Criatividade, para o bem ou para o mal

BLOG DO SOMBRA / POR HELIO DOYLE - 03/10/2016 - 08:37:41
 

Seja para fazer uma administração eficiente (o que tem sido raro), seja para roubar o dinheiro dos municípios (o que tem sido frequente), é preciso ter coragem para se candidatar a prefeito das cidades goianas que integram a área metropolitana de Brasília.

Hoje está muito mais difícil fazer uma gestão com resultados positivos, assim como está mais complicado desviar dinheiro dos cofres públicos e extorquir fornecedores. Não apenas nas cidades vizinhas ao Distrito Federal, em todo o país. Mas estar próximo a Brasília dá mais visibilidade à má gestão e à corrupção. 

As mazelas nos municípios vizinhos ganham maior destaque, exigindo muito empenho dos prefeitos para superá-las, sem dinheiro e com a economia em baixa. E os órgãos de controle e a imprensa estão mais perto para fiscalizar.

Criatividade, para o bem ou para o mal

As prefeituras são vítimas da crise financeira e econômica pela qual passa o país e não têm recursos para arcar com suas obrigações básicas. Os municípios que circundam Brasília enfrentam enormes problemas e sentem os reflexos da má situação financeira do Distrito Federal e da economia local e regional. Não será fácil administrá-los.

Como hoje a população está mais atenta às falcatruas e os órgãos de controle estão mais atuantes, os que quiserem manter a tradição de roubalheira que caracterizou algumas das gestões passadas no chamado Entorno vão ter de ser, nesse quesito, muito competentes.

Região metropolitana sem apoio

Não há solução miraculosa ou definitiva para os problemas nos municípios na área de Brasília, mas a criação da região metropolitana reunindo a capital e 12 cidades vizinhas poderia melhorar a situação. No mínimo, para que haja um planejamento regional integrado, que considere os 4,1 milhões de habitantes da área e não só os três milhões do DF.

A região metropolitana possibilitaria a coordenação das medidas necessárias para buscar o desenvolvimento econômico e a redução da dependência em relação a Brasília. Mas nem o governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, nem o de Goiás, Marconi Perillo, parecem empenhados nisso.

Se não há integração, o caos é inevitável

A existência de grande população em torno das capitais não é peculiaridade de Brasília, obviamente. Em todo o mundo, muitos moradores de cidades vizinhas trabalham nas capitais e há grande procura pelos serviços públicos nela prestados, que tendem a ser melhores.

Washington, DC, tem cerca de 680 mil habitantes, que chegam a 6 milhões com os que vivem à sua volta em dois estados vizinhos. A Cidade do México tem quase nove milhões de moradores e são 21 milhões na região metropolitana. Na cidade de Buenos Aires moram três milhões de pessoas, chegando a 14 milhões com os que vivem na província de Buenos Aires.

Sem planejamento integrado e ações articuladas, especialmente nas áreas de desenvolvimento econômico, ordenamento urbano, saneamento, segurança, transporte, saúde e educação, o caos é inevitável. Como a situação aqui demonstra muito bem.

Mudar o tamanho do DF vai resolver?

Alguns acham que uma solução para a integração da área metropolitana de Brasília seria a expansão do território do Distrito Federal, que tem 5.802 quilômetros quadrados. Há quem fale em retomar o quadrilátero definido pelas missões Cruls: 14.440 quilômetros quadrados.

Há também quem pregue a redução do DF, que se limitaria ao Plano Piloto e bairros mais próximos, como os Lagos Sul e Norte, o Guará e o Núcleo Bandeirante. As áreas das demais regiões administrativas voltariam para Goiás ou, com os municípios vizinhos, formariam um novo estado.

As propostas existem, mas a discussão não prosperou.

Redução com objetivo político

Na verdade, a ideia de reduzir a área do Distrito Federal ao centro de Brasília – no máximo ao território rodeado pela DF-001 – tem como objetivos dispor de mais recursos para preservar o Plano Piloto de Lucio Costa e dar nova organização política à cidade, livrando-a da Câmara Legislativa e, para alguns, da eleição de governador.

Os defensores dessa tese alegam que o Distrito Federal é grande demais. E lembram que ao propor área tão extensa, os criadores da nova capital pensavam em um cinturão verde capaz de garantir o abastecimento da cidade, o que hoje não é mais possível devido às ocupações urbanas legais e ilegais.

O DF brasileiro é mesmo o maior. Washington tem 177 quilômetros quadrados. A Cidade do México tem 1.485 quilômetros quadrados e Buenos Aires tem 203,3.

Solução tem de ser encontrada

Devolver as terras a Goiás não irá necessariamente melhorar a situação das regiões administrativas do DF e da área metropolitana. A criação de um novo estado significará grande aumento de gastos e também não levará automaticamente a uma melhor qualidade de vida nas cidades do DF e de Goiás.

Mas, diante de um quadro tão ruim como o atual, não custa nada debater melhor as alternativas para integrar o espaço urbano de Brasília e das cidades vizinhas.

Sônia Chaves (PSDB) é a nova prefeita de Novo Gama, município do Entorno localizado a 65 km de Brasília. Ela recebeu 22.393 votos, o que corresponde a 58,6% do eleitorado.

A pesquisa de intenção de votos da Exata OP, número do registro no TSE: 079668/2016, chegou próximo dos dados obtidos nas urnas de Novo Gama. 


Em segundo lugar, ficou Alan do Sacolão (PRB), com 15.227 votos, 39,85% dos votos válidos. Já a outro pesquisa da Cedemp Pesquisa, número do registro no TSE: GO-01598/2016, caiu por terra.

 

 

Líderes do esquema recrutavam pessoas no Novo Gama (GO) e cada integrante que aceitasse atuar angariando eleitores para os políticos recebia dinheiro. Quem tivesse melhor desempenho galgava posições na organização e recebia mais recursos

A Polícia Federal investiga um esquema peculiar de compra de votos no Novo Gama (GO), no Entorno. De acordo com a denúncia apurada pela Delegacia de Defesa Institucional (Delinst), da Superintendência da PF no Distrito Federal, a organização estava tão articulada que um grupo ligado a candidatos à prefeitura da região estava trabalhando no desenvolvimento de um software para computar as transações financeiras. O esquema, conforme apurou o Metrópoles, funcionava no formato de pirâmide.

O modelo dependia basicamente do recrutamento de pessoas. Cada integrante que aceitasse atuar angariando eleitores para os políticos ganhava uma remuneração. Eles tinham o papel de “consultores de um produto final”, que era o voto. Aqueles que se destacavam subiam na pirâmide e ganhavam mais dinheiro.

Quatro mandados foram expedidos na 4ª Vara Eleitoral do Novo Gama pela juíza Polliana Passos Carvalho. Foram três de busca e apreensão e um de condução coercitiva. Esse último, no entanto, não foi cumprido pois o alvo, segundo a PF, fugiu. A perícia ainda examina o material apreendido. Detalhes sobre os locais de cumprimento dos mandados e os nomes dos suspeitos não foram revelados, pois o processo segue em sigilo.

Penalidade
Além de ser crime comprar votos, o Ministério da Fazenda e a Receita Federal proíbem qualquer tipo de negócios em pirâmide. A infração está descrita na Lei nº 1.521 de 1951, que trata a modalidade como crime contra a economia popular. A punição para os responsáveis pode variar de seis meses a dois anos de detenção.

Atentos aos crimes eleitorais, a Polícia Federal mobilizou cerca de 90 agentes para atuar no fim de semana das votações. Os policiais que foram escalados atuarão em 33 municípios goianos, que são de responsabilidade da Superintendência da PF no Distrito Federal.

Campanha indevida
Em uma dessas ações, a Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (29/9), mandados de busca e apreensão em Planaltina de Goiás. A ação atende a um pedido da Vara de Justiça da cidade e os mandados foram cumpridos por agentes da Delegacia de Defesa Institucional da PF.

ação foi para recolher material irregular de campanha. Entre os alvos, o comitê do candidato do PROS, Dr. Davi, à prefeitura de Planaltina de Goiás, e a gráfica responsável por produzir panfletos e banners para a sigla. A ação teve o apoio do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás.

Portal Metrópoles - 29/09/2016 18:58 , ATUALIZADO EM 30/09/2016 7:30

A crise hídrica não atinge apenas Valparaíso e região. No Distrito Federal, os níveis dos dois reservatórios de água que abastecem Brasília e cidades satélites, nunca estiveram com os níveis tão baixos

POR ALOVALPARAISO FOTO: DIOMÍCIO GOMES - 10/09/2016 - 21:01:48

 

No início deste mês de setembro, os moradores de Cidade Ocidental, Luziânia e Valparaíso de Goiás, estão convivendo com um fato preocupante que tem deixado comércios, escolas, igrejas e residências dos três municípios diariamente sem água. Além de inúmeros transtornos, o problema tem causado irritação e prejuízos financeiros à população do Entorno Sul.

Buscando resolver a preocupante situação, a Saneago S.A. publicou uma nota esclarecendo todas as dúvidas dos consumidores e ligou o sinal de alerta em toda a região afetada pela adversidade.

Segundo a Companhia, o contratempo é ocasionado em função dos represamentos irregulares feitos por proprietários de chácaras e clubes no Ribeirão Saia Velha, manancial que abastece os municípios de Valparaíso e Cidade Ocidental. No último final de semana, a captação de água bruta baixou a um nível alarmante e que afetou o abastecimento das cidades.

O município de Luziânia encontra-se na mesma situação, devido aos represamentos irregulares que desviam o curso do Rio Palmital e prejudicam o abastecimento da população. O manancial é responsável por 40% da captação local.

Para resolver os casos, a Saneago acionou o Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) e está cuidando das ações pertinentes para solucionar o problema, o mais breve possível. Além dos represamentos ilegais, a falta de chuva têm gerado prejuízos incalculáveis e agravado as circunstâncias.

Recentemente a Saneago informou que está concluindo obras que dobraram a produção de água em Valparaíso e municípios vizinhos. A cidade será beneficiada pelo Sistema Produtor Corumbá, obra realizada no Parque Marajó em parceria com o Distrito Federal.

Falta de água também atinge o Distrito Federal

A crise hídrica não atinge apenas Valparaíso e região. No Distrito Federal, os níveis dos dois reservatórios de água que abastecem Brasília e cidades satélites, nunca estiveram com os níveis tão baixos.

De acordo com medição feita pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa), na última quinta-feira (08), o do Descoberto, o maior, está com 44,45% da capacidade; e o de Santa Maria, com 52%. Em função dos baixos índices, o DF entrou em estado de atenção. A ordem lá é de economizar água.

Segundo Resolução nº 13 da Adasa, entre 60% e 41%, é preciso tomar algumas medidas, como intensificar a fiscalização para evitar o desperdício e promover a alocação de água (compartilhamento). A preocupação é que, com a seca prolongada, os índices fiquem no nível crítico, entre 40% e 21%, o que pode provocar racionamento.

A Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), essa medida não está descartada se o nível dos dois reservatórios continuar baixando. A empresa está com uma campanha para que a população economize água especialmente neste período.

Pré-requisito

POR BRASÍLIA, POR CHICO SANT'ANNA - 10/09/2016 - 20:17:03
 
 
Igrejas podem se recusar a atender membros que atuam de forma contrária às suas doutrinas eclesiásticas, devendo ser indenizadas por medidas que ofendam suas próprias regras. Assim entendeu a 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Goiás ao determinar que um casal pague R$ 50 mil à Primeira Igreja Batista em Goiânia, que foi obrigada a celebrar um matrimônio por decisão judicial. ...

A ação foi movida pelo próprio casal em 2005, depois que a instituição negou-se a celebrar a cerimônia, sob o argumento de que a noiva já estava grávida. Ainda naquele ano, os autores conseguiram liminar obrigando a igreja a sediar o casamento. Como oficiais de Justiça tiveram dificuldade para intimar os pastores, um juiz plantonista autorizou até que eles abrissem as portas do templo por conta própria.

O processo continuou mesmo depois da cerimônia, pois os recém-casados afirmaram ter sofrido danos morais com a negativa. Na contestação, a ré solicitou exatamente o inverso: ser indenizada pela obrigação de executar o casamento.

A sentença — assinada por outra juíza — reconheceu ofensa à honra objetiva da igreja, pela “atitude impensada dos autores de forçarem a realização do casamento religioso sem o preenchimento dos requisitos mínimos necessários pela suplicada”.

Pré-requisito

O casal recorreu, mas o TJ-GO manteve o entendimento. O relator, juiz substituto em segundo grau Delintro Belo de Almeida Filho, não viu ato discriminatório, considerando que o regulamento era claro ao estabelecer que só tinham direito ao matrimônio fiéis “em plena comunhão com a igreja”.

Ele disse ainda que a noiva, “à época dos fatos, embora fosse membro da referida instituição, não estava em plena comunhão com a igreja, pois conforme assevera a nobre magistrada sentenciante, ‘(…) notório e independe de provas que a religião evangélica não aceita as relações sexuais antes do casamento (…) sendo que este dogma é da Igreja e contra o qual o Estado não pode se voltar a título de infringência à regras constitucionais’”.

Ainda citando trecho da sentença, o relator disse que “os autores não foram surpreendidos com as decisões do pastor da igreja ré, uma vez que violaram as normas de conduta da religião a que pertenciam e resolveram correr o risco, quanto a manutenção de relações sexuais antes do casamento, de forma que não podem querer, após descumprirem as regras, impor a todos os membros da igreja suas opiniões e vontades pessoais”.

O problema, para ele, foi a igreja ser obrigada a agir contra as suas crenças, embora a Constituição Federal garanta que conflitos ligados à liturgia sãointerna corporis, ou seja, devem ser resolvidos pela própria instituição. O voto foi seguido por unanimidade.

Detalhe

O relator assina o voto como “diác.”, uma abreviação para diácono — além de juiz, ele é registrado como colaborador na Paróquia Santuário Santo Antônio, no município goiano de Anápolis. Com informações do Centro de Comunicação Social do TJ-GO.

Publicado originalmente na Revista Conjur

Os investigadores acreditam que Rooney da Silva Morais tenha sido o autor dos disparos contra João Miranda do Carmo, em Santo Antônio do Descoberto (GO). Ao pai dele coube a função de dirigir o carro na fuga

Da Redação do Metrópoles - 29/08/2016 6:58 


NILO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

Um segundo suspeito de envolvimento na morte do jornalista João Miranda do Carmo, em Santo Antônio do Descoberto (GO), foi preso pela Polícia Civil. Rooney da Silva Morais, 22 anos, é filho do servidor público Douglas Ferreira de Morais, 40, preso três dias após o homicídio.

Os investigadores acreditam que Rooney tenha disparado 13 tiros contra o jornalista. Ao pai, coube a função de dirigir o carro na fuga. O veículo usado pela dupla, um Fiat Palio, foi visto por testemunhas. O jovem foi preso na casa da avó, em Santo Antônio do Descoberto. Apesar das evidências, ambos negam a participação no homicídio.

O crime

João Miranda do Carmo foi assassinado em 24 de julho, em Santo Antônio do Descoberto (GO). O delegado Pablo Santos Batista acredita que Douglas planejou a morte de João para vingar o irmão, preso em fevereiro por homicídio. O jornalista publicou reportagens sobre o caso.

João fazia denúncias contra o governo do prefeito Itamar Lemes do Prado, adversários políticos e tráfico de drogas. Ele pretendia ingressar na política ainda este ano ao disputar uma vaga para vereador na cidade pelo PCdoB.

O enteado da vítima teria informado aos policiais que o padrasto sofreu diversas ameaças de morte por conta da profissão. No início deste ano, João teve o carro incendiado para que “parasse de tocar em certos assuntos”.

O jornalista estava em casa quando homens armados chegaram em um veículo vermelho e o chamaram no portão. Ao sair para atendê-los, eles atiraram. Os suspeitos fugiram e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas a vítima morreu no local.

O segundo assassinato de pessoas ligadas a partidos políticos coloca em xeque as eleições municipais em Santo Antônio do Descoberto. No último domingo, o vice-presidente do Partido da República (PR) na cidade goiana, Paulino Rodrigues da Silva, 58 anos, o Pastor Paulino, morreu ao ser atingido por quatro tiros na porta de casa, no bairro Morada Nobre — as características do crime são parecidas com as do homicídio do jornalista João Miranda do Carmo, em 24 de julho (leia Memória). Além disso, ontem pela manhã, o vice-prefeito, Valter da Guarda Mirim, foi intimidado por dois homens armados.

Esses casos levaram a promotora eleitoral de Santo Antônio do Descoberto, Tarcila Britto, a preparar um ofício para encaminhar ao Tribunal Regional Eleitoral e à Secretaria de Segurança Pública de Goiás. No documento, ela narra todas as situações de prováveis crimes de motivação política e pede reforço na segurança do município distante 49km de Brasília, principalmente para as eleições de outubro. “Houve uma morte há menos de um mês nas mesmas circunstâncias. Normalmente, a violência na cidade é marginalizada, ligada a tráfico, rixas e outros. Mas, coincidentemente, está migrando para um lado político que desconhecemos”, relata. Ela também entrou em contato com o Ministério Público Eleitoral e tem apoio do procurador regional eleitoral, Alexandre Moreira.

No caso do Pastor Paulino, ele chegou a ser socorrido e levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos. A vítima apoiava Estela Souza (PR), ex-mulher do atual prefeito e candidata a chefe do Executivo local no próximo pleito. Em nota divulgada no domingo, o presidente do partido em Santo Antônio do Descoberto, Francisco de Assis Pereira da Silva, demonstrou solidariedade à família e garantiu que exigirá uma apuração rigorosa e imparcial do crime. “É prematuro dar a conotação de crime político. Não sabemos com certeza por estarmos distantes dos acontecimentos. A gente acredita na Justiça”, diz o vice-presidente estadual goiano do PR, Wiris Arantes.

Fonte: Correio Braziliense
Foto: Correio Braziliense

A cidade goiana de Novo Gama é, na prática, uma teocracia desde junho de 2015, quando entrou em vigor uma lei que proíbe manifestação contra o cristianismo e pune até com prisão que resolver afrontá-la.

Cidade adota a teocracia ao proibir críticas ao cristianismo

Autor da lei não tem nem vaga ideia do
que seja democracia

Criticar outras religiões ou quem não é cristão ou não tem nenhuma crença pode.

Parece que o autor da lei, o vereador Danilo Lima Ferreira (foto), se inspirou na legislação de países islâmicos onde criticar a religião oficial é crime.

A lei diz: “[...] fica proibido qualquer tipo de manifestação pública que fira ou afronte a fé cristã”,

Continua: “Qualquer movimento ou manifestação que fira ou afronte o cristianismo deverá ser interrompida imediatamente pelas autoridades locais”.

Mais ainda: “Os envolvidos nos atos de discriminação ao cristianismo deverão ser punidos conforme prediz o artigo 208 do Código Penal (que prevê prisão de até um ano).”

O absurdo é tanto que, antes que o Ministério Público entre em ação, a Procuradoria Jurídica do Executivo Municipal vai entrar com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) contra a lei.

A informação é de Eduardo Vidal Pereira Martins (PP), o prefeito arrependido que, antes, tinha sancionado a lei aprovada pela Câmara Municipal.

Assim, enquanto a teocracia estiver em vigor, alguém, em tese, poderá ser preso na cidade se afirmar em público, por exemplo, que a mãe de Jesus não era virgem.

Com informação do Correio Braziliense e foto de divulgação.

Fonte: Paulopes
 

SALÁRIO DO SERVIDOR É DE R$ 24,3 MIL; CORREGEDORIA VAI APURAR
 
Da redação do Diário do Poder -  08/08/2016 às 13:15 - Atualizado às 16:06
 
O MÉDICO VISITA CASA POR CASA EM BUSCA DE VOTOS NO MUNICÍPIO GOIANO. (FOTO: FACEBOOK)
 
 
Um médico do Distrito Federal, lotado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião, apresentou atestado e pediu licença médica da Secretaria de Saúde do DF alegando estar doente, mas, na verdade, está fazendo campanha para prefeito em Planaltina (GO), no Entorno do DF, cidade a cerca de 60 km de distância de Brasília, o que é vedado por lei. David Alves Teixeira Lima lançou candidatura oficialmente na semana passada, mas a disputa por votos goianos começou bem antes.

O médico, conhecido na carreira política como Dr. Davi (PROS), tirou licença de 4 de julho a 12 de agosto e está recebendo remuneração de R$ 24.395,04 normalmente, sem descontos. Desde junho em pré-campanha, o servidor supostamente doente visita casas na cidade goiana, comércios e faz comícios para grande público, como mostram publicações em sua página oficial.

Na última quinta-feira (4), Dr. Davi foi anunciado oficialmente como candidato do PROS. Em seu discurso, ele disse: "Eu estou aqui com boa intenção, com coração aberto para fazer. E é isso que eu vou fazer. Meu amigos não serão esquecidos em meu governo. Eu vou governar aqui e vou transformar nossa cidade", disse.

"Eu já recebi vários títulos de melhor médico, agora - vocês podem escrever - vou receber o de melhor prefeito, nos quatro anos eu que eu estiver aqui!", esbravejou.

De acordo com Rodrigo Francelino, professor especialista em direito constitucional, o correto para essa época de eleições municipais é o servidor tirar a chamada licença para tratar de asssuntos pessoais, que não é remunerada. "Não é errado tirar licença, contanto que seja a licença correta. Vale lembrar que essa licença médica que ele tirou ainda tem direito a benefícios, como FGTS, aposentadoria, licença-prêmio, porque ele está "doente", explicou Francelino. E acrescentou: "Agora, tem que saber quem da Junta Médica liberou essa licença".

Remuneração

Em nota, a Secretaria de Saúde do DF, em posse do vídeo (abaixo), informou que o caso já foi encaminhado para a Corregedoria da pasta, que vai apurar e adotar as medidas cabíveis. 

Sobre o motivo apresentado na licença, a Secretaria de Saúde se negou a informar o motivo do médico, alegando ser "uma informação pessoal do servidor".

O PROS, partido do candidato, disse por e-mail que Dr. Davi foi submetido a atendimento e perícia médica, e se encontra em licença por um problema na coluna "que o impossibilita de trabalhar em plenitude". A assessoria diz que em momento algum ele obteve atestado médico usando de má fé.

No texto, a sigla diz, no entanto, que a lesão não o impede de caminhar e conversar com as pessoas por períodos curtos de tempo, "já que ele está em tratamento". E apesar de estar nas ruas todos os dias, de casa em casa, e em comícios, a assessoria do médico justifica que ele não está em campanha, "uma vez que a mesma só começa dia 16". Ele afirma também que está à disposição para qualquer esclarecimento.

Veja o médico supostamente doente fazendo comício em Planaltina: Clique aqui!

Por: Lucas Lieggio

O espaço “CEU das Artes” (Centros de Artes e Esportes Unificados), localizado na etapa C em Valparaíso de Goiás, está causando dor de cabeça à Associação dos Artesãos de Valparaíso - AMORVAL.

O espaço que foi destinado para utilização da associação está sendo utilizado pela Prefeitura que vem cedendo o uso ao Centro de Referência de Assistência Social - CRAS.

No entanto o CRAS e a prefeitura vem “boicotando” a AMORVAL. Muitos eventos tem acontecido no CEU das Artes, porém nada relacionado ao artesanato. Quando a associação tenta fazer uso do espaço não tem conseguido. Segundo dito pela presidente da associação, Jaqueline, em reunião realizada nesta segunda feira (01/08), mesmo a associação tendo direito a um espaço no CEU das Artes, não está tendo voz ativa lá dentro.

Neste próximo sábado (06/08) ocorrerá uma votação que irá eleger a nova equipe de gestão do CEUs. A AMORVAL está na disputa com duas de suas associadas, Albany e Marli. Durante a reunião foi pedido aos presentes que, no sábado, se dirijam até o espaço para votarem.

A expectativa da associação é que, tendo pessoas da AMORVAL dentro da equipe de administração do CEUs consigam fazer com que os artesãos da região tenham mais um ambiente para difundirem a sua arte.

Quando foi construído o “CEU das Artes”, um espaço foi destinado a Associação dos Artesãos de Valparaiso - AMORVAL, que tinha como objetivo que fossem desenvolvidas atividades relacionadas ao artesanato. Algo que nunca aconteceu de fato, pois a Prefeitura vem utilizando à sua maneira por meio do CRAS e Secretaria de Cultura, e de alguma forma vem dificultando o uso pela AMORVAL e seus artesãos associados.

A expectativa dos associados e da presidência da associação é que após a eleição de sábado eles possam traçar um futuro melhor pela frente referente ao uso do espaço dentro do CEUs.

O Espaço CEU das Artes:

Os CEUs – Centros de Artes e Esportes Unificados – integram num mesmo espaço programas e ações culturais, práticas esportivas e de lazer, formação e qualificação para o mercado de trabalho, serviços socio-assistenciais, políticas de prevenção à violência e de inclusão digital, para promover a cidadania em territórios de alta vulnerabilidade social das cidades brasileiras. Esse espaço foi construído por meio da parceria entre União e municípios. Segundo informações do site do projeto, estão sendo construídos 357 CEUs, com unidades já inauguradas nas cinco regiões do país.

A gestão dos CEUs é compartilhada entre as prefeituras e a comunidade, com a formação de um Grupo Gestor, que fica encarregado de criar um Plano de Gestão, e também conceber o uso e programação dos equipamentos. Para potencializar a participação social, o Ministério da Cultura -MinC, vem realizando amplo mapeamento sociocultural dos Territórios de Vivência dos CEUs, como estratégia de mobilização social das comunidades locais. Esse material auxilia na ativação dos territórios, com visitas do MinC aos municípios para reuniões de validação dos mapeamentos juntamente aos gestores e comunidade.

Os centros contam com biblioteca, cineteatro (48, 60 ou 125 lugares), laboratório multimídia, salas de oficinas, espaços multiuso, Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), além de pista de skate. Os CEUs maiores (3.000 e 7.000 mil m²) também contam com quadra de eventos coberta, playground e pista de caminhada.

O CEUs de Valparaiso de Goiás fica localizado na localizado na Etapa C, nas proximidades da Feira Permanente.

Da Redação do portal Gama Cidadão

 

 

NOTA DE RETRATAÇÃO

O portal Gama cidadão vem por meio de esta nos retratar a respeito da matéria publicada na terça-feira 2/8 onde abordava a questão da utilização do espaço CEU das Artes pela Associação dos Artesãos de Valparaíso de Goiás. O intuito desta matéria foi o de informar sobre as dificuldades relatadas na reunião, enfrentadas pela associação na utilização do espaço que foi delimitado no CEU das Artes. Não houve da nossa parte intenção de prejudicar ou denegrir a imagem da associação, ou do espaço Céu das Artes e sua administração, apenas disponibilizar a informação. Deixamos aqui a nossa retratação e colocamos espaço à disposição para uso da AMORVAL ou do céu para se manifestarem.

A situação do PMDB no Entorno de Brasília é a pior possível. O maior político do partido na região, Marcelo Melo, migrou para o PSDB, pelo qual vai disputar a Prefeitura de Luziânia. É considerado imbatível.

O PMDB de Daniel Vilela, o presidente, e de Iris Rezende não tem nenhum candidato competitivo no Entorno do Distrito Federal, exceto Ernesto Roller, em Formosa.

Até Tião Caroço, inimigo figadal do ex-deputado, já está chamando Ernesto Roller de “prefeito”. Pesquisas mostram, segundo o próprio conselheiro do TCM, em conversa recente com um repórter do Jornal Opção, o peemedebista na liderança absoluta.

O Entorno do DF é uma região decisiva para qualquer partido que aspire disputar, de maneira competitiva, a eleição para o governo do Estado. Seu eleitorado é um dos maiores de Goiás.

Fonte: Jornal Opção

O prefeito de Águas Lindas de Goiás, Hildo do Candango (PSDB), resgatou a credibilidade do setor público, com ações efetivas junto aos governos federal e estadual.

Hildo do Candango deixa a marca de um governo honesto, com uma gestão estável que se destaca em todo o Entorno, como um prefeito “tocador de obras”, que, mesmo com a crise nacional, garantiu recursos para investir na cidade.

A gestão transparente implantada por Hildo do Candango resultou em uma sequência de obras qualitativas na cidade e uma evolução significativa na qualidade de vida da população. Águas Lindas deixou as páginas policiais e hoje vive uma nova realidade com obras que valorizam e instigam o orgulho dos moradores.

Com foco no planejamento, a gestão de Hildo quitou mais de R$ 120 milhões de dívidas e revolucionou a cidade com a construção do sistema de saneamento básico, com galerias de águas pluviais, redes coletoras de esgoto, Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e Estação de Tratamento de Água (ETA).

Enquanto 42% dos domicílios urbanos no Brasil possuem tratamento de esgoto, Águas Lindas vai inaugurar 85% da sua rede para atender cerca de 100 mil famílias. Esta é uma marca histórica atingida apenas por algumas cidades do Distrito Federal. Hildo do Candango implantou na cidade uma gestão séria e, por seu intermédio, Águas Lindas conseguiu estabilidade para se tornar um verdadeiro canteiro de obras.

Em plena epidemia de dengue, chikungunya e zika, Águas Lindas apresenta uma realidade diferente das demais cidades do país. O município — que em breve vai inaugurar a sua rede esgoto — entregou recentemente duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para a população, reformou e ampliou oito postos de saúde, construiu uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que vai atender urgência e emergência 24 horas, ampliando assim a rede da atenção básica em 61%.

Hildo do Candango trabalhou para retomar as obras do Hospital Regional, que estavam paralisadas há mais de oito anos, e assegurou o direito dos moradores a um atendimento humanizado.

“Fico feliz de poder entregar um atendimento de qualidade e uma estrutura digna para os nossos moradores. Tive um cuidado especial para equipar as nossas unidades com equipamentos de ultrassom e aparelho de raio-X. Hoje quem mora aqui é tratado aqui, este é um compromisso firmado e levado a sério por nossa gestão”, enfatiza o prefeito.

Enquanto outras cidades do país sofrem com grandes problemas na área da saúde, Águas Lindas melhora a qualidade do atendimento junto à população a cada dia. “Tenho muita honra de trabalhar por Águas Lindas. Não tenho medo de mostrar a nossa credibilidade e transparência. Aliás, só podemos crescer como crescemos com o nosso planejamento sério”, frisa o prefeito.

O prefeito está fazendo uma verdadeira revolução na área de saneamento básico

Fonte: Jornal Opção

Jornalista: Jakeline Nunes

Na noite da última sexta feira (24), durante a cerimônia de conclusão do ensino médio do EJA o vereador Afrânio Pimentel (PR) anunciou que Valparaíso de Goiás irá receber uma unidade da Universidade Estadual de Goiás.

A promessa da construção desse campus universitário não é recente e já vem desde a gestão passada, comandada pela ex-prefeita Lêda Borges. Foi durante sua gestão que houve a doação do terreno onde será construído as novas instalações do novo campus da UEG. A assinatura da escritura aconteceu dia 18 de outubro de 2011, no Cartório de Registro de Imóveis da cidade. Na época estiveram presentes a então prefeita, Leda Borges, e o então reitor da UEG, Luiz Antônio Arantes. O terreno doado tem área total de 7.479,65 m² e está situado no Loteamento Parque Rio Branco, em frente ao Batalhão da Polícia Militar. Na foto abaixo pode-se observar o terreno doado a UEG à direita.

A construção é um compromisso firmado com a comunidade local pelo Governo do Estado. A expectativa da comunidade é que, quando inaugurada, a unidade possa ofertar cursos na área do bacharelado.

Apesar de já existir o terreno nunca foi feito nada no local. Na ocasião em que foi anunciado o novo campus pelo vereador Afrânio, não foi divulgado maiores informações. A equipe do Entorno Web / Gama Cidadão está tentando contato com a UEG para maiores esclarecimentos.

Por: Lucas Lieggio

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