Festa do Livro

O Instituto Federal de Brasília (IFB), Campus Gama, surpreende a cidade com uma programação riquíssima no ponto de vista da literatura: a Festa do Livro realizada pelo Clube do Livro da unidade. O ato atraiu 120 pessoas aconteceu no ultimo sábado, dia 14 de novembro. Na programação, diversas atrações temáticas aconteceram: concurso de fantasias de personagens de livros, momentos do conto, da poesia e contação de histórias para crianças e o lançamento do livro Um Gama de Poesias, organizado pela poetisa Jú Liana e do livro infantil O Baile das Borboletas, de Lourdes Luanda. 

O concurso foi vencido pela aluna Ana Beatriz Bezerra de Araújo, com a fantasia Atena, Deusa Grega, e pelo aluno Caio César de Oliveira, com a fantasia Ali Babá. Os dois são estudantes do curso Técnico Integrado em Alimentos. Ana Beatriz não escondia a alegria por ter a oportunidade de ministrar sua primeira oficina de desenhos. É a nova safra de artista que está tendo a oportunidade de colocar o pé na estrada na Festa do Livro do IFB.


Ana Beatriz Bezerra de Araújo ministrando sua primeira oficina de desenho para crianças. Foto: Israel Carvalho

José Garcia Caianno (Dedé), que é poeta e ambientalista, fala sobre: o livro desde o processo criativo até a distribuição em suas várias etapas da cadeia produtiva; a fixa técnica que compõe uma obra literária; a importância do revisor; o ilustrado; o diagramador e o editor. Mostra sua preocupação com o baixo índice de leitores apresentado em um manifesto da UNESCO de 2013. Ele parabeniza o IFB pela iniciativa. O artista apresenta seu convidado Juan Ricthelly que representa a nova geração e aproveita a oportunidade para divulgar seu novo trabalho: o Festival Banca de Poetas que vai circular por seis cidades do Distrito Federal iniciando pelo Gama, no COSE SUL, Área Especial nº 5. Ele enfatiza que o trabalho tem o patrocínio do FAC e recebe o apoio da Administração Regional do Gama e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano e Social (Sedhs).

 


Talita, aluna do curso de química do IFB veio apresentar curiosidades como marcadores de pagina o que chamou bastante a atenção dos presentes. Foto: Israel Carvalho

 

 

Adriana Galaxe, professora de inglês coordenadora de uma escola convidada a expor seus desenhos de sua autoria na Festa do Livro, falou ao Gama Cidadão da iniciativa de postar uma ilustração todos os dias no seu perfil do Facebook que obteve maior visibilidade. Depois da primeira postagem não parou mais. São quase 500 dias de postagem de pura inspiração e muito trabalho. Levanto todos os dias às 5 horas da manhã.

 



“A 1ª Festa do Livro do IFB Campus Gama é um momento de confraternização da comunidade escolar em torno do livro, por meio de uma festa. O evento foi organizado pelos servidores e pelos alunos que fizeram parte do Clube do Livro, e essa é uma festa também para trazer a data em que homenageamos o dia do livro 29 de outubro”, disse a diretora-geral do Campus Gama, Êrika Fernandes Cruvinel 

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Redação do Gama Cidadão 

 

O grupo Capoeristas do Rei, fundado apenas há um mês e meio, acolhidos pela igreja Comunidade Cristã Sheknah, conta hoje com um número de 45 e pessoas entre adultos e crianças de ambos os sexos, todos comandados pelo empolgado contra-mestre de capoeira, Pedro Teles, 35 anos. Ele, que foi professor do Centro Cultural Senzala de Capoeira, hoje convertido ao evangelho, dar aulas de graça na igreja por entender que tem o chamado de Deus para trabalhar no resgate de vidas através da capoeira. “O objetivo principal do projeto é trazer pessoa a conhecer o evangelho”, ressalta Pedro.

Apesar de que a cultura da capoeira ter como objetivo fazer com que os participantes de uma roda busquem conhecer um saudável estilo de vida, não é fácil levar esse projeto a todas as igrejas. O conceito de que tudo que é usado como as musicas e os instrumentos também fazem parte de cultos religiosos em terreiros, leva então muita gente ser contra a capoeira dentro das igrejas. No grupo Capoeristas do Rei as músicas são extraídas das mesmas que cantam nos louvores da própria igreja, é o que afirma o contra-meste.

A maior expectativa do grupo é pela troca de cordas, algo muito marcante para todo aluno que freqüenta uma boa roda de capoeira. Esse momento agora está sendo aguardado por todos e que acontecerá em breve entre os participantes do Capoeristas do Rei. 

Para aqueles que tenham o interesse em conhecer o grupo, a participação é aberta à toda a comunidade sem custo algum, basta se dirigir à Igreja Comunidade Cristã Sheknah as terças feiras no horário das 19:30 horas que fica na QI 1 lote 780, próximo ao semáforo do Corpo de Bombeiros no Setor de Industria do Gama.

Por Daniel Santos
Foto: Daniel Santos

Fonte: Facebook Cultuar te

Eles levam alimentos, ensinamentos, amor e, sobretudo, dignidade para quem mais precisa

Um professor que ensina caratê em troca de arroz para os necessitados. Um casal que montou uma estação de rádio em casa para se comunicar com os bombeiros e ajudar a comunidade. Um grupo de religiosos que, toda segunda-feira, serve sopão a moradores de rua. E um time de ativistas que se uniu para lutar contra o preconceito sofrido por jovens negros da periferia. O Correio Braziliense apresenta hoje quatro histórias de solidariedade e vontade de ajudar o próximo. Espalhadas pelas regiões administrativas, lideranças comunitárias fazem a diferença e mostram que o Distrito Federal é lugar de gente com coração de ouro. Confira a trajetória dessas pessoas e saiba como colaborar.

Esforçados e comprometidos com a filantropia, pessoas e grupos como esses podem trazer mudanças positivas para quem os rodeia. Segundo especialistas, lideranças comunitárias têm a capacidade de fortalecer o sentimento de pertencimento dos moradores. “Atualmente, nossa sociedade é muito perversa no sentido da exclusão. Líderes comunitários podem ajudar a desconstruir isso e colaboram para que as pessoas criem uma identidade com seu território”, afirma a professora de serviço social da Universidade Católica de Brasília Karina Figueiredo.

Eles fazem a diferença

Caratê em troca de arroz
Quando Pedro pede silêncio, os alunos obedecem no mesmo instante. Vestidos com quimonos brancos e portando faixas de diferentes cores, os pupilos formam filas e prestam atenção a tudo que o mestre diz. Por meio da disciplina oriental, o professor de caratê Pedro Apostoli, 50 anos, ensina muito mais do que golpes marciais na oficina que ministra no Gama. Dos estudantes, cobra um saco de 5kg de arroz por mês. Depois, distribui a comida com comunidades carentes. “Quero que meus alunos aprendam a importância de ter responsabilidade, ser solidário e fazer o bem.”

Fonte: Correio Braziliense - 28/06/2015 08:10

COSE DO SETOR SUL

Foi reinaugurado nesta sexta-feira (19), às 14h, o Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (COSE) Gama Sul. A unidade, que funcionou até 20 de outubro de 2012 prestando atendimento para crianças, adolescentes e idosos, havia sido fechada para uma reforma e ficou abandonada até então. O fechamento deu-se em decorrência das precárias condições de estrutura física em função do seu tempo de construção. O atendimento aos usuários dessa unidade foi transferido para o COSE Gama Leste, tendo sido disponibilizado ônibus fixo para o transporte dos usuários moradores da região sul do Gama até a referida unidade. Com a mudança, uma parcela significativa da população usuária ficou insatisfeita, principalmente, no ciclo destinado ao atendimento aos idosos. A unidade tornou-se palco de inúmeras denúncias, várias delas feitas pelo Gama Cidadão, além de vários protestos da população alegando que o fechamento desse serviço social deu-se sem qualquer consulta ou satisfação por parte do governo.

Com a nova gestão da Administração sob o comando da Profa. Maria Antônia, o COSE Gama Sul foi finalmente reformado. Foram realizados reparos na estrutura da unidade, necessários para a conservação do espaço e segurança dos usuários. A revitalização de um equipamento público existente no Setor Sul do Gama reafirma o compromisso dessa gestão em ampliar o atendimento à população. E, assim, a unidade foi reaberta com muita festa e apresentações culturais.

Na cerimônia de reinauguração estiveram presentes a administradora da cidade, Profa. Maria Antônia, o Senador da República pelo DF, Hélio José, Secretário de Desenvolvimento Humano e Social, Marcos Pacco, representantes do Governo do GDF, entidades de classe e população. Durante a festa a profa. Maria Antônia reiterou a importância desse espaço para os gamenses e rebateu a críticas que andavam falando por ai de que a sua gestão iria fechar o COSE, reafirmando que se trata de uma mentira, pois a prova viva disso é a reabertura daquele local que estava abandonado há tempos. O senador Hélio José falou da importância daquele momento e daquele espaço, bem como enfatizou o trabalho que ele vem realizando no senado para trazer benefícios e melhorias ao DF. 

O Secretário Marcos Pacco, apresentou a nova coordenadora do Cose do Setor Sul, Regina Caitano e falou da importância do espaço para essa comunidade e também desmentiu sobre o fechamento do Cose do Setor Leste. “É muito triste quando temos um servidor da própria unidade difundindo mentiras, dizendo que nós vamos fechar a unidade, nós não viemos fechar a unidade nos viemos abrir, nos não somos coveiros somos parteiros. Disse”

Orquestra Cordas do Gama

Durante o evento, houve apresentação do grupo Orquestra Cordas do Gama que toca instrumentos de corda clássicos (violino e violoncelo). Eles tocaram 2 clássicos da música erudita, sendo um deles As 4 Estações, de Mozart. Houve, também, apresentações culturais, como uma apresentação de capo-terapia da qual a própria administradora participou. Depois um grupo de crianças fez uma encenação teatral. Além de autoridades, estiveram presentes idosos, crianças e população.


O Fechamento e seu abandono:

O COSE Gama Sul foi fechado em 2012. No mês do seu fechamento a população da cidade criou um movimento pelo não fechamento do COSE Gama Sul. Houve uma manifestação no local com a presença de aproximadamente 50 idosos, moradores e liderança local. O ato aconteceu no dia 6 de outubro e a reivindicação era a volta do atendimento no mesmo prédio. A outra unidade, localizada no setor oeste foi reformada sem interromper o atendimento e era isso que a comunidade queria. Com isso quem dependia desse espaço passou a ter de ir para outra unidade do COSE.

O fechamento desse serviço social deu-se sem qualquer consulta ou satisfação à população. Sem a comunidade sequer conhecer o projeto e sob alegação de reforma, o espaço seguiu fechado em parcial estado de abandono, sendo utilizado pelo governo para outras finalidades.

Caixões do Agnelo:

Algumas utilidades bem estranhas foram dadas ao COSE antes de sua real reforma e reinauguração. Uma delas foi o armazenamento de caixões em alguns dos seus espaços.

Foi a população vizinha ao COSE quem descobriu e denunciou ao Gama Cidadão os caixões. Nossa equipe foi lá averiguar e, de fato, em algumas salas tinham caixões até o teto. O local tinha vigia dia e noite, mas se encontrava com mato alto e lixo que tomaram conta do lugar. Objetos, mobília e maquinário estavam amontoados dentro e fora das salas.

A reforma:

Após anos de espera e muita luta por parte da população, finalmente, o COSE Gama Sul é reformado e entregue à cidade.

O Serviço

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um serviço realizado em grupos geracionais e intergeracionais (6 a 14 anos, 15 a 17 anos, 18 a 29 anos, 30 a 59 anos e idosos com idade igual ou superior a 60 anos) a fim de complementar o trabalho social com as famílias atendidas no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e prevenir a ocorrência de situações de risco e vulnerabilidade social. O SCFV é, portanto, parte integrante do serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), principal serviço do Cras.

Vinculados aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), os COSEs são espaços para crianças, adolescentes e idosos onde são realizadas oficinas de artes, dinamização, esporte e lazer, meio ambiente, informática, entre outras.

O objetivo é incentivar, por meio de oficinas e da convivência diária, o respeito às diferenças, a colaboração com o próximo, o autoconhecimento, a autoconfiança, o exercício da cidadania, além do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários.

Com base nessas premissas, inicialmente, a unidade do Gama Sul atenderá a uma parcela significativa da população do território, iniciando com um atendimento a dois coletivos, totalizando 150 socioeducandos, sendo:

1º grupo do ciclo de 06 a 14 anos;

2º grupo do ciclo de Idosos;

Considerando o reordenamento das ações e demandas institucionais da Sedhs e o compromisso assumido pelo Secretário de Desenvolvimento Social e Humano, Marcos Pacco, no que se refere às metas de gestão:

1) Melhorar o atendimento ao usuário;

2) Promover a autonomia do usuário; emancipar; não somente oferecer o trabalho, mas a oportunidade de acesso ao lazer, à saúde, à cultura, à educação.

Localização:

O COSE Gama Sul localiza-se no endereço: Entre quadra 05/11 Área Especial - Setor Sul - Gama (em frente ao quartel da Força Nacional).

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Assista ao vídeo dos idosos fazendo a festa:

Da Redação do Gama Cidadão


Veja aqui um histórico de matérias publicadas pelo Gama Cidadão sobre a situação do COSE Gama Sul.

Caixões de Agnelo são descarregados no Cose do Gama

Enquanto o governo pretende construir um a creche em uma área de lazer o Centro Social virou depósito de caixão no Setor Sul do Gama

Movimento pelo não fechamento do COSE Gama Sul

Projeto social utiliza as artes marciais para tirar crianças, adolescentes e jovens das ruas

Foto: Wellington Reis - Ascom/Sedhs

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Brasília (19/6/2015) – Aproximadamente 400 alunos, entre crianças, adolescentes e adultos, participaram do exame de faixas da turma de Jiu-jitsu na noite de quinta-feira (18), na quadra de esportes do Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (Cose) do Gama Oeste. São alunos da Associação de Lutas Futuros Campeões (ALFC), fundada há cerca de três anos pelos lutadores Santiago Nunes de Oliveira Pinho e Bruno de Sousa Freitas, ambos faixas preta de Jiu-jitsu.

Foto: Wellington Reis - Ascom/Sedhs

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A Associação utiliza o espaço dos Coses, Gama Oeste e Leste, para prática das aulas que são gratuitas e abertas à comunidade local, podem participar alunos a partir dos seis anos de idade. É um projeto social que vai além do esporte, seu principal objetivo é tirar as crianças, adolescentes e jovens das ruas, afirmam os organizadores.

 

Foto: Wellington Reis - Ascom/Sedhs

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As aulas acontecem à noite e visam a ressocialização de muitos desses meninos e meninas das comunidades. Antes do treino, os alunos ouvem palestras sobre importância do respeito mútuo, sobre o valor da família, a necessidade de frequentar a escola e terminam sempre com uma oração. “É um projeto para trabalhar disciplina, valores éticos e morais, em contrapartida, utilizamos o Jiu-jitsu”, afirmou Bruno Freitas.

Foto: Wellington Reis - Ascom/Sedhs

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Bruno ainda contou sobre inúmeros casos de alunos do projeto que foram resgatados das drogas ou que sofreram abusos e violência familiar, mas conseguiram se recuperar dos traumas por meio do projeto. “Nós já fomos até rodas de fumo, onde jovens se drogavam, e conseguimos resgatar nossos alunos novamente”, concluiu.

Foto: Wellington Reis - Ascom/Sedhs

Secretário de Desenvolvimento Humano e Social, Marcos Pacco

O secretário de Desenvolvimento Humano e Social, Marcos Pacco, participou do evento e parabenizou os professores pelo excelente trabalho com o Jiu-jitsu, inclusive declarou a intenção de expandir o projeto para as demais unidades da Sedhs. “No que depender de nós, esse trabalho vai crescer cada vez mais, com nosso apoio”, afirmou.

A administradora regional do Gama, Maria Antônia, também participou do evento e enalteceu o trabalho dos atletas que estimulam o esporte na comunidade.


Por Itana de Sousa  da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano e Social

“Eu também posso aprender” segue avante com sua finalidade: aproximar a Polícia Militar da comunidade. O 9° Batalhão, localizado na cidade do Gama, realiza mais um animado evento socioeducativo, na manhã desta quinta-­feira (30). A ação social foi realizada no CAIC, no Setor Oeste, com aproximadamente 730 crianças, além de pais, alunos e, claro, o policiamento comunitário. O dia começou com o hasteamento da bandeira brasileira e apresentação musical da banda da PMDF. As crianças, animadas, logo interagiram e iniciaram o dia com diversas atividades. O tenente-coronel Elziovan Matias Moreno afirma “o nosso objetivo é prevenir a criminalidade. Mostrar para essas crianças que podem contar com a Polícia Militar, que nós estamos ao lado delas e da sociedade”.

Entre as atividades estavam palestra sobre famílias e drogas, aferição de pressão arterial, estandes de saúde bucal, pintura de rosto e apresentações do grupo Lobo Guará, do Teatro Rodovia e do grupo de palhaços Pilombetagem. A coordenadora do projeto, sargento Margareth, atuante nas ações desde o início, diz entusiasmada que o que a move é “o coração”. Segundo ela, as regiões do Gama selecionadas para participar das ações seguem um critério: “procuramos realizar trabalhos socioeducativos naqueles locais que estão com um índice maior de criminalidade”.


O projeto completa quatro anos e o resultado “já surte efeito”, garante a sargento. "Aumentamos o nível de confiança e proximidade com a população e isso oferece uma segurança mais efetiva, a população acaba interagindo melhor com a gente” e completa “existem mais denúncias, a população sabe que pode contar com a PMDF”. A coordenadora do projeto finaliza “servimos a sociedade em geral, desde crianças, jovens, famílias e idosos, a demanda vai de acordo com a necessidade dos locais atendidos”. Ela conta que em determinada região estava ocorrendo “alto índice de casos Maria da Penha” a PMDF realizou, então, um trabalho de conscientização e orientação com as famílias e afirma “os casos diminuíram e a população obteve conhecimento sobre o assunto”.

Fonte: MP DF - 01/05/2015