A competição ocorrerá em Goiânia, nesta sexta-feira (27/11) e no sábado (28). Os 18 alunos do Centro de Ensino Sesi buscam uma vaga na etapa nacional do evento

Portal Metrópoles - 27/11 5:31 , ATUALIZADO EM 27/11 0:24

Um grupo de crianças e adolescentes de 11 a 16 anos do Centro de Ensino Sesi do Gama vem enchendo os corações de professores do colégio e dos pais de orgulho. A meninada vai disputar pelo terceiro ano consecutivo a Etapa Regional Centro-Oeste do Torneio de Robótica First Lego League (FLL). O evento ocorrerá em Goiânia, nesta sexta-feira (27/11) e no sábado (28).

Nessa etapa do concurso, os 18 representantes do Distrito Federal competirão com outros 40 times em busca de uma vaga na Etapa Nacional. A estimativa é de que pelo menos 77 equipes sejam classificadas para o nacional, que ocorrerá entre 18 e 20 de março de 2016, em Brasília.

Divididos em duas equipes batizadas de Lego of Olympus e Energybots, os estudantes desenvolveram projetos que ajudam a reaproveitar os resíduos da construção civil e da indústria de móveis.

Desde junho, esses meninos e meninas encaram uma rotina puxada de treinos. De manhã, eles se dedicam às aulas. No período da tarde, enfrentam quase seis horas de exercícios e testes para a competição. A maratona também inclui os sábados.

"Nunca pensei que um torneio de robótica fosse tão divertido. Tenho certeza de que todo o nosso esforço será recompensado"

Marcela Vieira Lima, 14 anos, integrante da Lego of Olympus

A carismática estudante participou da última edição do evento. A ideia da equipe consiste em transformar restos sólidos de alvenaria em blocos de vedação encaixáveis, que podem ser utilizados em diversos tipos de construções.

Conhecimentos
Quando essa garotada começa a falar sobre os processos de construção do projeto ou sobre programação, componentes e sistemas eletrônicos, a percepção do ouvinte é estar diante de especialistas em engenharia. A bagagem de conhecimentos e o vocabulário impressionam quem se propõe a escutar essa meninada. E eles não param. Emendam um conceito em outro e contam com os mínimos detalhes o trabalho elaborado.

Criada em 2013, a equipe dos pequenos deuses do Olimpo sempre se destacou na competição. Nesse mesmo ano, o grupo ficou em primeiro lugar na etapa regional e garantiu a primeira participação no torneio nacional, quando conquistou a 52ª posição. Na temporada seguinte, ficou em terceiro lugar no regional e alcançou o 16º lugar entre as 60 equipes de todo o país. Na edição deste ano, a equipe conta o apoio de duas técnicas e um mentor, cedido pela Universidade de Brasília (UnB).

Integrante da Lego of Olympus, Matheus Queiroz de Assis, 13 anos, diz estar confiante. Ele participou das três edições da competição. “Desde que comecei a fazer robótica aqui na escola, minhas notas aumentaram muito. E bate uma vontade, de no futuro, tentar ser um programador ou um engenheiro”, comenta.

A equipe Energybots desenvolveu uma “Ecomanta”, espécie de manta térmica feita a partir de pó e serragem de madeira, plástico de garrafa pet e embalagem tetra pak triturado. O grupo foi criado em 2014 e também tem o apoio de dois técnicos e um mentor da UnB. Na primeira participação no torneio regional, o coletivo recebeu o prêmio de inovação e criatividade, mas não foi classificado para a Etapa Nacional.

 

Para o desafio deste ano, o grupo está esperançoso. “A equipe se esforçou muito para superar as dificuldades da temporada. Os meninos estão mais maduros e focados”, analisou a técnica suplente do time, Elaine Escola.

Prêmio em Vitória 

Uma terceira equipe da escola, a Lego Field, formada por alunos do ensino médio, foi vencedora do Torneio Regional de Robótica FLL em Vitória (ES). A competição ocorreu na última semana e reuniu 40 equipes dos estados do Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Durante a competição, o grupo brasiliense apresentou um projeto que prevê a instalação de um biodigestor anaeróbio no DF. O modelo propõe a transformação do lixo orgânico em energia. Com a vitória, o time garantiu o Champion’s Award, prêmio máximo da competição, e carimbou o passaporte para o torneio nacional.

 

O grande derrotado do fim da greve dos professores no Distrito Federal

Blog do Sombra - REDAÇÃO - 12/11/2015 - 16:23:58

 

Há quem duvide, mas o grande derrotado do fim da greve dos professores no Distrito Federal não foi o governo, como muitos insistem. O grande derrotado foi o próprio Sindicato dos Professores. ... Se não, vejamos:

O sindicato, a todo momento, insistiu que não aceitaria o “calote”, fazendo referência ao não pagamento do reajuste salarial conquistado por lei. Antes mesmo do quebra-quebra no Palácio do Buriti, grevistas estenderam uma faixa de praticamente 6 metros com palavras de ordem exigindo o pagamento. Não conseguiram.

Os professores temiam, ainda, o corte dos pontos. Imagina só, comentavam, chegar no salário de dezembro com mais da metade da renda comprometida? Levaram o assunto para a negociação com o governo. Conseguiram o compromisso do Buriti, mas exclusivamente pelo fato de a Procuradoria do Distrito Federal ter avisado ao chefe do Executivo que a categoria deveria, de qualquer forma, repor os dias parados e completar os 200 dias de aula do ano letivo, conforme prevê a Lei de Diretrizes e Bases.

Na reunião que foi convocada com o enfoque de ser aberta, inclusive para a imprensa, não ficou claro o por que dos professores não aceitaram a plateia. Nitidamente incomodados, pediram para negociar em outro ambiente, o que não pegou nada bem. Tanto que voltaram de lá com uma possível negociação de perdão da multa pelos dias parados, fato que beneficia apenas a entidade, e não a categoria.

Analistas procurados pelo Blog comentaram, enquanto acompanhavam o fim da assembleia nesta quinta-feira, o grande jogo de cena criado pelo sindicato para encerrar o movimento com o viés de que “a população não pode mais sofrer”. Papo furado, avaliaram. Na opinião de credenciados, o sindicato estava muito mais preocupado em não “quebrar”, conforme mencionaram inúmeras vezes nas reuniões com o Buriti, do que as tais propostas técnico-pedagógicas protestadas pelos grevistas. Talvez pelo fato de a entidade estar em plena corrida eleitoral para a escolha da nova direção.

Resultado? O pagamento do reajuste tão reivindicado pela categoria não saiu. A manutenção do salário só foi conquistada por respaldo na tal Lei de Diretrizes e Bases, manobra que pareceu ser iniciativa do próprio governo. E a multa do sindicato, que somava mais de R$ 10 milhões, será perdoada pelo governo, bem longe dos holofotes da imprensa.

É, realmente... Depois de tanto quebra-quebra, professores presos, radicalização enfrentamento e quilômetros por horas nos engarrafamentos que várias vezes pararam a nossa cidade, a conquista da categoria foi bem aquém do esperado. Parafraseando Sun Tzu, em A arte da guerra, “a suprema arte da guerra é derrotar o inimigo sem lutar”. Sem querer ser categórico, mas foi o que aconteceu.

Para quem quer se especializar, as inscrições para as pós-graduações da Faculdade Senac estão abertas até o início de novembro. São sete opções de cursos com aulas aos sábados, das 8h às 18h15, sendo: Banco de Dados e Business Inteligence; MBA em Gestão Empreendedora de Negócios; Logística da Cadeia de Suprimentos; Gestão de Pessoas; Gestão de Projetos; Treinamento, Desenvolvimento e Educação Corporativa; e Governança de Tecnologia da Informação.

As aulas iniciarão dia 14 de novembro e vão até maio de 2017. O interessado pode se inscrever no curso até um dia antes. A Faculdade oferece aos primeiros 20 matriculados de cada curso, 70% de desconto na mensalidade. Este desconto não contempla alunos bolsistas e são ofertados nas mensalidades, não no valor da matrícula. O número mínimo para início das turmas é de 20 participantes. Mais informações e inscrições pelo site: www.senacdf.com.br/faculdade.

Senac-DF

 

 

 

 

Por Isabella Alvim e Guilherme Cavalli da Redação do DF Agora - 18/09/2015


A história da analfabeta que encontrou no luto a força para voltar aos estudos

Cercada de 15 mil livros, uma mulher de 55 anos aprende a ler. No dia a dia, Dulcineia, que não conseguia ler, descobriu o desafio que daria novo norte para a vida: manter um sebo. As obras ocupam a casa 66 na quadra 22, Gama (DF), cidade com cerca de 140 mil habitantes, em que 2,27% das pessoas são analfabetas e 32,53% não terminaram o ensino fundamental, segundo pesquisa da Codeplan.

Em uma casa lilás de esquina, ela, de cabelos loiros e curtos, carrega no peito uma medalha de Nossa Senhora da Aparecida. Sorridente, Dulcineia, aluna do Ensino de Jovens e Adultos na cidade, reservou na casa um cômodo para contar a própria história. Ser dona de sebo nem sempre foi o sonho de Dulcineia. “Não gostava de trabalhar com livro e pra mim era um sacrifício ajudar meu marido”.  Hoje, cursando o segundo ano do Ensino Médio, conta das dificuldades de se relacionar com as obras no início de seu trabalho.  “Eu me sentia mal de pegar em livros”.

Em um cômodo de aproximadamente 40 metros quadrados, os livros amarelados pelo tempo contam histórias desde 1800 até os dias de hoje. Do francês clássico ao jurídico brasileiro, há obras de Machado de Assis e Monteiro Lobato em livros que carregam não apenas a própria história, mas também a de Dulcineia. E, diante de tantos livros, por que nunca aprendeu a ler? A explicação é que não foi a prioridade. Hoje é. “Minha vida sempre foi em função da filha e do esposo”, conta.

A foto antiga em uma moldura marrom entre estantes amarelas e livros de segunda mão lembra Dulcineia das alegrias e tristezas que mudaram o rumo da própria vida vida. O retrato congela a da troca de alianças, momento em que Dulcineia e Adhemar começaram a jornada juntos, aos 17 anos. Sem estudar desde os 15, passou a trabalhar como manicure.

“Montei um salão em casa para trabalhar. Sempre fui muito ativa. Meu esposo sempre admirou isso em mim”.

Luto

Emocionada, Dulcineia conta como o marido foi apaixonado por livros e dedicou a vida ao aprendizado. Realizou o sonho de abrir o próprio sebo, sempre rodeado de intelectuais “Quando os professores vinham ao Sebo, era uma festa”, lembra Dulcineia.

Após um ano e meio com o próprio negócio, quando começou a caminhar em meio as estantes, Dulcineia percebeu que o marido não estava bem. A necrose óssea obrigou o livreiro a engavetar parte da história junto aos livros. A doença o impossibilitou de permanecer trabalhando. “Ele chegava à livraria, fechava as portas e deitava no sofá passando mal”, lembra.  “Não tinha mais condição e precisamos fechar o sebo”, lamenta.

Do sofá do sebo, Adhemar passou a enfrentar movimentos limitados. “Ele não saía de dentro do quarto”.

Em agosto do ano passado, Adhemar morreu e deixou Dulcineia apenas na companhia dos livros.

Superação

Com 32 dias da morte do marido, Dulcineia decidiu dar um novo passo. “Ou eu morria de depressão, ou tomava um novo rumo na vida”. “Não é porque Adhemar tinha morrido que eu iria morrer junto com ele”. Em um recomeço, a esposa do livreiro decidiu voltar a estudar e deixou de alimentar a estatística de analfabetos. Da insatisfação com os livros ao amor ao conhecimento, a senhora da quadra 22 desejou e superou o luto ao seguir os passos do marido. “Eu quero estudar e quero provar para mim mesmo que eu sou capaz”.

A motivação veio da filha, Vanessa Sampaio. “Ela sempre me falava pra voltar a estudar, mas para mim era um sonho fora da realidade”, comenta. Assim como o sebo, o desejo de estar em uma sala de aula tornou-se realidade. Dulcineia procurou uma escola de Educação para Jovens e Adultos, onde se redescobriu. “Eu não via a hora de começar essas aulas”

Agora, a mulher que estava diante de 15 mil livros passou a dar valor às obras, antes motivo de sofrimento. Quando decidiu se aproximar dos professores, desta vez para estudar, Dulcineia encontrou dificuldades. “Uma das amigas me disse: Dulcinéia, o que você está fazendo aqui? Você é viúva, tem sua casa, tem um carrinho, sua filha já é casada, o que você está fazendo aqui?”. Persistente, Dulcineia tinha objetivos muito claros. “Eu quero conhecimento. Eu quero saber. Eu quero escrever um bom texto”.

Hoje, prestes a se formar, Dulcineia projeta os próximos passos. “Quando eu concluir uma faculdade, posso ajudar alguém a tirar esse medo de estudar”. Como vitória para essa jornada, Dulcineia deseja inspirar outras pessoas a vencer o desafio de abrir um livro. “Se eu fizer uma pessoa voltar para um banco de escola e sentir o prazer que eu sinto de estar aqui, pra mim já é uma vitória e já ficaria totalmente realizada”.

A escola, que foi inaugurada em 2006, tem baixa evasão estudantil e os alunos, para entrar, disputam a vaga em concurso público. No último exame, mil inscritos disputaram 80 vagas

Uma escola pública no Distrito Federal se destaca das demais. No Cemi (Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional) do Gama, o ensino, além de profissionalizante, também é em tempo integral.

A escola, que foi inaugurada em 2006, tem baixa evasão estudantil. “Depois que os alunos se adaptam ao ritmo intenso da escola, a evasão cai. No 3° ano, nosso índice é de 0%”, explica o diretor. De acordo com o diretor Ariomar Nogueira, a evasão no 1° ano é de 1,5%. Dados da Secretaria de Educação informam que, em todas as outras escolas do DF, nas turmas de 1º ano do ensino médio, a evasão é de 8,6%.

Os alunos ingressam no Cemi apenas no 1° ano, selecionados por meio de concurso público. O edital de convocação é publicado no DODF (Diário Oficial do DF). Em 2015, foram mais de 1.000 inscrições para concorrer  às 80 vagas ofertadas.


Dedicação

Os alunos ficam na escola das 7h30 às 17h45. Lá assistem a 10 aulas por dia e fazem todas as refeições. Para o diretor, além do empenho dos alunos, a dedicação do professor também é uma das causas do bom desempenho da escola. “Aqui os professores são dedicados. Temos muito trabalho, muitos projetos são tocados paralelamente às disciplinas”, afirma Ariomar.

“Essa escola tem um ritmo intenso para o professor. Sempre tem atividades e projetos. Precisamos estar atualizados”, garante o professor de física, Aldeny Lopes.

O professor conta que os alunos têm o seu número de celular e que, a qualquer momento, ele está disposto a tirar dúvidas. “Aqui os alunos aproveitam bem o seu tempo de estudos e, se surgir alguma dúvida, eles me chamam pelo WhatsApp.


Projetos pedagógicos

São vários os projetos pedagógicos do Cemi. Para a direção, esses projetos fazem o diferencial da escola e estimulam o convívio do aluno com o professor, já que ambos se envolvem em todos os processos, o que deixa a relação entre eles mais próxima.

No projeto Sarau, que faz muito sucesso, os alunos desenvolvem trabalhos de dança, música e teatro.

Na área cultural, o Cemi Curta, projeto de curta-metragem, é direcionado à consciência negra e desenvolvido na área de ciências humanas pelos professores de sociologia, filosofia, história e geografia.

Outro projeto de destaque da escola é a Expo Cemi – feira de tecnologia – que teve início na quinta-feira (27) e vai até domingo (30). Durante seis meses, os alunos desenvolvem plataforma ou aplicativos que são apresentado no dia da feira.

No projeto Saída de Campo, as turmas viajam para conhecer museus ou parques dedicados à história natural e do cerrado. Todo o conteúdo estudado é cobrado em prova. As viagens são feitas para localidades próximas, como Pirenópolis e Chapada dos Veadeiros.

Para Maria Celia, aluna do 2º ano, o Projeto Cemi Empresa é o que mais agrada. “É muito legal, porque a gente assume vários cargos na empresa”. Nesse projeto, cada aluno tem sua função na organização da empresa, de almoxarife a presidente, e aprendem a administrar. O projeto final da disciplina Organização e Norma da Área Técnica é avaliado pelos professores.

Enem

A metodologia utilizada e o esforço desenvolvido pela direção e pelos professores, além do empenho dos alunos, vêm rendendo frutos. No último resultado do Enem, divulgado em agora em agosto de 2015, a escola ficou à frente de escola tradicionais do Distrito Federal, sendo superada apenas pelos colégios Militar de Brasília e Dom Pedro II.

No Circuito de Ciências das Escolas da Rede Pública de ensino em 2014, o Cemi-Gama ganhou as cinco medalhas de premiação. 

Vale a pena destacar que, no ranking do Enem, todas as escolas públicas do Distrito Federal ficaram bem atrás de escolas públicas de outras unidades da Federação.

Falta investimento

Mas, apesar do desempenho, nem tudo é fácil para o Cemi-Gama. A direção reclama de falta de investimentos por parte do governo. Segundo o vice-diretor a verba recebida pela escola em 2014 foi de R$ 5 mil, através do PDAF (Programa de Descentralização Administrativa e Financeira). “Este ano com a primeira remessa recebida do PDAF só conseguimos pagar dívida do ano anterior”, desabafa Carlos Lafaiete Formiga, informando que a primeira parcela recebida em 2015 foi no valor de R$ 56 mil.

 

Formiga lembra, por exemplo que a escola oferece curso profissionalizante de técnico em informática, o que torna necessário o investimento em laboratórios e reposição de equipamentos. “Quando vi os laboratórios dos Institutos de Educação que foram mais bem colocados no Enem, fiquei impressionado com a qualidade. Enquanto isso, a gente trabalha com laboratórios precários. Além de impressionado fiquei indignado”, ressalta o vice-diretor.

O diretor Ariomar Nogueira também falou sobre a necessidade de equipamentos para as dinâmicas das aulas, já que a escola precisa investir em tecnologia. “Hoje uma tela interativa faz falta, faltam livros técnicos e verba de capital para comprar suítes e cabos”, especifica.

Parcerias

A direção da escola também lembra que as escolas públicas mais bem colocadas na classificação do Enem tanto do estado de Minas Gerais quanto de Goiás são federais. Os Institutos Federais de Educação do Goiás das cidades de Itumbiara, Luziânia e Goiânia, por exemplo ficaram na frente de todas as escolas públicas do DF.

O diretor do Cemi lembra que no DF não existe acordo formal com a Universidade de Brasília, o que seria muito enriquecedor para a qualidade do ensino. Ele ressalta que as bolsas de estudo já ajudariam os alunos a pagar a produção dos projetos de ciência e investir nos livros. “Eles teriam mais condições financeiras para desenvolver estudos e projetos e teriam mais contatos com os professores universitários, o que seria um grande ganho”, classifica Ariomar.

Especialista

O professor Célio da Cunha, especialista em educação, aponta alguns fatos para justificar a queda da qualidade do ensino público no DF nos últimos anos.

“Brasília viveu muita instabilidade política nos últimos anos. Foram muitas mudanças de governos, vivemos a ameaça de intervenção, um mandato tampão. O último governo, todos sabemos o tamanho do rombo que deixou”, lembra Cunha.

Ele ressalta que precisamos de gestões continuadas de educação, ética e continuação nas políticas públicas de educação, valorização do magistério e um diálogo maior entre o secretário de educação e os professores. “É preciso instaurar um clima de confiança no DF na área da educação.” 

Secretaria

Até o fechamento desta reportagem, a Secretaria de Educação não tinha respondido ao pedido de entrevista com o secretário para falar sobre a qualidade do ensino  Distrito Federal.

Cemi do Gama, TV Fato
 

Cidade recebe a penúltima etapa do evento que vai selecionar projetos para o Circuito Distrital

BRASÍLIA (27/8/14) – O 4º Circuito de Ciências chega ao Gama em sua penúltima etapa nesta sexta-feira (29). O evento, que apresenta trabalhos desenvolvidos por professores e alunos das escolas públicas do Distrito Federal, tem entrada gratuita e será realizado no hall de entrada do Estádio Bezerrão, das 9h às 17h.

Após passar por 12 regionais de ensino, o 4º Circuito de Ciências encerra as apresentações no próximo dia 3 de setembro, quando chega a Planaltina. Todos os trabalhos serão avaliados por professores e alunos universitários, e os melhores participarão do Circuito Distrital nos dias 18, 19 e 20 de setembro.

"Na mostra distrital, eles serão novamente avaliados e os três melhores projetos em cada categoria irão para a feira nacional, que acontece durante a Semana de Ciência e Tecnologia, um evento organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) entre os dias 13 e 10 de outubro", disse a chefe do Núcleo de Ciência e Tecnologia, da Coordenação de Ensino Fundamental, Ana Karina Braga Isaac.

SERVIÇO:

IV Circuito de Ciências

Etapa: Gama

Dia: sexta-feira (29)

Local: Estádio Bezerrão (hall de entrada)

(A.A./C.C*)

Fonte: Agência Brasília - 27/08/2015 - 12:26