares (PRB), presidente da Assembleia de Deus do Gama (ADEG), confirmou que se houver união do segmento, “podemos fazer um vice-governador, um senador e quem sabe, até o governador”.

Para Egmar, a carência de líderes no DF, exige uma postura mais firme do segmento e união do grupo.

Outro nome que não pode ser desprezado, é o do pastor Daniel de Castro, presidente regional do Partido Social Cristão (PSC) e presidente da Assembleia de Deus Madureira Vicente Pires, que tem como líder mundial, o bispo Manoel Ferreira. Daniel tem sido ao longo dos anos, um grande articulador político, e conhece como poucos, os bastidores da política local. Ele é suplente de deputado distrital, e declarou: “não podemos mais ficar como coadjuvantes aguardando sermos convidados. Eles é que tem que vir compor conosco”, disse.

O deputado Federal Ronaldo Fonseca (PROS), pastor presidente da ADET (Assembleia de Deus de Taguatinga), tem sido um parlamentar muito atuante em prol da família e da causa cristã na Câmara dos Deputados.

É considerado por seus pares um nome de “peso” no cenário político da capital, e sempre é cotado para assumir uma vaga na chapa majoritária.

Fonseca está articulando a nível nacional, a criação do Partido Republicano Cristão (PRC), voltado aos princípios cristãos. Hoje (06) o parlamentar surpreendeu sua igreja, afirmando que está fora da disputa.

O pastor Orcival Xavier, presidente da Convenção dos Ministros Evangélicos das Assembleias de Deus de Brasília e Goiás – COMADEBG, é um dos líderes mais influentes do segmento evangélico no DF e entorno. Sua denominação reúne centenas de igrejas em todo país. É um nome respeitado e deverá ser consultado pelos pretensos candidatos a uma vaga no Buriti.

Na lista de políticos evangélicos influentes no DF, aparece também o deputado distrital Bispo Renato (PR). Para o parlamentar, o segmento ainda não tem nomes capazes de concorrer a uma disputa para o governo. O deputado, tem feito um trabalho muito intenso com as igrejas evangélicas principalmente as independentes, e recentemente denunciou na tribuna da Câmara Legislativa a discriminação religiosa das igrejas Cristãs por parte da Secretaria da Cultura do DF.

O deputado distrital Julio César (PRB), representa no âmbito da CLDF, uma das denominações mais fortes no Brasil, que é a Igreja Universal do Reino de Deus. Júlio César é o presidente da Frente Parlamentar do Esporte, na Câmara Legislativa do DF, e sempre procura mecanismos para fomentar o segmento esportivo na capital. Com certeza aquele que deseja ser governador ou senador, terá que articular com as lideranças da Igreja Universal.

Neste momento de falta de credibilidade da classe política, os eleitores estarão mais atentos ao perfil e histórico de cada candidato, podendo ter a oportunidade de fazer valer seu voto, escolhendo aqueles que reúnem condições de representar não somente uma instituição, mas toda a população do DF, diante dos graves problemas que assolam o dia a dia da nossa capital.

EM TEMPO: De acordo com fontes da ADET (Assembleia de Deus de Taguatinga), o deputado federal pastor Ronaldo Fonseca (PROS), anunciou no culto de Santa Ceia neste domingo (06), que não será candidato em 2018. Tentamos entrar em contato com o parlamentar, porém até o fechamento desta matéria não obtivemos êxito.

Uma vez mais, a vida imita a arte

Por: Regis Machado* - 04/08/2017 - 18:30

Uma vez mais, a vida imita a arte. Lembrando famoso programa dominical de auditório, a política brasileira se reduziu a um descarado “Topa Tudo por Dinheiro”. Em troca de apoio político para barrar a denúncia contra o presidente Michel Temer, o governo organizou um verdadeiro balcão de negócios, no qual foram negociadas verbas, cargos e emendas parlamentares, em plena luz do dia, à vista de todos, sem nenhuma cerimônia e, menos ainda, rubor nas faces. A compra de votos se estendeu até o plenário, minutos antes da votação, pouco importando se havia jornalistas presentes [1].

Contrariando 81% da população (e 89% dos jovens) [2], os nobres deputados rejeitaram o prosseguimento da denúncia por corrupção passiva oferecida pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Sem entrar aqui no mérito em si da denúncia, o fato é que os parlamentares brasileiros há muito deixaram de representar o povo. Representam, hoje, apenas os interesses de quem pagar mais, sejam as empresas, financiadoras das campanhas políticas por meios ilícitos, seja o governo de ocasião, comprando com migalhas o futuro de uma nação inteira, que permanece à míngua, sem educação, saúde e segurança públicas com o mínimo de qualidade, apesar da maior carga tributária da América Latina e uma das maiores do mundo.

Mas o pior de tudo é que você, cidadão, por mais que não concorde com esse e com outros muitos descalabros, a exemplo da desfiguração das 10 medidas contra a corrupção, é quem, no fundo, acaba pagando por todos eles. Pois o dinheiro entregue pelas empresas via caixa 2 é, em essência, dinheiro público, desviado nos mandatos anteriores e atual, e que seguirá sendo desviado nos futuros mandatos. Igualmente público é o dinheiro das verbas, emendas e cargos utilizados para comprar votos e apoio político no Congresso.

O custo de toda essa última farra com o dinheiro público, de mais de 17 bilhões (com B mesmo!) de reais [3], você está pagando neste exato momento, por meio do aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis. Enquanto carreiras públicas privilegiadas solicitam e aprovam ultrajantes reajustes salariais de 16% a 41,3% [4], o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anuncia que o governo não conseguirá cumprir as metas fiscais estabelecidas para este e o próximo anos, as quais já previam rombos nas contas públicas de R$ 139 e R$ 129 bilhões, respectivamente [5]. Crise? Que crise? Não contente em custar mais de R$ 1 milhão *por hora* para o contribuinte [6], além de usufruir de dois recessos anuais e uma rotina de trabalho de apenas três dias na semana, o Poder Legislativo acaba de anunciar que gastará nada menos que R$ 8,3 milhões apenas com aluguel de carros zero-quilômetro para os 81 senadores, valor esse que não inclui o custo dos motoristas [7].

Contudo, não desanime. Mudar essa realidade, apesar de não ser fácil, é possível, sim. E, igualmente, depende apenas de você, cidadão. Para ser efetiva, essa mudança deverá incluir ações de curto, médio e longo prazos. Portanto, preste muita atenção. No curto prazo, utilize o poder do seu voto, nas eleições de 2018 e nas seguintes, para não eleger ou reeleger nenhum dos políticos profissionais, nem seus familiares. Ajude a promover uma ampla renovação na política, eliminando do Congresso, dos palácios, das Assembleias Legislativas e das Câmaras Municipais nomes e sobrenomes que há décadas dividiram o país em novas capitanias hereditárias, chamadas partidos, cartelizando o assalto aos cofres públicos. No médio prazo, envolva-se mais nos debates e participe e apoie ativamente projetos e iniciativas, locais e nacionais, com as quais você concorde, para pressionar por mudanças positivas para o país. A atividade política, em si, não é corrupta. Corruptas são as pessoas. Exatamente por isso, é preciso promover o envolvimento cada vez maior de cidadãos de bem na política nacional. Cidadãos preocupados em fazer o que é justo e o que é correto, doa a quem doer. Cidadãos preocupados com o futuro do Brasil, com o interesse coletivo, não com seus próprios interesses ou de terceiros. Por fim, no longo prazo, não há como sustentar qualquer projeto de melhoria sem uma verdadeira priorização da *educação*. Sem discursos demagógicos e promessas populistas. Apenas seguir o exemplo de Cingapura, país que, em poucas décadas, apostando na meritocracia e na valorização dos professores, tornou-se referência mundial no assunto.

Enfim, há muita coisa a ser feita. As pessoas só precisam acordar para o fato de que ninguém irá melhorar o país para elas. Não adianta recorrer às forças armadas. Quem pode, e vai, melhorar o Brasil, são os próprios brasileiros. Não existem salvadores da pátria. Não mais. De repente, se a Justiça Eleitoral não tivesse apeado da corrida presidencial de 1989 o empresário e apresentador Silvio Santos, quem sabe ao menos o povo não poderia estar participando também dessa festa de aviõezinhos de dinheiro público. Ma oeee...

*Auditor do Tribunal de Contas da União (TCU)

[1] http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,imbassahy-negocia-emenda-por-voto-a-favor-de-temer-dentro-do-plenario-da-camara,70001921117

[2] http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2017-07-31/michel-temer-denuncia.html

[3] https://www.cartacapital.com.br/politica/quanto-a-tentativa-de-salvar-temer-de-denuncia-custa-ao-brasil

[4] http://g1.globo.com/politica/noticia/conselho-superior-do-mp-federal-aprova-reajuste-de-165-para-procuradores.ghtml, http://cultura.estadao.com.br/blogs/direto-da-fonte/juizes-pedem-413-de-aumento-a-carmen-lucia

[5] http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2017/08/02/internas_economia,614366/governo-vai-ampliar-meta-fiscal-e-deficit-pode-chegar-a-r-155-bilhoes.shtml

[6] http://epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2017/07/poder-legislativo-custa-r-116-milhao-por-hora-diz-ong.html

[7] http://veja.abril.com.br/politica/senado-gastara-r-83-milhoes-com-aluguel-de-carros

 

O governo de Brasília, a despeito de não ter convidado para participar do ato de assinatura do decreto que institui a Política Brasília Junina, o autor da Lei nº 5.633, deputado Wasny de Roure (PT-DF), que dispõe sobre a realização do Circuito de Quadrilhas Juninas no DF, posou como protagonista da ideia.

Pela proposição de Wasny, a Secretaria de Cultura poderá realizar o Festival de Quadrilhas Juninas do DF por meio da contratação dos quadrilheiros com recursos provenientes do GDF. A lei do parlamentar viabilizou, na verdade, o projeto intitulado pelo GDF de “Política Brasília Junina”.

Há anos, Wasny trabalha juntos a esse segmento para manter viva a tradição popular na capital e o fomento da cadeia produtiva dos festejos típicos e agora, vibra com essa conquista que representa o reconhecimento do governo e da comunidade da importância da preservação da cultura e da identidade dos povos que vivem no Distrito Federal e em todo país.

ASCOM WASNY

Segundo nota da secretaria, embora nenhuma manifestação tenha sido protocolada, os agentes vão permanecer em estado de prontidão

EBC Agência Brasil - 02/08/2017 10:16

A Secretaria de Segurança e da Paz Social do Distrito Federal deve reforçar hoje (2) o efetivo na área central de Brasília, em razão da votação, na Câmara, da admissibilidade da denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer.

Segundo nota da secretaria, embora nenhuma manifestação tenha sido protocolada, os agentes vão permanecer em estado de prontidão, podendo ser acionados a qualquer momento. A Polícia Militar (PM) destacará uma equipe especializada para atuar na Esplanada dos Ministérios, onde fica o Congresso Nacional.

Apesar de não terem sido confirmadas junto à secretaria, as manifestações tomam forma nas redes sociais. No Twitter e no Facebook, a Frente Brasil Popular informou que um ato está marcado para as 17h.

Acesso aos ministérios
Nenhuma via de acesso às imediações da Esplanada será bloqueada, a princípio. O acesso dos servidores dos ministérios não tem, até o momento, nenhum procedimento atípico ou especial e está sendo feito pelas portarias principais.

No prédio do Ministério da Agricultura, os tapumes existentes são de maio, quando a frente do prédio foi atingida por chamas provocadas por manifestantes.

“A gente estreita um pouco a abertura da porta principal. Orientamos a equipe a fechá-la de imediato, se houver alguma ameaça, e a aguardar a PM, até porque ela monitora os ônibus que entram em Brasília. Como a gente tem um efetivo [de segurança interna] limitado, não há como aumentá-lo, mas tomamos todas as medidas que julgamos necessárias. Nós temos um canal direto com o 6º Batalhão da PM. Mantemos também vigilantes nas guaritas, que operam, nesses dias, como sentinelas”, disse o supervisor de segurança do ministério, Ricardo Teles.

A reportagem da Agência Brasil avistou – no início da manhã – cerca de sete ônibus e cinco carros da PM próximos ao Ministério da Justiça, e duas motos da corporação diante do Ministério da Defesa.

Dois agentes policiais instalavam taipas na lateral direita do Congresso. Na Rodoviária de Brasília, não foram constatadas revistas de transeuntes. Também não foi observado nenhum grupo da Força Nacional na área.