Solenidade de certificação acontecerá no dia 8 de dezembro, no Câmpus I, em Águas Claras, com a formatura de aproximadamente 300 estudantes

 

O Projeto Alfabetização Cidadã da Universidade Católica de Brasília (UCB), em parceria com o Rotary Club Distrito 4530 e a empresa Sustentare Ambiental (SLU), realizará no dia 8 de dezembro, às 19h, a formatura, em nível fundamental, de 291 estudantes da comunidade local. O projeto é voltado a pessoas em situação de vulnerabilidade social com mais de 18 anos de idade com o objetivo de desenvolver potencialidades e capacidades relacionadas à leitura, à escrita, além de tecnologias de linguagem, dentro de um quadro amplo de educação para a cidadania. 

Desde 1997, mais de 10 mil pessoas tiveram suas vidas transformadas pela educação por meio do projeto. Neste ano, com 525 inscritos, o projeto contou com 16 turmas de alfabetização, apadrinhadas pelo Rotary Club e pela empresa Sustentare Ambiental (SLU), acompanhadas por alfabetizadores do projeto. O curso de alfabetização é constituído por módulos com duração de nove meses, sendo um voltado à capacitação inicial de alfabetizadores e os demais para realização das aulas. Os voluntários recebem bolsa auxílio pelo serviço e treinamento da UCB para lecionar.

As aulas são ministradas por estudantes da Universidade ou de outras instituições e comunidade, e realizadas na UCB, em regiões administrativas do DF (Areal, Samambaia Sul e Norte, Riacho Fundo II, Varjão, Recanto das Emas, Brazlândia, Varjão, Taguatinga, Gama, Santa Maria, Sobradinho e Águas Lindas) e na sede da Sustentare Ambiental, na Asa Sul, nos turnos matutino, vespertino e noturno. 

Inscrições

As inscrições para novos estudantes do projeto de alfabetização serão abertas em janeiro de 2017. O requisito é ser maior de 18 anos e ter renda per capita de até R$ 400.

Serviço

Formatura estudantes Projeto Alfabetização Cidadã

Data: 8 de dezembro, no Auditório do Bloco Central, da Universidade Católica de Brasília

Endereço: Câmpus I - QS 07 – Lote 01 – EPCT – Águas Claras – Brasília

Horário: às 19h

Entrada: Franca

Informou Gerência de Comunicação e Relacionamento - UCB

(61) 3356-9002 | 9278 | 9116-4193

Da Redação do Jornal de Brasilia - 25/10/2016



O professor Sebastião Ivaldo e os alunos João Paulo Dias e Francisco Ricardo desenvolveram trabalhos apresentados na Mostratec. Foto: Angelo Miguel

Estudantes do Centro de Ensino Médio 02 do Gama, que fazem parte do grupo de jovens pesquisadores da escola, se preparam para representar o Distrito Federal na 31ª Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que acontece em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, no Cento de Eventos da Fenac, de hoje a 28 de outubro de 2016. Considerada a maior feira do gênero na América Latina, a mostra reúne 420 projetos de jovens cientistas de 14 a 20 anos.

Em 2003 foi criado na escola o projeto Clube da Ciência com a proposta de intensificar o ensino científico e tecnológico aos alunos que demonstram interesse pela área. Apesar das limitações técnicas, científicas e tecnológicas, os professores se empenham, por meio de cursos, pesquisas e ajudas de estudantes universitários, na formulação dos projetos.

A aluna do terceiro ano Sthefany Aline Dutra, orientada pelos professores Sarah Cristina, Elson Rangel Calazans e Marcus Vinicius, realizou um estudo com plantas presentes na Região Centro-Oeste, que são resistentes ao sol, para viabilizar um óleo contra os raios ultravioleta, principais ocasionadores de doenças de pele, como o câncer.

Ponto de vista

O vice-diretor do CEM 02, Julio Campos, ficou surpreso com o interesse dos alunos por ciência e tecnologia. Para ele, muitos ainda enxergam o aluno de escola pública como aquele que não tem interesse por pesquisa, quando na verdade o que não há é oportunidade. “O ensino médio atual é uma fábrica de fracassos, ele é caro e não dá a retribuição que a sociedade precisa. A culpa é da estrutura como um todo, assim como do governo”, disse. Segundo ele, os alunos precisam sair dessa forma de ensino “quadrada”, pois isso limita a educação. “O aluno só vai demostrar interesse quando vierem oportunidades. Tem que haver parceira por meio do governo, direção, professor e estudante” resume.

A pesquisa, que leva o nome de “Análise de diferentes óleos essenciais, extraídos de plantas do Cerrado, para a proteção contra a radiação UVC”, foi selecionada para ir para a amostra neste ano devido sua eficácia e contribuição social. Sthefany, apaixonada por inglês, conta que, antes de se envolver com ciência, sonhava em estudar Relações Internacionais, mas após dar início aos projetos de pesquisa os planos mudaram. Farmácia e Biotecnologia estão na lista de profissões que pode seguir.

“Mudei meus planos depois que comecei a me envolver mais nos projetos de ciências da escola. Hoje, sou apaixonada por pesquisa científica. Para mim, é maravilhoso participar da mostra, poder trocar conhecimento com outros competidores e também explicar meus projetos para o público”, diz.

A aluna, que embarcou no domingo com mais três competidores da escola para a mostra, avalia que a mostra é uma oportunidade de ampliar conhecimentos.

Estudantes ansiosos

Outro projeto que também será apresentado no evento é o dos jovens pesquisadores Francisco Ricardo e Deborah Francis, que realizaram um estudo para verificar a quantidade de partículas presentes na atmosfera, que contribuem de forma significativa para uma série de doenças respiratórias. Orientados pelos professores Adriana Brugin e Sebastião Ivaldo, os alunos também selecionados para o Mostratec, estão ansiosos para participar do evento. Por falta de recursos financeiros, apenas Deborah fará a viagem.

“Eu não fazia ideia da dimensão do projeto. Estou muito feliz e triste por não poder ir para a competição, infelizmente os custos são caros. Deborah vai representando a dupla e a escola, isso pra mim é gratificante. Estou muito feliz” disse Francisco Ricardo.

Sebastião Ivaldo, coordenador do projeto e supervisor pedagógico da escola, pondera que é difícil trabalhar por conta da falta de recursos financeiros, mas o trabalho em equipe, em meio aos professores e alunos que demonstram total interesse em estudar, ajuda de forma significante, tanto para ele, como professor, como para a vida acadêmica dos alunos envolvidos.

“Abracei esse projeto da escola e para mim é maravilhoso ver esses meninos crescendo e indo competir em eventos importantes como a Mostratec. Quando faltam recursos, a gente dá um jeito, faz rifas, procura por ajuda de colaboradores, tira do próprio bolso, mas jamais desistimos. Sou orgulhoso em poder estar envolvido com essa equipe” disse.

Projeto de sucesso que também segue para a mostra é o do aluno João Paulo Dias de Oliveira, que desenvolveu o Damac – Dispositivo Auxiliar de Monitoramento das Acelerações em Coletivos. O trabalho, orientado por Sebastião Portella, é um sistema que verifica as acelerações e desacelerações dos ônibus, com indicadores nas cores verde, amarela e vermelha, dando ao motorista noções dos níveis de aceleração do veículo para estabelecer um padrão de conforto para aos passageiros durante as viagens do coletivo. O feito não resolve o problema da falta de comodidade nos ônibus, mas ameniza a falta de conforto durante o trajeto.

Recursos foram repassados por meio de emendas parlamentares, no âmbito do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF)

POR FERNANDO JORDÃO - AGÊNCIA BRASÍLIA - 17/10/2016 - 11:11:36
 

As Coordenações regionais de Ensino (CREs) do Distrito Federal vão receber R$ 7,16 milhões para arcar com despesas de custeio, como comprar material didático, fazer manutenção de equipamentos e pequenos reparos, além de executar projetos pedagógicos. A verba foi destinada às 14 unidades executoras por meio de emendas parlamentares, no âmbito do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF). O repasse foi publicado nas edições dessas terça e quinta-feira (11 e 13/10) do Diário Oficial do Distrito Federal.

Ao todo, oito parlamentares realizaram nove repasses às CREs. Os autores das emendas são os deputados distritais Chico Leite (Rede), Professor Reginaldo Veras (PDT), Juarezão (PSB), Wasny de Roure (PT), Telma Rufino (Sem partido), Julio César (PRB), Joe Valle (PDT) e Professor Israel (PV).

Antes desses repasses, a deputada Liliane Roriz (PTB) já havia destinado R$ 5 milhões para serem aplicados na conservação e manutenção das estruturas físicas das escolas da rede pública do DF. Desse montante, R$ 4 milhões já foram utilizados em reparos nas unidades escolares e o outro R$ 1 milhão – liberado na última semana – terá a mesma destinação.

PDAF

O Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF) tem como objetivo dar autonomia financeira às escolas da rede pública e às Coordenações Regionais. Os recursos repassados por meio do programa devem ser usados para despesas de custeio. Cabe ao conselho escolar definir as necessidades e as prioridades para melhor aplicação da verba.

Neste ano, foram liberados cerca de R$ 46 milhões diretamente para as escolas públicas. O segundo repasse foi liberado, desde o dia 9 de setembro, no valor em R$ 21.791.911,48 milhões.

A verba é destinada a 681 unidades escolares e deverá ser utilizada para manutenções em geral, serviços e bens de consumo, como material didático. A liberação do recurso financeiro para as contas bancárias das escolas está condicionada à entrega da prestação de contas dos repasses anteriores à Secretaria de Educação.

O valor a ser transferido para cada estabelecimento educacional e cada coordenação regional de ensino é calculado pelo número de estudantes e também permite o acréscimo de adicionais, dependendo das características das escolas — algumas têm piscinas e outras, ações específicas referentes a ensino integral ou técnico, por exemplo.

A utilização da verba do programa é permitida somente para despesas de custeio: comprar material didático e fazer manutenção de equipamentos e pequenos reparos, além de executar projetos pedagógicos. Cabe ao conselho escolar definir as necessidades e as prioridades.

MP é alvo de crítica

POR JULIA CHAIB - CORREIO BRAZILIENSE - 24/09/2016 - 20:44:52

A Medida flexibiliza o currículo e aumenta a carga de 800 para 1.400 horas anuais progressivamente.

Publicada ontem no Diário Oficial da União, a Medida Provisória que prevê uma ampla reforma no ensino médio é ponto de divergência entre especialistas e será questionada juridicamente. A MP tem aplicação imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias. Partidos de oposição vão ao Supremo Tribunal Federal (STF) questionar a constitucionalidade da proposta. Nesta semana, o Ministério Público Federal criticou a forma de implementação da reforma, sob o argumento de que a medida foi construída sem o amplo debate.

Apresentada na quinta-feira, a MP flexibiliza o currículo da etapa escolar, aumenta a carga de 800 para 1.400 horas anuais progressivamente para implementar o tempo integral e estabelece que, em até 50% do ensino médio, o aluno deverá cursar disciplinas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), em discussão. Já na outra metade, o estudante poderá escolher entre cinco ênfases: linguagens; matemática; ciências da natureza; ciências humanas, e formação técnica e profissional. Hoje, são 13 as disciplinas obrigatórias na etapa. A MP abre brecha para que alguns dos componentes deixem de ser obrigatórios, embora o Ministério da Educação (MEC) negue.

O texto retira a obrigatoriedade do ensino de educação física, artes, sociologia e filosofia, por exemplo, até que seja publicada a BNCC. Uma alteração no artigo 4º da MP, feita em relação ao texto inicialmente distribuído à imprensa, garante que essas disciplinas não poderão ser retiradas até a base ser construída. Integrantes do MEC e outros especialistas afirmam que a tendência é que todos componentes sejam mantidos na lista de conteúdos obrigatórios a serem ministrados em pelo menos metade da etapa. Mesmo assim, o ponto é polêmico.

O PSol já prepara uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adi) contra a proposta. “Queremos apresentar o mais rápido possível. A medida restringe o pleno acesso direito dos alunos ao currículo escolar”, disse Luiz Araújo, presidente nacional do Psol e professor da faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB).

A principal polêmica em torno da reforma é o fato de ela ter sido editada por MP. Tramita no Congresso desde 2013 um projeto de lei sobre o assunto. O Ministério Público Federal publicou nota nesta semana, mesmo antes de a MP ser publicada, em que avalia que a medida é um instrumento “temerário” e “pouco democrático”. Elaborada pelo Grupo de Trabalho em Educação da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), a nota diz que é uma “ilusão” do governo imaginar que pode apresentar soluções sozinho para problemas complexos. “Mais que inefetiva, a apresentação de soluções fáceis para problemas complexos é um erro perigoso”, finaliza.

O coordenador da Campanha Nacional pela Educação, Daniel Cara, diz que, embora o tema esteja em discussão há anos, a MP inova em alguns pontos, como abrir brecha para que disciplinas deixem de ser obrigatórias. “O conteúdo da reforma é novo. Por isso, não poderia ser por medida. Para uma reforma dar certo, ela precisa do envolvimento dos professores, dos alunos. O governo errou no método, no conteúdo e na arrogância de acreditar que está salvando a população”, diz.

O coordenador diz também que a MP tira a relevância de disciplinas como artes, sociologia, e educação física. E, para Cara, por mais que o MEC diga que o conteúdo constará da base comum, não há garantia de implementação, porque não constam mais da lei e porque os estados ficarão livres para definir seus currículos.

Segundo Cara, a flexibilização do ensino não era um consenso dentro do debate. O ideal, para ele, era que seguisse a discussão no projeto de lei. “Daí a considerar que os secretários de educação, que há anos não realizam uma educação, e os empresários vão trazer a solução é muita ingenuidade”, disse. Da forma como está, na avaliação do coordenador, a MP acelera a profissionalização técnica dos alunos que pode descambar em desigualdade. “O que o governo está fazendo é trazer a divisão. Os tomadores de decisão, com acesso ao conhecimento amplo, e os subordinados”, diz.

Três perguntas para

Renato Janine Ribeiro,,ex-ministro da Educação

Em que pontos a MP inovou?

Inovou, primeiro de tudo, por ser uma MP. É raro o Congresso fazer um trabalho tão dedicado, tão bom, quanto o que fez com a comissão do ensino médio. Então, ali era um ponto de partida já discutido na Câmara, e quando fosse para votação em Plenário e tudo mais, abriria um espaço de discussão maior para a sociedade, que poderia aperfeiçoar o projeto. Outro ponto é o de concepção: o ensino médio é médio porque tem algo antes e depois. A obrigatoriedade do estudo não termina no ensino médio. Ele não forma a pessoa por “completo”. O sentido de fazer uma reforma do ensino médio é recuperar o ensino médio num objeto dele próprio e não só preparado para uma prova ou para o ensino superior. Mas há um ponto que me parece diferente da concepção que o MEC tinha na minha época. Quando você tira artes, educação física, filosofia, sociologia, você tira disciplinas importantes para a formação da pessoa. E se você prioriza matemática, português e inglês, você quer ter mais uma formação de desempenho e perde de vista elementos importantes. A educação física protege a saúde, a arte incentiva a criatividade, a filosofia pode ser uma porta pela qual a ética e política são desenvolvidas. A retirada da obrigatoriedade delas não é questão de conteúdo, mas de formação da pessoa.

O governo diz que as disciplinas não foram retiradas. Que, no lugar da Lei de Bases da Educação, elas deverão constar na Base Nacional Comum Curricular, que deverá ser cursada em pelo menos metade da etapa. O senhor acha que elas ficarão? E que deveriam constar na base?

É uma MP complicada de compreender, ela modifica várias leis. Não é um texto orgânico. Eu considero que essas disciplinas são importantes para a formação da pessoa. No tocante às ênfases, houve um problema, tinha quatro áreas. Agora são cinco. Segundo o que vem sendo noticiado, em primeiro lugar, cada escola seria obrigada a dar pelo menos duas dessas ênfases. Então, esse ponto eu acho preocupante. Significa que você tem cinco caminhos para tomar e cada escola é obrigada a dar a pelo menos duas. Especialmente no interior, nas periferias, onde há menos alunos ou menos oferta de professores, a opção pode ficar muito limitada. Pode ocorrer uma situação de ter alunos que querem seguir focos e não vão ter oportunidade porque não vão ser oferecidos. Se você tiver uma demanda, a lógica é que eles vão oferecer os dois cursos mais demandados. E quem não tiver num lugar muito central, será prejudicado nas ofertas.

O problema, então, não é a flexibilização em si?

Da flexibilização, eu sou a favor. A questão é que não sei se isso vai ser realizado. Se o aluno vai poder escolher ou será escolhido. De algumas matérias, ele pode ser privado. Se você oferecer em uma escola ciência da natureza e matemática, provavelmente, não vai ter filosofia, por exemplo.

Artigo 1

por Adriana dos Reis Ferreira

Edição de MP é retrocesso

O aumento da carga horária dos alunos não garantirá a melhoria da qualidade do ensino e a escola em tempo integral não será o único mecanismo para resolver as mazelas sociais da educação e da juventude

Qualquer encaminhamento acerca da educação pública brasileira não pode ser conduzido por meio de medida provisória, nem tampouco ancorada nos interesses de secretários estaduais e municipais (conservadores) de educação e nas diretivas de instituições multilaterais como o Banco Mundial. Deveria envolver as comunidades escolares por meio das suas representações, as entidades nacionais que envolvem educadores e instituições de ensino superior. Esta medida, além de desconsiderar todo o acúmulo de estudos já realizados por especialistas no Brasil, contraria o que está posto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, bem como as Diretrizes do ensino médio, aprovadas em 2011 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e que foram democraticamente estabelecidas. Política de educação estabelecida por Medida Provisória é um retrocesso no sistema educacional brasileiro;

Nenhuma mudança na educação pode ser conduzida sob a afetação de processos de avaliação quantitativos conjunturais, com a construção de avaliações que acentuem a ideia de terra arrasada, mas, sim, de avaliações qualitativas e quantitativas estruturais do sistema de ensino e da realidade socioeconômica do país no seu tempo presente.

Trata-se de uma medida imediatista, conduzida em um contexto nacional marcado por uma crise institucional, que vislumbra solucionar todos os grandes problemas da Educação Básica. O aumento da carga horária dos alunos não garantirá a melhoria da qualidade do ensino e a escola em tempo integral não será o único mecanismo para resolver as mazelas sociais da educação e da juventude.

Esta medida tem o apoio das secretarias estaduais de Educação, pois é apresentada em articulação com medidas supostamente voltadas para resolver a “falta” de professores, mas que na verdade agride a carreira docente pela dispensa da formação do professor e pela desqualificação da profissão de professor, com desdobramentos nos curto, médio e longo prazos. Para os governos estaduais, como a reforma possibilita um estudo mais genérico, de unificação de disciplinas, facilitaria a redução do quadro de professores, a desarticulação entre a área de formação e a área de atuação do docente, a não realização de concursos e a contratação de forma temporária e/ou por organizações sociais (o que hoje já é uma realidade no estado de Goiás), de acordo com a demanda da escolha dos estudantes. Ademais, a medida permite que profissionais com notório saber possam dar aulas de conteúdos de áreas afins à sua formação.

A precarização do ensino também será um reflexo tanto na rede pública federal quanto nas redes estaduais e municipais, bem como na rede privada. A escola terá autonomia para definir seus currículos, o que poderá fazer com que ela se torne especializada em uma determinada área e deixe de ofertar outras.

Pró-reitora de Ensino, Instituto Federal de Goiás

Artigo 2

por Júlio Gregório Filho, Professor de Química e secretário de Estado de Educação do Distrito Federal

Motivos para celebrar

A MP levantou os debates com toda a força necessária. Agora, a decisão será do Congresso Nacional, com a influência legítima de todos os setores da sociedade. É importante que a discussão seja feita com estudantes, professores e gestores para que se alcance os melhores resultados

Temos motivos para celebrar com alegria a abertura desse debate. Primeiramente, a necessidade de reforma do ensino médio não é uma novidade. Desde 2012, são feitas discussões a respeito do tema no Conselho de Secretários Estaduais de Educação.

Com a atual reforma, proposta pelo MEC, o estudante terá liberdade para escolher as matérias após ter cursado os componentes da Base Nacional Curricular Comum. Assim, ele montará sua própria trilha de aprendizagem, sendo protagonista da sua formação educacional.

Nos termos da MP, Português, Matemática e Inglês serão as únicas matérias obrigatórias em todas as etapas do ensino médio. As demais serão ofertadas pela escola, mas caberá ao estudante eleger as que cursará para conclusão do seu ensino médio.

O objetivo desta alteração é reduzir a quantidade de matérias obrigatórias para o estudante — atualmente são 13 — a fim de que ele possa cursar, de forma mais aprofundada, os componentes alinhados com a sua aptidão ou desejo de atividade profissional futura.

Entende-se que, em todos os componentes curriculares, inclusive Artes e Educação Física, o estudante poderá se aprofundar. Isso porque, com carga horária maior em cada componente, terá maior aproveitamento, em decorrência de haver menor número de disciplinas a serem cursadas ao mesmo tempo.

Um curso ofertado com 5 ou 6 aulas semanais propiciará esse aprofundamento. Além disso, em disciplinas como Educação Física, a prática de uma modalidade será mais prazerosa e terá maior eficácia. O mesmo pode-se pensar a respeito das Artes, que deixam de ser desenvolvidas por meio de dois encontros semanais — regra geral na clássica sala de aula — para espaços temporais mais amplos.

Quanto à possibilidade da contratação de professores com notório saber, esse mecanismo se restringe a matérias cuja formação profissional prescindem de cursos de licenciatura, como já ocorre no Pronatec. Isso pode ser ilustrado pelo curso de enfermagem, que possui em seu currículo o laboratório de análises clínicas, trabalho feito por um profissional formado num curso de biomedicina. Como esse profissional não é licenciado, não pode, nos termos da lei vigente, lecionar. Desse modo, a escola acaba tendo que lançar mão de um professor de biologia ou de química para suprir essa necessidade, para a qual não possui formação específica.

Finalmente, compreende-se que a MP levantou os debates com toda a força necessária. Agora, a decisão será do Congresso Nacional, com a influência legítima de todos os setores da sociedade. É importante que a discussão seja feita com estudantes, professores e gestores para que se alcance os melhores resultados. Como está, não está bom.

Relatoria da MP ficará com o Senado

A medida provisória que propõe uma reforma no ensino médio chegou ao Congresso ontem sob o número 746. A primeira reunião da comissão mista formada por deputados e senadores para debater o assunto deve acontecer na semana após as eleições municipais. Caberá aos líderes das bancadas indicar os membros da comissão. Pelo rodízio estabelecido, a presidência deverá ficar com um deputado e a relatoria com um senador. Ao todo, 24 parlamentares — 12 senadores e 12 deputados — farão parte do colegiado.

O Instituto Resgatando Valores está retomando o trabalho com a ajuda do voluntariado 

Projeto Adote uma Escola é lançado no Centro de Convenções

No evento Nova Geração que aconteceu neste fim de semana, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, o Instituto Resgatando Valores fez o lançamento da nova fase do projeto Adote uma Escola neste domingo dia 07, com a presença de um público de 4 mil jovens. 

O projeto Adote Uma Escola começa com o apoio de empresários da cidade e de voluntários dispostos a incentivar o futuro de alunos das escolas públicas do DF por meio de reformas que vão desde pequenos reparos na infra-estrutura a doação de mobiliários e materiais pedagógicos, reforma de laboratórios, oferta de cursos profissionalizantes e ações que atendam às demandas solicitadas por alunos e professores, para que tenham condições de incentivar o crescimento da área da educação.

O voluntariado nas escolas é a semente que irá germinar para atender à sociedade com justiça e igualdade, buscando a realização de um futuro melhor para crianças e jovens que lutam para realizar seus sonhos, e hoje estudam em escolas de baixa qualidade de estrutura e ensino. O projeto visa alcançar deficiências setoriais ainda desconhecidas pelo governo por causa da burocracia existente na máquina pública.

O administrador do Lago Sul e coordenador do projeto Alessandro Paiva explicou que esse trabalho existe há pelo menos 08 anos e reformou escolas como o Setor Leste na Asa Sul, por exemplo.

O Instituto Resgatando Valores está retomando o trabalho com a ajuda do voluntariado, sem fins lucrativos, que pretendem doar, não apenas dinheiro, mas também força de seu trabalho, alcançando a concretização real da fé por meio das obras sociais. Esse é o verdadeiro significado do amor ao próximo. Vamos ser um grande exército acampado em tendas dentro das escolas, que serão nossa base de apoio, deixando para as próximas gerações a continuidade do que estamos fazendo hoje.

Para ser um voluntário da nobre obra do adote uma escola, é só acessar o site www.adoteumaescola.com.br e fazer seu cadastro.

BLOG DO CALLADO - 09/08/2016 - 11:54:33

Esses dois alunos do Centro de Ensino Médio Integrado à Educação Profissional Técnica do Gama(CEMI), Victor Kaio Rodrigues e Mateus Caixeta Brito, ao lado da professora e orientadora Alba Maria Cúrcio, receberam do deputado Wasny de Roure, três Moções de Louvor, pela conquista do 1º lugar no Prêmio Brasília Ciência, Tecnologia e Inovação, com o Projeto Alarme Health II, que avisa pessoas sobre horário para se tomar medicamentos, via aplicativo de celular. O projeto desenvolvido auxilia pessoas que trabalham com idosos a avisar os horários precisos das medicações. Uma facilidade a mais para ajudar idosos e cuidadores. Eles foram selecionados durante a XXI Feira Pernambucana Ciência, Tecnologia e Informação, categoria Estudante Destaque (FAP 2015). Um projeto inovador que merece o reconhecimento da sociedade.