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Casa do Ceará em Brasília

Em busca por help oftalmológico, fui à Casa do Ceará. Já faz algum tempo que meu sistema enxergartório vem apresentando insuficiência ao não atender às minhas demandas. Havia ido há alguns meses ao pronto socorro do HRG e obtive o primeiro atendimento e a primeira desilusão. Disseram-me que o meu caso era grave senhor. O médico disse-me isso visivelmente apressado, mas mesmo assim, ainda me perguntou: “O senhor teve algum stress recentemente?”. Respondi que sim; que era no trabalho onde estou implementando uma novidade na gestão pública e que uma nova gestora está me tirando do sério. Então foi isso que aconteceu. Em rápidas palavras o profissional me descreveu como funciona o sistema ótico e me encaminhou para o centro especializado do HB. Assim 3 meses se passaram e nada! Com o agravamento da situação, as pessoas do meu convívio perceberam o drama e uma sugestão para procurar outra alternativa. E eis que me surge a Casa do Ceará. Ali funciona uma instituição sem fins lucrativos de gestão simples e eficiente. Fui atendido dois dias após o início da proposta. E, e se não curado, pois o caso é grave, mas com uma sensação de cidadão em ordem. O médico, um jovem bem apessoado, gentil e altamente profissional, foi didático: tomou da pena, desenhou um olho e informou a mim, o impaciente, como tudo funciona e quais as precauções que devem ser tomadas em caso de enfermidades hereditárias, caso do glaucoma. Em tudo essa doença se assemelha a todas as outras; informação e tratamento precoce. Os danos ou avarias nesse caso são irreversíveis, o sistema ótico é feito de nervos e estes, uma vez avariados, não se regeneram. No caso, quem tem histórico familiar é bom começar cedo a se precaver. Meu herói, o Dr. Henrique Vieira (por este sobrenome, grau de perfeccionismo e pela devoção ao que faz pode ser mesmo da linhagem de Padre António Vieira), merece meus cumprimentos pelo profissionalismo e à Casa do Ceará deixo uma indicação de como se gerir uma instituição de interesse público para atender a todos e todas sem distinção de classe social, credo, cor ou idade, pois lá encontrei de tudo e de todas, inclusive, índios. Conversei com eles sobre sucuri e a maior que eles já viram tinha 30 metros. Uma monstra! Afora essa boa conversa e mais algumas enquanto esperava a minha vez, percebi que todos e todas somos iguais. Somos gente. E ali fui tratado com dignidade. Parabéns ao Dr. Henrique e à direção da Casa do Ceará. Que venham os gestores públicos fazer estágio na Casa do Ceará.

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