Dia 13/05/2017, no Centro Interescolar de Línguas - CILG, das 15 às 18 horas, foi realizada a XIII Plenária do Fórum Comunitário do Gama - FComGama. Coletadas assinaturas dos presentes em listra própria anexa a esta ata e Mesa de Mediação composta por Dra. Júlia, Márcio Carneiro, Professor Barreira e Israel Carvalho, e convidados, Dr. José Roberto de Deus Macedo, Diretor do Hospital Regional do Gama - HRG, Professor Enóquio, Presidente do Conselho de Saúde do HRG e Maria Antonia, Administradora do Gama. Na pauta única : a saúde pública e situação de caos insustentável no HRG, com fechamento e restrição no atendimento, de vários setores, cujo propósito dessa temática foi conhecer essa trágica realidade, realizar levantamento de dados confiáveis, visando uma tomada de posição pelo FComGama, que possa contribuir para reverter esse quadro, quiçá, alavancar algum projeto para prevenção de problemas futuros, procurando retornar a qualidade dos serviços de saúde ofertado a níveis satisfatórios, como  já ocorrera em tempos idos. A plenária foi iniciada com informes : (1) Convite para reunião da Comissão de Saúde da Câmara Legislativa, dia 18/05/2017, às 10:00 horas; (2) Convite para a 1ª Conferência Regional de Saúde, no Auditório da Administração de Santa Maria, das 08 às 18:00 horas; (3) Convite para Audiência a ser realizada pelo IBRAM, na UNB Gama, para discutir novos limites do Parque Vivencial  Norte do Gama, ante a inconstitucionalidade da lei que o criou; (4) Convite para reinauguração do "Novo Parque Urbano do Gama"; (5) Denúncia de construção de um centro de internação de menores infratores na comunidade Alagado da Suzana, que tem incomodado os moradores da localidade. Seguiram-se debates eloqüentes, com três minutos de fala por pessoa, dentre os quais : A falta de investimentos na saúde do Gama e reiteradas desculpas por parte dos gestores de que não resolvem os problemas em função da demanda, especialmente das cidades do Entorno; recente visita do Deputado distrital Wasni de Roure, e seu desejo de recolher as demandas elencadas pelo FComGama e envio por e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. e Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.;dificuldade em adquirir remédio na Farmácia de Alto Custo do GDF, falta de atendimento por telefone, e de informações, pois sequer há transparência para se saber se tem ou não remédios disponíveis; revolta manifestada nas redes sociais sobre o fechamento de unidade de saúde e problemas acumulados nos demais, inclusive, diante da postura dos gestores da cidade que fizeram pompas e festas quando da reinauguração do Pronto Socorro Infantil, mas quando do fechamento dias após nenhuma autoridade se preocupou em dar satisfação; constrangimento de moradores na busca por atendimento, ante a recomendação de médico que diz para usuários registrarem Boletim de Ocorrência, o que tem sido feito; peregrinação de usuários pelos hospitais do DF e tendo que procurar atendimento nas unidade de saúde do Entorno; falta de resposta da última Audiência sobre Saúde realizada no Centro de ensino Especial, que até o momento nada foi feito, sequer houve devolutiva aos  moradores; falta de reposição de materiais básicos no HRG; falta de reposição de servidores que se aposentam; promessa não atendida para construção de Farmácia de Alto Custo no Gama; fechamento do Centro de Saúde 08 para reforma, com construção parada, causando sérios transtornos e acúmulo de serviço nos posto de saúde 05 e 06; sugestão de abrir no Centro de Saúde 08 a Policlínica que está subutilizada no HRG; contrariedade ao anúncio de terceirização da Saúde do DF para as OS, por receio de corrupção; fechamento do Pronto Atendimento Infantil, restrição no atendimento da Clínica Médica, fechamento da Psiquiatria; próprios servidores acometidos de doenças graves que esperam em extensas filas por cirurgia e outros acometidos de doenças psicossocial por falta de condições de trabalho n o HRG; informação de que a Regional de Saúde do Gama já foi referência para o Brasil e questionamento sobre o que fazer para que volte a sê-lo; crítica à reinauguração festiva do Pronto Socorro Infantil e seu fechamento logo em seguida; fechamento da Pediatria, UTI sem aeração e sem ar condicionado; risco de explosão da caldeira por falta de manutenção e sobrecarga no uso; Centros de Saúde sem internet e sem ter como preencher formulários; falta de fraldas, coletores e formulários nos Centro de saúde; questionamento por que Gestores da Saúde não discutem e organizam coletivamente com a sociedade do Gama, um plano de prevenção e gestão de solução imediata e preventiva para a saúde do Gama; presença de grande quantidade de cães que acompanham moradores de ruas, em frente ao Pronto Socorro de Adultos e Pediatria, inclusive mordendo idosos que tentam acessar o HRG; dificuldade com recomposição do quadro de médicos contratados, que assumem num dia e se demitem no outro; colocação de milhões de reais por parte de vários deputados distritais para obras na cidade : reconstrução do Cine Itapoã e praça anexa, construção da Farmácia de Alto Custo, Programa Destrava Gama, estacionamentos e calçadas, cercamento do Parque Urbano e Vivencial, iluminação do Pró-DF, iluminação da Avenida Pioneiros, estacionamento próximo OAB, no entanto, a administração do Gama encontra dificuldade no desbloqueio de tais Emendas; esclarecimento quanto a real situação porque passa a saúde do Gama : dificuldade em manter quadro de pediatras, devido a crise de contratação, assumem, mas não permanecem, atualmente no HRG só tem 7 (sete) pediatras, não se consegue remover servidores de outras cidades para o Gama, burocracia para compra de medicamentos e insumos, salário de pediatras tido como não atrativo, revoltados, membros da comunidade chegam a jogar pedras nas instalações e ameaçar médicos e servidores, pressão da demanda em razão do fechamento de vários setores do Hospital de Santa Maria e falta de hospitais nos municípios de Goiás, atualmente HRG atende na forma de um Comitê de Crise de Pediatria, gestor ocupa mais tempo em responder tecnicamente à fiscalização de órgão externos, como Defensoria, Ministério Público e Conselho Tutelar, restrição de atendimento na Clínica Médica se devido a grande quantidade de internados que precisam de acompanhamento e UTI's, sendo que os com doenças crônica passam mais de ano internados, o que restringe o atendimento externo, precariedade de atendimento nos corredores do PS, aproximadamente 115 doentes para 3 médicos e 3 enfermeiras, em média; direção entende que procura pelo PS não é cultural e sim por necessidade, por questão de acesso e que restrição no atendimento par Clínica Médica no PS se dá em função do princípio da responsabilidade com quem está internado, já que não há escolha, ou se assume o problema e resolve, o que não está sendo possível, ou diz, não vou colocar mais doentes para dentro se o HRG não consegue atender, melhor não enganar paciente e recomendar que vá para sua casa, atenção primária precarizada precisando comunidade buscar pronto atendimento nos Centros de Saúde; estatística cruel no HRG : 1 um) milhão de pessoas para atender, só perde para o Hospital de Base, fila de espera para tudo, estrutura física insuficiente, não consegue compartilhar afluxo com Santa Maria, Recanto das Emas e Entorno Sul, dívida com ar condicionado, 15 (quinze) mil atendimentos por mês, aumento de parturientes de 400 para 800 ao mês. Submetidos à plenária, os seguintes pontos constituem a síntese do encontro e será objeto de esforço dos participantes na busca de soluções: (a) Elaborar programa de prevenção de problemas futuros discutido com a comunidade; (b) Rever toda a estrutura física do HRG, a exemplo de um pequeno setor do 1º andar que foi reformado por meio de contrapartida com a FACIPLAC; (C) Otimizar funcionamento do Hospital de Santa Maria para desafogar o HRG; (d) Construir hospital HUGO nos municípios do Entorno Sul; (e) Construir hospital no "vazio" entre HRG, Hospital de Base e HRT, provavelmente em Recanto das Emas; (f) concluir construção do Centro de Saúde 08 e transferir para lá a Policlínica que está no HRG; (g) reativar a função primária para caos de baixa complexidade na rede de postos de saúde para não acumular no PS do HRG,; e, (h) cuidar da educação e prover salário justo aos trabalhadores para não causar impacto na segurança e saúde pública; (i) regularizar periodicidade das plenárias do FComGama; (j) realizar próxima plenária com presença da Administradora do Gama para que a mesma apresente as planilhas (QDDs) e andamento das ações do governo no Gama.