IV Sarau Poetas de Sofá | Banca de Poetas e Gama Cidadão #OcupaConic

"A Banca de Poetas mantém o hábito de promover a literatura  e preservar o meio ambiente. Tragam informações, sementes e mudas para uma troca justa. Sua doação será bem-vinda e bem distribuída. Que cada um traga livros, cds, etc. Quiçá um sonho para que possamos cometer um escambo lindo”. Esse texto constou do primeiro informativo de estreia da Banca de Poetas! 

Assim, no ano de 2001, nascia em Brasília o primeiro sarau Banca de Poetas organizado com cara de arte de rua. Na época não se falava em redes colaborativas, mas o que se viu foi exatamente a consagração dessa linguagem. Sem que fizéssemos qualquer assembleia para tomar decisões, a Cia Mambembrincantes, entrava com aquilo que dispunha, além do talento e apoio moral de Chico Nogueira trazia, também, o som e outros parceiros. De modo que durante 9 semanas permanecemos ali na Galeria do BRB sempre as quartas feiras. Outros parceiros surgiram e um simples cordão estendido propondo a troca de saberes por meio do livro estabelecia o que hoje é a Banca de Poetas. Os revezes sempre presentes de modo a inibir a plena fruição dos fazeres não foram suficientes para impedir a continuidade desse trabalho que hoje expõe um  acúmulo de histórias e resultados palpáveis. O teatro literário emergia das ranhuras criadas pela morosidade das ações governamentais que esvaziava e fechava monumentos do porte do teatro nacional que ainda hoje permanece assim a olhos vistos, e o Estado gasta fortunas só em manutenção. Durante essa jornada, vários  parceiros dialogaram com essa maneira despojada de levar arte aos mais variados picadeiros. Difícil não cometer injustiça ao elencar alguns sem esquecer nomes importantes. Cada qual em suas matizes contribuindo e agregando valores com suas linguagens insubstituíveis como queria Augusto Boal. Prestes a completar duas décadas de Teatro literário, estamos na décima quarta edição do Sarau Nacional Banca de Poetas em parceria com a Rádio Nacional. São 14 edições de um programa de rádio em âmbito nacional  e na rede, em parceria com  o portal de  noticias Gama Cidadão que vem fidelizando outros parceiros. A rede social cada vez mais presente nas artes seja contribuindo, seja obstruindo comportamentos vem sendo otimizada de forma indiscutível  entre nós e nossos pares. 

Poetas de Sofá. No último  sábado, dia 02 de agosto desse  2017, tivemos a honra de atuar em rede colaborativa como convidados de  um grupo que merece destaque pela desenvoltura, jovialidade, originalidade e estatura em se tratando de abrangência em rede. O grupo Poetas de Sofá que é formado basicamente por meninas oriundas das mais diferentes regiões do DF, é  de se espantar! Tamanha a quantidade de acessos na rede social. Ali o tema escolhido foi sublimação do medo. Artistas jovens de todos os quadrantes do DF surgiam munidos  de uma fortuna crítica de causar inveja. O medo em fim foi desmascarado e colocado em via pública. Para os aliciadores foi mandado dizer: aqui onde arde a arte não “morremos mais de medo” (Drumond).

No mesmo dia, outra inciativa em rede colaborativa fazia surgir outro sarau. Dentro do tema ocupação, via surgir o Sarau do Mundo. Somando forças com o teatro de bonecos da CIA Voar de Teatro. Este já de posse do livro e das hortas comunitárias em parceria com a associação de catadores. Sempre  em redes colaborativas. Ainda falando em questões temática que vem sendo o nosso lema, não podemos deixar de indicar o programa do dia 05 de agosto que ocorreu na cidade do Paranoá quando o tema foi ocupação e resistência. Ali presenciamos o encontro de gerações de artistas e atores comunitários que deram sentido ao programa de Rádio valorizando ações de ocupação e resistência no sentido mais amplo da expressão. Sempre na trilha ambiental valorizando o uso e a ocupação dos parques ecológicos. Assim, foi, também, em São Sebastião. O próximo Sarau Nacional Banca de Poetas será em Candangolândia, cidade do construtor de Brasilia. O Candango tem memória.

As coordenadoras do Poetas de Sofá Kimberrly e Beatriz com o poeta José Garcia Caianno, conversam com a poetisa Raquel Stapait, que veio de São Paulo, falar sobre a "sublimação do medo" tema do Sarau.

 Sarau Poetas de Sofá recebe o compositor Zémiguel Rodrigues, que estava em Brasília lançando o seu CD - Flores do Brasil. 

 Millena Dias emociona platéia de todas as idades no Sarau Poetas de Sofá

Você vai ficar encantado com talento e beleza da compositora e poeta Millena Dias

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Sarau do Mundo, aconteceu neste sábado no Viveiro Cultural "Cooperfenix" no Gama
 

Mais fotos do Sarau do Mundo no Gama. Clique aqui!
 

13ª Sarau Nacional Banca de Poetas - Ocupação e Resistência no Paranoá
 

 Sarau Nacional Banca de Poetas descobre compositora prodígio no Paranoá, Millena Dias
 

13ª Sarau Nacional Banca de Poetas - Ocupação e Resistência no Paranoá, foi uma dos melhores edição segundo o radialista Valter Lima. 
 

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CANDANGO TEM MEMÓRIA

  


Durante os dias 27 e 28 de maio no CEM 2, foi realizado o seminário que legitima as propostas  do movimento cultural da cidade. Na pauta, a proposta de maior relevância foi: o perfil do gerente de cultura. Durante todo o seminário esse assunto mereceu atenção redobrada uma vez que é assunto recorrente em todo o DF, pois o cargo que requer conhecimento artístico vem sendo usado como moeda de troca partidária, ou seja, cada administrador usa o cargo para contemplar os seus aliados sem a menor preocupação com a especificidade da matéria. Outro ponto importante foi a proposta de criação de uma agenda mínima a ser apresentada ao poder público para que o gestor possa desenvolver uma programação que contemple a participação dos artistas da cidade. Outra pauta polêmica diz respeito à ocupação de espaços ociosos existentes na administração pública. São espaços mantidos pelo governo com custo elevado, mas que são de difícil acesso por causa da burocracia. Esses espaços deverão ser mapeados e reivindicado a pauta de uso temporário pelos artistas para  desenvolvimento dos seus trabalhos.

Cento e seis pessoas votaram para eleger os novos conselheiros. São 7 vagas para representantes dos segmentos culturais e 1 vaga para a representação comunitária.

O seminário definiu a formação do novo Conselho Regional de Cultura do Gama:

SEGMENTO COMUNITÁRIO:

Israel Carvalho – 87 votos - ELEITO

SEGMENTO CULTURAL:

Amarildo Adriano – 74 votos - ELEITO

Ju Liana Pontes – 73 votos - ELEITA

Anderson Ananias – 71 votos - ELEITO

Jemima Tavares – 70 votos - ELEITA

Rui Perpétuo – 70 votos - ELEITO

Kátia Verônica – 66 votos - ELEITA

Geovane Batista – 66 votos – ELEITO

SUPLENTES:

Jéssica Tavares – 34 votos

João Breyer – 27 votos

Ricardo Pindura – 26 votos

 

ATRIBUIÇÕES

Os conselhos regionais estão previstos na Lei Orgânica do DF e as competências foram estabelecidas pela Lei nº 1.960, de 1998. Entre as atribuições estão dar suporte às administrações regionais, de forma consultiva, e propor, acompanhar e debater propostas para a valorização da arte e da cultura. A eles cabe, também, a função de definir normas e critérios para destinação, uso e administração dos espaços culturais e artísticos mantidos pelo governo.

Mesa mediadora do seminário de cultura: Maria Celma moradora do Setor Oeste; professor Divino Gomes e o poeta Laércio Nicolau

Movimento cultural da cidade e a administradora do Gama Maria Antônia

Empresária do Kaka hamburgueria, Fabrícia Pereira e seus familiares.

Apuração dos votos: diretora de mobilização e monitoramento da secretária de cultura do DF, Beth Pereira; gerente de cultura da Administração Regional do Gama, Fernando Santos e o Conselheiro de Cultura do Distrito Federal - CCDF, Beto Peres.

Vídeo da apuração dos votos. Clique aqui! 


Galeria de fotos do seminário. Clique aqui!

Da Redação do Gama Cidadão

Repórter: Élton Skartazini

Foto: A arte de ser mãe - Poemas do Beco Mercado sul - Intervenção Urbana

Sábado, 06/05/2017, das 08 às 10h, ocorreu o 10º Sarau Banca de Poetas, transmitido pela Rádio Nacional diretamente do Mercado Sul, Taguatinga/DF, para todo o Brasil. Produzido e apresentado pelos poetas Garcia Caianno e Luiz Vitelli, este sarau acontece todo primeiro sábado do mês, em diferentes regiões do Distrito Federal, com espaço cativo no programa Revista Brasil (EBC), coordenado pelo radialista Valter Lima.

O que se ouve no programa são poesias, músicas e entrevistas sobre diversos assuntos referentes à arte e aos movimentos cultural e ambiental. Cada programa acontece num local emblemático do fazer artístico, da resistência cultural, ou da causa ambiental. O Mercado Sul, por exemplo, antes destinado ao comércio, ficou um tempo abandonado e agora está ocupado por 50 coletivos, de aproximadamente 150 artistas.

Os convidados são poetas, músicos, artistas plásticos, atores, cineastas, ambientalistas e demais pessoas que tenham o que mostrar no rádio. Neste sábado esteve ali a cantora Haynna e os Verdes,  Jad Teles (voz e violão), Advogado e Engenheiro (dupla sertaneja), Natália Cristina (oficineira de literatura), Rodolfo Melo (contista), e a poeta Lilia Diniz que, nesse mês das mães, dissertou sobre a condição social das mulheres.      

O que se vê no Sarau Banca de Poetas é um encontro de amigos, conhecidos de muitos carnavais. "O programa não tem roteiro definido e nem ensaio. Acontece num ato único e contínuo, como a própria vida", disse Garcia Caianno. Israel Carvalho, do portal Gama Cidadão, transmite em vídeo web tudo o que acontece. Realizado ao ar livre, quem passa pelo local para pra ver, ouvir e interagir, via Nacional AM 980 khz.


A 10ª Edição do Sarau Nacional Banca de Poetas, leva para rua quarta geração de uma família de violeiros. Advogado & Engenheiro uma dupla de sertanejos conhecida do ouvinte de rádio no Brasil.  Trás Geovane a quarta geração dessa arte sertaneja.


De Samambaia a Planaltina o DF se encontra no Mercado Sul no Sarau Nacional Banca de Poetas. Foto: Luiz Vitelli, carioca, poeta, artista plastico e ativista do movimento cultural dialoga com a piauiense atriz poetisa e também ativista incansável da cultura popular Lilia Diniz


Foto: Gerente de Cultura da Administração de Samambaia Jad Teles, voz e violão sendo observado pelo mestre da cultura popular Soró  
  


Foto: Geovane Albuquerque da Oficina de Escrita Criativa do Espaço Cultural Ubuntu do Recanto Das Emas


Belíssima foz vinda do extremo Sul subindo as águas do Distrito Federal no Sarau Nacional Banca de Poetas. Foto: Haynna Jacyara, pede passagem aos apresentadores do Sarau e encanta os ouvintes da Rádio Nacional Brasília - EBC  


Foto: artista plastico, poeta e jornalista Élton Skartazini, lança o livro Diário de bordo no programa Sarau Nacional Banca de Poetas 

O mimico Abder Paz, colocar os pingos nos is e diz que a visita do governador e secretário de cultura não passou de tapinha nas costas as demandas estão todas por resolver no Mercado Sul.

Programa Revista Brasil, apresentação: Valter Lima - Rádio Nacional AM (980 Khz). Sob coordenação e apresentação de José Garcia Caianno e Luís Felipe Vitelli. Cobertura do portal de notícias Gama Cidadão.

Galeria de fotos. Clique aqui!
 

Mais informações: (61) 98572.6058 (Garcia Caianno) e 99425.9200 (Luiz Vitelli) e Élton Skartazini - (61) 99908.4963 | www.skartazini.com


Em pleno domingo de páscoa quando as igrejas ficam lotadas e as ruas ficam vazias, alguns jovens que estão fora das duas realidades ficam sem o que fazer. Não querem ficar em casa assistindo a enfadonha TV do domingão, ou acessando as tediosas telas dos seus smartphones. Coisas dos novos tempos que a inteligência desumana não conseguiu solucionar. O super poder público, concentrador de soluções como pretenso e todo poderoso, só entende de ocupação de cargos e de “ilicitações”. Assim os espaços sob a ordem dos poderosos permanecem inacessíveis aos seus verdadeiros donos, o contribuinte. Ou seja, aquele que literalmente contribui para a existência destes e de outros espaços.

O organograma do governo também chamado gerente do estado é formado por “N” secretarias e obviamente seus secretários, e seus cargos, todos ocupados com seus assessores muito bem remunerados, e que, diga-se de passagem, muitas vezes não contribuem em nada para solucionar tais questões. Assim imensos espaços que deveriam ser públicos, ou do público, permanecem restritos ao uso apenas dos seguranças contratados a peso de ouro. Estes que estão ali com a missão de não permitir que o contribuinte tenha acesso a essas instalações. E, quando alguém quer inverter a ordem do tedioso domingão e fazer alguma coisa verdadeiramente fora do arcabouço, tem de se virar. Alugar espaços comerciais pagando com recursos próprios, recursos esses que deveriam ser usados para investir em proveito familiares, mas que acabam sendo desviados para cobrir aquilo que é de atribuição dos famigerados secretários. Foi o que o Gama Cidadão pode constatar ontem durante aquele domingo de páscoa no Recanto das Emas, cidade localizada na zona sudoeste do DF.

O Coletivo de artistas que prestigia a cultura africana e dá nome ao coletivo Ubuntu que quer dizer “Coisas feitas coletivamente”. Ali vários grupos das mais variadas regiões do DF se encontram em uma celebração muito particular. O espaço, que é alugado por um dos coletivos, agrega diversas atividades de artistas vindos de Santa Maria, Gama e até de são Sebastião.

São poetas, encenadores, músicos, artesãos, escritores e gente que sai de casa apenas com o objetivo de driblar o tédio do domingo. Segundo José Garcia, poeta, ambientalista e ativista cultural, morador do Gama, aquele domingo entrou para a história. “Pude encontrar gente de todas essas regiões, gente jovem bonita querendo estar junto de pessoas como elas, que não se enquadram nesse formato horrível de falta de opção.” Afirmou o poeta.

Dedé, como é conhecido, ressalta o encontro com o escritor Rodolfo Melo que está com seu segundo livro em pleno lançamento, quentinho na hora. Um livro de contos ambientado em Brasília com uma abordagem crítica e severa sobre as questões sociais inerentes a uma classe média emergente ornada por preconceito. O livro, cujo o titulo é “Meu Deus s que cidade linda”, já trata de profunda ironia. É, segundo Garcia, um retrato da cidade. Com contos ambientados, inclusive na mais nova cidade do DF que poderia ser utilizada como referência desse segmento. Essa classe média emergente. Ali mesmo o poeta, que apresenta um programa mensal na Rádio Nacional em parceria com outro ativista, o poeta Luiz Felipe Vitelli, já cuidou de incluir o contista na programação do próximo programa. Este que irá ao ar no dia 6 de maio, e que será dedicado às mães. Mas as boas novas não ficam por aí.

Uma jovem moradora de São Sebastião, chamada Rejane, surpreendeu o poeta com a declaração de que teve de tomar dois ônibus para vir e terá de tomar outros dois para voltar. Todo esse esforço, segundo a moça, se deve ao fato de que onde a poesia estiver ela faz um esforço a mais para estar presente. Isso devido o tamanho gosto por esse gênero literário.

Rejane de São Sebastião - DF

“Realizar esse Sarau foi muito importante para mim, ainda mais na cidade em que fui criada. Levar um pouco de cultura ao Recanto das Emas foi maravilhoso. É satisfatório poder ver essa mistura de gerações unidas em um só propósito: A Arte!

Recebemos latas com poesias pintadas do projeto Afeto na Lata, que sorteamos durante todo o dia. Tivemos, também, livros doados pelos participantes.

Agradeço a Afeto na Lata, pela contribuição, aos artistas que se apresentaram e a comunidade e os amigos que compareceram. A Banca de Poetas, pela força de sempre, ao espaço UBUNTU que nos cedeu um espaço tão bonito, e segue o abrindo para a comunidade. E em especial a Beatriz, colaboradora da página, braço direito e amiga”, disse Kimberly Carolyne administradora da pagina Poetas de Sofá.

Brindes dos apoiadores sendo entregues pela Kimberly Carolyne da Poetas de Sofá

No espaço cultural Ubuntu estavam presentes as meninas do grupo “Poetas de Sofá”. Que, na ocasião, eram quem promovia o Sarau. Juntamente com várias tribos de outras cidades. A exemplo, o projeto “2 Coelhos” de Santa Maria, que nada mais é do que uma banda de Rock super divertida. Várias outras Bandas de jovens iniciantes na música também encontraram espaço nesse meio para mostrar o seu trabalho.

Ali pode se ver vários ramos da economia solidária sendo usados como forma de gerar recurso para que, no final do mês, as contas possam serem pagas. Assim fazendo com que o espaço possa continuar vivo, propiciando esse encontro tão agradável. Porém uma constatação não pode ser deixada de lado. Naquele ambiente o estado e seus secretários não estavam. Nem os seus assessores bem remunerados. O diretor de cultura de administração regional que deveria estar ali para executar a função para a qual foi contratado, não passou nem na porta. Isso de certa maneira foi até bom, pois quem não ajuda sempre atrapalha. E quem não atrapalha já ajuda um bocado.

Segue Bandas, artistas, escritores e dançarinas que se apresentaram no Sarau domingo de páscoa: Emily Bandeira; 2 Coelhos, Sol; Armando; Mosaico; Millena; Cold; João Pedreira; Anillá; Sorteio; José Garcia Caianno (Banca de Poetas); Felipe Fernandes; Daniel Néia; Luzes.

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Da Redação do Gama Cidadão

Foi ao ar neste 4 de março a oitava edição do Sarau Nacional Banca de Poetas, uma variação do teatro do literário adaptado para o rádio. Parece que foi ontem, mas já vai longe aquele mês de agosto quando fomos convidados por Valter Lima, o apresentador do programa Revista Brasil, da Rádio Nacional, durante entrevista concedida a EBC sobre o Festival Banca de Poetas, patrocinado pelo FAC, que estava em turnê por seis cidades do DF. Durante a entrevista, um dos diretores da emissora ouviu a entrevista e achou que aquele formato poderia se tornar um produto da rádio e, dessa forma, lá já se vão oito meses.

A oitava Edição foi a primeira transmissão do programa a ser levada ao ar fora dos arcabouços do estúdio. A proposta de sair de dentro das quatro paredes e ganhar ruas vem sendo avaliada e visa manter um dos objetivos do programa que é o de dar voz a quem merece e não tem espaço nos meios de comunicação. Como o Conic é um conhecido centro cultural e mantém ali o quiosque cultural do Ivan Preseça, um ícone do mundo das letras do DF, ficou decidido que o programa seria então em sua homenagem.

Como março é o mês da mulher o programa uniu dois motivos legítimos. Abrimos o programa com a quarta sinfonia de Bhetovem executada pela Orquestra Plena Harmonia, composta por rapazes egressos do sistema sócio-educativo da Secretaria da Criança e Adolescentes de DF (Secria), que regida pelo músico e maestro Mafá Nogueira que, também, atua junto ao movimento de ocupação da Faculdade Dulcina de Morais. Em seguida foi a fez de Ravena, moça egressa do sistema sócio-educativo, ativista dos movimentos populares e que curso Ciências Sociais na UnB, e fez coro com a Orquestra Plena Harmonia. Durante a transmissão, que durou duas horas, Ivan Presença recebeu as congratulações de vários amigos que vieram ao Conic especialmente para participar desse momento, entre eles Ronaldo Mousinho, ativista do mundo das letras da Capital Federal e a coordenadora internacional do movimento social e cultural Grito do Livro: Viva a Leitura! e Titular do Colegiado Setorial de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas do Sistema de Cultura do DF, Cleide Soares que na oportunidade presenteou com o livro "Quase Toda a História do Século XXI no Humor do Pasquim 21". Mas o auge do programa foi mesmo a presença maciça dos movimentos populares. Hellen Frida, representando o Ponto de Cultura Frida Kahlo, de São Sebastião fez referência para a questão dos direitos da mulher em manifesto lido por ela e aplaudida com entusiasmo pelos presentes.

Ivan e Cleide relembraram vários momentos de ativismo cultural em Brasilia, a inclusão da literatura nas casas das pessoas com o projeto "Mala do Livro" e intercâmbio entre agentes de leitura e grandes autores na década de 90. 

A participação do público não deixou dúvidas sobre a importância do Sarau Nacional Banca de Poetas, espaço criado pela Banca de Poetas concedido pela Rádio Nacional. O programa foi encerrado com a participação musical de um artista que estava fora da programação, Beirão Neves, amigo do homenageado, que chegou como quem não quer nada, tomou um violão emprestado e fechou com chave de ouro a programação com um gosto de até breve em Planaltina, em primeiro de Abril, na Pedra Fundamental, quando o programa estará fazendo, antecipadamente, coro a toda programação comemorativa do aniversário da Capital Federal.

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Realizado na Casa dos Idosos da cidade, o projeto Sarau Cultural no Interior tem o objetivo de democratizar cultura na comunidade

Com o objetivo de resgatar a cultural popular e levá-la à comunidade, o projeto Sarau Cultural no Interior chega a Planaltina no próximo mês. A iniciativa, que vai organizar apresentações de música e literatura na cidade, ocorre pela primeira vez no próximo dia 2 de março. Até o fim do ano, devem ser realizados, semanalmente, 40 eventos do tipo no Instituto de Ação Comunitária, mais conhecido como Casa dos Idosos de Planaltina. A entrada é gratuita.

Na primeira edição, a ser realizada em uma quinta-feira por conta do carnaval, o Sarau vai trazer uma apresentação de música de raiz com um grupo de violeiros mirins de Formosa (GO). A partir da semana seguinte, o evento ocorre sempre às quartas, das 15h às 17h. Já a segunda edição trará uma sessão de literatura de raiz. Depois, é a vez da música erudita e assim por diante, com apresentações musicais e literárias intercaladas.

“Nosso objetivo é realmente democratizar a cultura, para que as pessoas tomem gosto pela coisa”, explica a consultora de turismo e eventos Beatriz Borges, 47 anos. Ela é uma das organizadoras do projeto e filha de Salviano e Maria Alice Guimarães, os fundadores da Casa dos Idosos, que já funciona há cerca de 30 anos na cidade e oferece atividades gratuitas para um público que vai de crianças a idosos.

O pai também ressalta o caráter educativo da iniciativa. “Queremos divulgar o projeto e convidar toda a comunidade a comparecer, porque Planaltina precisa de mais eventos culturais e educacionais como esse”, afirma o aposentado Salviano Guimarães, 73 anos.

Os artistas que vão se apresentar no sarau foram escolhidos por dois curadores que atuam na área. Todos receberão cachê porque, segundo Beatriz Borges, “a valorização do artista também é importante para o projeto”. A iniciativa está sendo financiada por meio da Lei de Incentivo à Cultura e pela empresa de telefonia Oi. Os organizadores, no entanto, desejam angariar mais patrocinadores para que o projeto cresça.



De acordo com Beatriz e Salviano, o sarau é a primeira iniciativa da Casa dos Idosos que recebe auxílio financeiro de empresas e do governo. Já conhecido na cidade, o espaço oferece atividades como aulas de reforço escolar e teatro, além de jogos, aulas de dança e uma biblioteca aberta à comunidade. A maior parte do público é composta de idosos, mas os exercícios são abertos a todos.

Casa dos Idosos
Fundado em 1981 e batizada com o nome atual em 1988, o Instituto de Ação Comunitária — como a Casa dos Idosos é oficialmente chamada — foi criado por Salviano e Maria Alice Guimarães enquanto ele era administrador de Planaltina. Salviano afirma que, no período em que esteve no cargo, entre 1979 e 1985 e com cerca de 35 anos de idade, criou um projeto com a esposa para atender a idosos.

Com o fim da gestão, a iniciativa teve fim e Guimarães conta que a comunidade local passou a procurá-lo para que as atividades continuassem. Assim, ele e a esposa criaram a Casa dos Idosos. Compraram um imóvel no centro histórico de Planaltina e a reformaram para que pudesse receber os visitantes. Desde então, o local tem funcionado a base de doações e parcerias.

Até hoje, o Salviano Guimarães permanece como o superintendente da casa, do alto de seus 73 anos. E não dá indícios de que vai parar tão cedo: “Hoje em dia eu já tenho a idade das pessoas que participam das atividades. Mas continuou firme e forte porque sinto que essa é a minha obrigação como cidadão”, finaliza.

Metrópoles - 24/02/2017 5:21 , ATUALIZADO EM 23/02/2017 22:46

 

6ª Edição do Sarau Nacional Banca de Poetas prestigia Renato Matos
6ª Edição do Sarau Nacional Banca de Poetas prestigia Renato Matos. 

Foi mágico para a Banca de Poetas prestigiar Renato Matos. Afinal, um homem quando tem prestígio os amigos falam. Não foi diferente na sexta Edição do Sarau Nacional Banca de Poetas nos estúdios da Rádio Nacional, no programa Revista Brasil, do apresentador Valter Lima, neste dia 07 de janeiro de 2017, primeiro sábado de um ano que se inicia abrindo o baú do teatro literário. As cenas que compõe a história são contadas por quem viveu de verdade. Era tanta informação e tanto ritmo que até parecia que tinha sido tudo ensaiado. O estúdio da Rádio, ali no edifício Venâncio 2000, parecia coração de mãe. Cada um que chegava era recebido como se estivesse chegando à casa. Em pouco tempo a super lotação se tornou sinônimo de que sempre cabe mais um quando o assunto é arte e solidariedade.

Estava pronto o enredo do teatro literário, desta vez no Rádio. Néio Lúcio, criador do Concerto Cabeças, foi convidado a participar do programa simplesmente pelo fato de ter sido responsável por dar formato a uma nave especial que acabava de pousar no planalto central em plena ditadura, quando a ordem era circular, pelo simples fato de que o poder vigente não suportava gente em comunhão. Neste ambiente foi criado uma galeria para em seguida isso se tornar um movimento. Néio, do alto de sua generosidade, embora convalescente, desceu e subiu as escadas do Venâncio para ir ao programa fazer suas reflexões e lembrar a todos de que foram os quadros de Renato em exposição na galeria Cabeças que deu origem a toda essa movimentação.

Provocado por Valter Lima de como teria sido sua vinda para Brasília, deixando para trás uma cidade como Salvador, Renatinho foi enfático: foi Néio! Eu tinha vindo aqui vender uns quadros primitivos que eu pintava lá em casa, em Salvador. Néio viu os quadros e me convidou para fazer uma exposição na galeria Cabeças. Fiz a exposição e daí aquela frustração, ninguém ia ver os quadros. Nisso surge Aroldinho com uma caixa de som e uma guitarra, pronto, lotou a galeria. E assim nascia o Concerto Cabeças dando asas à imaginação de todas essas cabeças. Hoje, cabeças brancas. Turiba, ”Luiz Turiba”, hoje jornalista famoso, grande poeta e editor de uma das melhores revistas de arte do país de todos os tempos, estava lá no início e no programa, estava ali quietinho em seu canto aguardando a hora e a vez de entrar em cena! Eu sou parceiro do Renato em varias músicas, disse. Estivemos juntos em tudo isso, mas foi o Néio o responsável por dar formato a esse movimento. Se não fosse ele nada teria acontecido! Ele e o Renato! Mas nem só de meninos era feito o movimento, tinha também as meninas! Duas delas estavam no estúdio: Lucia Leão, que nos tempos do Cabeças já atuava como jornalista e acompanhou o Turiba nos tempos da Bric a Brac, ali no estúdio era só silêncio. Ela disse: eu vim trazer o Renatinho só isso. Lucia sempre foi mulher do trabalho das horas práticas das entrevistas. No programa passado, quando Nise era a homenageada, ela era quem estava à frente da entrevista. Hoje coordena um ponto de cultura chamado Leão da Serra onde é coordenadora e culinarista. De quebra cuida da obra de Renatinho.

Renato Matos
Renato Matos no violão

Noélia Ribeiro, outra das meninas que deu seus primeiros passos nessa romaria, emprestava sua casa como camarim. Embaixo do prédio onde morava era a coxia. Ali o ponto de encontro se tornou tão habitual que foi tema de um dos poemas mais cantados pelo Liga Tripa, um dos grupos musicais mais ativos do movimento! Noélia foi musa, tema e enredo, hoje, é poetisa. Tem dois livros lançados e continua ativa na arte da poesia, participou ativamente na organização desse ATO de prestigiamento do Renatinho. Salve Nonô. Falando em Liga Tripa, Sergio Duboc, um dos protagonistas do grupo juntamente com Aldo Justo, disse com todas as letras: o Renato é uma espécie de padrinho do Liga; logo no início quando a gente chegava às vezes tinha alguma resistência, algumas pessoas não gostavam da performance da gente e aí o Renato chegava pra garantir a nossa presença. Além de parceiros e amigos devemos isso a ele. Renato Matos é multimídia. Antes de mais nada, é ator, é persona. Poeta, compositor, cantor, arranjador e multi instrumentista. Quando os instrumentos disponíveis não lhe são suficientes, ele inventa o instrumento necessário à sua cantoria. Quando a casa em que mora não lhe basta, ele reinventa. Arquiteto autodidata, construiu em Olhos d’água, vilarejo próximo a Brasília, casas, instrumentos e família. Seus três filhos são nascidos lá.

Cleide Soares, uma biblioteconomista com destaque por criar projetos importantes envolvendo as duas comunidades, é testemunha! Eu vi o nascimento do Ziriguidum do Além, eu estava lá na época. Vi quando ele construiu sua casa. Cleide se desmancha em carinho ao falar de Renato. Quando ele lançou “Um telefone é muito pouco”, eu morava no entorno e aquela música parece ter sido feita para mim, pois eu namorava um rapaz aqui da cidade. Mas foi em Olhos d’água que Cleide se tornou sua amiga. Ela conta sobre um trabalho feito em parceria entre ela, o embaixador Wladimir Murtinho e Renato envolvendo os índios pataxós. Foi demais conviver com Renato. Aprendi muito com ele. Enquanto conversávamos no estúdio, o Trio Siridó se preparava para mostrar a gravação que fizera da música “Um telefone é muito pouco”, da autoria de Renato, que marcara a vida de Cleide e de tantas outras pessoas dessa geração.

Durante todo esse tempo dos anos 80 até os dias de hoje, o Rádio teve papel de destaque na vida das pessoas que construíam a cidade. A Rádio Nacional com programas de grande audiência, grandes apresentadores, divulgava e estreitava a distância entre as comunidades. Foi assim que o Trio Siridó ficou conhecendo Renato Matos e resolveu gravar esse clássico. Beirão Neves, figura ícone dos palcos dessa caminhada, é outro nordestino que compareceu ao programa para prestigiar Renato. Junto com o Trio Siridó fez aquilo que sempre fez ao longo da jornada. Um Forró irreverente rebatizado. Beirão é criador do Forrock. O resto é bobagem. Torres, o mestre do Trio Siridó, era só agradecimento. Muito obrigado por me trazer de volta para o Rádio. Nós é que agradecemos mestre.


Elizeu Braga, um poeta de Rondônia, o único que era chegante, ficou impressionado com a história da capital, tantos amigos reunidos para prestigiar um artista, isso é que é amizade. Vicente Sá, que também é parceiro e amigo de jornada, deu o depoimento final! Eu sempre morei por perto do Renato. Agora, de novo, tenho a honra de ser seu vizinho, moramos a uma distância de menos de 100 metros entre as casas. Um dia desses, minha neta chegou para mim e disse: “Ô, vô, o Renato pode até não fazer chover, mas, aquele barulhinho da chuva pra gente dormir ele faz. Curioso, fui conferir. Era mais uma das invenções do Renato. Do lado de fora do estúdio, na carpintaria muita gente. A própria Noélia que atuou na produção e permaneceu até o apagar das luzes. A Djanine Silva foi a salvação; ela pegou a arte voando pela rede e deu um jeito. Obrigado Djanine. Para o portal de notícias Gama Cidadão,para as meninas do projeto Poetas de Sofá e para uma infinidade de pessoas nosso muito obrigado

Trio Siridó
Banda 
Trio Siridó

 


Beirão no violão


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Por José Garcia Caianno - Dedé

Mesmo com pouco tempo de existência, a galeria de arte acumula iniciativas culturais no Gama

Adriana Izel, Rebeca Oliveira, Geovanna Gravia* e Alexandre de Paula e Isabella de Andrade - Especiais para o Correio Braziliense - 05/01/2016

Esta série de reportagem busca dar luz a cultura invisível ao Plano Piloto, mas que tem extrema relevância dentro das regiões administrativas do DF. No capítulo anterior, falamos sobre o Espaço Imaginário Cultural, em Samambaia. Hoje a série segue para o Gama.

Uma pequena porta e um nome escrito a giz na parede da Quadra 25 do Gama marcam a entrada da Pólvora Galeria, criada há cerca de quatro meses por um grupo de jovens artistas da cidade, entre eles, Christian Caffi e Luana Raissa. Com a ideia de incentivar a produção autoral e misturar diversas linguagens, os brasilienses investiram na cena teatral que se concentra no Gama e do trabalho de criação e circulação feito pelos artistas da cidade.

Entre os grupos que movimentam o teatro no Gama estão a Cia. teatral Semente, a Cia. Bagagem e a Lábios da Lua, que iniciou seus trabalhos ainda na década de 1990. Os grupos já circularam por diversas cidades e estão constantemente em cartaz no DF. Eles possuem espaço próprio para ensaios, oficinas e apresentações, além de abrirem seu espaço para outros gêneros artísticos. 


Luana é artista plástica e conta que falta recurso para manter o espaço, mas a vontade sobra na hora de produzir. A curiosidade que o espaço desperta na comunidade mostra que o trabalho pode crescer e render bons frutos. A galeria foi montada com ares de arte urbana inserida em um contexto aconchegante por ser tratar de uma casa. Do lado de dentro, no quarto, os equipamentos musicais dividem espaço com o camarim dos artistas. O corredor foi decorado com discos, CDs, ilustrações e grafites, servindo também como continuação da cozinha, onde é preparado todo o cardápio do bar, onde são realizados os shows.

O terraço da casa, apelidado de Varandão, onde acontecem shows e mostra de filmes. Crédito: Isabella de Andrade/Esp. CB/D.A Press

A sala deu lugar a uma pequena galeria e o terraço, chamado de Varandão, transformou-se em um cinema a céu aberto. “Aqui na cidade não tem nenhum cinema, então achamos essencial colocar as mostras de filmes na programação. Queríamos fazer todas as semanas, mas a gente ainda utiliza o retroprojetor emprestado. Estamos ainda nos adaptando e usamos os recursos disponíveis”, afirma Luana.
Durante os primeiros meses de criação, a Pólvora manteve o foco em aumentar as apresentações musicais e em abrir espaço para bandas autorais do Distrito Federal. Desde o início, a ideia primordial é reunir as mais diversas vertentes artísticas, incentivando o encontro e o diálogo de quem cria com o próprio público local. “O alcance cultural não é o mesmo que o do Plano. Tem gente aqui que nunca foi ao cinema, nunca foi ao teatro. É uma desigualdade social muito grande e isso só aumenta a importância desse tipo de projeto”, afirma a artista plástica. O contato com o fazer artístico nesses espaços pode proporcionar o surgimento de novas ideias e a reflexão do indivíduo a respeito do próprio tempo. “É muito difícil ser periférico e falar que quer viver da arte, queremos que as pessoas acreditem que isso é possível”.


Christian aproveita o estúdio/camarim para ensaiar suas músicas. Crédito: Isabella de Andrade/Esp. CB/D.A Press

Christian Caffi destaca que a recepção dos moradores tem sido boa e que pessoas de todas as idades sentem curiosidade em conhecer o local, onde os eventos são sempre gratuitos. “No ano que vem planejamos realizar um circuito cultural e um festival de artes reunindo música, poesia, teatro, artes plásticas e performances. Queremos incentivar essa troca de experiência entre artistas de estilos diferentes”.
Para movimentar a cena cultural no Gama, o casal se inspirou na cena artística de lugares como Goiânia e São Paulo , que costumam abrigar pubs e centros culturais em um mesmo espaço, atraindo cada vez mais o público jovem. “Ficamos um bom tempo esperando que abrisse um novo ponto de cultura na cidade e, como isso nunca acontecia, resolvemos construir o nosso”. Os artistas destacam que a ideia é possibilitar cada vez mais pontos de convergência com os grupos de teatro da cidade, incentivando a troca artística e levando novas possibilidades ao público.

Teatro como ponto de expansão no Gama
A cena teatral é um dos pontos fortes da identidade cultural do Gama. Companhias como a Cia. teatral Semente, a Cia. Bagagem e a Lábios da Lua são responsáveis por criar um diálogo cada vez maior com a comunidade por meio dos palcos.


Enquanto isso, a Cia. Semente produz e leva espetáculos para diversos cantos do DF e do Brasil durante os últimos nove anos. Na periferia de Brasília, o grupo encontra espaço e vontade para desenvolver projetos e processos criativos. Durante o tempo de existência, a companhia levou trabalhos de qualidade para o público e mostrou produções das mais variadas, entre elas, Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, até a mais recente montagem, Miguilim inacabado, de Guimarães Rosa. Em 2016, o grupo criou o primeiro festival de teatro Semente e convidados, que aconteceu entre 1° e 15 de novembro. Oito espetáculos entraram para a programação da mostra e a ideia é que o evento se torne constante.O Semente iniciou seus trabalhos na cidade como uma companhia teatral e, atualmente, conta com espaço próprio para oficinas, ensaios e apresentações de espetáculos de teatro, dança e música.

A Lábios da Lua é uma das pioneiras no movimento cultural da cidade. Desde 1992, grupos culturais de artistas, professores e educadores trabalha para proporcionar à comunidade espetáculos teatrais de alto nível e outras atividades. Para o produtor e músico Gilmar Batista, gerente voluntário do grupo Lábios da Lua há mais de 20 anos, a aproximação de novos grupos e artistas emergentes fortalece a cena cultural da cidade. “Apesar desses grupos estarem unidos no sentido de um apoiar o outro nas produções, a gente tem um movimento por trás disso tudo”.
Ivo Mateus Teixeira, ator e músico associado da cia, ressalta que essa colaboração entre as companhias fortalece a produção na cidade: “É só com essa união que a gente vai ter a força que o pessoal centralizado em Brasília possui. A gente ainda não tem por estar tão distante um do outro e por não ter conhecimento.”

                Ivo Mateus acredita que a arte pode criar novos caminhos, pensamentos e possibilidades. Crédito: Isabella de Andrade/Esp. CB/D.A Press

Teixeira acredita que a cia se preocupa com a parceria entre os grupos e em projetos que visam beneficiar outros grupos de teatro. “O objetivo, além de trazer formação de público, é subsidiar o público amador que está começando agora”, diz. O ator cita o exemplo do espetáculo Me & Mister Jones, quando “um grupo iniciante da Ceilândia veio pra cá recebeu cachê, participou, fez as apresentações e se uniu para fazer outros trabalhos com o pessoal daqui.”

Para os grupos, o mais importante é manter a produção criativa em andamento constante e ampliar cada vez mais os horizontes de quem cria na cidade. A colaboração entre as companhias de teatro funciona como um impulso para sobreviver sem incentivo e com poucos recursos. Nesse cenário, a Galeria Pólvora surge como outro ponto de experimentação coletiva.

Pólvora Galeria
Endereço: Qd 25 Ap 01 Lt 14 - Setor Oeste
Contatos: (61) 98621-3249, @polvora.galeria e https://www.facebook.com/polvora.galeria/
Atividades:Exposições,cinema,shows,oficinas.




Evento apresenta filmes produzidos pelo público infanto juvenil e oferece oficinas sobre o tema

Por catraca livre Foto: Divulgação/Reprodução - 29/12/2016 - 08:37:40

Entre os dias 4 e 19 de janeiro, o CCBB Brasília apresenta o Festival Internacional Pequeno Cineasta Itinerante, com a exibição de longas nacionais e internacionais produzidos por crianças e adolescentes, entre 12 e 17 anos, com temáticas que vão desde o amor até problemas sociais. O evento ocorre em diferentes horários (confira abaixo), com entrada Livre.

O festival tem como objetivo dar voz e espaço a crianças e jovens para mostrar o que sabem fazer com uma câmera em mãos. Após estrear novo formato na cidade de São Paulo, o projeto chega a Brasília reunindo em sua programação os filmes vencedores das seis edições do Festival Internacional Pequeno Cineasta, realizado no Rio de Janeiro.


Além das sessões de filmes, o projeto também oferece duas oficinas gratuitas de cinema, a de Claquete e a Pequeno Cineasta para crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos. Para participar, é necessário retirar os ingressos com uma hora de antecedência.

Confira a programação completa:


4 janeiro (quarta-feira)
10h30 às 13h – Oficina Claquete

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Nacional Criança

19h – Mostra Internacional jovem

5 janeiro (quinta-feira)
10h30 às 13h – Oficina Claquete

16h – Mostra Internacional Criança

17h – Mostra Nacional Criança

18h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

19h – Mostra Internacional jovem

6 janeiro (sexta-feira)
10h30 às 13h – Oficina Claquete

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Internacional Jovem

19h – Mostra Nacional Jovem

7 janeiro (sábado)
10h30 às 13h – Oficina de Claquete

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Nacional Criança

18h – Mostra Internacional Jovem

19h – Mostra Nacional Jovem

8 janeiro (domingo)
10h30 às 13h – Oficina Claquete

15h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Nacional Criança

17h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

18h – Mostra Nacional jovem

9 janeiro (segunda-feira)
10h30 às 13h – Oficina Claquete

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

19h – Mostra Internacional Jovem

11 janeiro (quarta-feira)
9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Nacional Criança

19h – Mostra Internacional Jovem

12 janeiro (quinta-feira)
9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Internacional da Criança

17h – Mostra Nacional Criança

18h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

19h – Mostra Nacional Jovem

13 janeiro (sexta-feira)
9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Internacional jovem

19h – Mostra Nacional Criança

14 janeiro (sábado)
9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Nacional Criança

18h – Mostra Internacional Jovem

19h – Mostra Nacional Jovem

15 janeiro (domingo)

9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

15h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Nacional Criança

17h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

18h – Mostra Nacional Jovem

16 janeiro (segunda-feira)

9h às 13h – Oficina Pequeno Cineasta

16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

19h – Mostra Internacional Jovem

18 janeiro (quarta-feira)
16h – Mostra Oficina Pequeno Cineasta

17h – Mostra Internacional Criança

18h – Mostra Nacional Criança

19h – Mostra Internacional Jovem

19 janeiro (quinta-feira)
19h – Cerimônia de encerramento da Turma de Pequenos Cineastas do CCBB DF

Publicado no Gama Cidadão -  29/12/2016 08:37:40

 



O 5º Sarau Banca de Poetas transcorreu sem surpresas, embora o assunto fosse de grande densidade foi tratado como muito leveza que é a característica desse programa onde tudo é dito pelo tom literário. A música de abertura foi “Dizem que sou louco”, dos Mutantes, e “Maluco Beleza”, de Raul Seixas. A música de encerramento foi “Bicho de sete cabeças”, de Geraldo Azevedo e Zé Ramalho. Tivemos a presença do Diretor de Saúde Mental, Dr. Ricardo Lins, do psicólogo Toti (que também é arte educador) e do paciente José Alves. Todos garantindo a presença oficial da secretaria de saúde mental. Tivemos a participação de jovens poetas de várias regiões do DF, o que marcou a alegria e a diversidade temática do programa apresentado por José Gomes Garcia e por Luis Felipe Vitelli dentro do programa Revista Brasil coordenado por Valter Lima.

O próximo programa, previsto para 5 de janeiro, será um tributo a um dos artistas mais emblemáticos de Brasília: Renato Matos

 


Taty Nascimento y Água


AnnilÁ


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Israel e Diogo da banda Cenário Red

Na última sexta-feira (25), aconteceu a abertura do Circuito Cultural de Dança Afro-Brasileira na cidade do Gama. O evento que percorre várias satélites é fruto de duas emendas parlamentares ao orçamento de 2016, propostas pelo Senador Hélio José (nº 37910012) e pelo Deputado Roney Nemer (nº 37550016). Tal ação conta com o apoio da Fundação Cultural Palmares, que é vinculada ao Ministério da Cultura e o Governo do Distrito Federal.

O Zumba, ritmo que combina danças latinas e ginásticas fitness, fez os gamenses dançarem e se divertirem aos comandos dos instrutores. Essa dança foi um dos destaques do evento. Outro grupo que vem chamando a atenção dos jovens são os rappers gospel, que trazem suas composições com letras marcantes, inspiradas em passagens bíblicas. Por meio da música sempre deixam seus conselhos.

As bandas de rappers que abriram as apresentações foram: ”Canário Red e Conexão Fatal”. O rap gospel vem ganhando força na periferia e tem conquistado mais adeptos a cada dia.

O rapper Marcus Vinicius, da Banda Relato Verbal, fez a galera vibrar aos sons das músicas de sua autoria. São elas: ‘’Combate às drogas‘’ e ‘’A Palavra do Meu Pai‘’. As músicas falam sobre o cotidiano desses jovens e o descaso do sistema, urbanização e a criminalidade. As músicas sempre trazem aconselhamentos apontando para Jesus Cristo o caminho, a verdade e a vida.

Além das apresentações, a programação contou ainda com oficinas de danças, apoio jurídico da OAB do Gama, Administração Regional e associações locais.


Rapper, Marcus Vinicius, da Banda Relato Verbal

 
André e França da banda Conexão fatal

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