Gama Cidadão | O Seu Portal de Notícias e Cidadania

Ter01172017

Last updateSeg, 16 Jan 2017 5pm

Portuguese Arabic English French German Japanese Spanish

"A tecnologia está nos transformando em animais"

Frank Partnoy

Professor americano defende que as pessoas se livrem do ritmo ditado pela internet e aproveitem o tempo para pensar antes de agir


CALMA
Para Partnoy, desde Roma e Egito antigos, os homens mais talentosos refletiam, e esse é o talento que nos separa dos animais

Em 2005, o jornalista americano Malcolm Gladwell lançou o livro “Blink, a Decisão num Piscar de Olhos”. Na obra, ele defende a ideia de que agir por impulso não é sinônimo de inconsequência, mas uma forma de usar a intuição para tomar decisões acertadas. O sucesso foi tão grande que 500 mil exemplares foram comercializados nos EUA apenas no primeiro mês de venda e Gladwell foi eleito uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista “Time”, naquele ano.  ...

Agora, sete anos depois, finalmente aparece um livro com consistência suficiente para ser um “anti-Blink”. Frank Partnoy, professor de direito e finanças da Universidade de San Diego (EUA), é autor de “Como Fazer a Escolha Certa na Hora Certa” (Elsevier), recém-lançado no Brasil e que já vendeu mais de 700 mil cópias apenas na Amazon. Na obra, ele vai na contramão de Gladwell e prega que as pessoas deem um passo para trás e “abracem a lentidão”, aproveitando melhor o tempo para pensar antes de agir. Em entrevista à ISTOÉ, ele explica por que é à favor da procrastinação responsável. Leia mais

Fonte: ISTOÉ - 22/01/2013

Juiz não precisa de quadrilha para vender sentença

Alvo maior da Operação Anaconda afirma que não tinha relação funcional nem de amizade com outros juízes e que não irá pleitear retorno à magistratura

Por Rocha Mattos

Fonte: TV - Estadão - 21/01/2013

O problema da saúde é a falta de gestão, garante Eliana Pedrosa

Entrevista

Integrante da oposição, deputada distrital compara a crise vivida no Distrito Federal com a “torre de babel” ao afirmar que GDF mantém R$ 500 milhões que seriam para a saúde em aplicações financeiras e lamenta: “É um absurdo que um usuário da saúde, no limite do desespero por falta de atendimento, seja algemado, encarcerado em camburão por ter quebrado um vidro em momento de desespero”. ...

Leia mais:O problema da saúde é a falta de gestão, garante Eliana Pedrosa

À queima-roupa: José Antônio Reguffe

Entrevista

É de sua autoria projeto que originou o Programa Nota Legal. Como avalia a decisão do GDF de reduzir créditos ao contribuinte sob o argumento de que o abatimento integral se tornou um prejuízo na arrecadação?

Uma mentira deslavada do governo. Querem é fazer um aumento da carga tributária disfarçado. O projeto é claro: de cada nota fiscal, 70% do imposto vai para o governo e 30% volta para o contribuinte na forma de créditos. Não tem como ter prejuízo. Um projeto criativo e que estimula a sociedade a fiscalizar a emissão de notas e ser partícipe no combate à sonegação. Deu certo em São Paulo e aumentou a arrecadação. ...

Seu discurso sempre foi de redução de gastos públicos. Acha que é suficiente para um potencial candidato a cargo majoritário?

Não é redução, mas eficiência nos gastos públicos e respeito ao contribuinte. É correto enquanto a França possui 4800 cargos comissionados, os EUA inteiro, 8000, o DF desse tamanhozinho ter mais de 18 mil? Parece que o Estado existe hoje não para atender o contribuinte e devolver serviços públicos de qualidade para ele e sim para criar e perpetuar máquinas políticas. E isso acontece no Brasil inteiro. É preciso resgatar o Estado para o contribuinte.

Em dois anos de mandato, o que fez de mais importante?

É tanta luta... Citaria meu projeto e a batalha para retirar os impostos dos remédios. No Brasil, 35,7% do preço de um remédio é composto apenas de impostos. Na Inglaterra, no Canadá e na Colômbia não se cobra tributos sobre medicamentos. Fui também relator do PL 3998/12, aprovando meu parecer que obriga os planos de saúde a terem que arcar com a quimioterapia oral. Outra coisa, as emendas ao orçamento, enquanto muitos colocam esse dinheiro em shows e eventos, as minhas destinei para a compra de remédios para os hospitais públicos, para a construção de escolas em tempo integral.

Qual será o seu caminho em 2014?

Sinceramente, não sei. Acho que se eu continuar na política eu vou destruir a minha saúde, vou acabar tendo um câncer. Por outro lado, tenho enorme receio de não ser candidato e me arrepender depois. As pessoas me perguntam muito isso e eu sou sincero, eu não sei mesmo.

 

Há um movimento em curso liderado pela ex-senadora Marina Silva para criação de um novo partido. Aceitaria convite para deixar o PDT como candidato ao governo dessa nova legenda?

Tenho respeito e carinho pessoal pela Marina, mas não pretendo deixar o PDT. Teria que ser algo muito diferente para me motivar a algo assim.

Acredita que Marina terá condições de lançar um novo partido a tempo de disputar as próximas eleições?

Acredito que sim. Agora, o correto seria termos no Brasil a possibilidade de candidaturas avulsas, sem filiação partidária. Protocolei essa proposta aqui na Câmara. Se existe uma parcela expressiva da população que não se considera representada nos partidos, é justo e democrático que essas pessoas possam ter cidadania plena e também terem o direito de serem votadas para colocar suas ideias.

O PSB rompeu com o governo em busca de candidatura própria ao GDF, com o senador Rodrigo Rollemberg como cabeça de chapa. Existe chance de uma aliança Reguffe-Rollemberg com o senador Cristovam Buarque contra Agnelo?

Acho que campanha não deve ser contra alguém e sim a favor de um projeto. Quanto ao governo atual, está muito ruim. Para o bem da cidade, seria importante que ele desse uma grande virada. Ainda tem dois anos. Rodrigo é uma pessoa com quem tenho boa relação. Sobre meu futuro, sou franco com as pessoas, não tenho como afirmar porque eu realmente ainda não decidi.

Fonte: Coluna Eixo Capital / Correio Braziliense - 13/01/2013
Portal Gama Cidadão