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Last updateSeg, 16 Jan 2017 5pm

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Administrador diz que falta de experiência será superada com vontade

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Nery do Brasil(ao centro). "Sou morador da cidade há 22 anos."

Santa Maria é uma das cidades satélites com muitos problemas em pauta. Segundo informações repassadas pela Administração da cidade, são cerca de 122 mil moradores. A cidade está crescendo do ponto de vista comercial, e, em contrapartida, os problemas urbanos também crescem juntos.
O condomínio Porto Rico, e algumas quadras da cidade ainda não possuem escrituras. O atual Administrador, Nery do Brasil, disse que entregar as escrituras aos moradores será uma de suas prioridades. Nery mesmo sem experiência na gestão pública, diz que se esforçará para colocar a cidade nos eixos.
 
Confira a entrevista 
 
Rádio Corredor - Administrador, o senhor é morador da cidade? Há quanto tempo?

Nery do Brasil - Sou morador da cidade há 22 anos.

RC - Como estão os projetos para a cidade?

NB - Começamos agora dia 05 de janeiro. Estamos com projetos para área de limpeza urbana, reforma das escolas, vamos estudar a questão do fluxo de veículos na saída da cidade e queremos montar um projeto na área social voltado para os dependentes químicos.
 
RC - Quantos cargos comissionados existem atualmente na cidade?
 
NB - No último governo era 140 pessoas trabalhando em cargos comissionados. Agora, enxugamos a Administração e temos 45 cargos. Neste atual governo, vemos que o importante não é a quantidade de pessoas trabalhando na administração, mas a qualidade.
 
RC  - Como vai ser a relação com a comunidade?
 
NB - Queremos que a população participe das questões relativas da cidade. Em um prazo de 10 a 20 dias, a administração irá convidar a população da Santa Maria para uma conversa, onde serão priorizadas as ações na cidade.
 
RC - A cidade receberá quanto de recurso?
 
N.B - Ainda não sei quanto será enviado para a cidade.
 
RC - Ficamos sabendo sobre a construção de um parque ecológico em Santa Maria. O senhor confirma?
 
NB - Sim! O parque ecológico será construído em uma área bem localizada na cidade.
 
Por Angélyca Miranda da Agência Social Play 

Fonte: Blog do Odir Ribeiro - 02/02/2015

Pacto por Brasília: "Apostar no caos piora a situação"

Governador critica sindicatos, detalha medidas de economia e afirma que vai reduzir até os gastos com alimentação em Águas Claras

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Em meio a “maior crise que a cidade já viveu”, como define o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), ele recebeu o Correio para expor a posição do Governo do Distrito Federal em relação às paralisações de servidores e à crise financeira. 

O chefe do Executivo fez críticas aos sindicatos que declararam greve nos últimos dias e classificou as decisões da gestão anterior com uma “corrupção de prioridades”....

Mais uma vez, ele pregou a necessidade de fazer um “pacto por Brasília”, envolvendo toda a população e as instituições, a fim de recuperar a cidade. Para melhorar a situação financeira, ele elencou uma série de ações que vêm sendo adotadas e antecipou: na próxima semana, serão anunciadas novas medidas para “contribuir na melhoria da arrecadação de recursos do DF”. O socialista afirmou que trabalha com cenários possíveis, mas evitou falar em aumento de impostos e da tarifa de transporte público.

Como o senhor avalia o atual cenário do Distrito Federal, com atrasos salariais e paralisações?

Vejo a cidade como cidadão que sou e também como governador, com toda a responsabilidade que tenho. Como pessoa comum, compartilho a indignação com a irresponsabilidade, com o descaso, com a incompetência, com o conjunto de atitudes ou da falta de atitudes que levaram Brasília à pior crise da sua história. Como governador, fico aflito, porque é impossível resolver todos os problemas em um passe de mágica. Tenho convicção que será preciso muita paciência, perseverança, trabalho e compreensão da população para que possamos efetivamente, na prática, fazer um pacto pela cidade. Nós só vamos sair desse caos se todas as pessoas e instituições compreenderem a gravidade da situação. Todos nós temos devemos ter participação na construção das soluções para a crise.

O senhor imaginava encontrar um quadro assim?

Só tivemos a dimensão da profundidade da crise quando tivemos acesso aos números exatos. A cada dia aparece uma novidade, porque tínhamos identificado cerca de R$ 3,1 bilhões em dívidas. Mas há empenhos que foram feitos, e posteriormente cancelados, ainda não identificados. Há um esforço na redução de cargos comissionados de livre provimento, no cancelamento de licitações que estavam em andamento. Estamos fazendo também um movimento para reduzir os gastos com salários. Por exemplo, pretendemos entregar um prédio na Asa Norte que custa R$ 970 mil mensais em aluguel.

Como o senhor tem sentido o clima das ruas?

Tenho andado na cidade e procurado estar perto da população. É o momento que conseguimos energia para enfrentar os problemas. Recebo manifestações de orações. Eu digo: reze mesmo, pois precisamos de muita oração e energia positiva. Estamos trabalhando até 18 horas por dia. 

A situação pode melhorar em um ano?

Eu diria que a gravidade é tal que, se conseguirmos, será uma grande vitória. Fomos ao Tribunal de Justiça e conversamos sobre um Fundo de Depósitos Judiciais ao qual outros estados já têm acesso para pagamento de precatórios. Estamos tentando uma solução jurídica para garantir isso no DF, pagar precatórios e aliviar o caixa. Lutamos para resolver problemas deixados pelo governo anterior, como, por exemplo, a inadimplência no CAUC (Cadastro Único de Convênios) — (sem a regularidade nesse instrumento, o ente federativo deixa de ter acesso a vários tipos de financiamentos públicos).

Qual a previsão que o senhor faz para 2015?

Será um ano difícil e duro. Mas esperamos que, em 2016, Brasília já tenha saído dessa situação muito delicada e dramática. O que anima a gente é a solidariedade da população. As pessoas dizem: você recebeu uma bomba. E eu tenho dito que é uma bomba de efeito continuado. Eles dizem assim: tenho pena de você. Mas eu digo: não tenha pena, quero que você nos ajude a enfrentar a crise e a superá-la. 

Como o senhor avalia o posicionamento dos sindicatos e servidores nas paralisações?

É do processo democrático que ocorram mobilizações. Quando falo em pacto por Brasília, é um chamamento para as pessoas compreenderem o papel de cada instituição nesse momento. O caos não interessa a ninguém. Estamos nos esforçando para construir uma solução. Mas é claro que algumas são impossíveis, porque não temos dinheiro. Um exemplo: tomamos a decisão difícil, mas corajosa, de pagar a saúde primeiro. O dinheiro entrou na manhã de sexta e, à noite, já estava na conta dos servidores. Aí, na mesma sexta-feira o sindicato decide declarar greve. Foi uma grande decepção para um governador que está dialogando com as categorias. O que a cidade ganha com isso? A saúde já está precária e então vira um caos. Pagamos os salários, reconhecemos as dívidas anteriores. Não tinha como fazer mais do que a gente fez. 

Esperava mais compreensão dos servidores?

Esperava e espero. Apostar no caos só piora a situação. Estamos discutindo com as categorias 13º salário de dezembro, antecipação de férias de dezembro, salário de dezembro, horas extras do ano passado… Eram recursos para terem sido deixados em caixa pela administração passada. E estamos buscando alternativas para quitar os compromissos. Agora, se não há possibilidade de fazer isso nesse momento, por que entrar em greve? Por que prejudicar a cidade? Por que penalizar a população? Tenho confiança de que as categorias terão bom senso em compreender o nível de dificuldade que herdamos.

O que o GDF está fazendo para buscar recursos? 

Temos a tentativa de antecipação de parte do Fundo Constitucional (ver texto abaixo). Junto ao Ministério da Previdência, tentamos o pagamento de uma compensação previdenciária ao qual o Distrito Federal tem direito, de cerca de R$ 600 milhões. Outra é a que tentamos no Tribunal de Justiça do DF, relativa aos precatórios. Estamos também estudando alternativas para melhorar a arrecadação. 

Podemos ter aumento de tarifas e impostos?

Estamos estudando cenários. Não é nosso objetivo aumentar a carga tributária e isso não é prioridade. Melhorar a arrecadação não indica, necessariamente, aumento de impostos. 

Os gastos com as reformas da Residência Oficial de Águas Claras, feitos no governo passado, eram necessários?

Ainda estamos avaliando o papel que a residência oficial terá. Continuo morando na minha própria casa. Mas temos um grande investimento em Águas Claras, que precisa ser bem utilizada. Qualquer que seja o uso, é importante que sejam reduzidos drasticamente os custos com pessoal e alimentação.

Quando serão indicados os administradores regionais definitivos?

Até fevereiro nós devemos anunciar. Continuamos o processo de ouvir a comunidade. Os administradores interinos estão fazendo um levantamento das regiões. Quando o processo estiver amadurecido, vamos divulgar os nomes.

Como fica a situação do novo centro administrativo?

Estamos fazendo um estudo profundo. Queremos mudar, mas em situações adequadas. Vamos fazer uma negociação justa dentro das condições legais e ocupar o centro administrativo, pois não podemos abrir mão de um investimento daqueles. O Buriti não vai ser desativado. O Centro Administrativo cabe 15 mil servidores e o GDF tem 145 mil funcionários.

Fonte: Correio Braziliense, por Matheus Teixeira e Almiro Marcos. Foto: Ronaldo de Oliveira/CB/D.A Press - 15/01/2015 - - 06:52:21

Entrevista Especial com Sandra Faraj sobre as mulheres na política

Sandra Faraj é a entrevistada da semana do Jornal de Brasília. Acompanhe os principais trechos: 

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Fonte: Jornal de Brasília - 13/11/2014


Leia mais: Gama recebe a candidata a distrital Sandra Faraj pelo partido Solidariedade

Entrevista: Ciro fala sobre transição, milícia e diz que Dilma corre risco de não terminar mandato

Na entrevista, ele diz ainda que, caso o governo apoie a candidatura de Eduardo Cunha (PMDB) para a presidência da Câmara Federal, ele irá romper a aliança com a presidente brasileira

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“Esse cara deve ser assim, entre mil picaretas, o picareta Mor. Eu conheço esse cara desde o governo Collor. Ele operava no escândalo do PC Farias na Telerj. Depois tava enrolado no fundo de pensão da Sedae do governo Garorinho e aí vem vindo. Depois tava enrolado no governo Lula com Furnas e agora enrolado até o gogó em tudo em quanto. E ele é o que banca os colegas. Todo mundo sabe disso. Antigamente, o picareta achava a sombra, procurava ali o bastidor, ia fazendo as picaretagens dele escondido. Agora não! Quer ser o presidente da Câmara. Se o PT mais a Dilma aceitarem, eu rompo e vou pra oposição. Claramente. Pouco importa a boa-fé do meu irmão Cid Gomes. Eu enchi”, concluiu Ciro...

Entrevista completa

Milícia na Polícia do Ceará, governo Dilma, transição de Cid Gomes para Camilo Santana, os cenários na política e na economia. Estes são apenas alguns dos assuntos abordados na conversa com o secretário de saúde, Ciro Gomes. As declarações foram feitas em entrevista ao programa HoraK, apresentado pela jornalista Kézya Diniz (eu!), reexibido na segunda-feira (10).

Vídeo

Atendendo a pedidos, aqui está a entrevista completa. O vídeo está disponível no Youtube mas você pode acompanhar aqui mesmo, no final deste post. Além disso, para quem não tem paciência, ou uma internet veloz para assistir vídeos, recortei alguns trechos da entrevista.

Erro crasso na IstoÉ

Em diferentes momentos, Ciro comentou “alguns erros políticos” do grupo liderado por seu irmão, o governador Cid Gomes, como no caso do pedido judicial que barrou a circulação da revista IstoÉ que citou o nome do gestor cearense entre os supostos beneficiários do esquema de pagamento de propina da Petrobras.

“O último [erro] foi durante a campanha, uma desorientação jurídica que foi aquela apreensão da revista IstoÉ. (…) Por maior aberração que seja, apreender uma revista não é a providência correta. Você deve, como eu faço, processar, ir pra cima, esculhambar e tal, mas apreender é um erro crasso”, avaliou o secretário.

Derrota em Fortaleza

Sobre o resultado da eleição, em que Camilo Santana abriu vantagem e venceu nos municípios do interior, mas perdeu nas urnas de Fortaleza para o adversário Eunício Oliveira, Ciro revelou seu desapontamento.

“No dia eu não consegui ficar alegre. Eu não consegui ficar alegre com a vitória do Camilo no segundo turno pensando nisso [na derrota do petista em Fortaleza]. Fortaleza é uma cidade com quem eu tenho uma identidade absoluta e definitiva a quem eu devoto o meu amor, a minha paixão. E, pela primeira vez, Fortaleza me surpreendeu. Me doeu muito a ideia de que eu não conheço mais Fortaleza. Fortaleza sempre votou no melhor, no mais progressista. Dessa vez foi diferente e é preciso entender isso”.

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Questionado se a derrota do grupo na capital acende uma luz de alerta para a reeleição do prefeito Roberto Cláudio, Ciro afastou a hipótese. “Eu não creio que essas coisas se comuniquem assim instantaneamente”.

O secretário, no entanto, avalia que em Fortaleza está a “concentração da crítica” ao governo de Cid Gomes com enfase na Segurança e na Saúde. Ciro completa afirmando que ainda analisa o que as urnas quiseram afirmar. “Enfim, nós vamos precisar entender isso. Eu, por exemplo, hoje, tô muito dedicado a entender, conversar, ouvir as pessoas para entender o que foi [que aconteceu]. O prefeito Roberto está executando um plano e ele vai chegar na avaliação própria, na hora, como um dos maiores prefeitos da história da cidade”.

Milícia

Ciro Gomes voltou a afirmar que existe, na Polícia Militar, a atuação de uma milícia em afinidade com o narcotráfico. E acrescentou que providencias já foram tomadas, inclusive alguns policiais foram identificados e expulsos da corporação, sendo posteriormente absorvidos na Guarda Municipal de Maracanaú. Ele disse ainda ter acionado o Ministério Público para investigar o caso. Ano passado, o assunto causou polêmica, principalmente porque Ciro acusou o vereador Capitão Wagner (PR) – deputado estadual eleito – de chefiar milícia dentro da Polícia Militar. Na entrevista, Ciro explica como funciona a milícia na Polícia do Ceará.

Secretariado de Camilo

Ao comentar sobre a equipe de secretariado do governador eleito, Camilo Santana (PT), Ciro evitou maiores detalhes. “Não sei. Também não quero saber. Apenas, sei que não fico. Depois das eleições, tive apenas duas conversas com Camilo a pedido de Cid Gomes”, disse.

Decepção com Tasso

Ciro Gomes revelou ter se decepcionado com o senador eleito Tasso Jereissati (PSDB), pois, segundo ele, Tasso não deveria ter se coligado com Eunício Oliveira. “Tenho um carinho por ele. Mas, acho que passou do limite ao apoiar o Eunício”, ressaltou Ciro, voltando a chamar o peemedebista de picareta e reafirmando, ainda, que durante a campanha apenas queria que o patrimônio acumulado por Eunício fosse esclarecido à população.

“Eu me decepcionai uma vez com o Tasso. Eu tenho por ele uma afeição definitiva, um respeito imortal, um carinho imenso, também ninguém consegue ver um ataque meu ao Tasso. Não tem a menor chance! Pouco importa, ele veio contra o Cid, quis entregar o Ceará ao Marcos Cals, mas entregar ao Eunício, para o cara que tem a história do Tasso, acho que ele passou do limite”, disparou.

Eunício

Após reafirmar as críticas da campanha contra o senador Eunício Oliveira, questionado sobre como seria caso o peemedebista tivesse concordado com Cid e retirado a candidatura permitido que “todos ficassem juntos, do mesmo lado”, Ciro afirmou não gostar desse tipo de “ajuste que o Cid faz”. “Faço, porque meu papel é cada vez mais secundário, o líder é o Cid mas daí até eu elogiar… Veja o Tasso. Acabou de sair da política, veja se tem algum vídeo dele dizendo que Eunício é um político descente. Não tem”, enfatizou. 

Lula

Questionado se também tinha se decepcionado com Lula, Ciro foi cauteloso. Para ele, o “País precisa criar novas lideranças”, pois é “mal para o país uma dependência”. O ex-presidente não desembarcou em terras alencarinas para pedir votos para Camilo. “O Lula não foi uma decepção mas se ele não guardar o seu lugar, passará a ser de um grande brasileiro que muito ajudou o Pais, para uma figura perniciosa”, declarou Ciro.

Dilma Rousseff

Ciro afirma que, se continuar cometendo erros, Dilma Rousseff não chega ao final de seu mandato. Conforme ressaltou, a petista está em má companhia, citando o vice-presidente da República, Michel Temer, também presidente nacional do PMDB. Para ele, o próximo mandato começará “terrível”. Isso porque deixaram de fazer “muitas coisas”, o que desequilibrou as contas públicas, ressaltando a inflação.

Picareta Mor

Na entrevista, ele diz ainda que, caso o governo apoie a candidatura de Eduardo Cunha (PMDB) para a presidência da Câmara Federal, ele irá romper a aliança com a presidente brasileira.

“Esse cara deve ser assim, entre mil picaretas, o picareta Mor. Eu conheço esse cara desde o governo Collor. Ele operava no escândalo do PC Farias na Telerj. Depois tava enrolado no fundo de pensão da Sedae do governo Garorinho e aí vem vindo. Depois tava enrolado no governo Lula com Furnas e agora enrolado até o gogó em tudo em quanto. E ele é o que banca os colegas. Todo mundo sabe disso. Antigamente, o picareta achava a sombra, procurava ali o bastidor, ia fazendo as picaretagens dele escondido. Agora não! Quer ser o presidente da Câmara. Se o PT mais a Dilma aceitarem, eu rompo e vou pra oposição. Claramente. Pouco importa a boa-fé do meu irmão Cid Gomes. Eu enchi”, concluiu Ciro.

PMDB

Ainda sobre o PMDB, Ciro voltou a fazer críticas e disse que o partido “virou uma quadrilha de saqueadores, independente do governo”. Sobre o PMDB estadual, o secretário afirmou ser “irrelevante” ao comentar sobre sua postura de oposição ao próximo governo. E ironizou o vice-prefeito Gaudêncio Lucena, sugerindo que ele se candidate a Prefeitura de Fortaleza em 2016. Sobre sua postura de críticas contra Eunício, ele disse que não costumar “personalizar” na política e que podem criticar seu jeito de ser.

Saúde

Sobre os avanços na saúde do Estado, Ciro foi enfático. “Pretendo deixar a melhor saúde do Estado”, disse, acrescentando que Camilo concluirá o hospital da Regional Metropolitano, e construirá outro no Vale do Jaguaribe. Ciro ainda criticou as propostas adversarias durante a disputa eleitoral. Segundo ele, o principal adversário de Camilo, o senador Eunício Oliveira (PMDB), não tinha ideia das promessas apresentadas ao eleitorado.

“Pé de meia”

O secretário também revelou que analisa propostas de emprego fora do Ceará e disse que está preocupado em fazer seu “pé de meia”.

“Não tem nada fixo ainda, mas eu tô pensando em ganhar algum dinheiro. Pela primeira vez na vida estou começando a me sentir inseguro com relação ao futuro. E escrever. Eu tô com um livro novo na cabeça sobre o Brasil e acredito que o ano que vem, pelo menos, eu vou ocupar com essas duas tarefas. Vou fazer palestras sim, mas eu tenho duas propostas de trabalho na iniciativa privada e eu vou examinar, dependendo do salário. São ambas fora do Ceará. Vou ficar com muita saudade, mas, pelo menos por um ano, eu preciso ganhar algum trocado”, revelou. Por cada palestra, Ciro diz que recebe cerca de R$ 15 mil, líquidos.

Acompanhe abaixo a entrevista completa com Ciro Gomes, em vídeo

Fonte: Portal Política com K - 13/11/2014 - - 17:23:56

Eleições: Vale-tudo institucionalizado

Após a derrota nas urnas na disputa pelo Senado, a ex-corregedora do CNJ conta o que aprendeu nos bastidores da política. Apesar do diagnóstico desolador, ela diz que é possível implementar mudanças

imgDepois de chamar a atenção do país para o submundo do Judiciário, com a célebre expressão “bandidos de toga”, a ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon experimentou, pela primeira vez, os prazeres e os dissabores da política. Conduzida ao PSB pelas mãos de Marina Silva e Eduardo Campos, a ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) saiu da estreia nas urnas em terceiro lugar, com 8,4% dos votos para o Senado pela Bahia, na disputa vencida por Otto Alencar (PSD)...

Entre as muitas conclusões que tira do processo eleitoral, estão a existência do voto de cabresto em pleno século 21, a desigualdade entre os candidatos ferindo a democracia do pleito, a atuação imoral dos cabos eleitorais e um comportamento dos políticos que resulta na “institucionalização do cinismo”. Apesar do cenário sombrio traçado, Eliana não descarta continuar na política. Ela diz que tem recebido muitas cobranças e apoios para se manter engajada até as próximas eleições. 

Embora tenha ganhando apenas de candidatos nanicos, que obtiveram menos de 1% da preferência do eleitorado, Eliana faz o balanço pelos números absolutos. “Tive mais de meio milhão de votos, não é coisa pouca”, diz. A ministra aposentada se orgulha dos 20% de votos obtidos em Salvador, onde a atuação dela no Judiciário é mais conhecida. Confira os principais trechos de entrevista que ela concedeu ao Correio.

Que balanço a senhora faz da estreia na política nesta primeira eleição?

Foi uma experiência muito boa, eu tirei muitas conclusões. Sabia das dificuldades que encontraria. Mas posso dizer o seguinte: como cidadã brasileira, minha experiência foi muito bem-sucedida porque eu fui bem votada, tive mais de meio milhão de votos, não é coisa pouca. Tive 20% dos votos da cidade de Salvador, sem ser uma candidata com estrutura de grandes partidos. Então, dadas as dificuldades, eu me considero uma vencedora e tenho algumas conclusões. A primeira conclusão é a falência total do sistema eleitoral como um sistema democrático. Há uma grande desigualdade entre os candidatos. Alguém com um minuto de tevê e os seus adversários com cinco, sete minutos, isso não pode estar certo. Depois é a situação da própria Justiça Eleitoral, que não tem estrutura adequada para fazer uma fiscalização melhor no que se passa no interior do estado, nas cidades menores. 

E o que a senhora viu por lá?

Tem muito derrame de dinheiro, muita compra de votos, eleitores intimados com a ameaça de perda de cargos, os chamados terceirizados aterrorizados com a ameaça de uma revisão dos contratos. Isso me deixou muito triste, porque, realmente, se eu não tivesse vivido isso, poderia achar que era conversa. Mas, infelizmente, isso ainda existe nos grotões, nas cidades do interior, entre as pessoas mais simples, as pessoas mais humildes, que temem o braço do Estado e terminam votando coercitivamente. Foi uma coisa que me deixou muito preocupada porque nós estamos igual a 200 anos atrás, na mesma situação, com as mesmas práticas. Isso foi verificado em cidades do semiárido baiano, que é a área atingida pela seca, na região da Chapada, onde estão os bolsões de pobreza da Bahia, que é um estado muito grande e diversificado. Lá, temos o grande celeiro do voto de cabresto. Eu vivi isso tudo. Visitei cidades simples, de barqueiros e alguns pequenos comerciantes. Pessoas que vivem única e exclusivamente das benesses governamentais e onde o governo sempre ganha. Vi distribuição de cestas básicas em véspera de eleição, de motos, de carros de cachorro-quente. 

O voto de cabresto não é coisa do passado?

Não, é uma coisa muito viva, muito presente. É interessante que nem as estatísticas nem as previsões eleitorais alcançam isso, porque é algo que ocorre nos rincões. Aqui também as pesquisas eleitorais se mostraram equivocadas em razão da falta de penetração nesses locais.

Quando a senhora fala em desigualdade entre os candidatos, está falando de financiamento desigual também?

A questão do financiamento de campanha é uma coisa bem interessante porque as empresas que financiam as grandes campanhas se sentem às vezes tolhidas de fazer doações com receio de retaliações. Na Bahia, nós tivemos notícias de alguns empresários impedidos de fazer doação ao PSB, que era a teceria via. Eu não vi, mas muitas pessoas, de diferentes lugares, traziam a mesma informação, de que as empresas foram recomendadas a não doar, especialmente para a chapa majoritária, em que a candidata Lídice da Mata (PSB) concorria ao governo. Eu não tive problema com isso porque eu fiz uma campanha pequena com as ajudas que tive, na maioria vindas de pessoas físicas, de advogados que me conheciam e queriam colaborar. Escritórios de advocacia de São Paulo me ajudaram, isso me deixou muito satisfeita. Foi uma campanha modesta, beirando os R$ 3 milhões. 

Com a experiência de agora, o que faria de diferente?

Nada. Faria tudo absolutamente igual. Essa política nova que foi sinalizada por Marina Silva é uma política correta. Só que a Bahia não está ainda preparada para essa nova política. Porque nessa nova política não fazemos atividades de rua, mas sim atividades de convencimento para mostrar para as pessoas, para os formadores de opinião, as nossas propostas, por meio de debates, mesas redondas e palestras em que dialogamos com a sociedade. Isso não é sonhático, isso é real. Onde o político esclareça aos eleitores quais as suas propostas, onde você não tem cabos eleitorais. Eu sempre ouvia falar de cabos eleitorais, mas não sabia como funcionavam as coisas.

E como funcionam?

Há pessoas que aparecem assim: “Eu tenho 10 mil votos, 5 mil votos, 3 mil votos, e custa tanto”. Então, é assim que acontece. Eu não sabia. Esses cabos eleitorais podem ser os próprios prefeitos ou pessoas influentes dentro de determinados círculos. Há até algumas pessoas que investem nesse mercado eleitoral, que vivem disso, lucram com essa atividade de quatro em quatro anos. Alguns podem ser mentirosos, outros não. No meu comitê, cheguei a receber uma proposta escrita de cabos eleitorais, que pediam tanto, atuavam em tal bairro, aí tinha uma lista de despesas que ele me cobrava. E ainda dizia que boca de urna era separado. Nós chegamos ao requinte de ter cabo eleitoral apresentando uma espécie de contrato. Isso está errado.

Há mais bandidos de toga ou mais bandidos no jogo político-eleitoral?

Na realidade, são coisas diferentes. Institucionalizou-se no Brasil — e é aí que nós, cidadãos, temos de estar atentos — que em política vale-tudo. Você não tem escrúpulos, você não tem moral, você não tem lado. Você passa de um palanque para o outro, de um partido para o outro, mesmo que ideologicamente contrário, sem precisar dar satisfação. Você passa rasteira, puxa tapete. E, para tudo isso, eles dizem: “Faz parte do jogo político”. Qualquer coisa que eu estranhava durante a campanha, alguém dizia: “É assim mesmo”. Eu não acho que é assim. Jogo político é um jogo legítimo e necessário em qualquer democracia. E você não ter lado, não ter dignidade moral, não ter proposta, isso não está certo. É uma institucionalização do cinismo. É o vale-tudo. Sair das urnas vitorioso é o que vale. E na Justiça é diferente. Você não tem, dentro da Justiça, um jogo de vale-tudo. O que você tem são episódios em que alguns elementos deletérios agem. São dois campos diferentes que precisam ser igualmente acompanhados pela sociedade. 

A senhora continua na política?

Não sei. Eu digo que ainda estou no processo, porque entendo que a campanha só termina quando acaba o segundo turno, de forma que nós continuamos ao lado do Aécio Neves, como determinou o PSB nacional, depois de avaliação interna, e desta forma permaneço engajada. Recebi pedidos de segmentos da sociedade, tenho sido cobrada para continuar. Mas ainda não sei, ainda não tenho ideia de como as coisas vão acontecer. Agora sei como funciona a máquina. Vamos aguardar.

“Jogo político é um jogo legítimo e necessário em qualquer democracia. E você não ter lado, não ter dignidade moral, não ter proposta, isso não está certo. É uma institucionalização do cinismo. É o vale-tudo”

“Foi uma coisa que me deixou muito preocupada porque nós estamos igual a 200 anos atrás, na mesma situação, com as mesmas práticas. (No semiárido) temos o grande celeiro do voto de cabresto. Eu vivi isso tudo”

“No meu comitê, cheguei a receber uma proposta escrita de cabos eleitorais, que pediam tanto, atuavam em tal bairro, aí tinha uma lista de despesas que ele me cobrava. E ainda dizia que boca de urna era separado. Nós chegamos ao requinte de ter cabo eleitoral apresentando uma espécie de contrato. Isso está errado”

Fonte: Correio Braziliense. Por RENATA MARIZ. Foto Daniel Ferreira/CB/D.A Press - 4/10/13 - 18/10/2014 - - 07:08:30

Wasny de Roure: enfim, um presidente reeleito

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“Uma nota veiculada no Correio Braziliense que os atuais distritais que foram eleitos só representam 20% da população. Isso mostra que nosso modelo político não está sendo capaz de captar o anseio da população” (Wasny de Roure)

Nas rodas políticas o deputado distrital Wasny de Roure(PT) era um dos menos cotados para ser reeleito. Ele mesmo chegou a declarar a amigos próximos que não mais disputaria e que iria se dedicar à um novo livro, uma releitura das “Escrituras”.

Mas, como um trabalho considerado irretocável para muitos à frente da CLDF e, mais ainda, como um fiel “soldado” que sempre foi do PT, ele decidiu tentar mais uma eleição, e como voto se ganha é nas urnas, Wasny quebrou a maldição da cadeira de presidente da CLDF e conseguiu se reeleger com 19.318 votos.

Uma ótima margem de votos para quem teve poucos recursos e enfrentou a rejeição de um partido com um governador que não foi sequer ao segundo turno. O parlamentar está em seu quarto mandato. Para o distrital, o PT-DF precisa voltar às suas origens e avalia que o governador Agnelo Queiroz fortaleceu instituições que padecia de credibilidade.

O presidente da CLDF recebeu este blogueiro e fez uma rápida, mas perfeita e honesta radiografia do governo Agnelo e das eleições deste ano. Ele justificou o desempenho de Agnelo com a seguinte frase, rara para alguém em sua posição política: “Demos espaço para quem não tinha compromisso conosco e com o nosso plano de governo. Algumas forças políticas, não tinham real interesse de estar com ele (Agnelo)”.

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Abaixo a entrevista na integra:

Rádio Corredor - Qual a sua análise da atual situação política que o país atravessa?

Wasny de Roure - Essa campanha mostrou a insatisfação população com o sistema político, com os políticos e a política. Querem novos patamares de conquista. O Brasil não é mais o mesmo. Democracia robusta, respeita valores e segurança jurídica.

RC - Qual a sua avaliação das eleições no DF?

WR- A insatisfação com a classe política é geral. Uma nota veiculada no Correio Braziliense que os atuais distritais que foram eleitos só representam 20% da população. Isso mostra que nosso modelo político não está sendo capaz de captar o anseio da população.

RC - E a insatisfação com o PT-DF?

WR- A exposição que o PT foi submetido com certeza teve elementos verdadeiros. Mas eu creio que alguns acontecimentos foram turbinados por mídia. Esses fatores geraram um desgaste muito grande para todos nós.

RC - Em que o PT-DF errou?
 

WR - Nesse caso, não se trata de errar ou acertar. O PT-DF se preocupou mais com a gestão governamental do que com os anseios da população. As bases ficaram enfraquecidas e a capacidade de captar e recepcionar os anseios da população ficou comprometida. Esse movimento não se concatenou. Essa foi uma das principais falhas.

RC - Qual o balanço que o senhor faz da gestão do governador Agnelo Queiroz?

WR - Agnelo herdou uma situação totalmente desfavorável, enfrentou esse cenário e construiu uma Secretaria de Transparência. Ele fez um trabalho de transformar a Polícia Civil em uma instituição republicana, não política. O atual diretor da PCDF organizou as coisas. E mais: Agnelo fez um trabalho muito importante na CAESB, CEB e outras instituições que estavam desacreditadas.

RC - O senhor não acha muito pouco?

WR - Agnelo fez um bom governo. Principalmente em matéria de realizações e políticas públicas. Eu creio que o maior erro que nós cometemos foi não valorizar quem realmente representava os nossos anseios. Demos espaço para quem não tinha compromisso conosco e com o nosso plano de governo. Algumas forças políticas, não tinham real interesse de estar com ele (Agnelo).

RC - Por que Agnelo não foi ao segundo turno?

WR - Faltou ao governador uma melhor articulação política. Essa função caberia ao secretário de Governo. O governo não teve. O Paulo Tadeu (conselheiro do Tribunal de Contas do DF) ainda tentou fazer. Mas depois de sua saída essa função não existiu. O nosso leque político não teve robustez de encarar uma campanha política. Foi isso.

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RC - E o futuro do seu partido?

WR - Não fomos mal nas eleições proporcionais. Elegemos quatro deputados distritais. Os parlamentares eleitos foram bem votados. O ponto negativo é a votação do companheiro Chico Leite poderia ter sido melhor caso, a saúde dele não tivesse ficado debilitada nas últimas três semanas.

RC - O senhor quebrou a maldição da cadeira de presidente da CLDF e foi reeleito. Como o senhor conseguiu essa façanha?

WR - Sempre trabalhei bastante e a população reconheceu isso. Eu fiz uma campanha com poucos recursos. Enquanto a esse assunto da maldição entrego na mão de Deus.

Por Odir Ribeiro

Fotos Hernanny Queiroz

Fonte: Blog Rádio Corredor - 15/10/2014 19:59

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