Valor foi arrecadado entre dezembro e janeiro. Audiência pública será convocada em março para debater possíveis aplicações da verba

Morador do DF corre para comprar caixa d'água e reduzir impacto do racionamento (Foto: TV Globo/Reprodução)

O governo do Distrito Federal arrecadou R$ 9,6 milhões com a aplicação da tarifa de contingência sobre a conta de água entre dezembro do ano passado e janeiro de 2017. A taxa aumenta em 20% o valor cobrado por água e esgoto aos moradores que consomem mais de 10 m³ por mês. A arrecadação corresponde aos valores brutos, sem desconto dos impostos.

Só em dezembro, foram arrecadados R$ 2,47 milhões, cobrados sobre 112 mil moradores. No mês seguinte – quando as regiões abastecidas pelo reservatório do Descoberto entraram em racionamento –, mais pessoas ultrapassaram o limite de consumo. Segundo a Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), 300.132 moradores foram taxados em janeiro.

A verba arrecadada ainda não tem destinação, informou o presidente da Caesb, Maurício Ludivice. "Esse dinheiro está sendo aplicado em um conta específica e só pode ser retirado pela Adasa [Agência Reguladora de Águas]."

Responsável pela administração dos recursos, a Adasa informou ao G1 que um audiência pública será convocada para o dia 7 de março a fim de debater possíveis aplicações dos milhões recolhidos. A partir do que for deliberado entre a sociedade civil, especialistas e membros do governo, será formulada uma resolução com os procedimentos operacionais para investir os recursos.

O presidente da Caesb, Maurício Luduvice, em coletiva para explicar sobre o racionamento do reservatório Santa Maria (Foto: Luiza Garonce / G1 DF)

Nesta quarta-feira (22), a Caesb anunciou que a região central de Brasília, abastecida pelo reservatório de Santa Maria, vai ficar um dia sem água a cada seis dias. O racionamento está previsto para começar na próxima segunda-feira (27), seguindo os mesmos moldes da restrição aplicada nas regiões abastecidas pelo Descoberto.

Isso significa que o abastecimento será interrompido às 8h e só começa a ser retomado 24 horas depois. Como o ligamento é lento e gradual, a água pode levar até dois dias para voltar. As primeiras regiões a entrar no rodízio são Lago Norte, Varjão, Granja do Torto, SAAN, SOF Norte e Jardim Botânico.

Mesmo instalados no Plano Piloto, ministérios, palácios, tribunais e outros órgãos públicos federais da Praça dos Três Poderes e da Esplanada dos Ministérios estão fora do racionamento. Por "segurança nacional", os palácios do Alvorada e Jaburu, residências oficiais da Presidência e da Vice-Presidência, também ficam fora do racionamento. Pelo menos em um primeiro momento, diz a Caesb.

Segundo a companhia, a decisão para poupar esses endereços foi tomada porque a medida, definida pelo órgão do DF, não poderia interferir em competências federais. Prédios como o Tribunal de Contas da União ou a Procuradoria-Geral da República vão sofrer corte porque não estão na Praça dos Três Poderes.

Os hospitais públicos e os setores hospitalares Norte e Sul permanecerão abastecidos pela rede de distribuição ou por caminhões pipa.

A tarifa de contingência foi aplicada pela primeira vez em dezembro, antes das regiões abastecidas pelo reservatório do Descoberto entrarem em racionamento. De acordo com a Adasa, a taxa aumenta em 20% o valor cobrado pelo serviço de água e esgoto para os moradores que consomem mais de 10 m³ por mês.

Atualmente, a tarifa mínima de água é de R$ 55,15. A taxa extra não é aplicada a unidades que consemem menos de 10 mil litros ao mês – segundo a Caesb, esse valor representa o consumo racional médio de uma família.

Famílias inscritas no Cadastro Único do Governo Federal para Programas Sociais (CadÚnico) pagam taxa ainda menor, de 10%. Serviços essenciais, como hospitais, centros de diálise e o Hemocentro, também não pagam nada a mais.

Por Luiza Garonce, G1 DF - 22/02/2017 - 15:54:00

A rodada de assembleias e mobilizações contra os desmandos de Rollemberg e sua trupe passou, na manhã desta quarta-feira (22), no Hospital Regional do Gama. Servidores do hospital e dos centros de saúde se reuniram para exigir a manutenção dos serviços prestados nos centros e postos de saúde.

Um caso a parte foi debatido, o superintendente da Região de Saúde Sul, Ismael Alexandrino Júnior, editou uma circular que obriga os servidores que têm restrição médica a trabalharem nas emergências e UTIs. “Onde já se viu uma pessoa que não pode carregar peso, ser lotada onde terá que carregar paciente? O governador e seus mandados esquecem que a saúde do servidor ficou na Secretaria de Saúde. Muitos já não conseguem mais trabalhar com tanto improviso. Isso é mais um absurdo para a coleção deles”, afirmou Marli Rodrigues, presidente do SindSaúde.

Os presentes deixaram marcado uma mobilização, que será feita junto com a população do Gama, no dia 14/03, às 10h.



Por SindSaúde DF  - 22/02/2017 - 18:11

Serão inicialmente 23 novos pediatras para o PAI do HRG

O Pronto Atendimento Infantil (PAI) do Hospital Regional do Gama (HRG), que estava fechado desde agosto do ano passado, volta a funcionar no primeiro dia de março. Para o bem das crianças e seus familiares.

Na manhã desta quarta (22/2) houve reunião no HRG para apresentação dos novos pediatras com contratos temporários.

Verdade que deveriam ser pediatras concursados. Mas o GDF dormiu no ponto, não se sabe o porquê (ou se sabe?), e mesmo depois de dois anos de nova gestão do Buriti ainda não realizou concurso público para emprego efetivo. O que levou à repetição da ineficiente prática de contratação temporária de pessoal.

Que os 24 novos pediatras possam contribuir para minorar o sofrimento e a angústia das crianças e seus familiares, que estavam sendo forçados a se deslocarem da cidade do Gama para outros hospitas, alguns há distâncias superiores a 30 quilômetros de onde moram.

Os 24 pediatras permitirão que o hospital programe para o PAI uma boa escala de pessoal, o que deverá permitir um bom atendimento, como tanto merecem nossas crianças.

A soma de forças do Conselho Regional de Saúde do Gama, entidades, foruns populares, pais, crianças, e demais moradores, valeu a pena. Teremos de volta mais um serviço do velho,bom e indispensável HRG. Mas que para voltar a ser bom, cada vez melhor, precisa receber carinho e recursos do governo do Distrito Federal.

Por Gama Livre Foto: Reprodução/WhatsApp - 22/02/2017 - 18:21:20

 

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Gama DF: Calamidade na saúde pública


Pronto-Socorro Pediátrico do HRG é fechado

Com 128 blocos cadastrados, o carnaval de Brasília deve arrastar multidões pelas ruas, a exemplo do ano passado. Boa parte do público que frequenta a folia é formada por pais e filhos, e, apesar dos cuidados familiares, muitas crianças acabam se perdendo dos responsáveis. Em 2016, o feriado mobilizou mais de 1,2 milhão de pessoas no Distrito Federal.

Atenta a essa realidade, a Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social criou um contato no aplicativo WhatsApp, o SOS Criança Foliã (99212-7776), para agilizar o encontro de filhos perdidos pelos pais e dar um suporte às pessoas que estejam auxiliando os pequenos desgarrados.

A ferramenta passa a funcionar na sexta-feira (24) de carnaval. É a primeira vez que esse tipo de serviço será oferecido no DF. O objetivo, segundo a secretaria, é tornar ainda mais ágil e eficiente a localização da criança, com o auxílio de uma tecnologia utilizada pela maioria das pessoas.

“O ideal é que as pessoas sempre deixem as crianças com as forças de segurança, pois esses profissionais contam com um sistema de comunicação capaz de devolvê-las o mais rápido possível aos seus parentes”
Coronel Leonardo Sant’Anna, subsecretário de Integração de Operações de Segurança

O subsecretário de Integração de Operações de Segurança, coronel Leonardo Sant’Anna, explica que o Criança Foliã também vai servir para desafogar o serviço de atendimento de urgência 190, além de oferecer atendimento especializado num momento delicado. “Teremos o apoio de profissionais de todas as áreas de segurança, que, ao receber a mensagem, vão entrar em contato imediato com os responsáveis pelos blocos para anúncio no som do evento”, detalha.

Na prática, a pessoa que achar o pequeno deverá adotar alguns procedimentos simples. Na mensagem inserida no WhatsApp, ela deverá se identificar e, em seguida, informar o local em que encontrou a criança. Por fim, deve tirar uma foto dela e informar com que agente público foi deixada.

Esses agentes poderão ser policiais militares, bombeiros, profissionais do Detran e, ainda, o responsável pelo bloco ou um brigadista, como orienta o subsecretário. “O ideal é que as pessoas sempre deixem as crianças com as forças de segurança, pois esses profissionais contam com um sistema de comunicação capaz de devolvê-las o mais rápido possível aos seus parentes.”

O Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICCR) será o responsável por colher informações e prosseguir com o atendimento a cada a ocorrência recebida. Além dos profissionais das forças de segurança envolvidos neste processo, o órgão contará com a parceria da Vara da Infância e da Juventude e do Centro de Assistência Social (Cras).

1,2 milhão
Quantidade de foliões que participaram do carnaval de rua no ano passado em Brasília

A secretaria pede à população que só envie para esse canal mensagens relativas à localização de crianças perdidas, garantindo fluidez e agilidade ao serviço. Caso a ferramenta alcance o resultado esperado, a pasta deverá utilizá-la em outros eventos de grande porte.

Dicas de segurança às famílias

A secretaria recomenda aos pais que conversem com o filho e expliquem que, caso ele se perca, procure um policial, bombeiro ou brigadista, que têm trajes específicos e de fácil visualização. Segundo o coronel Sant’Anna, alguns pais costumam julgar esse tipo de orientação desnecessária. “Nós sabemos que não é assim, justamente pelo volume de atendimentos desse tipo de ocorrência durante este período festivo”, alerta.

Outra orientação é fazer a carteirinha ou pulseiras de identificação infantil, por meio do site da Polícia Militar do DF. Os documentos estão sendo emitidos nas estações de metrô da Praça do Relógio, em Taguatinga, das 7 às 9 horas; e na estação central da rodoviária do Plano Piloto das 17 às 19 horas.

A distribuição ocorrerá sempre antes do início das festas e nos horários de maior movimento e fluxo de pessoas. A novidade este ano é que a distribuição de identidades infantis será feita por meio de vans da PMDF, que estarão estacionadas em alguns locais de concentração dos blocos de carnaval. Para adquirir a carteirinha, os interessados só precisam levar uma foto 3 x 4 da criança.

Fonte: Agência Brasília

O Atendimento Odontológico da Universidade Católica de Brasília (UCB) estará com inscrições abertas nos dias 30 e 31 de janeiro de 2017, para interessados que tiverem idade igual ou acima de 13 anos.

Serão disponibilizadas 400 vagas de atendimento, porém, não há um prazo determinado para a realização do tratamento. Após a inscrição, o próximo passo é a triagem, a ser realizada nas dependências da Universidade, no período de março até novembro deste ano, pois a lista é anual. São oferecidos os serviços de: extração, canal, limpeza, raspagem, restaurações, próteses dentárias, entre outros.

É importante ressaltar que o tratamento é gratuito, mas o paciente precisará arcar com custos de radiografia panorâmica e próteses (dentadura), quando necessário. A listagem não contemplará os pacientes especiais, pois o processo para estes faz parte de outra lista.

Telefone somente para informações:
Tel.: (61) 3356-9433 ou 3356-9603

Fonte: Gazeta de Taguatinga 

A Administração Regional informa que as inscrições para o MISS SANTA MARIA 2017 estão abertas.

As inscrições devem ser realizadas até o dia 25 de fevereiro na Gerência de Políticas Sociais da Administração Regional de Santa Maria. As meninas devem se enquadrar nos seguintes pré-requisitos (e demais contidos no regulamento):
 - Ser moradora de Santa Maria;
 - Idade entre 18 e 25 anos;
 - Altura a partir de 1.68m;
 - Não ter filhos;
 - Não ter tatuagem.

O evento será realizado no dia 31 de março.

+ Informações:
João Coiff: 99269.9347 whatsapp
Administração Regional: 3392-8467

Fonte: Agitos de Brasília


O Projeto de Extensão da Universidade Católica de Brasília (UCB), Alfabetização Cidadã, está com inscrições abertas. São cursos gratuitos, oferecidos em diferentes escolas do Distrito Federal, para pessoas maiores de 18 anos não alfabetizadas. Por meio da leitura e da escrita, o Alfabetização Cidadã promove a superação do analfabetismo no DF e a cidadania, com turmas na UCB e em cidades que possuem demandas de analfabetos.

O projeto existe desde 1997 e já alfabetizou mais de 10 mil pessoas dentro e fora do Distrito Federal, oferecendo uma proposta de educação para a cidadania. Além de promover a pesquisa e a extensão da UCB, atua com a educação popular, a partir das necessidades dos alunos, de sua realidade, de seus conhecimentos de mundo, utilizando temas geradores, que são construídos por meio de rodas de conversas e levantamento vocabular. “O conhecimento de mundo do aluno é a própria ferramenta de aprendizagem. Não trabalhamos com cartilhas prontas. Construímos o material de trabalho de acordo com o grupo que é trabalhado, por meio de encontros semanais e formação continuada dos alfabetizadores”, esclarece Gleice Lemos, Analista de Projetos de Extensão da UCB.

Quem pode participar do projeto?

Pessoas jovens e adultas analfabetas que vivem em situação de risco, acima de 18 anos, com renda per capita de R$ 400. Segundo Gleice Lemos, a proposta de alfabetização desse público é prepará-lo para uma vida com mais dignidade e com participação legítima na sociedade. Partindo da missão da UCB, que é “atuar solidária e efetivamente para o desenvolvimento integral da pessoa humana e da sociedade, por meio da geração e comunhão do saber, comprometida com os valores éticos e cristãos, na busca da verdade”, o Projeto de Alfabetização Cidadã firma, a cada ano, o seu compromisso com a população do DF e do Brasil, promovendo o ensino da leitura, da escrita e das linguagens tecnológicas de forma inclusiva e cidadã.

O papel do Alfabetizador

O Projeto Alfabetização Cidadã precisa de alfabetizadores voluntários. São eles quem atuam nas cidades e localidades do DF onde há demanda de alunos e, de preferência, perto de onde serão as aulas. Para ser alfabetizador é preciso ter mais de 18 anos, ensino médio completo – estar cursando o nível superior é um diferencial – e fazer o curso de capacitação de 20 horas oferecido pelo Projeto. O alfabetizador recebe uma bolsa auxílio de R$ 400 e certificados de capacitação, trabalho voluntário e, se for estudante de nível superior, de horas complementares.

Fique ligado! 
Inscrições Projeto Alfabetização Cidadã

Novos estudantes:
Data: 23/1 a 3/3
Local: Universidade Católica de Brasília (UCB) QS 07 - Lote 01 - EPCT - Pistão Sul, Bloco L, Sala 19
Necessário: Preencher a ficha de inscrição e anexar cópias de CPF, RG, Comprovante de Renda e Residência.

Alfabetizador:
Data: 23/1 a 17/2
Local: Universidade Católica de Brasília (UCB) QS 07 - Lote 01 - EPCT - Pistão Sul, Bloco L, Sala 19
Necessário: Preencher ficha e anexar cópias de CPF, RG comprovante de escolaridade.

Mais informações: (61) 3356-9162

Fonte: Gazeta de Taguatinga

Um dos médicos presentes apontou que, no ano passado, houve diversos óbitos e vários bebês ficaram com sequelas por falta de assistência no tempo ideal, em função da superlotação no HRG

Por Gama Livre Foto: Reprodução/Divulgação - 03/02/2017 - 13:36:26

A reabertura do Centro Obstétrico do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) prevista para o próximo dia 13 depende da contratação de novos médicos neonatologistas. A perspectiva parece vã, dado o desinteresse de candidatos inscritos no processo seletivo simplificado para contratação de médicos anunciado em novembro passado: a oferta foi de 124 vagas de 20 horas semanais para as quais se inscreveram apenas cinco candidatos, cuja posse ainda não é certa.

A suspensão dos partos no HRSM provoca maior desorganização na rede assistencial e sobrecarrega os demais hospitais, sobretudo o Hospital Regional do Gama (HRG), o único outro localizado na Região Sul do DF. Presentes em reunião realizada no auditório do Sindicato dos Médicos do Distrito Federal (SindMédico-DF), na noite de 1º de fevereiro, obstetras e neonatologias dos dois e de outros hospitais do DF, discutiram os problemas que se intensificaram.

O diretor do HRSM, uma representante da direção do HRG, o presidente do Conselho Regional de Medicina, Jairo Zapata e representantes da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados ouviram os relatos. O Ministério Público não enviou representantes. E o secretário de Saúde, Humberto Fonseca, apesar de ter sido convidado com antecedência, nem representante mandou.


As origens do problema
Ano a ano, cai o número de profissionais das áreas de neonatologia, gineco-obstetrícia e pediatria (entre outras). O HRG já chegou a realizar 900 partos de alto risco e risco habitual por mês. Desde março passado ficou com a capacidade reduzia a 300 partos mensais de risco habitual.

Quando inaugurado, há nove anos, o Hospital de Santa Maria diminuiu a demanda pelo HRG. A aventura com a terceirização com a Real Sociedade Espanhola de Benemerência e a posterior retomada da gestão da unidade, em 2011, deixaram o HRSM sem corpo clínico e, por isso, a Intensecare foi contratada para atuar na sala de parto e demais serviços de neonatologia.

Em julho de 2015, por falta de pagamento pela Secretaria de Estado de Saúde do DF (SES-DF), a empresa deixou de prestar atendimento na sala de parto e o serviço foi suspenso sendo retomado somente em março de 2016, com a transferência de um médico, 37 profissionais da área de enfermagem (especializados em assistência neonatal) e equipamentos do Gama.

O HRSM ficou responsável pelos partos de alto risco (gestação de até 37 semanas), com capacidade limitada a 350 por mês, e o HRG com partos normais. A escala da neonatologia em Santa Maria não fecha mais e, por isso o serviço foi novamente suspenso. O Gama perdeu toda a condição de assumir a demanda.


Paliativo insuficiente para profissionais e pacientes
“As pacientes voltaram a bater de porta em porta em busca de atendimento. Já é ruim quando têm carro, mas chegar a ir de ônibus, sem saber em que porta bater”, queixou-se um dos médicos presentes. Em teoria os partos de alto risco deveriam ser assumidos pelo Hospital Universitário de Brasília (HUB) e o Hospital Regional da Asa Norte deveria assumir parte dos habituais. Mas essa expectativa não se concretizou plenamente.

Tampouco se concretizou, relataram os presentes, o reforço de um gineco-obstetra do HRSM que seria deslocado para o HRG, porque as escalas de plantão de Santa Maria não têm permitido a disponibilização.

E mesmo com o reforço na obstetrícia resta a questão do cuidado com os bebês prematuros. “Quem vai se responsabilizar pelos prematuros”, questionou um dos presentes, o qual também destacou que o Hospital Universitário não tem como atuar de porta aberta.

Um dos médicos presentes apontou que, no ano passado, houve diversos óbitos e vários bebês ficaram com sequelas por falta de assistência no tempo ideal, em função da superlotação no HRG. O mesmo, afirmaram outros, ocorreu no HRSM. “Pacientes com dilatação estão esperando a realização do parto sentadas em um banco. Logo depois do parto estão sendo tiradas do leito e voltam para o banco para que outra possa ser atendida”, contou.


Dificuldades não param de surgir
O HRSM conta com 15 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCIN) e 50 leitos no Alojamento Compartilhado (ALCON). Na falta de neonatologistas em número suficiente, pediatras ajudam a preencher a escala e, por vezes, apenas um profissional fica responsável pelas duas unidades. Com o Centro Obstétrico a exigência fica ainda maior.

“É grave o fato de pediatras dos centros de saúde, sem experiência de atuação nas emergências e nesses setores, serem desviados para atuar nessa situação”, destacou a diretora de Imprensa e Divulgação do SindMédico-DF, Adriana Graziano, que também é pediatra.

Há uma queixa generalizada pelo aumento de processos contra médicos em função da incapacidade administrativa que prolonga o caos nas duas unidades. A indefinição da gestão também provoca atritos entre as equipes dos hospitais e entre as especialidades.

Enquanto profissionais e gestores locais se desdobram para suprir as necessidades dos pacientes, a gestão central, a começar do secretário de Saúde, simplesmente se cala e ignora as reclamações das equipes e da população.

“Não somos favoráveis ao fechamento de serviços, somos favoráveis a oferecer condições de trabalho aos nossos servidores e de assistência aos pacientes”, enfatizou o diretor do HRSM, Igor Dourado. A representante da direção do HRSM, Kenisse Araújo Dourado, também compareceu e deu explicações sobre o plano de contingenciamento criado para contornar a crise atual.


OAB e Defensoria Pública podem judicializar o caso
Causou estranheza ao coordenador do Núcleo da Saúde da Defensoria Pública, Celestino Chupel, e ao presidente da Comissão de Bioética, Biotecnologia e Biodireito da OAB-DF, Felipe Bayma, que fossem os dois diretores e não o secretário Humberto Fonseca, algum subsecretário ou os coordenadores de especialidade que tenham comparecido para explicar a situação e ouvir as demandas. “Estamos em um ponto que pouco resta o que fazer além de mover uma ação de responsabilidade civil contra os gestores”, afirmou Bayma. “A situação chegou ao insustentável”, desabafou Celestino.

O novo presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM-DF), Jairo Zapata, fez críticas ao governo e orientou os presentes a encaminhar denúncias que podem, explicou, levar a uma interdição ética, caso fique comprovado não haver condições para o exercício da atividade médica nas unidades de saúde.


O presidente do SindMédico-DF, Gutemberg Fialho, cobrou dos diretores presentes a disponibilização de livro de ocorrências e incentivou os médicos a fazerem o registro dos fatos e situações adversas enfrentadas no dia a dia das unidades de saúde.

Foi decidido que uma equipe com representantes do Sindicato, do CRM-DF, da OAB-DF e da Defensoria Pública visitará as duas unidades na próxima semana e que o grupo vai pedir audiência com o secretário de Saúde. A OAB e a Defensoria Pública vão estudar conjuntamente a possibilidade de mover uma ação civil pública contra eles.

Yet GO, nova Franquia de mobilidade urbana, chega ao Distrito Federal, e vem crescendo dia após dia. superando expectativas e ganhando adeptos.

YET GO, FRANQUIA DE MOBILIDADE URBANA, CRESCE EM TODO O BRASIL OFERENDO BENEFÍCIOS AOS MOTORISTAS, PASSAGEIROS E FRANQUEADOS

Lançado em novembro de 2016, o Yet Go, sistema de franquia e aplicativo de mobilidade urbana 100% brasileiro já está disponível em todas as capitais, oferecendo valores mais baratos na corrida, com serviços de carro comum, executivo, mototaxi e motofrete.
Atualmente no Distrito Federal, são mais de 1.000 motoristas cadastrados, numero este que cresce todos os dias.

Segundo Alberto Souza Júnior, sócio-fundador e diretor de operações da plataforma, comparando com a bandeira 1 do táxi comum, ao utilizar o serviço pelo aplicativo, os usuários têm uma economia de até 40%.

Para atrair a clientela, a empresa oferece uma série de promoções, não trabalha com tarifa dinâmica, não cobra tarifa de cancelamento da corrida e mantém fixo o preço do quilômetro rodado. “Os usuários podem pagar tanto em cartão quanto em dinheiro e não é necessário informar o número do cartão para se cadastrar no aplicativo”, destaca o executivo.

Ele explica que a exemplo do que ocorre em outras cidades em que o serviço já funciona, mensalmente a empresa fará o Yet10, que são corridas a R$10 para qualquer lugar dentro do DF.

O aplicativo, 100% brasileiro, foi desenvolvido em Belém (PA) e lançado em novembro de 2016. Ele está disponível para download no Android e Apple Store. Além de Brasília, a Yet Go funciona em São Paulo, São Luís, Fortaleza, Belo Horizonte, Belém, Alagoas, Curitiba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul , Goiânia e Distrito Federal.

A lei que regulamenta aplicativos de transporte individual executivo no DF foi sancionada em agosto do ano passado após aprovação da Câmara Legislativa. Para entrar em vigor, 13 itens foram vetados pelo Executivo local, como a obrigatoriedade de ser dono do carro e a necessidade de comprovar residência por pelo menos três anos no Distrito Federal.

Além disso, ficou definido que os veículos tenham quatro portas, ar-condicionado e que sejam licenciados no DF. É necessário ainda que os automóveis tenham no máximo cinco anos, contados a partir da emissão do primeiro Certificado de Registro de Licenciamento de Veículo, para carros movidos a gasolina e álcool, e oito para adaptados, híbridos e elétricos. Os motoristas devem estar em dia com o Certificado Anual de Autorização, da Secretaria de Mobilidade, e apresentar nada-consta criminal.

Para usar o serviço basta baixar o App, no GooglePlay no seu smatfone

No dia 27 de Janeiro de 2017 aconteceu a cerimônia de reinauguração do colégio Objetivo e a nova unidade da UNIP EAD (Universidade Paulista). O novo espaço está localizado na Área Especial 02, Praça 02, Escola 01, Setor Leste no Gama.

O evento foi realizado pela Sra. Ivone Penaforte e o seu esposo Prof. Mário, donos do Objetivo no Gama. A cerimônia de reinauguração do Colégio e da nova unidade da UNIP EAD contou com a presença de várias autoridades da cidade entre elas a administradora do Gama (Profa. Maria Antônia), servidores de administração do Gama, chefe da Vigilância Ambiental do Gama, Conselho Tutelar, Francisco Roques Chaguinha, Edson Rocha, representante do Conselho de Saúde, com representante da Associação Comercial e Industrial do Gama, Joneides Fernandes, vários empresários, professoras e comunidade.

Um evento belíssimo que mostra um pouco da força econômica que a cidade do Gama tem quando instituições de ensino tão fortes e reconhecidas, como o Colégio Objetivo e a Universidade Paulista (UNIP), investem mais uma vez na cidade.

As novas instalações do Objetivo/UNIP no Gama contam com amplas salas de aulas, biblioteca, salas de educação infantil, lanchonete, pátio multiuso e laboratório de informática completo (com computadores novos que servirão aos estudantes de EAD da UNIP).

Na ocasião, a empresa iFLY esteve presente com um estande mostrando seu produto, que é o INDOR SKYDIVING. Um local onde você pode sentir a sensação de como é um salto de paraquedas.

Esteve presente também a Empresa de Segurança Privada, AEGON, que fornece serviço de segurança em escolas por meio do seu grupamento de agentes escolares.


Conselho Tutelar, Francisco Roques Chaguinha e representantes da Rádio Comunidade FM


Representante da Faciplac, Francisco Cruz, professora Ivone Penaforte, administradora do Gama, Maria Antônia e Joneides Fernandes


Representantes da Orquestra Cordas do Gama


Representante do Conselho de Saúde, Enoquio Sousa e professores 


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A região foi a primeira a receber o programa Cidades Limpas, do governo de Brasília. 


Foto: Agência Brasília – 18.12.2016 

O Governo do Distrito Federal realiza desde novembro do ano passado ações de limpeza no Gama. O programa Cidades Limpas, tem como foco a limpeza de ruas, renovação de jardins e praças, poda de árvores e retirada de lixo e entulho de áreas verdes. A limpeza também é uma forma de controle dos focos do mosquito que transmite a dengue, a febre chikungunya e o zika vírus.

Quem vê o trecho entre a Escola Classe 14 e o Centro de Ensino Fundamental 4, no Gama, cercado por pneus, com mudas plantadas e limpo, não acredita que ali era um local que despertava o interesse de bandidos. Foi por lá que começou o mutirão de limpeza.

Durante todo esse mutirão estão sendo realizados uma série de serviços, tais como: limpeza de bocas de lobo, poda de árvores, recolhimento de galhos, recolhimento de entulhos, reposição de lâmpadas nas praças e avenidas principais, revitalização de faixas de pedestres e operação tapa-buracos. A operação de limpeza é executada pela CEB, SLU, Caesb, Novacap, Agefis e Diretoria de Vigilância Ambiental – DIVAL, sob comando da Coordenadoria das Cidades com base nas necessidades apontadas pela administração regional e pela comunidade.  

A limpeza e manutenção da cidade, vias, ruas, avenidas, praças, tem sido uma reivindicação constante da população e o Gama Cidadão tem mostrado como a cidade está cheia de problemas.

 

Da Redação do Gama Cidadão - 21/01/2017 19:36

 

Rollemberg elencou realizações de sua gestão, como pavimentação de estradas e infraestrutura. Disse também que pretende, até abril, resolver questões relacionadas ao Setor Industrial Leste


Empresários do Gama debateram demandas com o governador Rollemberg em reunião na noite desta terça-feira (25). Foto: Toninho Tavares/Agência Brasília

Em encontro que avançou pela noite desta terça-feira (24), representantes do empresariado do Gama debateram suas demandas com o governo de Brasília para alavancar o setor produtivo. A reunião seguiu o formato de diálogo mantido pelo Executivo com outras regiões do Distrito Federal.

Acompanhado de assessores da área econômica, o governador Rodrigo Rollemberg deu retorno em relação aos principais pedidos. “É uma oportunidade de ouvir as reivindicações do setor produtivo, tão importante para o desenvolvimento da cidade, e fazer os encaminhamentos necessários”, disse ele.

Para o presidente da Associação Comercial e Industrial da região, Juneídes Fernandes da Silveira, é preciso união para que o setor cresça e ajude na geração de renda e de empregos. “Somos cidade referência no Entorno”, declarou. Ele citou demandas como a entrega de uma rodoviária e a construção de salas de cinema e de cultura no Gama.

O empresário Paulo Octavio, um dos presentes, disse que construirá um shopping na região, com cerca de 150 lojas distribuídas em 90 mil metros quadrados de área. Ele pediu apoio para que não haja entraves ao empreendimento. “Acreditamos na cidade e que este é o momento”, observou.

Rollemberg elencou algumas realizações de sua gestão, com destaque para as obras de infraestrutura no Condomínio Porto Rico. Ele disse que pretende, até abril, resolver questões relacionadas ao Setor Industrial Leste.

“Vamos construir um projeto de lei que precisará ser submetido à audiência pública”. A ideia, segundo o governador, é definir regras para a área até que seja aprovada a Lei de Ocupação do Solo.

Sobre o shopping, ele disse que o governo estudará alternativas para que seja implementado. Além das obras de infraestrutura, citou a pavimentação de estradas importantes que servem à região.

Da Redação Agência Brasília - 24/01/2014

 

Entre um discurso e outro sempre com o apoio de passageiros, seja pelo aceno de cabeça, de mão, ou mesmo com palavras— os manifestantes puxavam frases de protesto

Por Gama Livre Foto: Reprodução/Divulgação - 06/01/2017 - 10:47:41

Foto da manhã desta sexta (6/1), quando jovens encerravam na Rodoviária do Gama, DF, o protesto contra o tarifaço de Rollemberg e a ameaça do governador ao passe-livre.

Rollemberg pode até achar que é um tamanduá, mas que ele fique sabendo de uma coisa: Quem não pode com a formiga, não assanha o formigueiro! E todo tamanduá tem seu dia de onça-pintada. Até mesmo da onça-parda.

Entre um discurso e outro —sempre com o apoio de passageiros, seja pelo aceno de cabeça, de mão, ou mesmo com palavras— os manifestantes puxavam frases de protesto. Uma dessas:

Rollemberg, quem não aguenta com a formiga não assanha o formigueiro.

Parece que Rollemberg, no caso do tarifaço das passagens de transporte público, sentou num formigueiro. Num tremendo formigueiro. Que sofra ele as consequências dos seus próprios atos, não o povo.