Jornal de Brasília  - 13/09/2017

Até então alugado, o CT Ninho do Periquito passará à gestão do clube. Foto: Rafaela Felicciano/Cedoc

O fundo do poço do patrimônio gamense – relatado ontem no Jornal de Brasília – provoca incômodo não só no presente, como também no futuro. A perda de mais de R$ 3 milhões, materializadas na venda de mais de 40 apartamentos do edifício Flex Gama para quitar dívida com antigos dirigentes, fará com que o time trabalhe com orçamento reduzido para a temporada de 2018.

Se serve de consolo para os torcedores, ainda há ao que se apegar. O diretor financeiro Arilson Machado esclarece que, ao final das vendas dos imóveis, sobraram ao clube, o Centro de Treinamento, um ônibus (comprado com a venda de um apartamento) e um hotel (de hospedagem do elenco).

Como o JBr divulgou, o Gama possuía como patrimônio 56 apartamentos do residencial Flex Gama, ao lado do Estádio Bezerrão – frutos da venda do terreno, em 2011. Ontem, Arilson esclareceu que, na verdade, apenas 42 foram repassados ao clube. Isso porque 14 unidades teriam sido negociadas em ações trabalhistas durante a gestão de Paulo Goyaz e Carlos Macedo.

“Tínhamos 42 apartamentos. Oito foram destinados a Gol Publicidade e Eventos Esportivos na ação judicial”, conta. Com isso, o clube ainda vendeu os 19 apartamentos restantes. Um deles, avaliado em R$ 250 mil, serviu para comprar um ônibus em 2015. “Os demais 18 apartamentos foram vendidos para investir no futebol e no hotel (onde o elenco se hospeda). Agora temos a garantia do Centro de Treinamento e a Timemania. Vamos fazer um time com pés no chão”, afirma Arilson.

Segundo o diretor financeiro, o acordo na Justiça entre clube e o ex-presidente Wagner Marques está apalavrado há cerca de um mês, faltando apenas a homologação do juiz para sancionar a sentença e pagar os 8 imóveis penhorados (destinados a Gol publicidade e eventos esportivos), no valor de R$ 2 mi. No processo consta o repasse de nove apartamentos.

“Na negociação, conseguimos convencê-los que 9 apartamentos era muito para o clube pagar. Então, o Wagner aceitou o pagamento de oito”, explica Arilson. O diretor confirmou o repasse de 15 apartamentos para ex-dirigentes – conforme consta no segundo processo, em que 11 foram para Wagner Marques e 4 para Agrício Filho. Com isso, o clube conseguiu garantir a aquisição do CT (até então em nome de Wagner).

Em reunião com a torcida no último dia 18 de junho, foi prometida a criação de um Portal da Transparência no site do clube “A gente pretende colocar um esclarecimento no site”, diz Arilson.


Sol forte, grande público e grandes disputas marcaram mais uma etapa do Campeonato Goiano de Motocross, dessa vez a cidade escolhida foi Ceres, que fica aproximadamente 180km da capital Goiania.

Depois de alguns anos sem receber nenhum evento do tipo, a cidade recebeu o Motocross de braços abertos, a prefeitura em parceria com a FMG, não mediram esforços e organizaram uma bela festa. 

O palco foi uma pista bastante divertida e segura, característica principal do Campeonato Goiano de Motocross, onde os pilotos se divertem com toda a segurança, desde as crianças da 50cc, até os mais experientes da MX1.
No sábado rolaram os treinos cronometrados de todas as categorias em disputa, e no final da tarde rolaram duas provas, foram elas, MX Nacional e MXF.

Na MXF, Bia Gomes largou na frente e abriu boa vantagem das demais concorrentes, porém uma forte queda lhe tirou da disputa, sendo assim, Sarah Raquel, mais uma vez nessa temporada, assumiu a liderança e faturou a corrida, na MX Nacional melhor para Gabriel Araujo, que fez uma prova consistente até a bandeirada final.

No domingo, foram disputadas o restante das baterias, dez, ao todo.
Na principal categoria em disputa, a MX1, destaque mais uma vez para o piloto Honda Mobil, Hector Assunção, que faturou as duas baterias sem maiores problemas.

Mateus Klysman que vem em constante evolução repetiu o excelente resultado da etapa passada, venceu a MX2 e conquistou a segunda colocação na MX1.

Lucas Frazão após um tombo forte nos treinos de sábado, foi para o gate no domingo com dores no tornozelo, mesmo assim conquistou bons resultados, sendo eles, segunda colocação na MX2 e terceira colocação na MX1.

Destaque também para PV Cunha que agitou a galera com seus whips e foi o piloto mais querido pela torcida da cidade de Ceres.

Nas categorias amadoras, Felipe Bonfatti venceu a Estreante e assumiu a liderança isolada no Campeonato, na MX4 João Batista não deu chance aos adversários, com uma tocada forte e segura para cruzar a linha de chegada na primeira colocação e fazer a festa.

Na MX3 Claudner Rocha até sofreu uma pressão dos advserários, mas ainda assim, segurou a primeira posição com até a linha de chegada, vitória muito comemorada com o público. Na intermediária Kevin Zanini sofreu um tombo muito forte nos cronometrados de sábado, mesmo assim alinhou no gate no dia seguinte, fez boa largada e garantiu a vitória e assegurou a liderança do campeonato.

Nas categorias de base, Athos Paulo e Gustavo Maurício protagonizaram uma disputa acirrada do inicio ao fim, foi uma corrida eletrizante que levantou o público presente, Athos, cruzou a linha de chegada com uma pequena vantagem, mas o suficiente para garantir mais uma vitória no campeonato.

Na 65cc Alexandre Galdino mais uma vez foi imbatível, apesar de sofrer pressão de Gregory Motta, Alexandre manteve seu ritmo forte até a bandeirada.

Na MXJR Rodolfo Bicalho levou a melhor, Kevin William, seu principal concorrente, atacou faltando duas voltas e chegou bem próximo, mas nada que tirasse a vitória de Rodolfo. Após vir de bons resultados nas categorias MXJR, Intermediária e MX2, o piloto paulista fez sua estréia na MX1, o garoto de apenas 13 anos, entrou na disputa com os melhores pilotos do campeonato, onde conseguiu a oitava colocação na geral, mesmo sem correr na segunda bateria, ótimo resultado para um garoto de 13 anos em meio as feras do Motocross.

Para conferir todos os resultados e a classificação do campeonato, entre no site da federação: www.fmg.com.br.

A prova com realização da Prefeitura Municipal terá a supervisão da Federação de Motociclismo de Goiás e organização do Moto Clube GP. O apoio desta prova foi de Magril/Honda, Pneus Rinaldi, IMS Racing, Circuit, Mobil, Avant Motos/Kawasaki, Protork, Rapozão Racing, Cleidmar Racing, Moto Livre Shop, Fink Sistemas Automotivos, Vulcano, Stocovich, Morais Troféus, Goiás Tendas, Pax Ceres, Ponto Extra Bebidas e Conveniência, Proesporte, Seduce e Governo de Goiás. Cobertura Oficial do site Show Radical.

Texto e Fotos: Victor Silva


 


   

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Gama e Brasiliense receberam multas e o Periquito perdeu 5 mandos de campo (Foto: Douglas Oliveira / Gama)

TJD-DF alivia punições pedidas por procuradoria, mas confirma suspensão de atletas de Gama e Brasiliense, além de multas aos clubes e perda de 5 mandos do Alviverde

O Tribunal de Justiça Desportiva do Distrito Federal (TJD-DF) decidiu nesta terça-feira, em sessão de mais de 6h de duração, pela suspensão de três jogos para nove dos 10 jogadores expulsos pela pancadaria do clássico entre Gama e Brasiliense, no último dia 12 de março, pela 9ª rodada do Candangão. O único atleta que recebeu punição maior foi o atacante Nunes, do Jacaré, que pegou gancho de seis jogos - três em cada artigo citado -, por ser protagonista do lance que dá origem ao tumulto, em que atinge o adversário Dudu Gago, do Alviverde, em disputa de bola no alto.

Além das punições aos atletas, o Tribunal também puniu o Gama, que recebeu o jogo, com a perda de cinco mandos de campo e multa de R$ 33 mil por não ter conseguido garantir a segurança do evento. Já o Brasiliense foi multado em R$ 11 mil por conta da invasão de campo de sua torcida, mesmo como visitante.

Todas as penas foram menores que as sugeridas pelo procurador responsável pelo caso, que havia pedido suspensão de ao menos seis jogos para todos os envolvidos e, no mínimo 10 a Nunes, citado em dois artigos. O procurador ainda defendia perda de 10 mandos do Gama, o que foi reduzido pela metade na decisão dos auditores. As decisões, tomadas em primeira instância, ainda são passíveis de recursos, a serem julgados pelo Pleno do TJD-DF. O caso ainda pode ser levado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).


Atacante Nunes, do Brasiliense, recebeu a maior punição por briga no clássico: seis jogos (Foto: Fabrício Marques)

NUNES PEGA GANCHO MAIOR

Acusado pelo procurador de atingir Dudu Gago com uma cotovelada e dar início ao tumulto, o atacante Nunes foi o único jogador denunciado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). No primeiro (artigo 254-A), por agressão ainda durante o jogo, passível de suspensão de quatro a 12 jogos, e no segundo (artigo 257), por participar da briga, com punição de seis a 10 partidas.
- Não comecei a briga, não dei cotovelada. Foi uma disputa de bola no alto, lance de jogo. Tanto é que o árbitro no lance nem falta deu, não citou nenhuma cotovelada na súmula - se defendeu o jogador.
Os argumentos, porém, não convenceu totalmente o relator, que manteve punição ao atleta pelo lance, citando, inclusive, seu histórico de polêmicas da carreira. No entanto, Nunes foi enquadrado por jogada violenta e não agressão, tendo a suspensão reduzida para três partidas. Um dos auditores ainda chegou a votar pela não punição do atacante neste quesito, mas foi derrotado por 4 a 1.

 


Envolvido no início da confusão, Dudu Gago, do Gama cumprirá três jogos de suspensão (Foto: Fabrício Marques)

Além das três partidas pela jogada violenta, Nunes também foi punido por participar da briga. O procurador pedia de seis a 10 jogos de suspensão para todos os 10 atletas expulsos pelo árbitro (artigo 257), mas o relator acatou parte da demanda dos advogados e enquadrou todos no artigo 258, com punição de um a seis jogos (conduta contrária à disciplina). A opção foi por três partidas de suspensão para cada. No caso de Nunes, as penas foram somadas e o gancho chegou a seis jogos.
Os outros jogadores suspensos por três partidas pela confusão foram: Dudu Gago, Maringá, Roberto Pitio, Eduardo, Paulinho e Raoni, todos do Gama, além de Gabriel, Elcarlos e Nikael, do Brasiliense.

Como todos os atletas já cumpriram suspensão automática, ficarão de fora por apenas mais dois jogos. Para os atletas do Gama, voltam na última rodada da fase de classificação, quando o time enfrentará o Real FC. Já os do Brasiliense, que tem dois jogos a mais que o rival na tabela, os atletas só serão liberados para a segunda partida das quartas de final. No caso de Nunes, caso a suspensão de seis jogos seja mesmo mantida, o atacante só voltaria a atuar no Candangão caso o Jacaré alcance a final.
- Achei justa a punição. Realmente ocorreram muitos conflitos dentro de campo. Fica meu arrependimento, somos seres humanos, todo mundo erra. Errei agora e vou focar para não errar mais. Mas agora é trabalhar essa semana e a próxima e focar na sequência do campeonato - afirmou o atacante Roberto Pitio, do Gama, um dos artilheiros do campeonato.

CLUBES ESCAPAM DE MULTAS MAIORES

Em relação aos times, o procurador havia denunciado ambos pela briga entre os jogadores. Um dos incisos do artigo 257 do CBJD prevê que os clubes sejam punidos quando não é possível identificar todos os envolvidos em uma confusão. No entanto, o relator e os auditores entenderam que todos os brigões tinham sido identificados e citados na súmula, livrando ambos os times da multa prevista para este caso.
Mas também houve punições. Mandante do jogo, o Gama foi enquadrado no artigo 213 do CBJD por não ter garantido a segurança do evento e terá que receber cinco partidas longe do Estádio Bezerrão, que, inclusive, está interditado por tempo indeterminado pelo mesmo TJD-DF. Uma das opções para o Periquito será levar suas partidas para o Estádio Mané Garrincha. O Gama ainda foi multado em R$ 33 mil.
Já o Brasiliense também recebeu uma multa de R$ 11 mil por conta do mesmo artigo. Os auditores entenderam que o Jacaré não colaborou para impedir que seus torcedores invadissem o campo para brigarem com a torcida do Gama.

Globo Esporte -  - Atualizado em