Para evitar que crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social sejam prejudicados pela falta do material escolar necessário aos seus estudos, a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal – VIJ-DF lança a Campanha do Material Escolar 2016 por meio do seu programa de voluntariado, Rede Solidária Anjos do Amanhã.

As doações serão recebidas no período de 18 de janeiro a 18 de fevereiro. Podem ser doados itens diversos da lista de material escolar, como caderno, lápis, caneta, borracha, lápis de cor, giz de cera, resma de papel, régua, apontador, mochila, estojo, caderno de desenho e cola branca, entre outros.

Os materiais arrecadados serão destinados prioritariamente a crianças e adolescentes que vivem em instituições de acolhimento do DF. Além disso, serão doados para o público infanto juvenil acompanhado pelas seções técnicas da VIJ-DF e para adolescentes das unidades executoras de medidas socioeducativas do DF.

Os interessados em colaborar com a campanha para garantir material escolar a crianças e adolescentes atendidos pela VIJ-DF podem entregar suas doações na Rede Solidária Anjos do Amanhã, na sede da Vara, localizada na SGAN 909, Justiça da Infância e da Juventude, na Asa Norte, de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.

Serviço

Campanha do Material Escolar 2016
Período: de 18/1 a 18/2
Onde entregar as doações: Rede Solidária Anjos do Amanhã, sede da VIJ-DF, localizada na SGAN 909, Justiça da Infância e da Juventude, na Asa Norte
Horário: das 12h às 19h, de segunda a sexta-feira
Telefones para contato: 3103-3382 / 3103-3285 / 3103-3219

Informou SECOM/VIJ

Com o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, os livros devem ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países

POR LUANA LOURENÇO - AGÊNCIA BRASIL/GAMA LIVRE - 01/01/2016 - 19:50:36
 

As regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa são obrigatórias no Brasil a partir de hoje (1º). Em uso desde 2009, mudanças como o fim do trema e novas regras para o uso do hífen e de acentos diferenciais agora são oficiais com a entrada em vigor do acordo, adiada por três anos pelo governo brasileiro. ...

Assinado em 1990 com outros Estados-Membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) para padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado sem obrigatoriedade em 2009. A previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1° de janeiro de 2013, mas, após polêmicas e críticas da sociedade, o governo adiou a entrada em vigor para 1° de janeiro de 2016.

O Brasil é o terceiro dos oito países que assinaram o tratado a tornar obrigatórias as mudanças, que já estão em vigor em Portugal e Cabo Verde. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ainda não aplicam oficialmente as novas regras ortográficas.

Com a padronização da língua, a CPLP pretende facilitar o intercâmbio cultural e científico entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura em língua portuguesa, já que os livros passam a ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países. De acordo com o Ministério da Educação, o acordo alterou 0,8% dos vocábulos da língua portuguesa no Brasil e 1,3% em Portugal.

Alfabeto, trema e acentos

Entre as principais mudanças, está a ampliação do alfabeto oficial para 26 letras, com o acréscimo do k, w e y. As letras já são usadas em várias palavras do idioma, como nomes indígenas e abreviações de medidas, mas estavam fora do vocábulo oficial.

O trema – dois pontos sobre a vogal u – foi eliminado, e pode ser usado apenas em nomes próprios. No entanto, a mudança vale apenas para a escrita, e palavras como linguiça, cinquenta e tranquilo continuam com a mesma pronúncia.

Os acentos diferenciais também deixaram de existir, de acordo com as novas regras, eliminando a diferença gráfica entre pára (do verbo parar) e para (preposição), por exemplo. Há exceções como as palavras pôr (verbo) e por (preposição) e pode (presente do indicativo do verbo poder) e pôde (pretérito do indicativo do verbo poder), que tiveram os acentos diferenciais mantidos.

O acento circunflexo foi retirado de palavras terminadas em “êem”, como nas formas verbais leem, creem, veem e em substantivos como enjoo e voo.

Já o acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos “ei” e “oi” (antes "éi" e "ói”), dando nova grafia a palavras como colmeia e jiboia.

O hífen deixou de ser usado em dois casos: quando a segunda parte da palavra começar com s ou r (contra-regra passou a ser contrarregra), com exceção de quando o prefixo terminar em r (super-resistente), e quando a primeira parte da palavra termina com vogal e a segunda parte começa com vogal (auto-estrada passou a ser autoestrada).

A grafia correta das palavras conforme as regras do acordo podem ser consultadas no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), disponível no site da Academia Brasileira de Letras (ABL) e por meio de aplicativo para smartphones e tablets, que pode ser baixado em dispositivos Android, pelo Google Play, e em dispositivos da Apple, pela App Store.

Os dados são da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico

DO BLOG IMPÁVIDO COLOSSO/GAMA LIVRE - 13/12/2015 - 10:38:01

Dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) mostram que os salários dos professores brasileiros são extremamente baixos quando comparados a países desenvolvidos. Divulgados nesta terça-feira (9), os valores fazem parte do estudo Education at a Glance 2014, que mapeia dados sobre a educação nos 34 países membros da organização e 10 parceiros, incluindo o Brasil. ...

De acordo com o estudo, um professor em início de carreira que dá aula para o ensino fundamental em instituições públicas recebe, em média, 10.375 dólares por ano no Brasil. Em Luxemburgo, o país com o maior salário para docentes, ele recebe 66.085 dólares. Entre os países membros da OCDE, a média salarial do professor é de 29.411 dólares. Quase três vezes mais que o salário brasileiro.

Até mesmo em países da América Latina como Chile e México, os professores recebem um salário consideravelmente maior que o brasileiro, 17.770 e 15.556 dólares respectivamente. Entre os países mapeados pela pesquisa, o Brasil só fica à frente da Indonésia, onde os professores recebem cerca de 1.560 dólares por ano. Os valores são de 2012, com dólares ajustados pela paridade do poder de compra (PPC).

Levantamento feito pela OCDE deixa o Brasil à frente apenas da Indonésia

Ecaderno / OCDE - 11/12/2015

O Brasil paga um dos piores salários do mundo para seus professores. Essa afirmação está no relatório Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado essa semana. O resultado deixou o país na vice-lanterna do ranking, à frente apenas da Indonésia. Por aqui, um professor do ensino fundamental da rede pública em início de carreira ganha 10.375 dólares por ano; no país asiático o salário é de apenas 1.560 dólares por ano.

Na outra ponta da tabela, estão países, como Alemanha, Suíça e Dinamarca, mas quem lidera a classificação é Luxemburgo, com salário de 66.085 dólares, mais de seis vezes o que ganham os nossos professores. E não são apenas os países ricos que pagam mais que o Brasil. Entre os latinos, México e Chile também têm salários superiores, na faixa de 17.770 e 15.556 dólares respectivamente. Os valores são de 2012, com dólares ajustados pela paridade do poder de compra (PPC).

Veja o gráfico:

 

O que você faria com US$ 1 milhão? Marcio Andrade Batista sonha com uma viagem. Mas não para alguns dos destinos mais procurados por brasileiros, como Orlando e Nova York.

O professor paulista quer ir para o Acre - mais especificamente para regiões do estado amazônico que possam se beneficiar de seu projeto de iniciação científica para crianças usando conhecimentos práticos de atividades rurais típicas.

Antes, porém, Batista precisa fazer história no concurso Global Teacher Prize e conseguir se tornar o primeiro brasileiro a conquistar o chamado "Nobel da Educação", entregue a "um professor excepcional que tenha feito uma contribuição extraordinária para a profissão".

Ele é o único brasileiro na lista de 50 finalistas divulgada nesta quarta-feira pela ONG Varkey Foundation - trata-se da primeira vez em três anos de concurso que um representante do país é selecionado.

O nome do vencedor será anunciado em março, durante um evento em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.


Castanhas

Batista é doutorando em Engenharia pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e trabalha como voluntário. Ele começou a dar aulas de ciência e sustentabilidade em 2010, depois de perceber que escolas rurais de Mato Grosso tinham dificuldades em obter material de ensino e tecnológico. Em colaboração com a UFMT e o Senai, o professor desenvolveu um programa de iniciação científica em estabelecimentos de ensino.

A ideia surgiu durante uma visita à Juína, município que fica mais perto da Bolívia que das principais cidades brasileiras. Andrade viu na atividade extrativista do baru, um tipo de castanha comestível, uma chance de trabalhar a percepção de alunos de escolas locais.

"Basicamente, você pode comprar essa castanha por uma mixaria. Mas ela também oferece um potencial para se transformada em outros produtos. O que bastava era dar às crianças condições de imaginar isso", explica.

A metodologia baseada na aplicação das ciências à vida cotidiana dos estudantes teve frutos inesperados: um dos alunos, Bianca de Oliveira, ficou em terceiro lugar na edição de 2012 do Prêmio Jovem Cientista, com um projeto de criação de farinhas integrais a partir do baru.

Foi a primeira vez em 26 anos que um representante do Mato Grosso foi agraciado. A menina recebeu o prêmio das mãos da presidente Dilma Rousseff.

"Em outra escola, desenvolvemos um projeto em que estudantes passaram a fazer pães e sorvetes com o soro do queijo produzido por pequenos produtores. Isso pode até ser usado na merenda escolar. Novamente, incentivamos os alunos a usarem a ciência em sua realidade. Eles são pequenos diamantes que só precisam de uma pequena polida. É muito melhor que apenas tentarmos ensinar ciência tradicional na sala de aula. E estamos descobrindo maneiras de melhorar suas vidas", diz o professor.

Prêmios

O professor já tem troféus na estante e, recentemente, ganhou o Prêmio Novelis de Sustentabilidade, desenvolvendo um tipo de carregador de baterias de celular movido a energia solar e que pode ser acoplado a bicicletas.

O Global Teacher Prize foi criado em 2014, com o intuito de elevar o status da profissão do educador. "Buscamos celebrar os melhores professores, aqueles que inspiram seus alunos e a comunidade ao seu redor. A Fundação acredita que uma educação vibrante desperta e dá suporte a todo o potencial dos jovens. O status dos professores em nossas culturas é fundamental para nosso futuro global", diz o site.

A relação de finalistas do prêmio tem representantes de 29 países do mundo, que concorrem à premiação em dinheiro.

A Varkey Foundation recebeu inscrições de professores de 148 países, mas os finalistas são de apenas 29 nações.

"Estou bastante honrado por estar nessa lista e espero que minha proposta convença os jurados. Se vencer, usarei o dinheiro do prêmio para poder percorrer o Centro-Oeste levando o projeto. Hoje eu faço tudo sozinho. Sem ganhar coisa alguma, apenas porque acredito que posso ajudar essas crianças a aproveitarem o potencial em volta delas", conta o professor à BBC Brasil, em entrevista por telefone, em Pontal do Araguaia (MT).

Batista se inscreveu no Global Teacher Prize ao ler uma reportagem sobre a honraria. "É muito gratificante ver nosso esforço reconhecido. Despertar o interesse dos alunos para que eles entendam melhor o mundo em que vivem, não apenas o conhecimento mais tradicional passado em sala de aula. Isso é muito mais importante socialmente para a vida deles".

A competição ocorrerá em Goiânia, nesta sexta-feira (27/11) e no sábado (28). Os 18 alunos do Centro de Ensino Sesi buscam uma vaga na etapa nacional do evento

Portal Metrópoles - 27/11 5:31 , ATUALIZADO EM 27/11 0:24

Um grupo de crianças e adolescentes de 11 a 16 anos do Centro de Ensino Sesi do Gama vem enchendo os corações de professores do colégio e dos pais de orgulho. A meninada vai disputar pelo terceiro ano consecutivo a Etapa Regional Centro-Oeste do Torneio de Robótica First Lego League (FLL). O evento ocorrerá em Goiânia, nesta sexta-feira (27/11) e no sábado (28).

Nessa etapa do concurso, os 18 representantes do Distrito Federal competirão com outros 40 times em busca de uma vaga na Etapa Nacional. A estimativa é de que pelo menos 77 equipes sejam classificadas para o nacional, que ocorrerá entre 18 e 20 de março de 2016, em Brasília.

Divididos em duas equipes batizadas de Lego of Olympus e Energybots, os estudantes desenvolveram projetos que ajudam a reaproveitar os resíduos da construção civil e da indústria de móveis.

Desde junho, esses meninos e meninas encaram uma rotina puxada de treinos. De manhã, eles se dedicam às aulas. No período da tarde, enfrentam quase seis horas de exercícios e testes para a competição. A maratona também inclui os sábados.

"Nunca pensei que um torneio de robótica fosse tão divertido. Tenho certeza de que todo o nosso esforço será recompensado"

Marcela Vieira Lima, 14 anos, integrante da Lego of Olympus

A carismática estudante participou da última edição do evento. A ideia da equipe consiste em transformar restos sólidos de alvenaria em blocos de vedação encaixáveis, que podem ser utilizados em diversos tipos de construções.

Conhecimentos
Quando essa garotada começa a falar sobre os processos de construção do projeto ou sobre programação, componentes e sistemas eletrônicos, a percepção do ouvinte é estar diante de especialistas em engenharia. A bagagem de conhecimentos e o vocabulário impressionam quem se propõe a escutar essa meninada. E eles não param. Emendam um conceito em outro e contam com os mínimos detalhes o trabalho elaborado.

Criada em 2013, a equipe dos pequenos deuses do Olimpo sempre se destacou na competição. Nesse mesmo ano, o grupo ficou em primeiro lugar na etapa regional e garantiu a primeira participação no torneio nacional, quando conquistou a 52ª posição. Na temporada seguinte, ficou em terceiro lugar no regional e alcançou o 16º lugar entre as 60 equipes de todo o país. Na edição deste ano, a equipe conta o apoio de duas técnicas e um mentor, cedido pela Universidade de Brasília (UnB).

Integrante da Lego of Olympus, Matheus Queiroz de Assis, 13 anos, diz estar confiante. Ele participou das três edições da competição. “Desde que comecei a fazer robótica aqui na escola, minhas notas aumentaram muito. E bate uma vontade, de no futuro, tentar ser um programador ou um engenheiro”, comenta.

A equipe Energybots desenvolveu uma “Ecomanta”, espécie de manta térmica feita a partir de pó e serragem de madeira, plástico de garrafa pet e embalagem tetra pak triturado. O grupo foi criado em 2014 e também tem o apoio de dois técnicos e um mentor da UnB. Na primeira participação no torneio regional, o coletivo recebeu o prêmio de inovação e criatividade, mas não foi classificado para a Etapa Nacional.

 

Para o desafio deste ano, o grupo está esperançoso. “A equipe se esforçou muito para superar as dificuldades da temporada. Os meninos estão mais maduros e focados”, analisou a técnica suplente do time, Elaine Escola.

Prêmio em Vitória 

Uma terceira equipe da escola, a Lego Field, formada por alunos do ensino médio, foi vencedora do Torneio Regional de Robótica FLL em Vitória (ES). A competição ocorreu na última semana e reuniu 40 equipes dos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Durante a competição, o grupo brasiliense apresentou um projeto que prevê a instalação de um biodigestor anaeróbio no DF. O modelo propõe a transformação do lixo orgânico em energia. Com a vitória, o time garantiu o Champion’s Award, prêmio máximo da competição, e carimbou o passaporte para o torneio nacional.