Foi ao ar neste 4 de março a oitava edição do Sarau Nacional Banca de Poetas, uma variação do teatro do literário adaptado para o rádio. Parece que foi ontem, mas já vai longe aquele mês de agosto quando fomos convidados por Valter Lima, o apresentador do programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, durante entrevista concedida a EBC sobre o Festival Banca de Poetas, patrocinado pelo FAC, que estava em turnê por seis cidades do DF. Durante a entrevista, um dos diretores da emissora ouviu a entrevista e achou que aquele formato poderia se tornar um produto da rádio e, dessa forma, lá já se vão oito meses.

A oitava Edição foi a primeira transmissão do programa a ser levada ao ar fora dos arcabouços do estúdio. A proposta de sair de dentro das quatro paredes e ganhar ruas vem sendo avaliada e visa manter um dos objetivos do programa que é o de dar voz a quem merece e não tem espaço nos meios de comunicação. Como o Conic é um conhecido centro cultural e mantém ali o quiosque cultural do Ivan Preseça, um ícone do mundo das letras do DF, ficou decidido que o programa seria então em sua homenagem.

Como março é o mês da mulher o programa uniu dois motivos legítimos. Abrimos o programa com a quarta sinfonia de Bhetovem executada pela Orquestra Plena Harmonia, composta por rapazes egressos do sistema sócio-educativo da Secretaria da Criança e Adolescentes de DF (Secria), que regida pelo músico e maestro Mafá Nogueira que, também, atua junto ao movimento de ocupação da Faculdade Dulcina de Morais. Em seguida foi a fez de Ravena, moça egressa do sistema sócio-educativo, ativista dos movimentos populares e que curso Ciências Sociais na UnB, e fez coro com a Orquestra Plena Harmonia. Durante a transmissão, que durou duas horas, Ivan Presença recebeu as congratulações de vários amigos que vieram ao Conic especialmente para participar desse momento, entre eles Ronaldo Mousinho, ativista do mundo das letras da Capital Federal e a coordenadora internacional do movimento social e cultural Grito do Livro: Viva a Leitura! e Titular do Colegiado Setorial de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Sistema de Cultura do DF, Cleide Soares que na oportunidade presenteou com o livro "Quase Toda a História do Século XXI no Humor do Pasquim 21". Mas o auge do programa foi mesmo a presença maciça dos movimentos populares. Hellen Frida, representando o Ponto de Cultura Frida Kahlo, de São Sebastião fez referência para a questão dos direitos da mulher em manifesto lido por ela e aplaudida com entusiasmo pelos presentes.

Ivan e Cleide relembraram vários momentos de ativismo cultural em Brasilia, a inclusão da literatura nas casas das pessoas com o projeto "Mala do Livro" e intercâmbio entre agentes de leitura e grandes autores na década de 90. 

A participação do público não deixou dúvidas sobre a importância do Sarau Nacional Banca de Poetas, espaço criado pela Banca de Poetas concedido pela Rádio Nacional. O programa foi encerrado com a participação musical de um artista que estava fora da programação, Beirão Neves, amigo do homenageado, que chegou como quem não quer nada, tomou um violão emprestado e fechou com chave de ouro a programação com um gosto de até breve em Planaltina, em primeiro de Abril, na Pedra Fundamental, quando o programa estará fazendo, antecipadamente, coro a toda programação comemorativa do aniversário da Capital Federal.

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Realizado na Casa dos Idosos da cidade, o projeto Sarau Cultural no Interior tem o objetivo de democratizar cultura na comunidade

Com o objetivo de resgatar a cultural popular e levá-la à comunidade, o projeto Sarau Cultural no Interior chega a Planaltina no próximo mês. A iniciativa, que vai organizar apresentações de música e literatura na cidade, ocorre pela primeira vez no próximo dia 2 de março. Até o fim do ano, devem ser realizados, semanalmente, 40 eventos do tipo no Instituto de Ação Comunitária, mais conhecido como Casa dos Idosos de Planaltina. A entrada é gratuita.

Na primeira edição, a ser realizada em uma quinta-feira por conta do carnaval, o Sarau vai trazer uma apresentação de música de raiz com um grupo de violeiros mirins de Formosa (GO). A partir da semana seguinte, o evento ocorre sempre às quartas, das 15h às 17h. Já a segunda edição trará uma sessão de literatura de raiz. Depois, é a vez da música erudita e assim por diante, com apresentações musicais e literárias intercaladas.

“Nosso objetivo é realmente democratizar a cultura, para que as pessoas tomem gosto pela coisa”, explica a consultora de turismo e eventos Beatriz Borges, 47 anos. Ela é uma das organizadoras do projeto e filha de Salviano e Maria Alice Guimarães, os fundadores da Casa dos Idosos, que já funciona há cerca de 30 anos na cidade e oferece atividades gratuitas para um público que vai de crianças a idosos.

O pai também ressalta o caráter educativo da iniciativa. “Queremos divulgar o projeto e convidar toda a comunidade a comparecer, porque Planaltina precisa de mais eventos culturais e educacionais como esse”, afirma o aposentado Salviano Guimarães, 73 anos.

Os artistas que vão se apresentar no sarau foram escolhidos por dois curadores que atuam na área. Todos receberão cachê porque, segundo Beatriz Borges, “a valorização do artista também é importante para o projeto”. A iniciativa está sendo financiada por meio da Lei de Incentivo à Cultura e pela empresa de telefonia Oi. Os organizadores, no entanto, desejam angariar mais patrocinadores para que o projeto cresça.



De acordo com Beatriz e Salviano, o sarau é a primeira iniciativa da Casa dos Idosos que recebe auxílio financeiro de empresas e do governo. Já conhecido na cidade, o espaço oferece atividades como aulas de reforço escolar e teatro, além de jogos, aulas de dança e uma biblioteca aberta à comunidade. A maior parte do público é composta de idosos, mas os exercícios são abertos a todos.

Casa dos Idosos
Fundado em 1981 e batizada com o nome atual em 1988, o Instituto de Ação Comunitária — como a Casa dos Idosos é oficialmente chamada — foi criado por Salviano e Maria Alice Guimarães enquanto ele era administrador de Planaltina. Salviano afirma que, no período em que esteve no cargo, entre 1979 e 1985 e com cerca de 35 anos de idade, criou um projeto com a esposa para atender a idosos.

Com o fim da gestão, a iniciativa teve fim e Guimarães conta que a comunidade local passou a procurá-lo para que as atividades continuassem. Assim, ele e a esposa criaram a Casa dos Idosos. Compraram um imóvel no centro histórico de Planaltina e a reformaram para que pudesse receber os visitantes. Desde então, o local tem funcionado a base de doações e parcerias.

Até hoje, o Salviano Guimarães permanece como o superintendente da casa, do alto de seus 73 anos. E não dá indícios de que vai parar tão cedo: “Hoje em dia eu já tenho a idade das pessoas que participam das atividades. Mas continuou firme e forte porque sinto que essa é a minha obrigação como cidadão”, finaliza.

Metrópoles - 24/02/2017 5:21 , ATUALIZADO EM 23/02/2017 22:46

 

6ª Edição do Sarau Nacional Banca de Poetas prestigia Renato Matos
6ª Edição do Sarau Nacional Banca de Poetas prestigia Renato Matos. 

Foi mágico para a Banca de Poetas prestigiar Renato Matos. Afinal, um homem quando tem prestígio os amigos falam. Não foi diferente na sexta Edição do Sarau Nacional Banca de Poetas nos estúdios da Rádio Nacional, no programa Revista Brasil, do apresentador Valter Lima, neste dia 07 de janeiro de 2017, primeiro sábado de um ano que se inicia abrindo o baú do teatro literário. As cenas que compõe a história são contadas por quem viveu de verdade. Era tanta informação e tanto ritmo que até parecia que tinha sido tudo ensaiado. O estúdio da Rádio, ali no edifício Venâncio 2000, parecia coração de mãe. Cada um que chegava era recebido como se estivesse chegando à casa. Em pouco tempo a super lotação se tornou sinônimo de que sempre cabe mais um quando o assunto é arte e solidariedade.

Estava pronto o enredo do teatro literário, desta vez no Rádio. Néio Lúcio, criador do Concerto Cabeças, foi convidado a participar do programa simplesmente pelo fato de ter sido responsável por dar formato a uma nave especial que acabava de pousar no planalto central em plena ditadura, quando a ordem era circular, pelo simples fato de que o poder vigente não suportava gente em comunhão. Neste ambiente foi criado uma galeria para em seguida isso se tornar um movimento. Néio, do alto de sua generosidade, embora convalescente, desceu e subiu as escadas do Venâncio para ir ao programa fazer suas reflexões e lembrar a todos de que foram os quadros de Renato em exposição na galeria Cabeças que deu origem a toda essa movimentação.

Provocado por Valter Lima de como teria sido sua vinda para Brasília, deixando para trás uma cidade como Salvador, Renatinho foi enfático: foi Néio! Eu tinha vindo aqui vender uns quadros primitivos que eu pintava lá em casa, em Salvador. Néio viu os quadros e me convidou para fazer uma exposição na galeria Cabeças. Fiz a exposição e daí aquela frustração, ninguém ia ver os quadros. Nisso surge Aroldinho com uma caixa de som e uma guitarra, pronto, lotou a galeria. E assim nascia o Concerto Cabeças dando asas à imaginação de todas essas cabeças. Hoje, cabeças brancas. Turiba, ”Luiz Turiba”, hoje jornalista famoso, grande poeta e editor de uma das melhores revistas de arte do país de todos os tempos, estava lá no início e no programa, estava ali quietinho em seu canto aguardando a hora e a vez de entrar em cena! Eu sou parceiro do Renato em varias músicas, disse. Estivemos juntos em tudo isso, mas foi o Néio o responsável por dar formato a esse movimento. Se não fosse ele nada teria acontecido! Ele e o Renato! Mas nem só de meninos era feito o movimento, tinha também as meninas! Duas delas estavam no estúdio: Lucia Leão, que nos tempos do Cabeças já atuava como jornalista e acompanhou o Turiba nos tempos da Bric a Brac, ali no estúdio era só silêncio. Ela disse: eu vim trazer o Renatinho só isso. Lucia sempre foi mulher do trabalho das horas práticas das entrevistas. No programa passado, quando Nise era a homenageada, ela era quem estava à frente da entrevista. Hoje coordena um ponto de cultura chamado Leão da Serra onde é coordenadora e culinarista. De quebra cuida da obra de Renatinho.

Renato Matos
Renato Matos no violão

Noélia Ribeiro, outra das meninas que deu seus primeiros passos nessa romaria, emprestava sua casa como camarim. Embaixo do prédio onde morava era a coxia. Ali o ponto de encontro se tornou tão habitual que foi tema de um dos poemas mais cantados pelo Liga Tripa, um dos grupos musicais mais ativos do movimento! Noélia foi musa, tema e enredo, hoje, é poetisa. Tem dois livros lançados e continua ativa na arte da poesia, participou ativamente na organização desse ATO de prestigiamento do Renatinho. Salve Nonô. Falando em Liga Tripa, Sergio Duboc, um dos protagonistas do grupo juntamente com Aldo Justo, disse com todas as letras: o Renato é uma espécie de padrinho do Liga; logo no início quando a gente chegava às vezes tinha alguma resistência, algumas pessoas não gostavam da performance da gente e aí o Renato chegava pra garantir a nossa presença. Além de parceiros e amigos devemos isso a ele. Renato Matos é multimídia. Antes de mais nada, é ator, é persona. Poeta, compositor, cantor, arranjador e multi instrumentista. Quando os instrumentos disponíveis não lhe são suficientes, ele inventa o instrumento necessário à sua cantoria. Quando a casa em que mora não lhe basta, ele reinventa. Arquiteto autodidata, construiu em Olhos d’água, vilarejo próximo a Brasília, casas, instrumentos e família. Seus três filhos são nascidos lá.

Cleide Soares, uma biblioteconomista com destaque por criar projetos importantes envolvendo as duas comunidades, é testemunha! Eu vi o nascimento do Ziriguidum do Além, eu estava lá na época. Vi quando ele construiu sua casa. Cleide se desmancha em carinho ao falar de Renato. Quando ele lançou “Um telefone é muito pouco”, eu morava no entorno e aquela música parece ter sido feita para mim, pois eu namorava um rapaz aqui da cidade. Mas foi em Olhos d’água que Cleide se tornou sua amiga. Ela conta sobre um trabalho feito em parceria entre ela, o embaixador Wladimir Murtinho e Renato envolvendo os índios pataxós. Foi demais conviver com Renato. Aprendi muito com ele. Enquanto conversávamos no estúdio, o Trio Siridó se preparava para mostrar a gravação que fizera da música “Um telefone é muito pouco”, da autoria de Renato, que marcara a vida de Cleide e de tantas outras pessoas dessa geração.

Durante todo esse tempo dos anos 80 até os dias de hoje, o Rádio teve papel de destaque na vida das pessoas que construíam a cidade. A Rádio Nacional com programas de grande audiência, grandes apresentadores, divulgava e estreitava a distância entre as comunidades. Foi assim que o Trio Siridó ficou conhecendo Renato Matos e resolveu gravar esse clássico. Beirão Neves, figura ícone dos palcos dessa caminhada, é outro nordestino que compareceu ao programa para prestigiar Renato. Junto com o Trio Siridó fez aquilo que sempre fez ao longo da jornada. Um Forró irreverente rebatizado. Beirão é criador do Forrock. O resto é bobagem. Torres, o mestre do Trio Siridó, era só agradecimento. Muito obrigado por me trazer de volta para o Rádio. Nós é que agradecemos mestre.


Elizeu Braga, um poeta de Rondônia, o único que era chegante, ficou impressionado com a história da capital, tantos amigos reunidos para prestigiar um artista, isso é que é amizade. Vicente Sá, que também é parceiro e amigo de jornada, deu o depoimento final! Eu sempre morei por perto do Renato. Agora, de novo, tenho a honra de ser seu vizinho, moramos a uma distância de menos de 100 metros entre as casas. Um dia desses, minha neta chegou para mim e disse: “Ô, vô, o Renato pode até não fazer chover, mas, aquele barulhinho da chuva pra gente dormir ele faz. Curioso, fui conferir. Era mais uma das invenções do Renato. Do lado de fora do estúdio, na carpintaria muita gente. A própria Noélia que atuou na produção e permaneceu até o apagar das luzes. A Djanine Silva foi a salvação; ela pegou a arte voando pela rede e deu um jeito. Obrigado Djanine. Para o portal de notícias Gama Cidadão,para as meninas do projeto Poetas de Sofá e para uma infinidade de pessoas nosso muito obrigado

Trio Siridó
Banda 
Trio Siridó

 


Beirão no violão


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Por José Garcia Caianno - Dedé

Mesmo com pouco tempo de existência, a galeria de arte acumula iniciativas culturais no Gama

Adriana Izel, Rebeca Oliveira, Geovanna Gravia* e Alexandre de Paula e Isabella de Andrade - Especiais para o Correio Braziliense - 05/01/2016

Esta série de reportagem busca dar luz a cultura invisível ao Plano Piloto, mas que tem extrema relevância dentro das regiões administrativas do DF. No capítulo anterior, falamos sobre o Espaço Imaginário Cultural, em Samambaia. Hoje a série segue para o Gama.

Uma pequena porta e um nome escrito a giz na parede da Quadra 25 do Gama marcam a entrada da Pólvora Galeria, criada há cerca de quatro meses por um grupo de jovens artistas da cidade, entre eles, Christian Caffi e Luana Raissa. Com a ideia de incentivar a produção autoral e misturar diversas linguagens, os brasilienses investiram na cena teatral que se concentra no Gama e do trabalho de criação e circulação feito pelos artistas da cidade.

Entre os grupos que movimentam o teatro no Gama estão a Cia. teatral Semente, a Cia. Bagagem e a Lábios da Lua, que iniciou seus trabalhos ainda na década de 1990. Os grupos já circularam por diversas cidades e estão constantemente em cartaz no DF. Eles possuem espaço próprio para ensaios, oficinas e apresentações, além de abrirem seu espaço para outros gêneros artísticos. 


Luana é artista plástica e conta que falta recurso para manter o espaço, mas a vontade sobra na hora de produzir. A curiosidade que o espaço desperta na comunidade mostra que o trabalho pode crescer e render bons frutos. A galeria foi montada com ares de arte urbana inserida em um contexto aconchegante por ser tratar de uma casa. Do lado de dentro, no quarto, os equipamentos musicais dividem espaço com o camarim dos artistas. O corredor foi decorado com discos, CDs, ilustrações e grafites, servindo também como continuação da cozinha, onde é preparado todo o cardápio do bar, onde são realizados os shows.

O terraço da casa, apelidado de Varandão, onde acontecem shows e mostra de filmes. Crédito: Isabella de Andrade/Esp. CB/D.A Press

A sala deu lugar a uma pequena galeria e o terraço, chamado de Varandão, transformou-se em um cinema a céu aberto. “Aqui na cidade não tem nenhum cinema, então achamos essencial colocar as mostras de filmes na programação. Queríamos fazer todas as semanas, mas a gente ainda utiliza o retroprojetor emprestado. Estamos ainda nos adaptando e usamos os recursos disponíveis”, afirma Luana.
Durante os primeiros meses de criação, a Pólvora manteve o foco em aumentar as apresentações musicais e em abrir espaço para bandas autorais do Distrito Federal. Desde o início, a ideia primordial é reunir as mais diversas vertentes artísticas, incentivando o encontro e o diálogo de quem cria com o próprio público local. “O alcance cultural não é o mesmo que o do Plano. Tem gente aqui que nunca foi ao cinema, nunca foi ao teatro. É uma desigualdade social muito grande e isso só aumenta a importância desse tipo de projeto”, afirma a artista plástica. O contato com o fazer artístico nesses espaços pode proporcionar o surgimento de novas ideias e a reflexão do indivíduo a respeito do próprio tempo. “É muito difícil ser periférico e falar que quer viver da arte, queremos que as pessoas acreditem que isso é possível”.


Christian aproveita o estúdio/camarim para ensaiar suas músicas. Crédito: Isabella de Andrade/Esp. CB/D.A Press

Christian Caffi destaca que a recepção dos moradores tem sido boa e que pessoas de todas as idades sentem curiosidade em conhecer o local, onde os eventos são sempre gratuitos. “No ano que vem planejamos realizar um circuito cultural e um festival de artes reunindo música, poesia, teatro, artes plásticas e performances. Queremos incentivar essa troca de experiência entre artistas de estilos diferentes”.
Para movimentar a cena cultural no Gama, o casal se inspirou na cena artística de lugares como Goiânia e São Paulo , que costumam abrigar pubs e centros culturais em um mesmo espaço, atraindo cada vez mais o público jovem. “Ficamos um bom tempo esperando que abrisse um novo ponto de cultura na cidade e, como isso nunca acontecia, resolvemos construir o nosso”. Os artistas destacam que a ideia é possibilitar cada vez mais pontos de convergência com os grupos de teatro da cidade, incentivando a troca artística e levando novas possibilidades ao público.

Teatro como ponto de expansão no Gama
A cena teatral é um dos pontos fortes da identidade cultural do Gama. Companhias como a Cia. teatral Semente, a Cia. Bagagem e a Lábios da Lua são responsáveis por criar um diálogo cada vez maior com a comunidade por meio dos palcos.


Enquanto isso, a Cia. Semente produz e leva espetáculos para diversos cantos do DF e do Brasil durante os últimos nove anos. Na periferia de Brasília, o grupo encontra espaço e vontade para desenvolver projetos e processos criativos. Durante o tempo de existência, a companhia levou trabalhos de qualidade para o público e mostrou produções das mais variadas, entre elas, Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, até a mais recente montagem, Miguilim inacabado, de Guimarães Rosa. Em 2016, o grupo criou o primeiro festival de teatro Semente e convidados, que aconteceu entre 1° e 15 de novembro. Oito espetáculos entraram para a programação da mostra e a ideia é que o evento se torne constante.O Semente iniciou seus trabalhos na cidade como uma companhia teatral e, atualmente, conta com espaço próprio para oficinas, ensaios e apresentações de espetáculos de teatro, dança e música.

A Lábios da Lua é uma das pioneiras no movimento cultural da cidade. Desde 1992, grupos culturais de artistas, professores e educadores trabalha para proporcionar à comunidade espetáculos teatrais de alto nível e outras atividades. Para o produtor e músico Gilmar Batista, gerente voluntário do grupo Lábios da Lua há mais de 20 anos, a aproximação de novos grupos e artistas emergentes fortalece a cena cultural da cidade. “Apesar desses grupos estarem unidos no sentido de um apoiar o outro nas produções, a gente tem um movimento por trás disso tudo”.
Ivo Mateus Teixeira, ator e músico associado da cia, ressalta que essa colaboração entre as companhias fortalece a produção na cidade: “É só com essa união que a gente vai ter a força que o pessoal centralizado em Brasília possui. A gente ainda não tem por estar tão distante um do outro e por não ter conhecimento.”

                Ivo Mateus acredita que a arte pode criar novos caminhos, pensamentos e possibilidades. Crédito: Isabella de Andrade/Esp. CB/D.A Press

Teixeira acredita que a cia se preocupa com a parceria entre os grupos e em projetos que visam beneficiar outros grupos de teatro. “O objetivo, além de trazer formação de público, é subsidiar o público amador que está começando agora”, diz. O ator cita o exemplo do espetáculo Me & Mister Jones, quando “um grupo iniciante da Ceilândia veio pra cá recebeu cachê, participou, fez as apresentações e se uniu para fazer outros trabalhos com o pessoal daqui.”

Para os grupos, o mais importante é manter a produção criativa em andamento constante e ampliar cada vez mais os horizontes de quem cria na cidade. A colaboração entre as companhias de teatro funciona como um impulso para sobreviver sem incentivo e com poucos recursos. Nesse cenário, a Galeria Pólvora surge como outro ponto de experimentação coletiva.

Pólvora Galeria
Endereço: Qd 25 Ap 01 Lt 14 - Setor Oeste
Contatos: (61) 98621-3249, @polvora.galeria e https://www.facebook.com/polvora.galeria/
Atividades:Exposições,cinema,shows,oficinas.




Evento apresenta filmes produzidos pelo público infanto juvenil e oferece oficinas sobre o tema

Por catraca livre Foto: Divulgação/Reprodução - 29/12/2016 - 08:37:40

Entre os dias 4 e 19 de janeiro, o CCBB Brasília apresenta o Festival Internacional Pequeno Cineasta Itinerante, com a exibição de longas nacionais e internacionais produzidos por crianças e adolescentes, entre 12 e 17 anos, com temáticas que vão desde o amor até problemas sociais. O evento ocorre em diferentes horários (confira abaixo), com entrada Livre.

O festival tem como objetivo dar voz e espaço a crianças e jovens para mostrar o que sabem fazer com uma câmera em mãos. Após estrear novo formato na cidade de São Paulo, o projeto chega a Brasília reunindo em sua programação os filmes vencedores das seis edições do Festival Internacional Pequeno Cineasta, realizado no Rio de Janeiro.


Além das sessões de filmes, o projeto também oferece duas oficinas gratuitas de cinema, a de Claquete e a Pequeno Cineasta para crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos. Para participar, é necessário retirar os ingressos com uma hora de antecedência.

Confira a programação completa:


4 janeiro (quarta-feira)
10h30 às 13h – Oficina Claquete

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Nacional Criança

19h – Mostra Internacional jovem

5 janeiro (quinta-feira)
10h30 às 13h – Oficina Claquete

16h – Mostra Internacional Criança

17h – Mostra Nacional Criança

18h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

19h – Mostra Internacional jovem

6 janeiro (sexta-feira)
10h30 às 13h – Oficina Claquete

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Internacional Jovem

19h – Mostra Nacional Jovem

7 janeiro (sábado)
10h30 às 13h – Oficina de Claquete

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Nacional Criança

18h – Mostra Internacional Jovem

19h – Mostra Nacional Jovem

8 janeiro (domingo)
10h30 às 13h – Oficina Claquete

15h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Nacional Criança

17h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

18h – Mostra Nacional jovem

9 janeiro (segunda-feira)
10h30 às 13h – Oficina Claquete

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

19h – Mostra Internacional Jovem

11 janeiro (quarta-feira)
9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Nacional Criança

19h – Mostra Internacional Jovem

12 janeiro (quinta-feira)
9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Internacional da Criança

17h – Mostra Nacional Criança

18h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

19h – Mostra Nacional Jovem

13 janeiro (sexta-feira)
9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Internacional jovem

19h – Mostra Nacional Criança

14 janeiro (sábado)
9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Nacional Criança

18h – Mostra Internacional Jovem

19h – Mostra Nacional Jovem

15 janeiro (domingo)

9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

15h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Nacional Criança

17h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

18h – Mostra Nacional Jovem

16 janeiro (segunda-feira)

9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

19h – Mostra Internacional Jovem

18 janeiro (quarta-feira)
16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Nacional Criança

19h – Mostra Internacional Jovem

19 janeiro (quinta-feira)
19h – Cerimônia de encerramento da Turma de Pequenos Cineastas do CCBB DF

Publicado no Gama Cidadão -  29/12/2016 08:37:40

 



O 5º Sarau Banca de Poetas transcorreu sem surpresas, embora o assunto fosse de grande densidade foi tratado como muito leveza que é a característica desse programa onde tudo é dito pelo tom literário. A música de abertura foi “Dizem que sou louco”, dos Mutantes, e “Maluco Beleza”, de Raul Seixas. A música de encerramento foi “Bicho de sete cabeças”, de Geraldo Azevedo e Zé Ramalho. Tivemos a presença do Diretor de Saúde Mental, Dr. Ricardo Lins, do psicólogo Toti (que também é arte educador) e do paciente José Alves. Todos garantindo a presença oficial da secretaria de saúde mental. Tivemos a participação de jovens poetas de várias regiões do DF, o que marcou a alegria e a diversidade temática do programa apresentado por José Gomes Garcia e por Luis Felipe Vitelli dentro do programa Revista Brasil coordenado por Valter Lima.

O próximo programa, previsto para 5 de janeiro, será um tributo a um dos artistas mais emblemáticos de Brasília: Renato Matos

 


Taty Nascimento y Água


AnnilÁ


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Israel e Diogo da banda Cenário Red

Na última sexta-feira (25), aconteceu a abertura do Circuito Cultural de Dança Afro-Brasileira na cidade do Gama. O evento que percorre várias satélites é fruto de duas emendas parlamentares ao orçamento de 2016, propostas pelo Senador Hélio José (nº 37910012) e pelo Deputado Roney Nemer (nº 37550016). Tal ação conta com o apoio da Fundação Cultural Palmares, que é vinculada ao Ministério da Cultura e o Governo do Distrito Federal.

O Zumba, ritmo que combina danças latinas e ginásticas fitness, fez os gamenses dançarem e se divertirem aos comandos dos instrutores. Essa dança foi um dos destaques do evento. Outro grupo que vem chamando a atenção dos jovens são os rappers gospel, que trazem suas composições com letras marcantes, inspiradas em passagens bíblicas. Por meio da música sempre deixam seus conselhos.

As bandas de rappers que abriram as apresentações foram: ”Canário Red e Conexão Fatal”. O rap gospel vem ganhando força na periferia e tem conquistado mais adeptos a cada dia.

O rapper Marcus Vinicius, da Banda Relato Verbal, fez a galera vibrar aos sons das músicas de sua autoria. São elas: ‘’Combate às drogas‘’ e ‘’A Palavra do Meu Pai‘’. As músicas falam sobre o cotidiano desses jovens e o descaso do sistema, urbanização e a criminalidade. As músicas sempre trazem aconselhamentos apontando para Jesus Cristo o caminho, a verdade e a vida.

Além das apresentações, a programação contou ainda com oficinas de danças, apoio jurídico da OAB do Gama, Administração Regional e associações locais.


Rapper, Marcus Vinicius, da Banda Relato Verbal

 
André e França da banda Conexão fatal

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A 4ª edição do Sarau Nacional Banca de Poetas, chamou a atenção do técnico José Lins que se emociona com o Sarau. Lins, que acompanha Valter Lima desde sempre, é responsavél pela parte técnica, sem ele não há programa.

O grande trunfo da 4ª edição do Sarau Nacional Banca de Poetas em parceria com a Rádio Nacional dentro do programa Revista Brasil, com apresentação do radialista Valer Lima, tem sido a descontração que é um perfil do picadeiro da Banca de Poetas agora no Rádio. Essa edição, como das outras vezes, foi feita totalmente dentro da espontaneidade,  ou seja, a capacidade de improvisação dos vários estilos garantiu o formato do programa. Sergio Duboc do grupo Liga tripa trouxe a irreverência que tem levado aos palcos e rodas por onde se apresenta há mais de três décadas. Vicente Sá, que é parceiro de Duboc em varias canções, também deu o ar da graça e recitou poemas de sua autoria. Os dois parceiros que acabam de retornar de viagem a Cuba, para onde foram em caravana com diversos artista que receberam o patrocínio do  FAC, falaram sobre a experiência. Vicente comenta da importância do Fundo de apoio à cultura em eventos como este mas deixa uma ressalva: o cachê só deu para comer uma vez, disse em tom de brincadeira.

De Samambaia vieram as meninas Kimberley e Waleska do grupo Poetas de Sofá foi outra presença certeira.  Convidadas desde a feira do livro que ocorreu em julho no centro de convenções só agora nessa puderam comparecer. É que a agenda das meninas é concorridíssima. Também pudera... com um alcance de um milhão e meio de pessoas semanalmente na sua página no Facebook, não era para menos. Mas de agora em diante está  firmado definitivamente a parceria Banca de Poetas e Poetas de Sofá para o próximo programa e para outras atividades em comum. O cantor, compositor, poeta e violonista Juan Ricthelli, veio do Gama e pôde também apresentar sua arte nessa edição.

Do Recanto veio Cris Reis, poetisa, professora e ativista do setorial do livro e da leitura foi outra que ficou surpresa com o sarau, em formato de Rádio. Cris veio acompanhada do multimídia Marcelo Café que já havia estado no programa em outra edição, dessa vez veio como violonista acompanhando sua amiga. Cris agora já faz parte da equipe de produção.

Da Ceilândia veio Rêgo Junior que é amigo das antigas da Banca de Poeta, é poeta ator e contador de estórias veio ao programa lançar e divulgar seu livro “Rigoto da palavra” que vem fazendo sucesso em suas andanças. José Soter, do plano pliloto, é poeta e ativista cultural com programas radiofônicos divulgando a poesia, veio compartilhar da alegria de estar entre os participantes deste marco da poesia.

A cantora Venezuelana Dameris Castilo chegou bem no finalzinho do programa e sentiu o gostinho de quero mais, sua presença para o próximo programa ficou confirmada. Marcos Linhares, Presidente do sindicato dos escritores, também chegou para uma visita corrida. Ele também confirmou presença no próximo programa que será  no dia  3 de dezembro.

Valter Lima o grande ícone do Rádio Brasiliense era só alegria. Luiz Felipe Vitelli  que é articulador e apresentador do programa juntamente com José Garcia Caianno também não escondiam a satisfação de estarem ali.

A cobertura do Portal de Noticias Gama Cidadão garante  a visibilidade e divulgação do programa  e seus confrades da rede colaborativa que se forma em torno desse Sarau voltado para a Rádio Nacional.

José Soter lança o seu mas novo título, o Agrestina, sobre o olhar atento de Vlter Lima e das meninas do grupo Poetas de Sofá

Damelis Castillo, de cachecol alaranjado, um canto latino no Sarau Nacional. Marcos Linhares brinca com a fé e agradece por estar no programa.

 

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Violinista e diretor artístico da Orquestra Filarmônica de Brasília, Thiago Francis; violinista Jefferson Lopes; violista e presidente da associação orquestra Cordas do Gama, Roberto Farias; violoncelista Jonathan Baião; contrabaixista Luiz Rezende. 

O Quinteto de cordas da Orquestra Cordas do Gama se apresentou na noite da ultima quinta-feira (20/10), no Terraço shopping. Com o propósito de tornar cada vez mais acessível a música clássica ao público do Distrito Federal, o Sesc Sinfonia Intermezzo desloca artistas eruditos das cidades satélites para os palcos das praças centrais do Terraço Shopping (Octogonal) e do Gama Shopping.

"O projeto do Sesc Sinfonia propõe formar cada vez mais plateias e o surgimento de novos admiradores de música erudita. O grupo Orquestra Cordas do Gama formado por músicos do entorno Sul, Gama e região, tem por objetivo, também a propagação da música clássica ao público das cidades satélite, como a descentralização da cultura no DF ", disse o violista presidente da associação que mantém o grupo Roberto Farias.

O Sesc Sinfonia Intermezzo foi criado em 2006 com o objetivo de oferecer música clássica ao público. Já passaram pelos palcos do projeto a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, os solistas Marcello Vannucci e Licio Bruno, e a orquestra francesa Les Musiciens du Louvre-Grenoble. O Sesc Sinfonia já realizou eventos expressivos como a Ópera Carmem, para mais de 30 mil pessoas; o concerto Tributo a Pavarotti; e ainda a ópera A Flauta Mágica, de Mozart.

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A Banca de Poetas mantém o hábito de incentivar a leitura e de preservar o meio ambiente.Tem sido assim há 17 anos, isso para falar apenas no trabalho de rua. Hoje, durante o Sarau Nacional Banca de Poetas que chegou à 3ª Edição em parceria com a Rádio Nacional, não foi diferente. O Sarau, que vem buscando um formato para o Rádio, visa difundir a arte literária e prioriza manter informações sobre o meio ambiente.

Para o programa de hoje, 1º outubro, sábado, primeiro dia do mês da criança, fomos brindados com a presença de um autor que cumpre as duas premissas. Eugênio Giovenardi, autor de 16 títulos, aceitou nosso convite e concedeu uma bela participação no programa. O lançamento de seu novo livro, cujo título é "Uma obra em verde", será dia 21 de outubro, no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, às 19 horas. Será um tributo à natureza.


Poeta e produtor cultural Luiz Felipe Vitelli


Poetas José Garcia e Carlos Araújo



Cantor e Compositor Marcelo Fernandes Rocha (Marcelo Café) 



Poetas Nanda Fer Pimenta, Zeca Oreba e Carlos Araújo



3ª Edição do Sarau Banca de Poetas na Rádio Nacional
 

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José Garcia Caianno

Foto: Zeca Oreba e Israel Carvalho

Da Redação do portal Gama Cidadão 

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Missão foi o título dado ao segundo sarau Nacional Banca de Poetas que foi ao ar neste sábado, dia 03 de setembro, no programa Revista Brasil da Rádio Nacional AM (980Khz) sob a apresentação de Valter Lima. A proposta deste Sarau, que visa difundir a obra literária dos artistas da cidade, surge como desdobramento do Festival Banca de Poetas que circulou por 6 cidades Satélites durante o mês de julho e que foi patrocinado pelo Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Cultura do Distrito Federal - Governo de Brasília.

No cronograma de divulgação, conforme previsto na fixa técnica, a Rádio Nacional abriu espaço para a divulgação do Festival e foi nessa ocasião que a direção do programa teve a oportunidade de conhecer o formato e a proposta da Banca de Poeta no tocante à questão da valorização do livro e do incentivo à leitura. A proposta da troca de saberes por meio do livro não há participação de custo financeiro uma vez que na Banca de Poetas a troca é que sustenta as relações. Para que um livro seja trocado por outro, há de estar nas mesmas condições físicas do outro, logo, partindo desse princípio, se estabelece o primeiro ponto de uma relação sustentável: quando o acervo é mantido, a base de troca não há baixa, nem redução de qualidade.

Esse foi o aspecto que chamou a atenção de Valter Lima e da direção da Rádio. Assim foi feito o primeiro Sarau Nacional Banca de Poetas em 6 de agosto sob o comando de José Garcia Caianno e Luiz Felipe Vitelli e Chico Nogueira como convidados especiais. Os outros parceiros são representantes de grupos que realizam saraus por todo o DF e pessoas voltadas para a cultura, porém, todos com participações históricas com a Banca de Poetas que já acumula por volta de 17 anos de estrada.

No segundo programa Missão Sarau Nacional Banca de Poetas, como parte da programação da Revista Brasília da Rádio Nacional AM (980Khz) do dia  03 de setembro, o poeta José Garcia teve como convidados especiais o escritor e embaixador brasileiro Raul de Taunay e a presidente da Casa Agostinho da Silva, Dra. Lúcia Helena de Sá e o músico, compositor, Jairo Mozart Pereira;  como também os convidados do poetas Luiz Felipe Vitelli, os escritores Olivia Maria, Wélcio de Toledo, Sid Francisco Cruz; Jorge Amancio, e o representante da Geladeira do Livro, Lucas Rafael; e da Casa de Cultura Carlos Marighella, além do Valter Lima, e a cobertura do Portal de Notícias Gama Cidadão.

O 3º Sarau Nacional Banca de Poetas já vem navegando nas ondas do desdobramento do 1º Festival de Cinema e Poesia realizado na cidade do Varjão, um grupo de pessoas ligado ao Festival Banca de Poetas que passa por aquela Satélite decidiu por realizar o ato em prol da Biblioteca Maria de Ariston que funciona em âmbito doméstico. Ariston convidou o Diplomata, poeta e humanista Raul de Taunay, que nos próximos dias embarca para o continente Africano em missão diplomática, para ser patrono daquele empreendimento cultural, e ajuda a fortalecer mais um ponto de leitura.

A missão de escrever se assemelha ao fazer da diplomacia que transita entre todos os povos. O termo foi repetido várias vezes por participantes do Sarau. O Sarau Nacional Banca de Poetas em parceria com a Rádio Nacional já viaja nas ondas do 3º terceiro programa sempre no primeiro sábado de cada mês.

O próximo encontro previsto para o mês da criança vai homenagear Eugênio Giovenardi, ecossociólogo e escritor com vasta obra sobre o tema ambiental.

No momento de encerramento do programa, José Garcia anuncia a mais nova conquista advinda do Festival Banca de Poetas. Trata-se da parceria com a Fundação Brasileira de Teatro  Dulcina de Morais. 

Rádio Nacional de Brasília

Coordenação da emissora: Alisson Machado
Gerência: Miguelzinho Martins

Programa Revista Brasil
Apresentação: Valter Lima
Produção: Andréa Quintiere, Kátia Oliveira, Fabiana Pelles, Adriana Shimoda


Missão Sarau Nacional Banca de Poetas
 


Luiz Felipe Vitelli e Valter Lima


Embaixador brasileiro Raul de Taunay e o músico, compositor, Jairo Mozar Pereira

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Da Redação do portal Gama Cidadão