Eleições 2014

Em conversa com o blog, o tucano Márcio Machado confirma sua pré-candidatura ao Buriti, critica duramente o governo Agnelo e garante que sua absolvição no processo que o acusava de dispensa ilegal de licitação na reforma do Nilson Nelson calou de vez seus adversários: “Não estou fora do jogo político”, frisa.

 

Blog do Sombra: A sua saída da presidência do PSDB-DF gerou algumas especulações. Por que o senhor deixou o comando regional dos tucanos?

 

Márcio Machado: Olha, eu tive a honra de presidir o diretório regional do PSDB por três mandatos consecutivos. Consegui unir todas as forças políticas do partido em torno de um projeto em defesa dos princípios e pensamentos que contribuíssem com interesse maior da sociedade. O problema é que em maio de 2013 terminou meu mandato e, pelo estatuto, eu não poderia ser reconduzido ao cargo. Além disso, não tinha pretensão de retornar à presidência do partido. A mudança sempre serve para oxigenar um grupo. ...

 

Blog do Sombra: Então não houve relação com a acusação de dispensa de licitação do Nilson Nelson quando o senhor era secretário de Obras?

 

Márcio Machado: Claro que não (risos). Desde que esse processo foi recebido na Justiça já sabíamos que ele não prosperaria. Inclusive, por informações de amigos meus de dentro do próprio partido que militam na área jurídica. A ação só prosperaria se houvesse comprovação de dano ao erário, coisa que nunca ocorreu. Pelo contrário, ficou provado que a reforma foi enxuta e custou muito menos do que a previsão inicial. Reduzimos gastos e assim a Justiça entendeu. A minha absolvição era certa, mas é claro que a palavra final de um colegiado botou um ponto final nessa história, que serviu apenas para alguns adversários acharem que eu estaria fora do jogo político. Hoje mostro que não estou.

 

Blog do Sombra: A sua permanência como presidente durante três mandados no PSDB ajuda ou atrapalha a sua disposição de ser candidato ao Buriti?

 

Márcio Machado: Sou do PSDB desde 1995 e tenho história com o partido. Com essa trajetória, aliada à função de presidente por três mandatos, eu acredito que pode sim contribuir imensamente para a decisão de colocar meu nome à disposição do meu partido como pré-candidato a governador. É claro que levei em consideração também a minha história de vida como engenheiro, de empresário e ainda as diversas funções públicas que exerci, quando adquiri conhecimento de todos os problemas que tanto incomodam a população do Distrito Federal.

 

Blog do Sombra: O senhor decidiu anunciar sua candidatura após o PSDB já possuir pelo menos dois outros prováveis nomes ao governo. Qual foi o motivo dessa decisão?

 

Márcio Machado: É bom que se deixe claro que todas as candidaturas colocadas são legítimas, inclusive a minha. Ouvi muitas pessoas do partido, aliados e realmente acredito que meu nome poderá agregar ao PSDB, principalmente agora que o partido está passando por um momento difícil, de turbulência, necessitando de união entre todas as forças para as eleições.  É o que eu falei ainda há pouco: além de toda a minha experiência de vida, acabei sendo cobrado por nossos companheiros tucanos para que colocasse meu nome à disposição. E quem me conhece ou me acompanha sabe que sempre tive uma vida política muito ativa e sempre preocupado com os problemas do DF. É lógico que nutro um desejo imenso de poder contribuir efetivamente para a melhoria da qualidade de vida de nossa população. Desta forma, encarei como um desafio e não hesitei em tomar a decisão.

 

Blog do Sombra: O senhor é engenheiro e ficou conhecido como o homem das obras do governo Arruda. No entanto, seu companheiro de partido, Luiz Pitiman, que tenta viabilizar a candidatura, também cuidou de obras no mesmo governo e possui um perfil parecido. O que diferencia o senhor do deputado Pitiman?

 

Márcio Machado: Veja bem, tenho todo o respeito pelo deputado Pitiman, ainda mais agora que ele pertence aos quadros do partido. Realmente estivemos juntos no governo Arruda, mas eu fui secretário de Obras por três anos e tive a oportunidade, ouvindo a comunidade, de planejar e executar todas as duas mil obras do Governo Arruda. No entanto, nossa convivência no Governo Arruda foi curta, pois ele esteve à frente da Novacap por apenas nove meses. Além de engenheiro civil, eu tenho uma grande experiência e conhecimento, tanto na iniciativa privada como na gestão pública. Fui secretário de Obras e membro titular de diversos conselhos, como Sebrae, Conselho de Preservação da Área Tombada de Brasília, Conselho de Desenvolvimento Econômico, Conselho de Habitação, Conselho do Meio Ambiente, Conselho da CEB, Conselho do Metrô, presidente de entidade de classe e várias outras, que realmente podem somar e muito nesse desafio.  Além disso, o que eu acho o mais importante, é que apesar de ser mineiro, tenho 34 anos vividos em Brasília com muito orgulho, onde construí minha vida e família, mas também conheci todos os rincões do Distrito Federal e seus problemas. Agora, se temos o perfil parecido ou não, deixo para as pessoas julgarem.

 

Blog do Sombra: E a respeito do outro pré-candidato tucano, o também deputado Izalci, como o senhor avalia?

 

Márcio Machado: O deputado Izalci é um companheiro que viveu o partido por diversos momentos importantes, tem uma história de vida que lhe permite postular qualquer função pública no DF. Acredito e vou trabalhar muito para que possamos, eu Izalci e Pitiman, unir forças tendo como objetivo comum o melhor para o PSDB e para as nossas cidades, deixando de lado a vaidade e trabalhando focados para eleger Aécio Neves como presidente do Brasil e também  o próximo governador para tirarmos o Distrito Federal dessa crise em que vive com a gestão do PT.

 

Blog do Sombra: Então como o senhor pretende trabalhar para convencer de que seu nome é o mais viável para o partido?

 

Márcio Machado: O partido possui diversos nomes com muita experiência e em condições de também pleitear esta função pública. Posso citar a governadora Abadia, o deputado Izalci, o ex-secretário de Governo, José Humberto, e vários outros. Além de minha história de vida limpa, tenho procurado aprofundar conversas com todos os companheiros do PSDB-DF e da direção nacional. Quero mostrar a todos o meu perfil e a minha experiência, além de minha proposta para a cidade. Acredito no projeto de que possamos somar com os todos os partidos para promover a união das forças de oposição aos governos do PT, tanto local quanto nacional. Precisamos dessas forças para fazer um belo palanque aqui em Brasília e ajudar na vitória do nosso presidente Aécio Neves, além de fazer o novo governador do Distrito Federal. Assim, eu confio e acredito que estaremos ajudando o Brasil e Brasília a promover as mudanças que a população tanto cobra.

 

Blog do Sombra: Há rumores de que o PSDB já decida ainda em janeiro a possível candidatura majoritária ao DF. Caso não seja o escolhido, o senhor trabalhará para o candidato referendado?

 

Márcio Machado: É verdade. Tudo leva a crer que aconteça esta escolha até o fim do mês. E eu acredito que a escolha do candidato do PSDB tem que ser feita de uma forma tranquila, sem afobamento, adotando-se um processo de análise profundo e democrático, sempre visando os interesses da socialdemocracia e da população do Distrito Federal. O nosso presidente regional, o ex-ministro Eduardo Jorge, e o nosso presidente nacional, Aécio Neves, são homens públicos que têm um enorme apreço pela transparência, democracia e pelo diálogo permanente. Portanto, o PSDB sabe que não precisa ter tanta pressa para uma definição como esta, até porque todos sabem que a "a pressa é inimiga da perfeição". Mas o dever de todo postulante é, primeiramente, agregar e não ser candidato dele próprio. E assim tenho trabalhado. Segundo, é ouvir o que a maioria deseja. Sendo assim, teremos confiança na voz de nossos militantes. E claro, sempre confiando na sabedoria e isenção de nossos dirigentes para que o processo seja o mais democrático possível.

 

Blog do Sombra: Se o senhor realmente for o escolhido, qual será a maior bandeira do PSDB na campanha para conquistar o Palácio do Buriti?

 

Márcio Machado: O PSDB já possui praticamente pronto um conjunto de propostas para ser apresentado à sociedade do DF. Elas servirão para convencer que nossas ideias, em conjunto com a dos demais partidos aliados, será a melhor opção para a nossa população. O governo do PT que está provisoriamente de plantão, que tem uma aprovação de apenas 9% da população e que foi apontado pela pesquisa do IBOPE como o segundo pior governo do Brasil, não tem projeto para o Distrito Federal, não fez e não faz nada, a não ser gastar milhões em propaganda mentirosa e absurda. Estamos assistindo um caos na saúde, a pior do país, o pior índice de criminalidade, a educação abandonada e um total desgoverno. Vamos, portanto, apresentar uma proposta à sociedade que mude toda esta situação que aflige o cidadão brasiliense. A educação e a saúde, com certeza, merecerão uma atenção redobrada e serão nossa prioridade, e não um estádio bilionário e megalomaníaco como esse que o PT ergueu. Vamos acabar com analfabetismo e tornar a educação exemplo para o Brasil e iguala-la ao dos melhores índices do mundo. Vamos construir o futuro. Mas é claro que não estarmos sozinhos nesta missão. Tenho muita confiança que o PPS, presidido pela deputada Eliana Pedrosa, o DEMOCRATAS, presidido pelo aguerrido  Fraga ,o PP do competente Paulo Otávio e outras tantas lideranças formarão uma grande aliança para mudar, pra melhor, tudo isto que está aí.

Fonte: Redação - 19/01/2014

Região do Entorno

De problema a uma nova prioridade.

 

Considerada durante muito tempo apenas um problema, a Região Metropolitana passou a ser prioridade do governo de Goiás. Segundo o governador, Marconi Perillo, as cidades próximas ao Distrito Federal representam uma importante área de desenvolvimento e nos últimos anos têm recebido recursos para vários setores. 

 

Para virar esse jogo, Perillo tem usado como importante trunfo os investimentos federais e também a integração com o DF. “Temos boas parcerias com o Governo Federal e Ministério das Cidades, via PAC do saneamento. Trabalhamos em conjunto com os municípios na área de mobilidade  e de desenvolvimento urbano”. O governador afirma ter conseguido resultados importantes na redução da violência no Entorno, mas a proteção às fronteiras e a legislação são obstáculos nesse processo.

 

O que mudou no tratamento da Região Metropolitana, sempre vista como esquecida pelo Governo de Goiás, mas agora recebendo mais atenção?

 

A Região Metropolitana do DF é hoje, ao lado da Região Metropolitana de Goiânia, a mais importante para nosso estado. É uma região muito densamente povoada. Além da densidade, tem uma população muito expressiva. Nós calculamos que sejam 1,5 milhão os goianos e brasileiros que vivem ali. São goianos que colaboram muito com o desenvolvimento do Distrito Federal. Nós temos pelo menos 400 mil trabalhadores do DF que vivem em Goiás, prestam seu suor, trabalho, inteligência, em favor de todos que vivem em Brasília. A economia da Região Metropolitana é dinâmica, ativa e é uma área que, pelo fato de ter ficado esquecida por muitos governos anteriores, acabou se transformando em dependente de muitas melhorias de infraestrutura urbana. Outra razão, para mim, foi ter trabalhado com o então senador Henrique Santillo, que à época criou um programa chamado Geoeconômica de Brasília. Ele sempre foi um estudioso dos problemas da Região Metropolitana. Mas com o passar destes 15 anos, desde que assumi o governo pela primeira vez, a região melhorou muito. ...

 

Em que áreas?

 

Nós tínhamos duas ou três comarcas com juízes, apenas. Hoje, praticamente todas as cidades têm fóruns novos, juízes, sedes do Ministério Público e promotores designados para trabalhar na região. O poder público estadual também está presente com significativas obras na área de saneamento em todas as cidades e, em algumas localidades, temos parcerias com o governo do DF e a Caesb. Em muitas outras, temos boas parcerias com Governo Federal e Ministério das Cidades, via PAC do saneamento. Trabalhamos em conjunto com os municípios na área de mobilidade urbana e desenvolvimento urbano. Estamos construindo o sistema produtor Corumbá 4. Com ele, todo o Entorno Sul de Brasília será atendido por muito tempo com abastecimento de águas de qualidade. Aliás, não só o Entorno Sul, mas várias outras cidades de Brasília. Em Águas Lindas, nós também temos uma boa parceria com a Caesb. Nesse período de 15 anos, houve uma presença muito significativa do governo, embora reconheçamos que ainda é preciso investir muito mais em esgoto e saneamento básico e água tratada. 

 

As rodovias têm sido prioridade?

 

Sim, temos muitas obras de infraestrutura para cidades do Entorno. Por exemplo, a duplicação entre Novo Gama e Lago Azul já está pronta. Nós agora vamos fazer a iluminação do canteiro central. É uma obra muito cobrada ali. Estamos construindo a alternativa à BR 040, saindo da Cidade Osfaya até o Jardim ABC. Neste ano, vamos construir as rodovias de Novo Gama, Barragem do Corumbá 4, Jardim Ingá, todas em direção a Luziânia. Está sendo licitada a rodovia que liga Santo Antônio do Descoberto à Barraca da Serra. Estamos reconstruindo a Avenida Goiás e o trecho que liga Santo Antônio a Águas Lindas. Já estamos em obras na rodovia que liga Águas Lindas a Brazlândia. Reconstruímos a rodovia que liga a divisa do DF até São João da Aliança e vamos concluir o trecho até Alto Paraíso e Campos Belos, assim como o trecho que liga a BR 020 até Cabeceiras. Não há nenhuma cidade sem previsão de recursos vultosos do governo do estado, para recuperação de vias ou para pavimentação de bairros. 

 

Qual são as principais dificuldades de se trabalhar em conjunto com o governo do DF? É difícil organizar as iniciativas?

 

Eu não sinto isso, mas sempre procurei facilitar as coisas. Há uma necessidade muito grande, por força da lei e do Ministério Público, de criação dos consórcios para manejo dos resíduos sólidos. Ali na região do Entorno há uma grande necessidade de resolver o problema do lixo urbano. O governo do DF também precisa. Resolvemos criar um consórcio entre os governos de Goiás, do DF e as prefeituras de cidades mais próximas ao DF. Brasília tem características de cidade e de estado e tem que resolver o problema do lixo. Aí nos juntamos para dar uma solução. Outra questão em que eu procurei trabalhar conjuntamente com o GDF, e fui correspondido, é a mobilidade urbana. Estamos trabalhando juntos nos ministérios do Planejamento e Cidades, para viabilizar recursos do PAC, de mobilidade urbana das grandes cidades e estender o BRT para a direção de Valparaíso e Luziânia. Esse tem sido um trabalho constante. Já entramos com pedidos nesses dois ministérios e tivemos boas sinalizações por parte do coordenador nacional do PAC, da ministra Míriam Belchior e do ministro Aguinaldo Ribeiro. 

 

Tínhamos ali três problemas graves relacionados a hospitais. O hospital de Valparaíso tinha sido começado há muito tempo, deixei o meu governo e não foi concluído. Concluí rapidamente e ele está funcionando muito bem. Mas havia duas pendências históricas, os hospitais de Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas. Esses hospitais receberam dinheiro do Governo Federal, mas estavam sendo tocados pelas prefeituras, que alegavam muitas dificuldades. E nós começamos desde o início do ano passado um trabalho para dar solução a esses dois casos. Aí, tivemos muita sensibilidade e apoio por parte do Ministério da Saúde e dos prefeitos. Os hospitais foram repassados para o governo do estado e, com isso, estamos fazendo novas licitações. Com ajuda do Governo Federal, nós vamos concluir esses hospitais e equipá-los a partir desse ano e botar para funcionar. Vamos transformar tanto os hospitais de Águas Lindas como o de Santo Antônio em hospitais de urgência. Os hospitais sempre foram bastante criticados, por supostamente sobrecarregar a rede pública do DF. Como o governo de Goiás tem trabalhado para resolver esse problema?

 

Quais as iniciativas para a educação e segurança na região?

 

Também tivemos uma grande preocupação com a educação no Entorno, levando programas como Prêmio Aluno e Bolsa Futuro, que é o maior programa de qualificação profissional do País. Nós resolvemos repassar o dinheiro direto para os diretores de escola para reformas de todas as escolas de toda a Região Metropolitana de Brasília. Praticamente todas foram reformadas. Na área de segurança pública, estamos construindo quatro presídios novos no Entorno. Três com capacidade para 300 presos e um, em Planaltina, com menor capacidade. Aumentamos o banco de horas para ter mais policiamento. Sabemos que ali é uma região muito conflagrada. Determinei que se aumente agora todo o efetivo para as cidades do Entorno. Estamos recrutando novos policiais civis, militares e bombeiros, por concurso, além de delegados. E também através de um programa chamado serviço militar voluntário, trazendo reservistas das Forças Armadas, bem treinados, homens que passaram até seis anos em treinamento, e vamos colocá-los nas ruas. Ali em muitas cidades já há uma sensação de melhoria da segurança.

 

Com relação à participação do Legislativo, tanto no DF, como em Goiás, o senhor tem recebido apoio dos parlamentares para as políticas para a Região Metropolitana?

 

Eu tenho tido apoio muito significativo dos três senadores goianos, Lúcia Vânia (PSDB), Cyro Miranda (PSDB) e Wilder Morais (DEM). Recebi desse tempo todo o apoio de toda a bancada federal de Goiás. Ao longo desse tempo, sempre senti uma boa vontade muito grande dos deputados do DF em relação às cidades do Entorno, mas eu faria um destaque todo especial para o senador Gim Argello (PTB), que foi fundamental para a viabilização de pelo menos três operações de crédito, indispensáveis para o governo de Goiás, para a execução desses projetos de governo. Ele tem sido, na base do governo da presidente Dilma, o grande interlocutor, viabilizador, de todos esses projetos que estão sendo desenvolvidos na Região Metropolitana.

 

Sobre o seu futuro político, qual será a prioridade, seja reeleito?

 

Eu passei em 2012 por dificuldades políticas, que estão sendo superadas. Espero que elas possam ser totalmente superadas em 2014 porque nós temos um elenco de investimentos, de obras e de avanços sociais e econômicos muito grandes. Aí, em meados de 2014, vou tomar uma decisão em relação ao que vai acontecer em Goiás com a nossa base. Minha grande preocupação é o projeto atual, de realizar o melhor governo da história de Goiás, superando inclusive os meus dois outros governos.

 

O governo instituiu o programa Reconhecer, que premia os professores com poucas faltas. O senhor está satisfeito com os resultados? Esse é o caminho para o resto do País?

 

Eu não diria que só o programa Reconhecer possa resolver o problema da educação no País. Nós aqui fizemos uma grande reforma educacional nesses últimos três anos, implantando um programa chamado Pacto pela Educação. Ele é composto de 25 pilares, que passam pela valorização e reconhecimento dos professores, melhoria da rede física, mudança grande no programas pedagógicos, valorização do aluno.  

 

A violência sempre foi uma das questões críticas da Região Metropolitana. Os investimentos têm sido suficientes?

 

Temos problemas que fazem com que a violência aumente vertiginosamente no Brasil. Primeiro, só os governos estaduais são obrigados pela Constituição a investir em segurança. É preciso que a Constituição seja alterada e que todos, por forma vinculada, tenham a obrigação de investir um percentual de receita em segurança pública, porque é uma área que precisa de dinheiro, para a polícia e também para a inteligência. O mais complicado é o tráfico de drogas. Nós temos fronteiras muito grandes com Colômbia e Bolívia, infelizmente, mal guardadas. Isso resulta na facilidade para os narcotraficantes. Goiás está no centro, as pessoas chegam aqui facilmente. Apesar de eu ter investido desde 2011 na polícia de divisas, não é suficiente. Hoje, no estado e no País inteiro, 80% dos crimes são praticados em função das drogas, principalmente o crack. E o último motivo é a legislação processual penal, penal, que faz com que todo esforço da polícia seja quase em vão. Prende hoje e amanhã solta. A Justiça acaba soltando por força da legislação. É preciso endurecer a lei. Nunca se apreendeu tanta droga em Goiás como em 2013, nunca se prenderam tantas pessoas como agora. Mas em média, o traficante fica 40 dias na cadeia e sai para cometer crimes às vezes piores. 

 

Quais os principais resultados dos seus três mandatos?

 

No ano 2000, nosso PIB era composto quase que todo pelos serviços da atividade agropastoreira. Só tínhamos 5% de participação da indústria e agora, já são 36%. Há 15 anos, quando eu assumi, o PIB era de R$ 17,5 milhões. Hoje, chegamos a R$ 130 milhões. Nesse período, foram gerados aproximadamente 800 mil empregos. Temos hoje três montadoras de veículos, Hyundai, Mitsubishi e Suzuki e também uma montadora de tratores. Temos também um parque industrial muito diversificado, principalmente nas áreas de medicamentos e confecções. E há vocação turística muito forte, turismo de águas quentes e religioso.

 

Fonte: Daniel Cardozo - Jornal de Brasília - 14/01/2014



O senhor foi cinco vezes deputado federal e disputou as eleições em 2010 como vice na chapa de Joaquim e Weslian Roriz. Até hoje ainda é citado como nome forte para a votação deste ano. Será candidato?
Eu sou citado em toda parte, mas ninguém vem me procurar. Por enquanto, estou quieto e a tendência é que eu não dispute coisa nenhuma. Não vejo nenhuma coalizão em torno do meu nome. O PR está trabalhando a candidatura do Arruda ao governo. Naturalmente, se o cabeça de chapa é de um partido, as outras vagas majoritárias ficarão com outros partidos. Sei que só vou ser escolhido se for por exclusão, se fulano ou beltrano for impedido de concorrer é que vão pensar em mim. Até agora, não sou a primeira escolha de ninguém.

Isso deixa o senhor magoado?
Não, mas vamos ver o que acontece. A partir de março, as coisas devem se definir. Não estou com muito apetite de concorrer, se me procuram eu converso, opino. Estou aposentado, em casa, a única coisa que faço por enquanto é encher a paciência da minha mulher. Vejo movimentações pelos jornais, mas ninguém me chama para reunião nenhuma. Às vezes, recebo um ou outro telefonema de gente querendo saber que cargo eu vou disputar. Fui deputado federal por cinco vezes e a verdade é que na última legislatura eu já estava completamente desestimulado.

O que o desestimulou?
Eu sou trabalhador, acordo cedo, corro atrás para resolver as coisas. Mas na Câmara, não conseguia produzir. As coisas não andam por lá. Só quando fui da Comissão de Seguridade Social é que me sentia produtivo. Apresentava projetos, trazia ideias, mas as coisas ficavam engavetadas, nada acontece ali dentro. Sou médico, sou prático, tenho esse espírito de cirurgião: se está sangrando, vamos correr para resolver, para estancar o sangue. Mas lá na Câmara fica todo mundo só naquelas briguinhas. Me cansei. No meu primeiro mandato, fui constituinte, participei daquele momento mágico. Mas depois de duas, três, quatro legislaturas, você se decepciona. Quando chegou a quinta, vi que era hora de descansar.

E se fosse algum cargo majoritário? O senhor disputaria?
Se fosse outro cargo, eu poderia pensar. Mas é preciso que haja uma união de forças. Ninguém é candidato de si mesmo. Na época das filiações partidárias, todo mundo me procurou. Minha campainha, que estava há anos sem tocar, até enguiçou de tanta gente que veio à minha casa. É verdade! Mas me procuravam para quê? Para eu ser candidato a deputado? Para isso eu nem precisava mudar de partido e fiquei no PR mesmo. Ninguém me queria como protagonista, só como coadjuvante. Mas coadjuvante eu já tenho sido há muito tempo.

Se for candidato, qual será o seu lema?
Tenho competência e correição de procedimentos. Já basta o que Brasília sofreu, as forças da cidade têm que se movimentar para escolher pessoas corretas e decentes. Precisamos tirar a nossa cidade dessa situação.

Da redação do Eixo Capital

Em entrevista para a televisão, um dia desses, o repórter me perguntou:

- O senhor não acha que a licitação de novos ônibus está demorando?

Respondi o que realmente eu sentia, o que era uma verdade interior para mim:

- Está sim. Está demorando 50 anos.


Se fosse hoje, 29 de Dezembro de 2013, eu poderia responder: acabou a demora.

Não sei se você tomou conhecimento: meu governo tinha conseguido quebrar o monopólio das empresas de ônibus de Brasília. ...

Há décadas, um pequeno grupo de pessoas controlava o setor e prestava um serviço de má qualidade, com ônibus velhos e um atendimento, no mínimo, desrespeitoso aos passageiros.

Quebramos o monopólio, fizemos nova licitação, em junho de 2012, e iniciamos a substituição, por veículos novos, de todos os 2630 ônibus do Distrito Federal. Absolutamente todos.

Mas, por incrível que possa parecer, uma única empresa das que  perderam a concessão - um único empresário - estava conseguindo emperrar o processo de mudança radical que estamos fazendo no sistema de ônibus de Brasília.

A Viplan, do sr. Wagner Canhedo, vinha opondo, um atrás do outro, obstáculos para a efetiva concretização da concorrência.

O último deles foi a recusa em pagar a indenização trabalhista de seus funcionários, sob a alegação de falta de recursos.

Como seria desumano deixar milhares de pais e mães de família desamparados, determinei que o GDF assumisse o pagamento dos direitos dos empregados da Viplan. E, em seguida, cobrasse da empresa na Justiça.

Diante da ameaça de se prolongar o mau atendimento da Viplan aos que precisam de seus 940 ônibus – e da perpetuação do monopólio - não tive dúvidas: mandei fazer a intervenção e passar o controle da empresa para o governo.

Agora, o que temos que fazer é prestar o melhor serviço, com ônibus novos e um atendimento eficiente. É isso que vou cobrar diariamente.

Na mesma entrevista para a televisão, o repórter me perguntou por que estou sendo mal avaliado nas pesquisas. Eu respondi que não sei, é difícil compreender a razão porque o forte trabalho que estamos fazendo não está sendo reconhecido pelas pessoas.

Mas, na realidade, nosso trabalho não está sendo re-conhecido, porque ele não é conhecido.

É o que dizem as pesquisas: a maior parte da população não sabe o que estamos fazendo, não tem idéia da grande transformação, da profunda mudança que meu governo está realizando.

Só agora, estamos começando a mostrar essas mudanças e transformações, algumas delas, esperando 50 anos.

Atacamos com toda força a questão da mobilidade urbana. E demos prioridade para o transporte de massa.

O objetivo é tornar a circulação diária das pessoas, da casa para o trabalho, mais rápida, mais fácil, mais confortável.

E, com isso, desafogar as ruas e o trânsito para os carros de passeio.

A maior demonstração disso é o Expresso DF Sul.

São 43 quilômetros de pistas exclusivas para ônibus articulados, que vão fazer uma viagem do Gama e de Santa Maria ao Plano Piloto – que hoje gasta uma hora e vinte – demorar só 40 minutos.

O Expresso DF Sul já está com quase 80% concluído.

Por isso, já estamos tocando o Expresso DF Oeste, que sai de Ceilândia e Taguatinga e chegará em minutos ao terminal sul de Brasília.

E no primeiro semestre de 2014, vamos começar o Expresso DF Norte, que vai até Sobradinho e Planaltina.

O Asfalto Novo, que vai chegar a todas as cidades, a pista do aeroporto e outras grandes intervenções que estamos fazendo mostram um pouco de uma das faces do nosso governo, a de executor de grandes e importantes obras.

Nossa outra face é a social, que é pouco vista, mas é de uma importância enorme. Brasília deixou de ser a cidade mais desigual do País por conta da nossa política de combate a desigualdade.

O exemplo é a Fábrica Social.

Instalada na Estrutural, uma área de grande carência, num galpão enorme com máquinas e equipamentos, a Fábrica Social ensina uma profissão às pessoas  – a maioria mulher – que viviam da cata do lixo. Elas aprendem a confeccionar bandeiras, uniformes, bolas de futebol. E ganham por peça, por produtividade. Já tem mulheres ganhando até dois mil reais por mês.

Algumas delas se reuniram e vão devolver o Cartão do Bolsa- Família ao governo, porque, explicam, não precisam mais dele. E é comovente ouvir uma delas dizer: “o cartão que a gente devolve vai servir para outra pessoa que esteja precisando mais”.

Pode estar aí uma das portas de saída, que tanto reclamam para os programas sociais.

Já estamos construindo 53 creches e vamos chegar a 115, ano que vem.

Brasília tinha só três Centros Olímpicos. Nós fizemos mais oito.

Mesmo na saúde, que encontrei em estado deplorável, nós conseguimos avançar bem, embora infelizmente, ainda tenhamos sérios problemas.

A Saúde é um problema nacional e aqui, onde eu sonhava poder resolver tudo rapidamente, a questão é agravada com a vinda diária de ambulâncias do Entorno e de outros estados para nossos hospitais. Um exemplo, dobramos de 207 para 431 UTIs na rede pública, fizemos mais em 03 anos do que em 50 anos de vida da nossa cidade.

Instalamos quatro UPAS – Unidades de Pronto Atendimento – que funcionam como pronto-socorro, com vários tipos de atendimento de urgência. E em 2014, vamos entregar mais dez. Só esse ano, elas retiraram 120 mil pessoas das filas de atendimento dos hospitais.

Criamos as Carretas da Mulher, que levam as consultas e exames aonde as elas vivem. E atendem mulheres idosas que nunca viram um médico em toda a vida. Mais de cem mil atendimentos já foram realizados.

Nós ainda fizemos 9 Clínicas da Família, dobramos o número dos Agentes de Saúde e o Hospital da Criança que é uma referência nacional.  

Temos muito a mostrar, em todas as regiões e em todas as áreas.

A maior prova do quanto nós fizemos, está no orçamento, eficiência na execução e na aplicação em obras, prezando sempre a transparência e a qualidade de nossas ações.

A melhor marca do governo anterior foi em 2009, com a execução de 1 bilhão e meio de reais.

Em 2012, nós já conseguimos superar estes números. Executamos 1 bilhão e oitocentos milhões do orçamento.

Em 2013, batemos o recorde de todos os tempos no DF: executamos 2 bilhões e 300 milhões de reais.

E, para 2014, nós temos uma boa notícia capaz de garantir um ano feliz para o Distrito Federal e todos os que aqui vivem e trabalham: no ano que vem, vamos executar nada mais, nada menos, a quantia de quase 5 bilhões de reais em melhorias para nossa população.

 

Feliz Ano Novo para todos.

Que Deus nos abençoe!

 

Agnelo Queiroz

Governador do Distrito Federal

Fonte: Correio Braziliense - 31/12/2013

Em entrevista ao Jornal da Comunidade, Jofran Frejat (PR) afirmou não saber se será candidato nas eleições de 2014.

Jofran Frejat (PR)
Jofran Frejat (PR)

Sobre uma possível candidatura majoritária, ele disse que talvez seja escolhido pelo partido por exclusão, não por opção, já que o PR é o mesmo partido do ex-governador José Roberto Arruda, cotado para concorrer ao governo no ano que vem. Para Frejat, Dilma Rousseff e Agnelo Queiroz têm grandes chances de se reelegerem. ...

 

O senhor vai se candidatar nas próximas eleições?

Não tenho a menor ideia. A princípio eu não estou estimulado, não estou envolvido, não estou negociando nada. Já fui deputado cinco vezes e eu senti uma dificuldade grande, pois quando você está na Câmara você não consegue fazer, só consegue propor e nem tudo é aproveitado pelo governo. Já no Executivo eu consegui fazer um bom trabalho, reconhecido em todo o Brasil. Quando fui secretário de Saúde, construí postos de saúde, hospitais e a Faculdade de Medicina Pública do DF. Fizemos uma estrutura que serviu de base para a saúde pública do DF por anos. Há um reconhecimento de toda a população e até mesmo dos adversários de que fiz um belo trabalho. O que vale a pena nisso tudo é o reconhecimento da população. Não tem absolutamente nada fechado ainda, nem perspectiva de disputar a eleição. Ninguém é candidato de si mesmo, você é candidato de um grupo que decide que você vai se candidatar e que irá te ajudar.

 

O senhor já foi sondado para compor alguma chapa majoritária?

Ainda não. O partido já falou algumas vezes que quer lançar candidatos, mas eu também não me movimentei nesse sentido, nem estou pleiteando. Já me falaram que eu posso ser qualquer coisa, me candidatar a qualquer cargo. Eu acho que nós já tivemos tantas decepções que se as pessoas querem de fato uma coisa diferente, precisam se unir para fazer um movimento nesse sentido. Agora, se for para ficar nessas quezílias internas, vaidade pessoal ou interesses pessoais, eu estou fora. 

 

Como estão as movimentações dentro do PR?

Não tem absolutamente nada fechado ainda. O partido tem bons nomes. Eu acho que só serei candidato, pelo menos na área majoritária, por exclusão, não por opção. A escolha ocorreria por exclusão, da seguinte forma: fulano e sicrano não podem disputar por causa de problemas em determinadas áreas, beltrano também não, então eu vou ficando e acabo sendo escolhido por exclusão. É isso que está acontecendo e fora disso, eu não vejo caminho. As pessoas não estão optando pelo seu trabalho e pelas suas realizações. Eu também não vou atrás, pois não tenho barganha a fazer. Quem me quiser é como eu sou.

 

Quais os possíveis partidos que devem se unir ao PR?

O PR está ligado ao pessoal do Arruda, e naturalmente, o pessoal dele tem os seus objetivos. Eu não estou participando dessas negociações, então não sei muitos detalhes. 

 

O que o senhor espera das próximas eleições?

O atual governador será um candidato forte. Qualquer um que queira disputar com ele terá dificuldades a enfrentar, essa é minha impressão pessoal. O que eu realmente espero é que Brasília faça uma boa escolha. O que me incomoda aqui é que parece que as pessoas não estão interessadas na cidade que nos adotou e que nós adotamos. Amamos essa cidade, tivemos toda a oportunidade do mundo aqui e Brasília nos deu tudo. Temos que ter, no mínimo, a responsabilidade de fazer algo para que a cidade seja cada vez melhor. Eu não perdi a esperança em ver Brasília melhor, eu torço para que dê certo, seja quem for que esteja no governo.

 

Qual a sua expectativa pessoal para as eleições de 2014?

Minha expectativa para as próximas eleições é de absoluta incerteza. Eu só disputarei se for realmente uma coalizão com o objetivo de mudar o destino de Brasília, se não for, eu não vou. Já fui deputado cinco vezes, secretário de Saúde quatro. Não vou disputar pela vaidade.

 

Arruda pode ser o candidato do PR para disputar o Buriti?

O Arruda tem sim o objetivo de ser candidato. Caberá à população decidir se o quer de volta no governo. Apesar dos problemas que ele teve com a Justiça, acredito que a população é o juiz de tudo e decidirá o que quer para Brasília.

 

Como o senhor avalia o governo Agnelo?

Eu não vou julgar ninguém. O que posso dizer é que ele está trabalhando, não sei se conseguiu atingir os seus objetivos, mas está trabalhando. Pela experiência que tenho, posso dizer com certeza absoluta que não é fácil governar. Fui secretário de Saúde, e é lógico que é a área que tem mais carência de serviços. Não dá para melhorar a saúde em dois ou três meses, leva-se anos para isso. Quando eu fui secretário, a saúde já era uma área complicada e com muita demanda. Agora então, que se passaram anos e a população aumentou, a tendência é só aumentar a procura pelos serviços. Sem contar também que quando a saúde melhora, a demanda por atendimento também aumenta, pois os outros estados enviam seus pacientes para serem atendidos no local onde está melhor. Não é interessante para o prefeito de uma cidade do interior, por exemplo, gastar a verba destinada à saúde com equipes médicas, pois isso dá trabalho. É mais interessante comprar ambulâncias e quando o cidadão estiver passando mal ele enviar para Brasília alegando que vai mandá-lo para um dos melhores hospitais do país, assim já garante um voto no futuro. Então, é uma situação complicada.

 

O senhor acredita na reeleição do governador Agnelo?

Agnelo é um forte candidato, posso dizer que até agora, é o mais forte. É possível sim, que ele consiga a reeleição. Mas tudo depende também se ele vai conseguir mostrar seu trabalho para a população. O povo quer serviço público de qualidade, principalmente nas áreas de saúde, segurança, transporte e moradia. A população observa as coisas, vai deixando passar e sempre dá o troco nas urnas.

 

Como o senhor avalia os pré-candidatos ao governo?

Até agora, quem realmente é candidato definido é o governador Agnelo. Há muitos nomes fortes aí, que se lançaram. Tem o deputado federal Reguffe, que é um candidato forte e com uma bela história, mas tem um grande problema: quer fazer uma eleição sem financiamento financeiro. Não tem como concorrer uma eleição sem gastar dinheiro, para se deslocar você precisa gastar, tudo que você for fazer em uma campanha política gasta. Então, é muito difícil fazer uma campanha sem dinheiro para financiá-la. Claro que o dinheiro não é tudo. Já vi muitos candidatos perderem eleições mesmo fazendo uma campanha com muitos recursos. O senador Rollemberg é um bom nome, tem experiência na área administrativa do governo, mas pode enfrentar um impasse, já que parece que o Eduardo Campos andou se reunindo com o presidente do PPS e parece que pode apoiar a candidatura de Eliana Pedrosa para disputar o governo. O que eu posso dizer é que as vaidades são muitas e somente em março ou abril é que as coisas vão se definir. Mas, sem dúvidas, é preciso se unir para se tornar forte.

 

Como o senhor vê o cenário presidencial?

A Dilma é, sem dúvida, uma fortíssima candidata. Mas o Aécio Neves também tem uma excelente história política, fez muito por Minas Gerais, tanto é que conseguiu até eleger seu sucessor, também foi um bom presidente da Câmara. Além disso, temos o Eduardo Campos, que está fazendo muita coisa boa em Pernambuco. São fortes candidatos concorrendo à presidência da República.

 

O senhor acredita na reeleição de Dilma Rousseff?

Acho ela uma candidata muito forte. Além de ter uma grande popularidade pessoal, a Dilma ainda tem o apoio de Lula, que foi praticamente endeusado em algumas regiões do Brasil. Entretanto, se houver um segundo turno a coisa complica, pois Eduardo Campos e Aécio Neves se unem e têm grande chance de derrotá-la. No geral, a Dilma tem sido uma boa presidente, ampliou alguns projetos sociais, tem investido em áreas que antes eram deixadas de lado, mas pecou na economia brasileira, que não está nada bem. Geralmente a economia é um dos principais fatores que define uma vitória. O Lula só conseguiu se reeleger porque a economia estava bem. Então, se a Dilma conseguir melhorar isso em seu governo, tem grandes chances de ganhar as eleições.

Fonte: Jornal da Comunidade - 28/12/2013

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O Senador Rodrigo Rollemberg concedeu esta entrevista ao Blog do Cafezinho mostrando que não tem papas na língua.

O senador fala do rompimento com o governo do PT-DF, o caos no transporte público, eleições e possíveis alianças. Leia abaixo.

1.Quais as principais dificuldades que o senhor encontrou ao assumir o mandato como senador?

Rodrigo Rollemberg – O Senado é uma Casa de pessoas muito experientes, como ex-ministros de Estado, ex-governadores, ex-presidentes da República. Então, procurei primeiramente conhecer a Casa. Só fiz meu primeiro pronunciamento 60 dias após minha posse. Mas depois disso encontrei um ambiente de muito diálogo, muito entendimento, muito aprendizado. Creio que, ao final do meu terceiro ano como senador, posso afirmar com humildade que estou fazendo um bom mandato em defesa da população do Distrito Federal. ...

2.Como um senador pode exercer seu mandato e, ao mesmo tempo, ter uma atuação próxima da população?
Rodrigo Rollemberg –
Entendo que um bom exercício do mandato exige necessariamente estar próximo da sociedade. É a sociedade que nos oxigena, que nos reanima, que nos atualiza em relação aos seus problemas, seus desejos e suas aspirações. Tenho orgulho de dizer que depois de exercer duas vezes o mandato de deputado distrital, de ter sido secretário de Turismo, de ter sido secretário de Ciência e Tecnologia para Inclusão Social do Ministério da Ciência e Tecnologia, de ter sido deputado federal e ter assumido no Senado, continuo mantendo os mesmos hábitos que sempre mantive. Frequento os mesmos lugares e com isso estou sempre me atualizando em relação aos desejos da população do DF.

3.Brasília tem sofrido com vários problemas, principalmente das áreas de Saúde, Educação, Segurança e Transporte. Como o senhor, juntamente com seus pares no Senado, pode ajudar a população?
Rodrigo Rollemberg –
Temos procurado ajudar. Além dos recursos destinados ao DF anualmente, apresentei vários projetos de interesse de nossa população. Na área de segurança pública, ainda quando era deputado federal, tive uma participação importante na aprovação do Plano de Cargos e Salários da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do DF. Aprovamos esta semana no Senado o Plano Nacional de Educação. Apresentei emenda ao projeto para garantir a continuidade do funcionamento dos Centros de Ensino Especial e das Apaes para receber os alunos com deficiência. Graças ao nosso trabalho no Congresso Nacional, conseguimos aumentar em R$ 500 milhões os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para 2013. Também destinamos grande parte das emendas da Bancada do DF para a saúde. E buscamos fiscalizar a boa aplicação dos recursos públicos. São alguns exemplos que demonstram que estamos atentos aos anseios da população, especialmente nessas áreas, que são fundamentais.

4.Seu partido abandonou a base de apoio ao Governo Agnelo. Há possibilidade de o PSB lançar candidato ao governo do DF em 2014?
Rodrigo Rollemberg –
O PSB terá candidato ao Governo do DF em 2014. Essa é uma decisão já tomada pelo PSB no âmbito do DF e no âmbito nacional. Estamos nos preparando para isso. Desde o início do ano, temos 12 núcleos temáticos funcionando e procurando conhecer com profundidade os problemas do Distrito Federal, e construindo alternativas de políticas públicas que possam melhorar a qualidade de vida de nossa população. Além disso, já realizamos três seminários “DF em Debate”, reunindo conjuntos de cidades do DF, para discutir programas de governo com os moradores. Por fim, enviamos um grupo de quatro pessoas para conhecer o modelo de gestão do Governo de Pernambuco, um dos melhores avaliados do País, que voltaram impressionados com a gestão de Eduardo Campos.

5.Por quais motivos o PSB saiu da base do Governo Agnelo?
Rodrigo Rollemberg –
Pela prioridade de alianças com grupos responsáveis pelo atraso no Distrito Federal, a péssima qualidade administrativa e política, o que está expresso no baixíssimo nível de aprovação do Governo Agnelo. Discordamos da forma e do conteúdo deste governo. Não nos sentimos representados pelo Governo Agnelo.

6. Caso o senhor seja escolhido como o nome de consenso como candidato ao governo, aceitaria fazer aliança com partidos de esquerda e de direita, formando uma grande frente pluripartidária?
Rodrigo Rollemberg –
Nós queremos construir uma aliança no Distrito Federal em torno de um programa. Uma aliança que reúna as pessoas de bem. Estamos focados e confiantes de que conseguiremos construir esta aliança, com um conjunto de partidos, com o protagonismo exercido por pessoas reconhecidamente de bem.

7. O transporte público da cidade está um verdadeiro caos. Na sua opinião, quem é ou quem são os culpados pelo problema?
Rodrigo Rollemberg –
Os responsáveis são muitos. O problema do transporte público se agravou em função da omissão de diversos governos e da irresponsabilidade de empresários que atuam há anos em nossa cidade sem que o governo exerça seu papel fiscalizador. As mudanças que estão sendo feitas atualmente pelo GDF são pontuais, se limitam à troca dos ônibus e não tratam da questão estrutural. A solução para o transporte do Distrito Federal está nos trilhos, na implementação de veículos leves sobre trilhos nas diversas regiões do DF. Entretanto, o governo continua investindo numa velha solução, que são os ônibus convencionais.

8.O senhor é autor do substitutivo que cria a Lei Geral dos Concursos Públicos. O texto já foi aprovado pelo Senado e agora será analisado pela Câmara dos Deputados. Qual a importância desta lei?
Rodrigo Rollemberg –
Esta lei define regras claras e transparentes para a realização de concursos públicos, com o objetivo de dar mais tranquilidade e segurança jurídica para milhões de concursandos em todo o Brasil, que investem tempo, dinheiro e suas esperanças para ingressar no serviço público.

9.O senhor foi um dos grandes defensores do voto aberto no Congresso Nacional. A proposta aprovada não determina o voto aberto em todas as votações, mas nos casos de cassação de parlamentar e de veto. Mesmo assim, foi uma vitória?
Rodrigo Rollemberg –
Tivemos um avanço ao implementar o voto aberto nesses dois casos. Entendo que a população quer transparência. As pessoas querem e têm o direito de saber como votam seus representantes no Congresso Nacional. Por isso, defendi e defendo o voto aberto em todas as modalidades de votação.

10. Recentemente, dois administradores regionais do DF foram presos. Os episódios trazem à tona a discussão sobre a escolha dos administradores. Recentemente, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado a sua Proposta de Emenda à Constituição que implementa as eleições diretas para administradores regionais, ideia que o senhor defende há muitos anos. Por quê?
Rodrigo Rollemberg –
Está claro que o modelo adotado pelo GDF para a escolha dos administradores regionais está equivocado. Os administradores servem mais aos deputados distritais que os indicam do que ao conjunto da população. Muitos dos administradores sequer moram nas cidades que administram. Defendemos eleições diretas para a escolha dos administradores regionais. E também a criação de uma carreira para as administrações, com servidores selecionados por concurso público, pessoas qualificadas que possam atuar com agilidade e com critérios técnicos para atender bem aos moradores das cidades, sem privilegiar nenhum grupo político. Acredito que as eleições diretas para os administradores são uma forma de aprofundar a democracia no DF. É inadmissível que, em pleno século 21, os administradores regionais sejam indicados pelos deputados.

11. Além desses projetos, o senhor foi em 2013 o líder do PSB no Senado. Qual o balanço o senhor faz dessa liderança?
Rodrigo Rollemberg –
Entendo que o PSB foi o partido que mais cresceu do ponto de vista qualitativo em 2013. Fomos o único partido que votou unido pela renovação na presidência do Senado, apoiando o senador Pedro Taques (PDT). Depois tivemos um protagonismo com o ingresso de um mandado de segurança no STF contra um projeto de lei casuístico que visava impedir a criação da Rede Sustentabilidade. Isso acabou contribuindo para que a ex-senadora Marina Silva ingressasse no PSB, o que ocorreu em outubro e foi o grande fato político do ano. E nesta semana, tivemos a filiação da ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon. Tivemos também uma atuação expressiva na aprovação do voto aberto. Dos partidos que ainda não estavam decididos, o PPS já se decidiu nacionalmente pelo apoio ao PSB. No início do ano, havia muitas dúvidas sobre a candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República. Terminamos 2013 com a certeza de que o PSB cresceu qualitativamente e de que Eduardo Campos é um candidato extremamente qualificado e competitivo.

Fonte: Blog do Cafezinho - 25/12/2013