É a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016

SABRINA CRAIDE – AGÊNCIA BRASIL - 08/08/2016 - 17:34:07
 
Judoca Rafaela Silva dá primeira medalha de ouro ao Brasil 
Foto: Agência Brasil

A judoca brasileira Rafaela Silva derrotou a atleta Dorjsürengiin Sumiya, da Mongólia, na final na categoria até 57 quilos feminino. É a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

Com um wazari sobre a oponente, Rafaela conquistou 10 pontos e soube administrar a luta até o final, com o apoio da torcida brasileira.

Nas disputas de hoje (8), Rafaela já havia vencido a romena Corina Caprioriu, a alemã Myriam Roper, a sul-coreana Kim Jandi e a húngara Hedvig Karakas. A portuguesa Telma Monteiro venceu por um yuko a romena Corina Caprioriu e ficou com a medalha de bronze.

Rafaela Silva é carioca, tem 24 anos, e cresceu na comunidade Cidade de Deus. Começou a praticar judô com 5 anos, em uma academia na rua de sua casa. Aos 8 anos, entrou no Instituto Reação, no Rio de Janeiro.

Em 2011, ganhou a medalha de prata nos Jogos Pan-americanos de Guadalajara, no México e, em 2015, conquistou a de bronze no Pan de Toronto. Também foi foi vice-campeã mundial em Paris 2011. Na Olimpíada de 2012, em Londres, Rafaela foi desclassificada pelos juízes na segunda rodada por um golpe ilegal.

Rafaela conquistou a medalha de ouro no Mundial de Judô de 2013, prata no Mundial de 2011 e bronze no World Masters de 2012.

Edição: Nádia Franco

Bach sabia que o Rio não poderia sediar Olimpíada

Gama Livre / Da Tribuna da Internet - 04/08/2016

Carta aberta aos dirigentes do COI

Jorge Béja
 
Senhores membros do Comitê Olímpico Internacional. Em congresso realizado ontem aqui no Rio, os senhores fizeram duras críticas ao Comitê Rio-2016 relacionadas a problemas da organização dos Jogos, poluição das águas, fila intermináveis na entrada do Parque Olímpico, transporte, trânsito pesado, falta de decoração das arenas e muitas outras reclamações. “Há muitos questionamentos sobre poluição da água, na lagoa e na baía. Gostaria de saber onde estamos nessa situação”, resmungou Albert, o príncipe de Mônaco.
 
“Faltando apenas dois dias para os Jogos, apenas 15% do look dos Jogos (visual) foi colocado. O que podemos esperar?”, reclamou Camiel Eurlings, representante da Holanda. Não adiantaram nem os apelos de Thomaz Bach, presidente do COI, para que os membros do Comitê fossem mais amenos. Só faltaram xingamentos explícitos. O clima foi pesadíssimo.
 
UM PEDIDO AO COI – Como cidadão brasileiro, carioca e advogado, tenho o dever de defender meu país e meu povo. E começo a defesa com um pedido a todos vocês: vão embora. O Brasil e a Cidade do Rio de Janeiro não lhes pertencem. Não aceitamos avacalhação. Temos sentimento e muito brio. Os senhores são estúpidos e não estão em suas casas, mas na casa do povo brasileiro.

Os senhores sempre souberam, de antemão, que nenhuma cidade brasileira teria condições de sediar uma Olimpíada. E mesmo assim aceitaram a arriscada candidatura do Rio para sediá-la em 2016. E após muitas visitas do Comitê de Avaliação, decidiram em 2009 escolher a minha cidade natal para sediar este grandioso evento.

Uma pessoa muito rica e poderosa que contrata com outra que sabe não ter condições de cumprir o pactuado, caso não esteja cometendo o crime de exploração de vulnerável, pratica, no mínimo, repugnante gesto de maldade. Os agiotas, usurários e vigaristas agem assim. Se prevalecem da fraqueza e da condição social e econômica do próximo para tirar proveito econômico.
 
SEM CHUTE NO TRASEIRO – Não venham agora nos repreender, nos desmoralizar, nem nos dar “um chute no traseiro”, como recomendou o tal Jerôme Valcke da FIFA, porque nós não aceitamos e repudiamos.
 
Sabem os senhores que a Olimpíada Rio-2016, cuja cerimônia de abertura se dará amanhã, no Estádio do Maracanã, será o evento mais rentável da história de todas as olimpíadas e de todo do Comitê Olímpico Internacional, o COI, desde sua inauguração. Os senhores ganharão fortunas de euros e de dólares. Terão mão de obra graciosa, que são os voluntários. E a exemplo da vestal e honestíssima FIFA, os senhores também estão isentos do pagamento da pesada carga de impostos que todos nós brasileiros pagamos.
 
O Brasil editou duas leis para beneficiar os senhores, a Lei 12.780/2013 e a Lei 13.284/2016. Os senhores não pagarão nenhum centavo de imposto. O lucro é inteiro. A dinheirama vai nas malas. Ou por transferência bancária, sem ônus, sem desconto, sem gasto algum. Os senhores também não gastaram um vintém para realizar a Olimpíada aqui no Rio. E os senhores ainda dizem que o COI é uma instituição sem fim lucrativo!
 
DESMORALIZAÇÃO – E os senhores ainda se acham no direito de nos desmoralizar e diminuir nosso povo, nossa gente. Esse ataque desferido contra o Comitê Rio-2016, mesmo que se trate de uma instituição elitista e que não representa o povo brasileiro nem a população da cidade do Rio, foi um soco em todos nós, cariocas e brasileiros.
 
Não é de agora que os senhores sabem que a cidade do Rio de Janeiro não tem condições e estrutura para receber Jogos Olímpicos. Quando o Rio se candidatou à Olimpíada de 2004, foi criado aqui um tal Comitê Rio-2004. Chegaram até eleger um “embaixador”, Ronaldo César Coelho, que viajou a Lausanne e entregou a documentação necessária à candidatura.
 
Eu também criei um comitê que dei o nome Comitê Rio-Real. Sem contar com o apoio da mídia do Rio, mas tão somente com o Jornal dos Sports e a Folha de São Paulo, fui avante, sozinho. E elaborei um relatório em francês, anexando mais de 100 sentenças da Justiça do Rio condenando o Estado e o Município do Rio por mortes nos presídios, por mau atendimento hospitalar, falta de medicamentos, erros médicos, retardo e ausência na prestação de serviços públicos essenciais e indispensáveis… Também anexei muitas fotos.
 
E com dinheiro do meu próprio bolso também fui a Lausanne e entreguei os cinco quilos de relatório, documentos e fotos na sede no COI.
 
NO COPACABANA PALACE – Meses depois, quando uma comissão de avaliação aqui esteve, fui chamado a comparecer no hotel Copacabana Palace. E lá os senhores me garantiram que o Rio não seria a cidade escolhida para sediar a Olimpíada de 2004. O próprio Thomas Bach estava lá e me recebeu. Me foi dito que o meu dossiê pesou. Me foi pedido que eu guardasse sigilo e não contasse a ninguém a notícia. Eu prometi. Cumpri. Guardei silêncio durante todos esses anos e que somente agora quebro e divulgo.
 
Saibam os senhores, que na reunião congressual do COI realizada ontem aqui no Rio, quando nosso país e nosso povo foram humilhados, que a cidade do Rio não recebe legado algum do Comité Olímpico Internacional. Legado quem recebe são os senhores e a instituição que dirigem, o COI, e ao término desta olimpíada estarão todos muito mais arquimilionários do que já são.
 
Nós, a população do Rio, é quem pagará a estrondosa dívida que fica e que vai custar muito caro até que seja inteiramente quitada. Isso, sim, é que é um “Fardo Legado Olímpico”.
 
Senhores dirigentes do COI, peguem seus aviões e vão embora daqui. Nós os consideramos “persona non grata.” Livrem-nos de suas nefastas presenças. E nos deixem sozinhos para apreciar a beleza dos Jogos Olímpicos.

Marcelo Gonçalo, da Redação do Blog Gamas - 21 de Julho de 2016 16:41

Jogando com muita raça, o Gama se igualou ao Santos e segurou um empate sem gols com o time paulista pela terceira fase da Copa do Brasil. Com o resultado o Gama não só mantém a escrita de jamais ter perdido para o Santos como também joga toda a pressão para o adversário no jogo de volta marcado para a semana que vem. Agora para avançar para as oitavas de final basta ao Gama um simples empate com gols ou uma vitória simples. Já o Santos precisa da vitória a qualquer custo para passar de fase. Novo 0x0 leva a decisão para os pênaltis.

A postura do Santos em campo levava a crer que o time paulista acreditava que venceria com facilidade o único time sem divisão na Copa do Brasil. Porém mesmo com o brilho do meia Lucas Lima diversas vezes convocado para a Seleção Brasileira, o time paulista caiu no bem montado esquema defensivo proporcionado pelo técnico Reinaldo Gueldini. Jogando fechado e explorando a velocidade nos contra ataques, o alviverde igualou o jogo e também teve oportunidades de sair vencedor no duelo.

A torcida do Gama mais uma vez fez um grande espetáculo e lotou as arquibancadas Leste e Sul (os ingressos para estes setores acabaram pouco depois das sete da noite). Na arquibancada Norte a torcida do Santos também compareceu em bom número o que deu mais importância à partida. Com bola rolando o Santos cadenciava o jogo, dominou as ações e o Gama marcava muito bem. Porém sozinho no ataque, o artilheiro Roberto Pitio também foi presa fácil para a qualificada defesa santista.

O Gama teve duas boas oportunidades no começo do jogo quando Jeferson Paulista mandou para a área mas Eduardo chegou atrasado. A resposta veio nos pés de Lucas Lima que recebeu passe pela esquerda e soltou a bomba na direção ao gol. Maringá defendeu de peito e a bola foi para fora. Poucos minutos depois Léo Citadini fez fila na pequena área e tocou na medida para Rodrigão chutar no canto esquerdo de Maringá mas para fora. No final do primeiro tempo Roberto Pitiio captou um chutão da zaga gamense e mesmo na companhia de dois companheiros preferiu ir direto ao gol perdendo grande oportunidade. No último bom momento do Gama, o lateral direito Dudu Gago fez grande jogada de linha de fundo e ao invés de tocar preferiu chutar a gol acertando a rede pelo lado de fora.

No segundo tempo o Santos voltou mais determinado e por pouco não marca o primeiro gol. Copete recebeu passe de Victor Ferraz, driblou dois marcadores e cruzou rasteiro para a área. Ferraz recebeu e ajeitou para Léo Citadini que veio de trás mas Pedrão salvou em cima da linha e a zaga chutou para longe aliviando o perigo. O veloz atacante colombiano ainda deu outro susto quando recebeu passe no bico da grande área e chutou cruzado. Maringá mais uma vez fez grande defesa.

O Santos insistiu a por muito pouco não abriu o placar. Lucas Lima recebeu passe por cobertura, dominou e chutou. Maringá se atirou na bola e conseguiu fazer a defesa parcial. Na sobra Rodrigão chutou na rede pelo lado de fora. Gueldini então mexeu no time colocando o garoto Ítalo e o atacante Raone, mas o Gama não chegou a ameaçar o gol defendido por Vanderlei.

Ao final da partida alguns torcedores atiraram bombas e sinalizadores para dentro do campo. Outros torcedores foram conter a ação e acabaram entrando em confronto. A polícia foi acionada e separou os brigões. Mas do lado de fora a PM teve muito trabalho para oferecer segurança à torcida do Santos jogando bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral. Resta saber se o que foi relatado em súmula não irá prejudicar o alviverde em competições futuras.

Ficha Técnica:

GAMA X SANTOS-SP
Quarta-feira, 21 de Julho de 2016.
Estádio Bezerrão, Gama-DF, 21:45h

ARBITRAGEM: Adriano Milczvski  (PR), Ivan Carlos Bohn (A1) e Luciano Roggenbaum (A2)

Gama:

Maringá; Dudu Gago, Pedrão, Murilo e Felipe Assis; Eduardo, David, Michel Pires, Marcos Baiano (Marlos) e Jeferson Paulista (Ítalo); Roberto Pitio (Raone).
Técnico: Reinaldo Gueldini

Santos-SP

Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Yuri, Léo Citadini (Vecchio) e Lucas Lima; Vitor Bueno (Paulinho), Copete e Rodrigão (Joel).
Técnico: Dorival Júnior


Gols: Não Houve.

Público e renda: 12.066 pagantes / R$ 293.139,00 
Cartões Amarelos: Gustavo Henrique, Paulinho e Lucas Lima (SAN).

Cartões Vermelhos: Não Houve.