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Circuito de Feiras do Livro permitirá encontro de alunos com autores

Estudantes discutirão obras como Tempo seco, de Clara Arreguy. Empresas interessadas em fornecer os títulos para escolas públicas podem enviar propostas até sexta-feira (22)

Da redação da Agência Brasília - 19/01/2016

No primeiro semestre, nove regiões administrativas recebem edições do Circuito de Feiras do Livro do Distrito Federal. O evento, que tem como propósito não apenas formar mais leitores, como também promover escritores, editoras, distribuidores de livros e livreiros do DF, contará com atividades como apresentações artísticas, debates, oficinas, contadores de histórias e sessões de autógrafos.

Dentro da proposta está o envio de obras literárias a diferentes escolas públicas das regiões onde ocorrerão as feiras, para que possam ser lidas e discutidas pelos alunos antes dos eventos. Parte dos livros será de autoria de escritores e autores previstos na programação das feiras, já que o propósito é fazer encontros entre autores e alunos durante o circuito.

Serão 86 obras de autores como Nicolas Behr, Rosângela Rocha e Angélica Torres Lima multiplicadas em 1.139 volumes para as escolas. Empresas interessadas em fornecer o lote literário podem enviar as propostas até as 9h30 de sexta-feira (22).

Às 9h45 do mesmo dia serão abertas as proposições e às 10 horas terá início a sessão de disputa de preços. O valor total estimado é de R$ 34.596. A licitação será na modalidade de pregão eletrônico, do tipo menor preço, e o edital está disponível no site da Secretaria de Cultura.

Café literário
O Circuito de Feiras do Livro do DF será promovido pela Secretaria de Cultura, em decorrência de um convênio firmado com o Ministério da Cultura em 2011. O acordo possibilita fazer dez eventos — um deles ocorreu em 2014, no Cruzeiro, e os outros nove serão este ano. As atividades fazem parte do Plano do Livro e da Leitura do DF e também do Plano Nacional do Livro, Leitura e Literatura, do Ministério da Cultura.

Com entrada gratuita e aberta ao público, os encontros do Circuito de Feiras do Livro do DF serão em Brazlândia, em Ceilândia, no Gama, no Guará, no Núcleo Bandeirante, no Paranoá, em Planaltina, em Taguatinga e no Varjão.

Os espaços em cada região administrativa terão locais para apresentações literárias, musicais e cênicas e áreas destinadas ao público infantil, aos expositores e a um café literário. Todas as faixas etárias serão contempladas.

Veja o aviso de licitação publicado no Diário Oficial do Distrito Federal de 11 de janeiro. 

Veja a galeria de fotos. Clique aqui!

 

VIJ/DF lança campanha do material escolar 2016

Para evitar que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social sejam prejudicados pela falta do material escolar necessário aos seus estudos, a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal – VIJ-DF lança a Campanha do Material Escolar 2016 por meio do seu programa de voluntariado, Rede Solidária Anjos do Amanhã.

As doações serão recebidas no período de 18 de janeiro a 18 de fevereiro. Podem ser doados itens diversos da lista de material escolar, como caderno, lápis, caneta, borracha, lápis de cor, giz de cera, resma de papel, régua, apontador, mochila, estojo, caderno de desenho e cola branca, entre outros.

Os materiais arrecadados serão destinados prioritariamente a crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento do DF. Além disso, serão doados para o público infanto juvenil acompanhado pelas seções técnicas da VIJ-DF e para adolescentes das unidades executoras de medidas socioeducativas do DF.

Os interessados em colaborar com a campanha para garantir material escolar a crianças e adolescentes atendidos pela VIJ-DF podem entregar suas doações na Rede Solidária Anjos do Amanhã, na sede da Vara, localizada na SGAN 909, Justiça da Infância e da Juventude, na Asa Norte, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.

Serviço

Campanha do Material Escolar 2016
Período: de 18/1 a 18/2
Onde entregar as doações: Rede Solidária Anjos do Amanhã, sede da VIJ-DF, localizada na SGAN 909, Justiça da Infância e da Juventude, na Asa Norte
Horário: das 12h às 19h, de segunda a sexta-feira
Telefones para contato: 3103-3382 / 3103-3285 / 3103-3219

Informou SECOM/VIJ

Novo acordo ortográfico: Obrigatório a partir de hoje no Brasil

Com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, os livros devem ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países

POR LUANA LOURENÇO - AGÊNCIA BRASIL/GAMA LIVRE - 01/01/2016 - 19:50:36
 

As regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa são obrigatórias no Brasil a partir de hoje (1º). Em uso desde 2009, mudanças como o fim do trema e novas regras para o uso do hífen e de acentos diferenciais agora são oficiais com a entrada em vigor do acordo, adiada por três anos pelo governo brasileiro. ...

Assinado em 1990 com outros Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado sem obrigatoriedade em 2009. A previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, mas, após polêmicas e críticas da sociedade, o governo adiou a entrada em vigor para 1° de janeiro de 2016.

O Brasil é o terceiro dos oito países que assinaram o tratado a tornar obrigatórias as mudanças, que já estão em vigor em Portugal e Cabo Verde. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ainda não aplicam oficialmente as novas regras ortográficas.

Com a padronização da língua, a CPLP pretende facilitar o intercâmbio cultural e científico entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa, já que os livros passam a ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países. De acordo com o Ministério da Educação, o acordo alterou 0,8% dos vocábulos da língua portuguesa no Brasil e 1,3% em Portugal.

Alfabeto, trema e acentos

Entre as principais mudanças, está a ampliação do alfabeto oficial para 26 letras, com o acréscimo do k, w e y. As letras já são usadas em várias palavras do idioma, como nomes indígenas e abreviações de medidas, mas estavam fora do vocábulo oficial.

O trema – dois pontos sobre a vogal u – foi eliminado, e pode ser usado apenas em nomes próprios. No entanto, a mudança vale apenas para a escrita, e palavras como linguiça, cinquenta e tranquilo continuam com a mesma pronúncia.

Os acentos diferenciais também deixaram de existir, de acordo com as novas regras, eliminando a diferença gráfica entre pára (do verbo parar) e para (preposição), por exemplo. Há exceções como as palavras pôr (verbo) e por (preposição) e pode (presente do indicativo do verbo poder) e pôde (pretérito do indicativo do verbo poder), que tiveram os acentos diferenciais mantidos.

O acento circunflexo foi retirado de palavras terminadas em “êem”, como nas formas verbais leem, creem, veem e em substantivos como enjoo e voo.

Já o acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos “ei” e “oi” (antes "éi" e "ói”), dando nova grafia a palavras como colmeia e jiboia.

O hífen deixou de ser usado em dois casos: quando a segunda parte da palavra começar com s ou r (contra-regra passou a ser contrarregra), com exceção de quando o prefixo terminar em r (super-resistente), e quando a primeira parte da palavra termina com vogal e a segunda parte começa com vogal (auto-estrada passou a ser autoestrada).

A grafia correta das palavras conforme as regras do acordo podem ser consultadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), disponível no site da Academia Brasileira de Letras (ABL) e por meio de aplicativo para smartphones e tablets, que pode ser baixado em dispositivos Android, pelo Google Play, e em dispositivos da Apple, pela App Store.

Na Pátria Educadora: Salário do professor é o 2º pior dos países que integram a OCDE

Os dados são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico

DO BLOG IMPÁVIDO COLOSSO/GAMA LIVRE - 13/12/2015 - 10:38:01

Dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostram que os salários dos professores brasileiros são extremamente baixos quando comparados a países desenvolvidos. Divulgados nesta terça-feira (9), os valores fazem parte do estudo Education at a Glance 2014, que mapeia dados sobre a educação nos 34 países membros da organização e 10 parceiros, incluindo o Brasil. ...

De acordo com o estudo, um professor em início de carreira que dá aula para o ensino fundamental em instituições públicas recebe, em média, 10.375 dólares por ano no Brasil. Em Luxemburgo, o país com o maior salário para docentes, ele recebe 66.085 dólares. Entre os países membros da OCDE, a média salarial do professor é de 29.411 dólares. Quase três vezes mais que o salário brasileiro.

Até mesmo em países da América Latina como Chile e México, os professores recebem um salário consideravelmente maior que o brasileiro, 17.770 e 15.556 dólares respectivamente. Entre os países mapeados pela pesquisa, o Brasil só fica à frente da Indonésia, onde os professores recebem cerca de 1.560 dólares por ano. Os valores são de 2012, com dólares ajustados pela paridade do poder de compra (PPC).

Brasil paga segundo pior salário do mundo aos professores

Levantamento feito pela OCDE deixa o Brasil à frente apenas da Indonésia

Ecaderno / OCDE - 11/12/2015

O Brasil paga um dos piores salários do mundo para seus professores. Essa afirmação está no relatório Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado essa semana. O resultado deixou o país na vice-lanterna do ranking, à frente apenas da Indonésia. Por aqui, um professor do ensino fundamental da rede pública em início de carreira ganha 10.375 dólares por ano; no país asiático o salário é de apenas 1.560 dólares por ano.

Na outra ponta da tabela, estão países, como Alemanha, Suíça e Dinamarca, mas quem lidera a classificação é Luxemburgo, com salário de 66.085 dólares, mais de seis vezes o que ganham os nossos professores. E não são apenas os países ricos que pagam mais que o Brasil. Entre os latinos, México e Chile também têm salários superiores, na faixa de 17.770 e 15.556 dólares respectivamente. Os valores são de 2012, com dólares ajustados pela paridade do poder de compra (PPC).

Veja o gráfico:

Professor brasileiro voluntário é finalista de concurso de melhor do mundo

 

O que você faria com US$ 1 milhão? Marcio Andrade Batista sonha com uma viagem. Mas não para alguns dos destinos mais procurados por brasileiros, como Orlando e Nova York.

O professor paulista quer ir para o Acre - mais especificamente para regiões do estado amazônico que possam se beneficiar de seu projeto de iniciação científica para crianças usando conhecimentos práticos de atividades rurais típicas.

Antes, porém, Batista precisa fazer história no concurso Global Teacher Prize e conseguir se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o chamado "Nobel da Educação", entregue a "um professor excepcional que tenha feito uma contribuição extraordinária para a profissão".

Ele é o único brasileiro na lista de 50 finalistas divulgada nesta quarta-feira pela ONG Varkey Foundation - trata-se da primeira vez em três anos de concurso que um representante do país é selecionado.

O nome do vencedor será anunciado em março, durante um evento em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.


Castanhas

Batista é doutorando em Engenharia pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e trabalha como voluntário. Ele começou a dar aulas de ciência e sustentabilidade em 2010, depois de perceber que escolas rurais de Mato Grosso tinham dificuldades em obter material de ensino e tecnológico. Em colaboração com a UFMT e o Senai, o professor desenvolveu um programa de iniciação científica em estabelecimentos de ensino.

A ideia surgiu durante uma visita à Juína, município que fica mais perto da Bolívia que das principais cidades brasileiras. Andrade viu na atividade extrativista do baru, um tipo de castanha comestível, uma chance de trabalhar a percepção de alunos de escolas locais.

"Basicamente, você pode comprar essa castanha por uma mixaria. Mas ela também oferece um potencial para se transformada em outros produtos. O que bastava era dar às crianças condições de imaginar isso", explica.

A metodologia baseada na aplicação das ciências à vida cotidiana dos estudantes teve frutos inesperados: um dos alunos, Bianca de Oliveira, ficou em terceiro lugar na edição de 2012 do Prêmio Jovem Cientista, com um projeto de criação de farinhas integrais a partir do baru.

Foi a primeira vez em 26 anos que um representante do Mato Grosso foi agraciado. A menina recebeu o prêmio das mãos da presidente Dilma Rousseff.

"Em outra escola, desenvolvemos um projeto em que estudantes passaram a fazer pães e sorvetes com o soro do queijo produzido por pequenos produtores. Isso pode até ser usado na merenda escolar. Novamente, incentivamos os alunos a usarem a ciência em sua realidade. Eles são pequenos diamantes que só precisam de uma pequena polida. É muito melhor que apenas tentarmos ensinar ciência tradicional na sala de aula. E estamos descobrindo maneiras de melhorar suas vidas", diz o professor.

Prêmios

O professor já tem troféus na estante e, recentemente, ganhou o Prêmio Novelis de Sustentabilidade, desenvolvendo um tipo de carregador de baterias de celular movido a energia solar e que pode ser acoplado a bicicletas.

O Global Teacher Prize foi criado em 2014, com o intuito de elevar o status da profissão do educador. "Buscamos celebrar os melhores professores, aqueles que inspiram seus alunos e a comunidade ao seu redor. A Fundação acredita que uma educação vibrante desperta e dá suporte a todo o potencial dos jovens. O status dos professores em nossas culturas é fundamental para nosso futuro global", diz o site.

A relação de finalistas do prêmio tem representantes de 29 países do mundo, que concorrem à premiação em dinheiro.

A Varkey Foundation recebeu inscrições de professores de 148 países, mas os finalistas são de apenas 29 nações.

"Estou bastante honrado por estar nessa lista e espero que minha proposta convença os jurados. Se vencer, usarei o dinheiro do prêmio para poder percorrer o Centro-Oeste levando o projeto. Hoje eu faço tudo sozinho. Sem ganhar coisa alguma, apenas porque acredito que posso ajudar essas crianças a aproveitarem o potencial em volta delas", conta o professor à BBC Brasil, em entrevista por telefone, em Pontal do Araguaia (MT).

Batista se inscreveu no Global Teacher Prize ao ler uma reportagem sobre a honraria. "É muito gratificante ver nosso esforço reconhecido. Despertar o interesse dos alunos para que eles entendam melhor o mundo em que vivem, não apenas o conhecimento mais tradicional passado em sala de aula. Isso é muito mais importante socialmente para a vida deles".

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